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Revisitando os Zumbis de Romero

Um reencontro com os cinco filmes de zumbis de George Romero que vieram antes de A Ilha dos Mortos!

A NOITE DOS MORTOS-VIVOS (Night of the Living Dead, 1968)
O começo de tudo: filmado em preto-e-branco, de maneira independente e com um orçamento merreca (11 mil dólares), o clássico de Romero virou cult e foi um sucesso de bilheteria já na época do seu lançamento (estima-se que tenha faturado mais de 30 milhões de dólares nos cinemas do mundo todo). Claustrofóbico, não se preocupa em dar explicações ou apresentar os personagens, e já começa com mortos-vivos atacando um casal de irmãos que visita um cemitério. A garota, Barbra (Judith O’Dea), consegue escapar a refugia-se numa casa de fazenda no meio do nada, onde outras pessoas também irão tentar se defender do ataque crescente de zumbis.

Em plenos Estados Unidos dos anos 60, Romero teve a coragem de tocar num tema como o racismo de maneira extremamente sutil: embora o protagonista, Ben (Duane Jones), seja um homem negro, em nenhum momento do filme a raça do personagem é levada em consideração, nem mesmo quando ele se desentende com um rival branco, Cooper (Karl Hardman). É na cena final que o diretor contextualiza a discriminação racial, quando um grupo de caipiras atira sem pensar duas vezes na cabeça do herói, tomando-o como zumbi (embora ele não seja), e queimando-o em seguida numa fogueira. A imagem de um negro inocente sendo abatido de forma injusta pelas “forças da lei” (brancas, claro) é a cara dos anos 60, remetendo aos linchamentos de negros promovidos em muitas cidades do interior do Estados Unidos naquela mesma época, além do assassinato do ativista negro Martin Luther King, acontecido justamente em 1968. Com A Noite dos Mortos-Vivos, Romero ainda assinala o fim daquele horror mais clássico (em que o Bem vence o Mal e os monstros são figuras trágicas, como Drácula e Frankenstein) e o início do horror moderno, ensopado de sangue e violência explícita, e com heróis nada perfeitos, como Ben, cujas ações vão progressivamente matando todos os personagens que o cercam, ao invés de salvá-los.

A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

Em 1968, é bom lembrar, o senador Robert Kennedy foi morto e Richard Nixon elegeu-se presidente dos Estados Unidos, mergulhando a nação no inferno da Guerra do Vietnã. O próprio maquiador Tom Savini, colaborador habitual do diretor, não pôde trabalhar nos efeitos do filme porque foi alistado para lutar do outro lado do mundo. Assim, A Noite dos Mortos-Vivos traz este clima de desesperança estampado da primeira à última cena, com uma bucólica e inofensiva casa de fazenda tornando-se uma prisão e um túmulo para seus personagens, e até uma instituição sagrada, a família, revelando-se um perigo iminente (graças à filha que se transforma em zumbi e mata os próprios pais). Em 1990, A Noite dos Mortos-Vivos ganhou um competente remake dirigido pelo maquiador Tom Savini, que manteve-se fiel ao original, embora tenha atualizado a personagem de Barbra: se no original ela ficava praticamente catatônica, sem reação diante da ameaça desconhecida (um reflexo do papel da mulher na sociedade nos anos 60), na refilmagem ela já aparece como “mulher forte“, pois os próprios filmes posteriores de Romero trazem heroínas mulheres.

