Os Melhores e Piores de 2015, por Gabriel Paixão

Cada colaborador do Boca do Inferno foi instruído a fazer as escolhas dos melhores e piores de 2015. Os que fizessem comentários sobre as escolhas teriam um post único! Confira a opinião de Gabriel Paixão e as justificativas!

The Editor (2014)
The Editor (2014)

CATEGORIA DENTISTA (filmes lançados no Brasil em 2015)

Boca sorridente (o filme mais divertido do ano): The Editor: Criado por um grupo de artistas canadenses especializados em filmes de terror satíricos e controversos vem uma das maiores homenagens ao gênero giallo já realizadas. Melhor até do que o próprio Dario Argento fez em Giallo – Reféns do Medo (2009). É um filme para um público específico, mas para quem adora a cafonice e o mistério por trás das luvas negras e lâminas afiadas, é um prato cheio.

Menções honrosas: What we do in the Shadows (sátira inteligente que mistura vampiros e found footage); Cooties – A Epidemia (tem sangue, rostos conhecidos e um ritmo alucinante); Terror nos Bastidores (usa de metalinguagem e viagens temporais para homenagear os slashers oitentistas)

What we do in the Shadows (2014)
What we do in the Shadows (2014)

Desbocado (filme mais violento, sangrento e ousado que você viu): Deathgasm: O que é melhor que muito sangue? Muito sangue carregado de Heavy Metal. Demônios, violência, mau gosto e toneladas de sangue, mais do que todos os filmes de 2015 somados. E não é só o gore que impressiona: é divertido, movimentado e uma mistura de The Evil Dead, Fome Animal e Scott Pilgrim Contra o Mundo. Coincidência ou não foi feito na Nova Zelândia, mesmo lugar onde Peter Jackson desafiou convenções no início de carreira ao rodar sua trilogia gore (e um dos personagens reverencia Jackson usando uma camiseta de Trash: Náusea Total). Continuação a caminho, estarei lá para ver.

Menção Honrosa: Terror no Acampamento (ousado pelo uso de violência infantil).

Boca Aberta (aquele que te surpreendeu…positiva ou negativamente): Positiva: Yakuza Apocalypse – É certo esperar algo diferente do diretor japonês Takashi Miike, porém nem nos meus sonhos mais selvagens carregados de alucinógeno poderia prever algo assim. Yakuza Apocalypse mostra uma sucessão de bizarrices e técnicas de filmagem variadas para contar uma história absurda. Quando você pensa que acabou, Miike joga mais uma cartada. Fácil de gostar e fácil de odiar, mas impossível de se ficar indiferente.

Bata Antes de Entrar (2015) (1)

Menções honrosas: Bata antes de entrar (começa como um filme sério, termina como outro completamente diferente); O Ataque dos Vermes Assassinos 5 (continuação inesperada e muito divertida).

Negativa: Atividade Paranormal 5 – Dimensão Fantasma: Após uma franquia tão extensa e mão pesada no marketing afirmando que este seria o último filme e que entregaria finalmente algumas respostas, decepciona que a história tenha entregue tão pouco, adicionando ainda mais perguntas em meio aos buracos no roteiro. Como filme individual também não impressiona, mas como já era esperado, não se pode dizer que é decepcionante.

Bocarra (o melhor filme de 2015): Boa Noite, Mamãe: Não é por acaso que este é o filme escolhido pela Áustria para competir pela vaga de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar do próximo ano. Com uma construção de suspense meticulosa e uma inversão de valores constante, o ambiente opressor aumenta cada vez mais enquanto tentamos entender o que se passa dentre as motivações do protagonistas que não são nem totalmente vilões, tampouco vítimas. Fotografia primorosa, elenco talentoso e direção competente completam o pacote.

