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Pânico: 20 Anos do Primeiro Grito

Duas décadas do primeiro telefonema e do jogo mortal de referências, Pânico ainda é lembrado como um dos destaques dos anos 90!

Quando Pânico (Scream, 1996) fez sua estreia internacional, há exatos 20 anos, grande parte da mídia tratou de qualificar o filme como “uma excelente produção do gênero capaz de prender atenção e divertir ao mesmo tempo” assim como “capaz de injetar sangue novo no já batido tema dos assassinos psicopatas”. O filme trouxe fama e reconhecimento, além de muito dinheiro, para as pessoas envolvidas na produção, além de ter gerado um estilo próprio que acompanharia as produções dos anos seguintes. Curiosamente, um pequeno grupo, formado por fãs de filmes de suspense, não conseguia entender como Pânico era capaz de fazer tanto barulho, pois não viam na obra um trabalho de qualidade.

Mas afinal, quem estava certo? Aqueles que adoravam o filme ou quem o crucificou? Antes de falar de Pânico, é preciso entender o período no qual ele foi produzido, a metade de década de 90, na qual as obras do gênero viviam das sobras dos anos 80. Tratava-se de uma época sombria para os filmes de suspense que procuravam esmigalhar os últimos grãos de sequências, produzidas na década anterior ou apostavam em novas produções que geralmente eram fracas e não agradavam ninguém.

Só para se ter uma ideia do tamanho do buraco, foi desse período, de 90 até 95, que verdadeiras bombas do gênero foram produzidas como Jason Vai para o Inferno (Jason Goes to Hell, 1993), Pesadelo Final (Freddy´s Dead, 1991), Colheita Maldita 3 (Children Of The Corn , 1994), Hellraiser 3 (1993), O Anjo Malvado (The Good Son, 1993), Sonâmbulos (Sleepwalkers, 1992), além de diversas outras porcarias. Ou seja, os produtores basicamente tentavam faturar com sequências de qualidade duvidosa dos filmes que fizeram sucesso nos anos 80 e com novas produções, que não se mostravam como filmes interessantes. Foi nesse contexto que o diretor Wes Craven começou a trabalhar em um projeto de suspense que voltaria a prender a atenção do público.

Uma primeira observação deve ser feita, pois Craven é um sujeito capaz de fazer excelentes filmes como Quadrilha de Sádicos (The Hills Have Eyes, 1977) e o primeiro A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984). No entanto, o homem vivia trocando os pés pelas mãos e já assinou bombas como Quadrilha de Sádicos 2 (The Hills Have Eyes 2, 1985) e Shocker (1989). O cara é picareta mesmo, pois já declarou pra quem quisesse ouvir, que fazia filmes ruins apenas para ganhar dinheiro. Mesmo com uma filmografia que vai das ótimas produções para verdadeiras tragédias cinematográficas, ele possuía um nome forte no gênero.

O roteiro do que viria a ser Pânico foi escrito por um sujeito completamente desconhecido na época: Kevin Williamson. Fã de filmes de suspense, tendo Halloween (Halloween, 1978), como a sua produção favorita, o rapaz desenvolveu um roteiro batizado originalmente de Scary Movie, que foi aprovado pela New Line Cinema e entregue para as mãos de Craven. De forma resumida, este roteiro, que posteriormente recebeu o título de Scream, narrava as desventuras de um grupo de amigos de uma típica cidade norte-americana, alunos de uma high-school qualquer, que começavam a ser mortos por um misterioso assassino mascarado. No final “surpresa”, conhecemos o cruel vilão e os motivos que o levaram a trucidar todo o elenco. Mais clichê impossível, certo? Exato, mas com uma observação que faria toda a diferença no produto final: o filme conseguia prender a atenção justamente no mistério de quem seria o assassino.

Wes Craven não só percebeu como soube utilizar isso de forma positiva, pois fez com que os clichês, tão comuns nas produções do gênero, fossem na verdade recriados dentro do filme, para oferecer uma dose a mais de mistério na busca de autor dos assassinatos. Alguns dos personagens são fãs de filmes de suspense e brincam com as chamadas “regras para sobreviver a um filme do gênero”. Total uso de metalinguagem na história, que gerou resultado satisfatório, aliado com o tom de suspense e as corriqueiras cenas de correria. O rostinho bonito dos atores e atrizes, todos exagerados, mas com personagens desenvolvidos para criar simpatia do público, também ajudou numa boa aceitação do filme.

