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Os Melhores e Piores de 2016, por Gabriel Paixão

Justificativas de suas preferências para os melhores e piores do cinema e da TV!

Cada colaborador do Boca do Inferno foi instruído a fazer as escolhas dos melhores e piores de 2016. Os que fizessem comentários sobre as escolhas teriam um post único! Confira a opinião de Gabriel Paixão e as justificativas!

CATEGORIA DENTISTA (filmes lançados no Brasil em 2016)

Boca sorridente (o filme mais divertido do ano): O Homem nas Trevas: A escolha pode parecer estranha, já que o filme não faz rir em nenhum momento, mas poucas obras de 2016 me mantiveram tão interessado e entretido quanto em O Homem nas Trevas (que foi tão bem avaliado que a continuação já está engatilhada). Note que “entretenimento” e “qualidade” não andam necessariamente de mãos dadas e se de fato a obra tem seus momentos questionáveis, elas são minimizadas pela forma como a ação é filmada e a incerteza quanto ao desfecho.

Boca Aberta (aquele que te surpreendeu…positiva ou negativamente): (negativamente) Martyrs: Se a decepção vem de uma expectativa criada e não cumprida, não posso dizer que fiquei necessariamente decepcionado com o remake americano do seminal clássico francês de 2008, mas mesmo com a expectativa baixa a comparação era inevitável e o filme dos irmãos Goetz não consegue chegar ao menor pedaço de pele arrancada do original. Mesmo como filme sozinho é bem ruim e nem todos os baldes de sangue do mundo conseguem remediar os problemas da película. Merecidamente um dos piores placares no Metacritic em 2016.

Bocarra (o melhor filme de 2016): A Bruxa: Uma escolha previsível e óbvia, mas que não são adjetivos a serem aplicados em relação ao filme. Com cenas marcantes e momentos belíssimos, a obra dirigida e roteirizada por Robert Eggers não somente é um dos melhores filmes de terror do ano, mas um dos melhores filmes lançados no cinema em 2016 em qualquer gênero. Para ver, rever e não se esquecer.

Menção Honrosa: Sob a Sombra: Um filme de suspense consistente que evita o escapismo e olha para a janela do mundo real, nos fazendo lembrar que a angústia causada por uma guerra pode ser tão terrível do que um ente sobrenatural.

Boca Banguela (o pior filme de 2016): Caça-fantasmas: Há décadas existia uma expectativa pelo terceiro filme da franquia Os Caça-Fantasmas, porém com a inércia do estúdio e os desafios enfrentados pelos realizadores (especialmente Dan Aykroyd, que não conseguia de jeito nenhum convencer Bill Murray para voltar), a multimilionária Sony decidiu apostar todas suas fichas em um soft-reboot capitaneado por Paul Feig com mulheres nos papéis principais. Com um dos piores trailers já avaliados na história do Youtube e uma questionável polêmica envolvendo misoginia, o resultado final foi um filme que não é engraçado, nem envolvente e sequer entretém. Nem as obrigatórias (e desperdiçadas) pontas dos membros vivos do elenco original são suficientes para preencher um roteiro repleto de escolhas equivocadas na mesa de edição, rodado no improviso e que mal se pagou na bilheteria. Com uma pegada tão ruim quanto, Pixels ainda tem a vantagem de não ter o peso da nostalgia nos fãs de longa data. Um grande desperdício para a nova geração e uma ofensa para os antigos.

Menção “honrosa”: Celular: Outro desperdício de um bom material, esta adaptação de Stephen King é tão sem vida quanto Peter Cushing em Rogue One, contudo este foi co-roteirizado pelo próprio autor. John Cusack e Samuel L. Jackson no seu filme de zumbi padrão, dá sono com frequência.

CATEGORIA TRATAMENTO DE CANAL (séries e TV)

Dente de Ouro (melhor série, minissérie ou filme para a TV): Ash vs. The Evil Dead: Em um ano cheio de destaques na televisão e nos serviços on-demand (Stranger Things, Black Mirror, Supermax, Supernatural em excelente forma, etc.) para mim a segunda temporada das aventuras do grupo comandado pelo infalível Bruce Campbell merece a medalha de ouro. A história básica continua a mesma da temporada anterior, porém desta vez aparentemente os produtores e roteiristas conseguiram entender a dinâmica de uma série de TV com apenas 30 minutos e se superaram na condução da história – principal problema da temporada anterior – nas piadas físicas a-lá Looney Tunes e na violência. Diversão de ponta a ponta, com grandes momentos e uma terceira temporada já confirmada. Fico na dúvida se Ash ainda tem lenha para queimar, porém baseado no que vi este ano, as chances são boas.

Menção Honrosa: Stranger Things: Uma produção que veio do nada e arrebatou o mundo pelo poder da amizade e da nostalgia, a série tem os personagens mais simpáticos do ano, excelentes interpretações e uma trilha sonora digna de destaque. Além disto está na plataforma perfeita (a Netflix), pois você não precisa ficar esperando uma semana completa para o próximo episódio.

Dente Amarelo (pior série, minissérie ou filme para a TV): Damien: No ano em que se completaram 40 anos do filme A Profecia, um twist contemporâneo confuso e desnecessário na história do anticristo favorito dos fãs de terror rendeu somente 10 episódios antes do cancelamento e não era para menos. Episódios difíceis de seguir, um marasmo além do alcance e a falta de carisma dos protagonistas tornaram Damien fadado ao fracasso. Não deixará saudade.

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Gabriel Paixão

Gabriel Paixão

Colaborador e fã de bagaceiras de gosto duvidoso. Um Floydiano de carteirinha que tem em casa estantes repletas de vinis riscados e VHS's embolorados. Contato: gabrielpaixao@bocadoinferno.com.br

3 Comentários

  1. Alexander

    Quando eu li ” Damien ” eu fiquei por uns segundos tentando me lembrar se assisti ao seriado, realmente foi tão ruim que nem lembrei que havia assistido. E acho que cheguei ate o quarto episódio.

    • UMA LISTA SEM BOA NOITE MAMÃE É UMA LISTA QUE MERECE SER RESPEITADA!!!

  2. kaio

    Cade the invitation?? Melhor filme de terror (suspense) de 2016, sem apelar em nenhum momento, com um clima hostil e desconfortante que cresce a cada momento, no ritmo certo, com excelentes atuações…

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