ZOMBIE – O DESPERTAR DOS MORTOS (Dawn of the Dead, 1978)
Não é à toa que o segundo filme de zumbis de Romero, produzido pelo italiano Claudio Argento, é considerado um dos grandes clássicos do horror de todos os tempos: além do fato de ser um terror competente e ainda mais sangrento que o original (Tom Savini voltou da Guerra do Vietnã e jogou na tela, em forma de maquiagem, os horrores que testemunhou no conflito), toda e qualquer temática social da época é abordada pelo roteiro em formato de alegoria, do consumismo excessivo ao militarismo, da desinformação da imprensa aos imigrantes ilegais. A trama se passa alguns dias ou poucas semanas após o despertar dos mortos do original – os zumbis estão ainda nos primeiros estágios da decomposição, com uma coloração cinza no rosto. A situação começa visivelmente a sair do controle, principalmente nas grandes cidades, como a Philadelphia, onde um casal de jornalistas, Stephen e Francine (David Emge e Gaylen Ross), resolve fugir com o helicóptero da emissora de TV. Unindo forças com dois soldados da SWAT, Peter e Roger (Ken Foree e Scott H. Reiniger), eles chegam a um enorme shopping-center afastado da cidade, onde resolvem fazer uma barricada para proteger-se dos zumbis. Tudo que podem querer é encontrado nas lojas do shopping, de comida a armas, de eletrodomésticos a roupas, mas a chegada de uma quadrilha de motoqueiros saqueadores se revela uma ameaça bem mais perigosa do que a horda de mortos-vivos que insiste em se concentrar ao redor do local. O materialismo é o grande tema de O Despertar dos Mortos: tanto os poucos sobreviventes vivos quanto os mortos-vivos ficam circulando pelo shopping-center repetindo praticamente os mesmos movimentos (entrando e saindo de lojas, subindo por escadas rolantes e elevadores, cambaleando sem rumo de um lado a outro), como se não houvesse diferença entre eles.

Despertar dos Mortos (1978)

Mortos ou vivos, todos se reúnem no templo do consumo, uma referência explícita ao materialismo sem noção da América do período, quando não importavam os gigantescos problemas sociais da nação, desde que houvesse dinheiro para comprar um novo conjunto de sofás ou um moderno aparelho de som. Isso fica evidente na fala de Stephen sobre os zumbis que insistem em tentar entrar no shopping: “Isso é uma parte do que eles eram, um lugar importante em suas vidas“. Já para os vivos, enquanto houver brinquedinhos e lojas de portas abertas para aproveitar, a situação do mundo não interessa – mesmo que não existam mais laboratórios para revelar as fotografias feitas com uma câmera de último modelo. Num certo contexto, ainda, os vivos de O Despertar dos Mortos representam as classes de alto poder aquisitivo, que se trancam no shopping rodeadas por seus pertences e tentam impedir a invasão dos zumbis, representando os pobres e miseráveis. Como em A Noite dos Mortos-Vivos, este segundo filme também tem um herói negro (Peter), mas o contexto do racismo foi transferido para uma outra minoria: os latino-americanos. No início do filme, um batalhão da SWAT tenta controlar uma invasão de mortos-vivos num condomínio de baixa renda, cujos habitantes são predominantemente latinos, e um dos policiais – transtornado, mas visivelmente racista – sai explodindo cabeças sem fazer distinção entre mortos e vivos (um comportamento fascista inerente à época, quando havia forte preconceito contra a “invasão” de imigrantes ilegais nos Estados Unidos). Finalmente, sobram farpas para os militares e para a imprensa: na primeira metade do filme, ambas as instituições minimizam a ameaça como se tivessem tudo sob controle, mas logo as transmissões de rádio e TV começam a ficar confusas, divulgando informações equivocadas sobre centros de apoio a sobreviventes, e a presença do exército não é suficiente para controlar o caos. O filme termina sem propor uma solução para o impasse e sem deixar qualquer esperança para os seus sobreviventes, num mundo que tende a piorar. Também ganhou uma refilmagem, Madrugada dos Mortos, de Zack Snyder, em 2004, que diverte deixando de lado qualquer tentativa de crítica social para apostar unicamente na ação (a subtrama da invasão de motoqueiros ao shopping, por exemplo, foi completamente deletada).

