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Trailer Review: Blair Witch não é um remake?

Será que nas matas de Black Hills os sustos já são conhecidos?

Blair Witch (2016) (1)

Eventos como a Comic Con são ricos na divulgação de trailers e filmes que serão lançados nos próximos meses. Enquanto os fãs de quadrinhos se estapeiam para provar que a DC foi melhor do que a Marvel com a enxurrada de trailers divulgados, os que buscam o medo se animam com as novidades apresentadas, seja sobre lançamentos do gênero em DVD e Blu-Ray ou na expectativa de alguma nota sobre uma continuação inesperada. E a surpresa veio de onde menos se esperava: um projeto filmado secretamente, com o título mais padrão possível, The Woods, na verdade escondia um novo filme da franquia A Bruxa de Blair.

Uma continuação? Refilmagem? Reboot? Foram essas as principais dúvidas que vieram à mente dos espectadores que acompanharam o trailer. A resposta foi dada juntamente com o vídeo, na sinopse oficial: Blair Witch, dirigido por Adam Wingard (Você é o Próximo, 2011), é uma continuação. Ou não? O filme se passa em 2014, exatos 20 anos depois que três estudantes desapareceram nas florestas de Burkittsville, Maryland, quando planejavam fazer um documentário. James Allen McCune interpreta James Donahue, irmão de Heather, a única garota do grupo e última a encontrar seu destino na mata sombria. Ele se une a um grupo de amigos com o propósito de explorar a floresta Black Hills para descobrir, depois de tantos anos, o que pode ter acontecido com a irmã.

Blair Witch (2016) (2)

A primeira boa notícia do trailer é que o filme não será completamente em found footage. Essa técnica de filmagem já está bastante desgastada com as inúmeras produções similares que, inclusive, seguem a fórmula do filme lançado em 1999. A prévia até traz algumas cenas filmadas com a câmera em primeira pessoa, algumas até tiradas do próprio longa original, mas há também filmagens convencionais.

Você acredita nas lendas sobre a Bruxa de Blair?” O símbolo nas árvores é a primeira conexão com o filme de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, mas também o “andar em círculos“, provavelmente quando os jovens percebem que não existe fuga do local.

Medo e revolta, com os garotos se arrastando em lugares apertados, e o desafio de Ashley (Corbin Reid) ao quebrar um dos galhos com a formação tradicional. Como era de esperar, no desespero, o grupo encontrará a casa maldita, flagrando até um deles virados de costas para a parede. “Está em um canto. Não olhem.” E, ao final, é possível ouvir James pedindo desculpas, como a irmã havia feito no passado.

Com o que foi visto nessa prévia de quase dois minutos, nota-se que muito do que se viu no original será repetido nesse. Sons de bebês chorando, sumiço de alguns amigos…é provável que a fórmula toda esteja ali. Pode não ser inovador como se podia esperar – o segundo filme tentou mudar tudo e não foi bem visto -, além de repetir sustos que seu corpo já até se acostumou a sentir, porém é preciso dar uma chance ao longa por dois motivos. Primeiramente, algumas reviews estão exageradamente positivas: o Bloody Disgusting deu uma nota 4,5 (de 5) e há uma frase em exibição no trailer (“Um novo começo para os filmes de horror“). E, segundo, o enredo foi escrito por Simon Barrett, do interessante A Casa dos Pássaros Mortos (2004) e do divertido Frankenfish – Criatura Assassina (2004), sem a participação dos diretores do original, o que pode garantir sangue fresco.

A resposta à pergunta do título já tem data no Brasil. A Paris Filmes está prometendo o longa para dia 22 de setembro, mas sem ainda informar o título nacional. Veremos se finalmente a Bruxa mostrará seu rosto medonho nas telas, ou se manterá a sugestão como no original.

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