Mas então por quê tem gente que não gosta de Pânico? Foi justamente essa combinação roteiro-direção do filme que trouxe um dos maiores problemas na concepção de algumas pessoas e que é determinante numa produção de suspense: excesso de “susto fácil”. Traduzindo: Pânico foi um dos filmes que mais utilizou aquelas cenas na qual uma cadeira quando cai faz o barulho de um trovão, ou em que a trilha sonora aumenta de volume abruptamente em uma situação de perigo, ou o ângulo de filmagem é utilizado para que somente o personagem tome susto, pois qualquer outra pessoa do mundo, mesmo um caolho, teria visto alguém entrando. Não que o “susto fácil” tenha sido criado em Pânico, mas foi utilizado ao extremo.

Tal elemento desagrada muita gente porquê coloca em discussão os pontos utilizados para provocar medo na plateia do cinema, uma vez que, tecnicamente, uma boa história deveria se sustentar nela própria e em uma boa direção ao invés de apelar para momentos desnecessários que vão fazer a plateia pular para depois começar a rir. Trata-se de uma discussão bem antiga, embora o filme, passando por uma análise mais detalhada, apresente algumas falhas bem primárias, que vão de erros de continuidade até problemas técnicos. Além do mais, como “filme entretenimento”, que visa lucro e diversão, Pânico tem toda espécie de susto programado e isso também não agradou certos fãs de suspense.

Febre Pânico

Independente de você gostar ou não de Pânico, o fato é que, quando fez sua estreia, o filme foi um verdadeiro sucesso de crítica e bilheteria. Uma verdadeira “febre Pânico” foi vista em forma desta nova linguagem: roteiro aparentemente rebuscado, trama com mistério, o assassino “é um de nós” e rostinhos bonitinhos no elenco. Ah, e “susto fácil”, muito “susto fácil”. Essa foi a regra seguida pelos filmes de suspense que fossem produzidos nos anos seguintes, pois os produtores perceberam que o tema havia agradado e como lógica de mercado, poderiam faturar com isso.

Kevin Williamson foi alçado a roteirista oficial de filmes de suspense daquela época enquanto Wes Craven fez as pazes com fãs e crítica. Uma sequência do próprio Pânico, novamente comandada pela dupla, foi produzida e lançada menos de um ano depois do original, com o mesmo formato do filme anterior e quase fazendo o mesmo sucesso.

Foi nesta época, começo de 97, que começaram a surgir os filhos bastardos de Pânico, como Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (I Know What You Did Last Summer, 1997), com roteiro de Williamson, Lenda Urbana (Urban Legend, 1998), além de produções antigas que foram requentadas com a fórmula mistério + susto fácil, como A Noiva de Chucky (Bride Of Chucky, 1997) e Halloween H-20(1998), co-produzido por Williamson.

O rápido final…

O que se mostrou no início como uma mina de ouro logo depois foi confirmado como um caminho para o fracasso, pois todos os filmes derivados de Pânico logo passaram a apresentarem resultados repetitivos, como realmente eram. E não demorou muito para que tais produções não conseguissem chamar a atenção da crítica até que o próprio público consumidor começou a perder o interesse. A lógica foi mais ou menos assim: Pânico tinha um certo ineditismo por ter uma trama que conseguia prender a atenção do público, além da utilização de “susto fácil” durante quase a história inteira, algo que a maioria das pessoas gostava. Já os filmes derivados de Pânico tentavam seguir basicamente essa mesma linha, mas esbarravam em roteiros fracos, que geravam produtos ruins, enquanto os mistérios se tornavam verdadeiros “sambas do criolo doido”. O próprio Williamson trocou os pés pelas mãos ao criar o complicado e chato Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado.