DIA DOS MORTOS (Day of the Dead, 1985)
Meses ou anos se passaram desde Zombie – O Despertar dos Mortos. As cidades estão desertas, como grandes cemitérios. As transmissões de emergência no rádio e na TV silenciaram, um velho jornal com a manchete “The dead walk” é levado pelo vento num rua completamente vazia. Não há sinal dos militares que estavam tão certos de controlar a praga zumbi nos dois filmes anteriores, e os poucos sobreviventes são justamente soldados e cientistas que vivem confinados numa base subterrânea, o único lugar em que podem ficar a salvo dos ataques dos mortos-vivos (agora finalmente decompostos e putrefatos). No cenário claustrofóbico, os vivos vêm perdendo cada vez mais espaço para os mortos. Enquanto o dr. Logan (Richard Liberty) faz experiências com os zumbis para tentar entendê-los, a tensão cresce entre os dois grupos, principalmente quando um milico fascista, o capitão Rhodes (Joseph Pilato), assume o comando da unidade. Rhodes é o estereótipo do militar norte-americano dos anos 80: diante de uma situação de crise, não hesita em impor sua autoridade para defender o “american way of life” à bala, ameaçando seus desafetos de Corte Marcial mesmo num mundo em que tais burocracias nem deveriam mais existir. Os sobreviventes contam os dias rodeados por toneladas de microfilmes com declarações da Receita e dados oficiais do governo, que perderam completamente a importância diante do colapso da sociedade. E enquanto os militares esperam uma vacina ou antídoto que ajude a combater e eliminar os zumbis, o dr. Logan propõe justamente o contrário: domesticá-los para que eles possam ser reintegrados à sociedade, o tipo de solução que um militar dos anos 80 não consideraria em hipótese alguma, pois não é “imediatista” o bastante! Dia dos Mortos foi, durante anos, o último episódio da série de zumbis de Romero; foi, também, mal-recebido na época do seu lançamento, ganhando mais importância e notoriedade com o tempo.

Desta vez não há heróis nem personagens carismáticos; seus protagonistas, além dos militares fascistas, são uma garota feiosa e insensível (Lori Cardille), um piloto de helicóptero meio negro, meio índio (Terry Alexander), um beberrão descendente de irlandeses (Jarlath Conroy) e até um soldado muçulmano (Anthony Dileo Jr.). Este último tem um papel central na conclusão, quando literalmente abre as portas da base subterrânea para que os zumbis possam invadi-la e aniquilar os sobreviventes, numa síntese da visão, já na década de 80, dos muçulmanos como terroristas-suicidas – um detalhe que ganha uma releitura toda especial pós-11 de setembro. Dia dos Mortos também é o filme em que os mortos-vivos são os personagens mais secundários: a verdadeira ameaça é a relação entre os humanos, que, mesmo em minoria, não conseguem conviver juntos, apegando-se a patentes e “cargos” que não fazem mais sentido. Quando o dr. Logan explica sua grande descoberta – a de que os zumbis morrerão uma segunda vez pela deterioração do cérebro em cerca de 18 meses -, o espectador já sabe que provavelmente nenhum dos personagens humanos conseguirá sobreviver até lá, pois eles não conseguem manter-se unidos e vivem brigando. O filme ganhou um remake simplesmente pavoroso dirigido por Steve Miner em 2008, que elimina todas as ideias do original e parece mais interessado em copiar Madrugada dos Mortos. Também deu origem a um misterioso e picareta Dia dos Mortos 2 – O Contágio (2005), péssima produção classe Z dirigida por Ana Clavell e James Glenn Dudelson, sem qualquer relação com o filme de Romero além do título mentiroso.

Dia dos Mortos (1985)

TERRA DOS MORTOS (Land of the Dead, 2005)
Nos 20 anos que separam Terra dos Mortos de Dia dos Mortos, aconteceu tanta coisa no mundo e nos Estados Unidos que Romero poderia muito bem ter feito um filme tão longo quanto Zombie – O Despertar dos Mortos. Optou por uma metragem convencional (97 minutos), mas isso não significa que tenha pouco a dizer. Produzido por um grande estúdio, a Universal, é o longa de zumbis mais caro do diretor, com orçamento de 15 milhões de dólares. A história se passa algum tempo depois de Dia dos Mortos: os zumbis putrefatos continuam dominando o mundo, mas já existe uma sociedade feudal na forma de uma luxuosa torre com apartamentos para ricaços, chamada Fiddler’s Green. O idealizador do projeto, Paul Kaufman (Dennis Hopper), manda e desmanda nos sobreviventes que ali vivem, como um autêntico ditador. Fiddler’s Green é protegida por cercas eletrificadas e um rio, que impedem o avanço dos mortos, permitindo que os seus abastados habitantes possam tranquilamente fazer suas compras no shopping-center do local (uma auto-citação a Zombie – O Despertar dos Mortos). Mas é claro que alguém precisa trabalhar pesado para garantir o consumismo/materialismo dos ricos, e esta tarefa cabe às classes pobres que moram no entorno da torre. Seduzidas com a (falsa) promessa de um dia ascenderem à classe alta e poderem morar em Fiddler’s Green, homens como Riley (Simon Baker), Charlie (Robert Joy) e Cholo (John Leguizamo) arriscam o próprio pescoço saindo das fronteiras seguras da cidade para enfrentar os zumbis e recuperar mercadorias e bens de consumo no mundo devastado. Isso até “Big Daddy” (Eugene Clark), um dos milhares de zumbis das cercanias, ganhar uma espécie de consciência, liderando seus companheiros, como um autêntico líder sindical morto-vivo, para invadir a torre e aniquilar seus habitantes.

