A arte imita a morte: Os serial killers que inspiraram o cinema

Duas coisas das quais ninguém duvida é que a vida imita a arte e a arte imita a vida. O pior exemplo desse fato acontece nos crimes. Quem não se lembra de algum famoso crime cujo responsável alegou inspiração em algum grande clássico do cinema ou em algum vilão famoso nos filmes? Temos, por exemplo, o maníaco que tentou assassinar o presidente dos Estados Unidos  Ronald Reagan, alegando se identificar com o protagonista de Taxi Driver (1976) e obcecado por Jodie Foster, ou mesmo Eric Harris e Dylan Klebold, que massacraram doze alunos e um professor num colégio em Columbine no ano de 1999, ambos fãs ardorosos do filme Assassinos por Natureza (1994).

Mas também ocorre o processo inverso, e ficamos boquiabertos quando descobrimos que crimes tão bem filmados em cena tiveram, na verdade, sua base em crimes reais – seres humanos frequentemente marcados por infâncias traumáticas e desprovidos de qualquer empatia com o próximo. Que tal conhecer os mais famosos serial killers que tiveram sua história impressa também em película?

Andrei Chikatilo
Também conhecido como “O Monstro de Rostov” ou “Açougueiro Russo”, o russo Chikatilo aparentemente cansou da vida de professor infantil e vendedor de loja e começou a matar, em geral, mulheres e crianças. Mesmo casado, começou a sentir prazer em suas tentativas de estupro e assassinato, foi preso por abuso sexual, mas executado somente bem mais tarde. Seus métodos envolviam oferecer doces às crianças e dinheiro às mulheres (geralmente prostitutas) para em seguida esfaqueá-las e/ou sufocá-las. O número confirmado de vítimas chega a 52 mortes.

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Culpado por: assassinato, estupro, abuso sexual, tentativas de homicídio.
Sentença: Executado (1994).
No cinema: protagonista dos filmes pouco vistos Evilenko (2004) e Citizen X (2002)

Albert Henry DeSalvo
Apelidado de “O Estrangulador de Boston”, DeSalvo, nascido em 1931, era especialista em criar armadilhas para animais e foi o responsável por 13 assassinatos confirmados. Geralmente abusava de mulheres (das mais variadas idades, de 19 a 85 anos) e as estrangulava com roupas das mesmas. Vez ou outra matava com facadas e espancamento. O mais curioso é que em nenhum dos casos havia sinal de arrombamento nas casas das vítimas. Acabou fugindo do hospício onde estava internado, sendo recapturado no dia seguinte. Outra curiosidade é que a autenticidade dos crimes nunca foi confirmada (até o ano de 2013) – alguns inclusive suspeitavam que Albert DeSalvo tenha assumido alguns crimes que ele mesmo não tinha cometido. Além das mortes, há inúmeros outros casos de estupro atribuídos a DeSalvo, com estimativas que chegam a 300 casos.

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Culpado por: abuso sexual, estupro, assassinato, roubo, arrombamento, furto.
Sentença: Internação em manicômio judicial, e após uma fuga enviado para uma prisão de segurança máxima em 1967, sendo assassinado seis anos depois na cadeia.
No cinema: Tony Curtis interpreta o assassino no antigo filme O Homem que Odiava as Mulheres (1968).

Aileen Wuornos
Considerada por alguns como a maior assassina mulher dos Estados Unidos, Aileen Carol Pittman teve uma infância problemática, com rupturas familiares e abandonada pela mãe, sendo criada pelos avós, e abusada pelo vovô. Costumava se automutilar e engravidou do irmão em 1970, se tornou prostituta alguns anos mais tarde. Frequentava ambientes lésbicos e manteve um relacionamento sério com Tyra Moore por quatro anos. Mais tarde levava uma pistola na bolsa quando ia se prostituir. Alegava que o comportamento violento dos homens que eram seus clientes acabou por motivar os assassinatos, sendo sete casos confirmados.

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Culpada por: assassinato e roubo.
Sentença: Condenada à morte e executada por injeção letal em 2002
No cinema: A bela Charlize Theron interpreta Aileen, papel que deu a ela o Oscar de melhor atriz no ano seguinte, pelo filme Monster – Desejo Assassino (2003).

Albert Fish
Hamilton Albert Fish foi um dos piores assassinos já existentes. Mais um dos que tiveram uma infância problemática, Fish perdeu o pai aos cinco anos e sua mãe o mandou para um orfanato por falta de um emprego, onde ele era frequentemente agredido. Mais tarde, descobriu prazer nas agressões, e além disso começou a praticar coprofagia e a beber urina. Teve relações homossexuais diversas e depois de casado e com filhos, passou a molestar sexualmente meninos e meninas, a maioria deles com menos de dez anos de idade. Quase idoso, Fish passou a trabalhar como pintor de casas, a oportunidade perfeita para continuar seus ataques pedófilos. Tendo passado pela prisão diversas vezes, seu crime mais famoso é o assassinato hediondo de Grace Budd, onde confessou ter molestado a menina e comido sua carne.