Os produtores lucraram como puderam com estas produções bastardas, mas o estilo Pânico de fazer filmes estava fadado para ter vida curta e em 2000, com o lançamento de Pânico 3 (Scream 3), o ciclo praticamente se fechou, não só da trilogia, como da própria receita conhecida. Wes Craven só aceitou dirigir o filme porquê tinha interesse em assumir o drama Música do Coração (Music of My Heart, 2001) e a New Line, produtora de ambas as produções, disse que só liberaria o filme para Wes caso ele dirigisse Pânico 3. Kevin Williamson ainda arriscou alguns projetos, péssimos como Tentação Fatal (Teaching Mrs. Tingle, 1999), para logo depois cair no esquecimento. Mas ainda viria um Pânico 4 (Scream IV, 2011) e a série de TV…

Com o aniversário de 20 anos do primeiro filme, é inegável que o mesmo serviu como um divisor de água para o gênero em uma época na qual as produções amargavam em qualidade e bons resultados. O estilo Pânico serviu de referência para as produções seguintes, que começaram a surgir como apenas forma de entretenimento. O medo e o suspense ficaram em segundo plano dentro de uma história pronta, que era servida na medida certa para oferecer diversão e alguns sustos para quem fosse ao cinema. Mas a receita começou a falhar, uma vez que os fãs do autêntico suspense passaram a sentir falta de algo mais denso do que apenas “sustos fáceis” dentro de roteiros que eram praticamente iguais. Dentro dessa realidade, o estilo Pânico logo demonstrou sinais de cansaço e hoje só é possível ser encontrado em raras produções e sempre com resultados fracos.

O Primeiro Grito

Na pacata cidadezinha de Woodsboro, um crime bárbaro choca toda a população. Dois jovens, Casey Becker (Drew Barrymore) e Steve Orth (Kevin Patrick Walls) são mortos nos moldes de um filme de terror. Nos dias seguintes, a polícia se empenha na busca do assassino, enquanto a jovem Sidney Prescott (Neve Campbell) parece ser o próximo alvo do matador, que começa a perseguir e trucidar pessoas próximas à moça. Enquanto isso, a repórter Gale Weathers (Courteney Cox) parece estar a um passo de conseguir uma grande história.

A taglineTodos são suspeitos” consegue realmente deixar um clima de que o assassino pode ser qualquer pessoa. Destaque para o excelente prólogo (nota 10) e a capacidade de Craven em trabalhar, de forma declarada, com todos os clichês do gênero e conseguir um resultado satisfatório. A descoberta do assassino e sua motivação soam convincentes dentro da trama. O filme presta justa homenagem aos filmes de suspense dos anos 70 e 80.

O Segundo Susto

Dois anos depois do massacre em Woodsboro, a sobrevivente Sidney está morando em um campus universitário, onde tenta reconstruir sua vida. Com a estreia do filme Punhalada (Stab), baseado nos acontecimentos do primeiro Pânico, que foi escrito pela repórter Gale Weathers, um misterioso assassino começa a perseguir novamente Sidney e seus amigos.

Pânico 2 (1997)

Esse segundo episódio já não tem o ineditismo do original (que já não era tão inédito assim) e a sensação de “eu já vi isso antes” está presente em grande parte da história. Os momentos de suspense são semelhantes ao filme anterior e os sustos fáceis estão em maior quantidade. Diferente do primeiro capítulo, o assassino, nem sua motivação, convencem. Tudo neste filme parece exagerado, o assassino cai muito, o prólogo é no mínimo surreal (nem uma sessão de Rocky Horror Show com participação da plateia é daquele jeito) e o final, quase apocalíptico.

O Terceiro Massacre

Traumatizada pelos eventos dos dois primeiros filmes, Sidney passa a viver isolada e com identidade falsa temendo que um novo assassino passe a persegui-la novamente. Enquanto isso, em Hollywood, está sendo gravado o terceiro capítulo de Punhalada e alguns dos atores envolvidos na produção começam a serem assassinados de verdade. A polícia começa a creditar que o novo vilão quer a presença de Sidney para um acerto de contas.

Mais comédia do que suspense, esse terceiro capítulo quase ou nada tem a oferecer de novidade.
O grande trunfo foi a caracterização da personagem Sidney, fria e desiludida, além de morando afastada de qualquer presença com outras pessoas. As cenas passadas na casa dela, no meio do campo, são as melhores deste filme, por mostrar a atual situação da moça. De resto, a correria de sempre e os mistérios bobos que não convencem mais ninguém. O prólogo é interessante e leva o espectador a esperar que se esteja diante de um filme corajoso, o que nos primeiros 30 minutos, percebe-se que não é o caso.