Boa Noite, Mamãe (2014)
Boa Noite, Mamãe (2014)

Menção Honrosa: Corrente do Mal (Atmosfera e paranoia bem dosadas com uma trilha sonora marcante e nostálgica)

Boca Banguela (o pior filme de 2015): O Duende – As Origens: Alguém da WWE Studios adquiriu os direitos da franquia e fez qualquer coisa para colocar esta tranqueira na rua. “As Origens” não conta a origem de nada e é somente um irritante e genérico filme de personagens desinteressantes perseguidos por um monstro em uma cabana. Não tem timing nem qualquer esforço em se fazer algo de valor e se tem alguma coisa que desprezo profundamente em produções assim é a preguiça.

Menções Desonrosas: Área 51 (não tem nada para mostrar e ainda enrola um bocado); Lumberjack Man (Michael Madsen pagando mico num slasher besta que só não é o pior filme do ano porque não tive coragem de passar da metade); The Human Centipede 3: Final Sequence (não deu para passar pela primeira meia hora e já deu para perceber o motivo de ter uma das menores notas da história do Metacritic).

TRATAMENTO DE CANAL (séries e TV)

Dente de Ouro (melhor série, minissérie ou filme para a TV): Hannibal: Cabeça a cabeça com Ash vs. The Evil Dead, escolhi Hannibal essencialmente pelo conjunto da obra, pela comoção por seu cancelamento, mas especialmente pelo impacto que a série teve (e ainda terá) na televisão americana. A criação de Bryan Fuller é tão única que me atrevo a dizer que Hannibal será a série com a qual todas os outros dramas sobre personagens complexos serão comparados, no mesmo estado que Twin Peaks alcançou através dos anos. O encerramento prematuro na terceira temporada deixa saudades, porém mostra a completude corajosa de um círculo, ainda que não tenhamos um retorno futuro.

Hannibal
Hannibal

Dente Amarelo (pior série, minissérie ou filme para a TV): Scream Queens: Um desperdício do talento de Jamie Lee Curtis e um roteiro sem qualquer atração. Para ser ácido e satírico é preciso tempero e neste quesito, Scream Queens erra a mão e está mais para Family Guy do que para Os Simpsons.

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Gabriel Paixão

Gabriel Paixão

Colaborador e fã de bagaceiras de gosto duvidoso. Um Floydiano de carteirinha que tem em casa estantes repletas de vinis riscados e VHS's embolorados.

6 comentários em “Os Melhores e Piores de 2015, por Gabriel Paixão

  • 08/01/2016 em 21:27
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    Scream Queens é uma Serie de Comedia não de terror, e não sei pq pagam tanto pau pra Corrente do Mal (IT Fallows) aquele filme é horrivel.

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    • Marcelo Milici
      08/01/2016 em 21:54
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      É uma comédia com elementos de horror: assassinato, mistério e até a presença de Jamie Lee Curtis para remeter às clássicas Scream Queens. Então, sim, pode ser analisado como tal. Mas, é uma porcaria gigantesca, uma perda de tempo.

      Já Corrente do Mal é o filme mais oriental feito fora do Oriente.

      Mas, tudo é questão de opinião!

      Abs

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  • 07/01/2016 em 19:57
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    Scream Queens e AHS Hotel na minha opinião foram difíceis de engolir.

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  • 06/01/2016 em 01:03
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    ”Scream Queens está mais para Family Guy do que Os Simpsons”
    hahaha com certeza
    Ryan Murphy me envergonha.

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  • 02/01/2016 em 15:47
    Permalink

    Ué mais ” Goodnight Mommy ” , ” Leprechaun : Origins ” e ” The Editor ” são todos de 2014 porque eles foram escolhidos de 2015 ?

    Resposta
    • Marcelo Milici
      02/01/2016 em 16:44
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      Eles podem ter sido produzidos em 2014, mas tiveram seu lançamento em 2015. Ou então nunca poderíamos avaliar Canibais, de Eli Roth, já que o filme é de 2013.

      Abs

      Resposta

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