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Culpado por: abuso sexual, sequestro e assassinato.
Sentença: Condenado à morte, na cadeira elétrica em 1936.
No cinema: Gerou vários documentários e pequenos filmes, como Gray Man (2007). No entanto, o filme mais famoso é O Silêncio dos Inocentes (1991) no qual o antagonista Hannibal Lecter tem seu principal aspecto baseado ligeiramente em Fish, o canibalismo.

Charles Manson
Charles Milles Manson, nascido em 1934, é um dos mais assassinos mais conhecidos pelo mundo, devido à exposição de seus crimes. Usava e vendia drogas, era violento e cometia espancamentos mesmo adolescente. Desde a infância assíduo frequentador de reformatórios juvenis, ficou preso um longo tempo e quando saiu da cadeia, em 1967, não demorou para que ele fundasse uma comunidade alternativa baseada no amor livre, em pleno auge da era “paz e amor”. Costumava dizer que era Jesus Cristo reencarnado e acreditava em mensagens escondidas nas letras dos Beatles. Fracassado em sua carreira como músico, Manson explorou o lançamento do álbum dos Beatles, The Beatles, onde Manson via mensagens que indicavam uma “guerra racial” que só existia na cabeça dele, onde brancos se revoltariam contra negros a partir de crimes cometidos por sua legião. O mais famoso deles aconteceu em agosto de 1969, onde durante duas noites Manson e seus seguidores invadiram duas mansões e mataram com requintes de crueldade vários famosos, entre eles a atriz Sharon Tate, então grávida e esposa de Roman Polanski, escrevendo com o sangue dos mortos frases em portas e paredes, como “Morte aos porcos”, “Helter Skelter” e “Levantem-se”.

Serial Killers - Charles Manson

Culpado por: tráfico de drogas, agressão física, assaltos, exploração da prostituição, diversos assassinatos.
Sentença: Prisão perpétua. Manson continua preso na California.
No cinema: O assassino foi levado ao cinema em vários filmes como no semi-documental Helter Skelter (2004).

Charles Starkweather
Starkweather era um adolescente solitário e deprimido quando conheceu sua namorada, Caril Ann Fugate, então com 14 anos e ele com 17. Uma linda história de amor, não? Porém, durante um período de dois meses no ano de 1958 começando com os assassinatos de vários membros da família de Caril Ann, o casal roubou um carro e em sua jornada de fuga matou várias pessoas pelo caminho, por tiro de rifle ou facadas. Os dois foram presos.

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Culpado por: vários assassinatos.
Sentença: Executado na prisão no ano seguinte ao de sua prisão. Caril Ann ficou detida por 17 anos e depois foi libertada.
No cinema: Terrence Malik, o diretor por trás de filmes indicados ao Oscar como A Árvore da Vida (2011) e Atrás da Linha Vermelha (1998) levou a história de Starkweather e sua namorada em seu filme de estreia, Terra de Ninguém (1973). Oliver Stone filmou um roteiro bastante inspirado nos crimes de Charles, o clássico Assassinos por Natureza (1994), filmando um casal violento e apaixonado.

David Berkowitz
Conhecido como “O Filho de Sam”, Berkowitz usava uma pistola calibre 44 em seus crimes, cometeu assassinatos no quente verão novaiorquino de 1976. Atirava de longe, sem chance de defesa para as vítimas, com seis mortes confirmadas. Antes disso, em 1971 aprendeu a atirar quando servia no exército e cometeu diversos ataques sexuais em 1975. Quando foi preso, em 77, alegou que seguia ordens do cachorro do vizinho, que estaria possuido por um demônio.

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Culpado por: várias tentativas de assassinato e seis homícidios.
Sentença: Prisão perpétua, David continua preso em Nova Iorque.
No cinema: O filme O Verão de Sam (1999) de Spike Lee, centra a trama não exatamente no assassino, mas sim na atmosfera de medo e paranoia criada na região onde o maníaco atuava. O filme conta com atuações de John Leguizamo e do ganhador do Oscar Adrien Brody.

Ed Gein
Um dos mais conhecidos maníacos, e que inspirou o maior número de escritores e cineastas, Gein foi um assassino e também um violador de túmulos, de onde tirava os corpos e guardava alguns pedaços de corpos, algumas partes ele usava para construir utensílios domésticos, adornos e roupas femininas, e fazia sexo com alguns cadáveres. Costumava se vestir com as roupas criadas e dançar sozinho na sua casa. Usava um crânio como tigela de sopa. Conversava com a mãe morta, que em vida era uma fanática religiosa e espancava Gein. Teve dois assassinatos confirmados e foi suspeito de mais seis, entre os anos de 1947 e 1957.