O Último Grito

Quando tudo parecia se encerrar numa trilogia, Wes Craven, novamente em baixa na carreira depois de cometer atrocidades como Amaldiçoados (Cursed, 2005) e A Sétima Alma (My Soul to Take, 2010), resolveu aceitar mais um ataque de Ghostface. Passados dez anos desde o último massacre – no enredo -, Sidney é agora autora de um livro de auto-ajuda e resolve voltar para Woodsboro como tour de lançamento da obra. Reencontrando os velhos conhecidos e sobreviventes, ela se aproxima da prima Jill (Emma Roberts) e da tia Kate (Mary McDonnell), enquanto uma nova onda de assassinatos assola a região. Desta vez, até mesmo Sidney está entre as prováveis vítimas do assassino mascarado. Mas, quem estaria por trás dos crimes?

Pânico 4 (2011)

Satirizando a própria franquia, além de brincar com a onda de refilmagens, Pânico 4 fez um resgate do tom inicial da série, com referências e bom humor. Para aqueles que não são acham graça na série, o filme pode soar como mais do mesmo ou um oportunismo dos realizadores.

Pânico na TV

O quarto filme fez um sucesso inesperado, mas Craven e os envolvidos não se interessaram em realizar um quinto filme, mas uma produção para a TV. Contudo, apesar de manter o nome da franquia e a produção executiva do cineasta,  a série Scream é ambientada em uma nova cidade, Lakewood, sem a participação de nenhum personagem do elenco original, embora envolva também um assassino mascarado, com um visual diferente de Ghostface. Produzido pela MTV, a série ganhou em 2016 uma segunda temporada, e ainda a confirmação de uma terceira.

No enredo, um vídeo comprometedor lançado no youtube é o pontapé inicial para uma série de violentos assassinatos na região, sendo que a história de um massacre ocorrido no passado da cidade parece ter alguma relação com os jovens no presente. Ghostface é substituído por Brandon James, mas as mudanças radicais ainda mantiveram o tom das referências a produtos do gênero – principalmente as séries de TV – , além do já tradicional bom humor.

Curiosidades:

– Somando os quatro filmes, foram assassinadas 41 personagens.

– Para que Drew Barrymore chorasse de forma convincente, o diretor Wes Craven ficou falando para ela, durante as gravações das cenas, relatos de crueldades contra animais. A atriz é, na vida real, defensora da bicharada.

– A máscara do assassino de Pânico foi encontrada pelo próprio Wes, em uma loja de fantasias localizada perto das locações do filme. Por sua vez, essa máscara era inspirada no quadro “O Grito”, de Edvard Munch.

– O personagem de Pânico Billy Loomis ganhou esse sobrenome como homenagem ao Dr Loomis (Donald Pleasence), da série Halloween, que por sua vez, recebeu esse sobrenome do personagem Sam Loomis (John Gavin), do clássico Psicose (Psycho, 1960).

– Esta não foi a única referencia de Pânico a filme antigos. Várias outras são mostradas durante o filme, através da fala de alguns personagens, que comentam sobre produções do gênero ou mesmo imagens de filmes que passam na televisão. Eis algumas: Halloween passa na televisão, no prólogo são mencionados além do próprio Halloween, A Hora do Pesadelo e Sexta-feira 13. Billy diz no primeiro encontro com Sidney que estava vendo uma versão mutilada de O Exorcista. Na festa do final do filme, fala-se de Evil Dead e Hellraiser.

– Todos os atores que participaram das duas sequências tiveram que assinar um contrato que os proibia de falar qualquer coisa sobre o roteiro, que por sinal, fora entregue sem conter o final do filme. No caso de Pânico 3, três finais foram filmados e até a estreia do filme, nenhum dos atores sabia qual conclusão havia sido escolhida pelo diretor.

O Elenco

É indiscutível que Pânico serviu para impulsionar a carreira de alguns dos atores envolvidos, mas será que todos se deram bem?

Neve Campbell (Sidney Prescott, Pânico 1, 2, 3 e 4). A atriz canadense nascida em 1973 teve em Pânico sua oportunidade de fama. Vinda de produções para TV e filmes pequenos, conseguiu virar celebridade da noite para o dia como a eterna vítima Sidney. Desde então procurou fugir da imagem que a série lhe projetou participando de projetos diversificados como o elogiado Garotas Selvagens (Wild things, 1998) e Studio 54 (54, 1998). Em 2000 participou da comédia Quem não matou Mona? (Drowning Mona) e três anos depois teve destaque em De Corpo e Alma (Company, The, 2003). Depois de Pânico 4, a atriz passou a se envolver somente com seriados de TV, e atualmente faz parte do elenco de House of Cards.

Courteney Cox (Gale Weathers, Pânico 1, 2, 3 e 4). A Monica do seriado Friends (1994-2004) nasceu no Alabama em 1964 e durante anos foi a eterna coadjuvante de produções típicas da Sessão da Tarde como Cocoon 2 – O Regresso (Cocoon: The Return, 1988)) e Jogando para o Alto (Shaking the tree, 1990), além de ter participado de vários projetos para a TV. Em 1994, pagou mico atuando na bomba Ace Ventura – Um Detetive Diferente (Ace Ventura: Pet Detective). Após a franquia Pânico, não conseguiu muita sorte nos projetos cinematográficos, mas como ganhava aproximadamente US$ 25 milhões por temporada em Friends, não devia estar muito preocupada. Depois do primeiro filme casou-se com David Arquette, mas acabaram se separando após a gravação de Pânico 4. Seu último trabalho foi na série Drunk History, que teve seu último episódio recentemente exibido.

David Arquette (Dewey Riley, Pânico 1, 2, 3 e 4). O irmão das atrizes Rosanna Arquette, Patricia Arquette e do ator Alexis Arquette nunca teve muita sorte na tela grande amargando produções como a versão para o cinema de Buffy, a Caça-Vampiros (Buffy, the vampire slayer, 1992). Após participar do primeiro Pânico como o policial Dewey, estrelou o interessante O Acordo (Dream with the fishes, 1997) e as agradáveis comédias Muppets no Espaço (Muppets from space, 1999) e Nunca Fui Beijada (Never been kissed, 1999). Mas foi em 2002 com o cômico Malditas Aranhas! (Eight legged freaks) que conseguiu ser lembrado pela crítica. Ainda é bastante no cinema, com produções diversas, também atuando como produtor e diretor, como no slasher Perseguição Assassina (The Tripper, 2006).

Matthew Lillard (Stuar Macher, Pânico 1). Começou a carreira no trash Os Ghoulies Vão ao Colégio (Ghoulies 3: Ghoulies go to college, 1991) e participou depois da comédia Mamãe é de Morte (Serial mom, 1994), fazendo sempre o papel coadjuvante cômico. Com Pânico, conseguiu chamar atenção e pôde participar de projetos mais dignos, mas nem sempre de qualidades excelentes. Depois de Pânico esteve em Sem sentido (Senseless,1998), Ela é demais (She’s all that,1999), além do fraco 13 Fantasmas (Thirteen ghosts, 2001). Em 2002 ganhou o papel de Salsicha na fraca adaptação para o cinema de Scooby-Doo, assim como na sua boa seqüência Scooby-Doo 2 – Monstros à Solta (Scooby-Doo 2: Monsters unleashed2004). Continua trabalhando bastante com Scooby Doo, com o seu personagem Salsicha, e está envolvido na continuação de Twin Peaks.

Rose McGowan (Tatum, Pânico 1). A ex-esposa do roqueiro Marilyn Manson (foram casados por três anos) nunca conseguiu nada além de papéis de coadjuvantes. E em Pânico conseguiu um dos maiores destaques da carreira, com o papel de amiga de Sidney e irmã do policial Dewey, Tatum. McGowan foi a escolhida para ocupar a vaga deixada na série Charmed (1998-2006) após a demissão de Shannen Doherty. Em 2005 participou de um filme para a TV sobre a vida de Elvis Prestley, onde fez o papel da canora Ann-Margret. Depois de uma plástica, a atriz participou ainda de À Prova de Morte (Death Proof, 2007) e Planeta Terror (Planet Terror, 2007), de Machete (2010), Conan, o Bárbaro (Conan, 2011), A Vila do Medo (Rosewood Lane, 2011) e atualmente anda participando de curtas-metragens, como Heresy, lançado em 2016.