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Culpado por: assassinato
Sentença: Reclusão em hospital psiquiátrico.
No cinema: Em O Massacre da Serra Elétrica (1974) Leatherface foi inspirado em Gein; em O Silêncio dos Inocentes (1991) o assassino Buffalo Bill lembra o modus operandi do criminoso e Robert Bloch escreveu o romance Psicose baseado em Gein, onde Norman Bates tem a mesma obsessão com a mãe morta que Gein. Já em Deranged (1974), o assassino ficticio Ezra Cobb é a encarnação em película do maníaco.

Henry Lee Lucas
Henry Lucas foi um assassino em série americano culpado por 11 mortes. Depois de preso, confessou mais de 60 mortes. Morreu na prisão em 2001 de causas naturais. Sua última vítima foi sua própria namorada, Becky, sobrinha de seu parceiro nos crimes, Otis Toole.

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Culpado por: diversos assassinatos
Sentença: Prisão perpétua, morto em 2001.
No cinema: Muitos conhecem o pesado thriller Henry – Retrato de um Assassino (1986), onde Michael Rooker interpreta com realismo absurdo os crimes reais do assassino. Polêmico, o filme foi lançado no Brasil apenas em 1992 e no Reino Unido apenas em 2003, com cortes.

Ivan Marko Milat
O Assassino de Mochileiros australiano cometeu sabe-se lá quantos assassinatos e é suspeito de inúmeros desaparecimentos. Ele matava por estrangulamento, facadas, tiros de rifle, não sem antes abusar sexual e psicologicamente das vítimas. Depois de mortas, decapitava e praticava tiro ao alvo com as cabeças. Cometeu os crimes entre 89 e 92, ao redor das florestas de Belangolo, na Austrália. Nunca chegou a confessar os crimes.

Ivan Milat

Culpado por: vários assassinatos
Sentença: Prisão perpétua.
No Cinema: O filme Wolf Creek – Viagem ao Inferno (2005) é um retrato realista e perturbador dos crimes praticados por Milat, quando um grupo de mochileiros recebe a ajuda de um estranho, porém simpático caipira quando o carro deles quebra no meio da estrada.

Jack, o Estripador
Um dos mais famosos criminosos da história, Jack foi o responsável por matar e estripar os corpos de prostitutas nas regiões pobres de Londres em 1888. Sua identidade nunca foi descoberta, pois parou de matar após a quinta vítima.

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Nunca foi detido
No cinema: Tendo povoado o imaginário popular por décadas até hoje, a figura de Jack apareceu no filme Do Inferno (2001) com Johnny Depp e Heather Graham.

Jeffrey Dahmer
O “Canibal de Milwaukee”, como ficou conhecido, matou 17 homens e garotos entre os anos de 78 e 91, além de ter cometido vários outros crimes de cunho sexual. Frequentava bares gays e encontrava lá suas vítimas, levando-as para casa e as drogando. Praticava necrofilia e canibalismo com os cadáveres. Seu sonho era criar um escravo sexual pingando ácido dentro da cabeça das vítimas. Foi preso em 1991 e morto em 1994.

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Culpado por: diversos assassinatos
Sentença: Prisão perpétua, morto por espancamento na cadeia em 94.
No cinema: Foi adaptado para o cinema duas vezes, em Dahmer – Mente Assassina (2002) e Copycat – A Vida imita a morte (2005). O primeiro explora as raízes psicológicas do bandido, revelando sua alienação e solidão.

John Wayne Gacy
Conhecido como o “Palhaço Assassino”, Gacy foi o responsável por, pelo menos, 33 estupros seguidos de morte de garotos, crimes ocorridos entre 72 e 78 na cidade de Chicago. Matava por estrangulamento e enterrou alguns dos corpos no terreno ao lado de sua casa.

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Culpado por: estupro e assassinato
Sentença: Pena de morte, executado com injeção letal em 1994.
No cinema: Clive Saunders dirigiu o pequeno e desconhecido filme feito direto para vídeo Gacy (2003) e existe ainda um filme menos conhecido, o canadense Dear Mr. Gacy (2010) que enfoca o relacionamento entre o jovem estudante Jason Moss e o objeto de sua obsessão, o assassino John Gacy.

Peter Kürten
O Vampiro de Düsseldorf nasceu em Mülheim, Alemanha, em 1883. Ainda criança, entre os seis e nove anos de idade já matava e mutilava animais como cachorros e sapos. Em 1892 afogou dois coleguinhas jogando-os no rio. Quando adolescente, fazia ataques sexuais contra animais de porte médio, como ovelhas, além de abusar de suas irmãs, tal como seu pai fazia. Foi preso algumas vezes por roubo e tentativas de estupro. Em 1929 matou 11 pessoas na região de Düsseldorf, mas é possível que tenha matado ainda mais. Atacava, sexualmente ou não, mulheres e crianças, com facadas e também por asfixia. Confessou após ser preso ter bebido o sangue de pelo menos uma de suas vítimas.