Skeet Ulrich (Billy Loomis, Pânico 1). Outro que teve em Pânico seu maior destaque em matéria de cinema como o namorado da macinha Sidney. Ulrich começou a cursar biologia marinha na University of North Carolina at Wilmington, mas logo foi para Nova York estudar arte dramática até que conseguiu seu primeiro papel no cinema: uma ponta não creditada no primeiro filme das Tartarugas Ninjas (Teenage Mutant Ninja Turtles, 1990). Após Pânico, participou como coadjuvante em Melhor Impossível (As Good as It Gets, 1997). Fez a série Jericho (2006-2008), esteve em Assalto ao Carro Blindado (Armored, 2009), e continua atuantes em filmes e séries de TV, sem muito destaque.

Jamie Kennedy (Randy Meeks, Pânico 1, 2 e 3). O insuportável cinéfilo que Jamie interpretou na trilogia foi suficiente para que Kennedy ficasse conhecido, mas a fama tem memória curta e hoje em dia, o ator pode ser visto apenas em projetos de péssima categoria como O Filho do Máscara (Son of the Mask, 2005) ou ouvido, como dublando a voz de animais em Dr. Dolittle 2 (2001). Em 2015 esteve em O Ataque dos Vermes Malditos 5: Linhas de Sangue (Tremors 5: Bloodlines), e continua com papéis em produções para a TV e séries, sem muito destaque. Uma pena para um ator que começou com uma participação em Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989).

Drew Barrymore (Casey Becker, Pânico 1). A única que dispensava apresentação quando o primeiro filme foi lançado, Drew faz uma participação especial no ótimo prólogo do filme. São apenas 12 minutos, mas que são lembrados como um dos melhores momentos do suspense na década de 90. Drew começou a trabalhar cedo, tinha sete anos que participou de ET (1982) e após um período viciada em drogas, voltou para o hall de atrizes famosas de Hollywood. Entre seus filmes, destacam-se: Para sempre Cinderela (Ever After, 1998), Nunca fui Beijada (Never Been Kissed, 1999), As Panteras (Charlie’s Angels, 2000), Donnie Darko (2001) e Como se Fosse a Primeira Vez (50 First Dates, 2004).

Liev Schreiber (Cotton Weary, Pânico 1, 2 e 3). A participação especial no primeiro filme como o sujeito suspeito por ter assassinado a mãe de Sidney, deu a Schreiber garantia para ter mais espaço nos dois capítulos seguintes. O sucesso lhe fez ganhar papéis em filmes regulares até que foi contemplado com o papel principal no remake de A Profecia (The Omen, 2006). Após essa participação a carreira teve um grande avanço com filmes como X-Men Origens: Wolverine (2009), O Planeta Vermelho (The Last Day on Mars, 2013), O Dono do Jogo (Pawn Sacrifice, 2014), Creed: Nascido para Lutar (Creed, 2015), Spotlight: Segredos Revelados (Spotlight, 2015), A 5ª Onda (2016) e reencontrou Courteney Cox em Drunk History.

Roger L. Jackson (Voz no telefone, Pânico 1, 2, 3 e 4). Quase ninguém sabe, mas nenhum dos assassinos nos quatro Pânicos falou realmente ao telefone. O dono da aterradora voz nos quatro filmes de chama Roger L. Jackson, que trabalhou durante anos em rádio e já emprestou a voz para mais de 90 projetos, entre filmes, desenhos até jogos de vídeo-game.