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Culpado por: abuso sexual, roubo e assassinatos, também provocou incêndios em casas e outras tentativas de assassinato.
Sentença: Preso em 1930 e executado em 1931.
No cinema: O clássico do expressionismo alemão e um dos primeiros “horrores” produzidos pela sétima arte, M – O Vampiro de Düsseldorf segue o assassino de crianças Hans Becker, embora o diretor Fritz Lang tenha negado influência do caso de Peter em seu filme. Em Copycat (1995) um assassino se autodenomina Peter Kuerten (sic).

Ted Bundy
Sua mãe era muito nova quando engravidou dele, e até a adolescência achou que sua mãe era uma irmã mais velha, sendo criado pelos avós. Ficou mais distante da família e começou a matar com 15 anos de idade. O sujeito era boa-pinta, o que facilitava sua aproximação com seu alvo predileto: mulheres jovens, bonitas e de cabelos escuros. Oferecia carona ou paquerava em bares e ruas. Usava como arma um porrete ou uma faca, às vezes matava por estrangulamento. Matou no período entre 74 e 78, e sabe-se que ele também estuprou e tenha praticado necrofilia com algumas das vítimas. Costumava também revisitar o local dos crimes para relembrar a experiência.

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Culpado por: mais de 30 assassinatos e estupros.
Sentença: Pena de morte, executado em 1989 na cadeira elétrica. Por ironia, o carrasco era uma mulher.
No cinema: o filme independente Ted Bundy (2002) relata de maneira semi-biográfica o aspecto psicológico do assassino, com poucas cenas de gore. Já o criminoso principal de O Silêncio dos Inocentes (1991) aborda suas vítimas de maneira parecida e inspirada por Bundy.

Zodíaco
Apelidado como “Zodíaco”, o assassino nunca descoberto cometeu uma serie de crimes entre os anos de 68 e 69, no Sul da California. Quando uma mulher conseguiu escapar de um ataque, ela o denunciou à policia e fez um retrato-falado, e os ataques pararam. O criminoso ligava para a polícia dando detalhes sobre os crimes, e mandava anagramas dificílimos de serem resolvidos. Matava com punhal e a tiros. Chegou a ameaçar por carta explodir um ônibus escolar, algo que nunca se concretizou. Após tanto tempo, acredita-se que a identidade de “Zodíaco” nunca será descoberta e que o mesmo já tenha morrido.

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Nunca foi detido
No cinema: Em Perseguidor Implacável (1971) o criminoso é inspirado no assassino real. Já no thriller concebido por David Fincher, Zodíaco (2007), baseado no livro de Robert Graysmith, o roteiro segue dois investigadores e um cartunista na caçada pelo serial killer.

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Marcus Augusto Lamim

Marcus Augusto Lamim

Um seguidor fiel do cinema em todos seus formatos e gêneros, amante de rock e do gênero fantástico, roteirista amador e graduando em química.

7 comentários em “A arte imita a morte: Os serial killers que inspiraram o cinema

  • 17/09/2017 em 20:11
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    Após testemunhar o pai espancando a mãe até a morte, filho descobre que o corpo da mãe foi encontrado boiando no lado e decide se vingar matando o próprio pai a facadas após este sair da prisão!

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  • 21/03/2014 em 17:10
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    Bela Matéria ! Parabéns ao autor !

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  • 20/03/2014 em 18:01
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    Charles Starkweather e Charles Manson não são serial killers. Starkweather é um spree killer (assassino impulsivo ou relâmpago, depende do tradutor) e Charles Manson nem mesmo pode ser chamado de assassino já que quem cometeu os assassinatos foram seus seguidores, não ele. Charles Manson apenas ordenou os crimes, não cometeu.

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    • 21/03/2014 em 18:18
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      Tem razão Fernando, embora o limite onde termina a definição de um spree killer e onde começa a de um serial killer não seja tão preciso. Quanto a Charles Manson, devo agradecer a correção. Charles Manson se tornou tão conhecido por sua maldade e loucura que acabou ficando mais famoso que os autores principais, mas, ele foi acusado de assassinato, mesmo sendo “só” o mandante.
      De todo modo, agradeço, pois seus comentários estão corretos.

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  • 19/03/2014 em 14:47
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    só tenho um pouco de pena da Aileen wuornos,que teve uma vida bem sofrida,apesar de não ser desculpa pra matar inocentes,se bem que quando eu assisti monster tinha um que estuprou ela,então esse teve o que mereceu. quanto ao resto que queimem no colo do capeta hahaha……….

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