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Filipe Falcão

Filipe Falcão

Jornalista com Mestrando em Comunicação. Fã de Cinema, mas com gosto especial para filmes de Terror. Para ele, o gênero vai muito além de sangue e morte. Contato: [email protected]

4 Comentários

  1. Matheus F

    Não sabia desse caso

    Eu adoro essa franquia sou fã e tenho os 4 filmes em dvd, só lamento que exageraram na comé dia no quarto filme e acho que isso contribuiu para a baixa bilheteria nos EUA de 38 milhões muito abaixo dos antecessores, infelizmente engavetando as continuações. Um quinto filme com um tom mais sério torço para que ocorra um dia

    Por consolo tem a série Scream que vai para a Terceira temporada ano que vem, e curto, apesar de não ter o trio original. Bem que podiam fazer uma ponta na série ano que vem

  2. Rafael Gustavo Pomim Lopes

    Um Clássico! Uma das melhores franquias do cinema de horror! Sou Fã!

  3. Rodrigo Huagha

    Adoro esses 4 filmes. Um detalhe que Kevin Williamson não caiu no esquecimento , na Tv ele continua ativo desde que criou a série Dawson’s Creek … continuou com Vampire Diaries , Following …etc…

  4. Alguém sabia que teve um assassinato real inspirado no filme ” Pânico ” ? Pois passou na televisão e creio que pouca gente viu isso por se tratar de canal fechado .
    Eu não me lembro direito de tudo com detalhes como datas e locais , mais vou relatar o que lembro .
    Então , foi num canal fechado um tempo atras que vi essa tragédia a respeito do filme .
    A história foi a seguinte , eram 2 primos adolescentes que moravam em Los Angeles num bairro violento repleto de gangues . Eles eram como irmãos pois não se desgrudavam , iam pra escola juntos e tudo mais .
    Só que o assassino era um jovem extremamente tímido , sem amigos e sem muita liberdade e pra piorar sofria bullying . Mais ele era apaixonado por uma garota da escola que o rejeitou , e isso foi o fim pra ele .
    Então muito bravo com toda vida que tinha ele e seu primo passavam o tempo todo a assistirem ” Filmes de Horror ” e só faziam isso , até que descobriram o ” PÂNICO ” e foi o seu filme favorito ! Tanto que ele assistiu de 6 a 10 vezes seguidas se não me lembro bem a quantidade de repetições pelo garoto .
    E com esse fascínio por ” Pânico ” , resolveu imitar o filme na vida real e chamava o primo para ajudar . Fazia as ligações iguais as do filme para as pessoas , inclusive antes do assassinato ele ligou pra garota que ele gostava dizendo que iria matá – la .
    Mais não foi ela que ele matou , ele pegou a faca de cozinha mais o seu primo e disse que assustaria a sua mãe e foram pra casa dele , só que na hora ele matou a própria mãe esfaqueada com diversos golpes e o primo saiu correndo gritando .
    Os 2 foram presos , o primo como cúmplice mais em lugares separados pra não terem contato . Quando foi interrogado perguntaram pra ele o porque ele matou sua mãe de forma tão cruel , ele disse que foi por causa do filme ” Pânico ” , que era tão aficionado pelo filme que queria copiar o assassino do filme , e , que não estava nenhum um pouco arrependido do que fez . Todo mundo ficou espantado com o adolescente que sua pena foi de prisão perpétua , lá na prisão ele ficava isolado dos outros e teve um dia que resolveram como forma de entreter os jovens infratores com uma sessão de filmes , e o responsável perguntou que filme eles queriam assistir , então o garoto que nunca conversava com ninguém se destacou entre todos dizendo que queria ver o ” Pânico 2 ” repetindo isso por várias vezes , então decidiram não passar filme nenhum .
    Durante o programa teve um fã de Horror como convidado pra algumas perguntas , já que o crime foi relacionado ao filme , na entrevista com o fã a pergunta final foi ” você acha que um filme de Horror pode fazer alguém a matar ? ” , e o fã disse ” Olha , eu já assisti a milhares de filmes , mais nenhum tem esse poder , nenhum mesmo ! ” .
    Aí acabou o programa com esse caso .

    Eu peço que deem uma pesquisada a fundo nesse caso , e me corrijam se eu estiver errado .
    Mais que eu vi isso eu vi , e nunca esquecerei por se tratar do ” Pânico ” que eu gosto muito e tenho a franquia na minha coleção .
    Eu estou em dúvida dos canais ” A & E ” e ” ID – Investigação Discovery ” , acho que era um deles .

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