Romero retoma vários temas já trabalhados nos três filmes anteriores: os ricaços vivem uma vida despreocupada e feliz, sem pensar nos zumbis, enquanto há dinheiro e produtos nas lojas (como em O Despertar dos Mortos), e o morto-vivo consciente que lidera a revolução é negro, quase como uma vingança pelo fato do igualmente negro Ben ser assassinado no final de A Noite dos Mortos-Vivos. Além da metáfora óbvia para a luta de classes e para o sonho impossível dos menos favorecidos de “vencer na vida” e conquistar seu espaço em Fiddler’s Green, os zumbis separados dos humanos pelo rio e pelas cercas lembram novamente a questão da imigração ilegal (já abordada levemente em O Despertar dos Mortos), remetendo à situação na fronteira dos EUA com o México. Terra dos Mortos também é um perfeito retrato dos EUA pós-11 de setembro. Tanto que o principal perigo não são os mortos-vivos que cercam Fiddler’s Green, mas sim a ameaça do renegado Cholo de explodir a torre com mísseis (uma referência nada sutil ao ataque ao World Trade Center). Kaufman não pretende ceder e manda um esquadrão para acabar com Cholo – “Não negociamos com terroristas“, alega ele, bem ao estilo George W. Bush. Até mesmo uma excelente ideia do filme, os coloridos fogos de artifício usados para “distrair” os zumbis, que ficam hipnotizados olhando para o céu, torna-se uma alegoria óbvia à intervenção militar norte-americana no Iraque em 2003, quando as explosões dos mísseis ianques em Badgá, transmitidas via CNN, “distraíam” a zumbificada população norte-americana, que dessa forma não reparava nos problemas sociais e políticos da sua própria nação. Terra dos Mortos dividiu opiniões na época do seu lançamento, mas é um filme que, mesmo com problemas evidentes, cresce a cada revisão – e parece ainda melhor comparado com os dois filmes seguintes de George A. Romero. Não foi refilmado (ainda!).

DIÁRIO DOS MORTOS (Diary of the Dead, 2007)
Enquanto todos os outros filmes de zumbis de Romero foram separados por um longo intervalo de tempo, Diário dos Mortos saiu menos de dois anos depois de Terra dos Mortos. Não se sabe a razão da pressa (foi filmado em apenas 23 dias!), mas fica evidente, na tela, a falta de uma preparação maior: o diretor-roteirista parece perdido, sem uma história interessante para contar e tomando várias decisões equivocadas. Na verdade, Diário dos Mortos é tão diferente dos demais que, depois dos primeiros 15 minutos, eu fui pesquisar para ver se realmente tinha pegado o filme de Romero ou se estava vendo alguma versão genérica da The Asylum, tal a falta de estilo/objetivo da película. Romero já começa surpreendendo: esquece sua quadrilogia original e não dá continuidade a Terra dos Mortos, preferindo “rebootar” a franquia e mostrar o que aconteceria se A Noite dos Mortos-Vivos acontecesse agora, em pleno século 21 – uma desculpa para utilizar ferramentas modernas, como câmeras digitais e internet, que não teriam espaço num universo tomado por zumbis pós-Terra dos Mortos. A história acompanha um grupo de jovens universitários que está produzindo um filme barato de horror quando os mortos começam a despertar. Desesperados, desorientados pela falta de notícias confiáveis (apesar do imediatismo da internet, agora somando-se ao rádio e à TV dos filmes antigos), eles pegam um trailer e atravessam os Estados Unidos em busca de um lugar seguro, lutando contra zumbis e topando com estereótipos de problemas sociais já vistos nos outros episódios (negros que sofrem preconceito, militares com más intenções, humanos usando mortos-vivos como alvos e confirmando sua própria selvageria…).

Diário dos Mortos (2007)

No meio de tudo isso, um dos jovens, Jason Creed (Joshua Close), resolve filmar tudo para fazer um documentário sobre o retorno dos mortos, chamado “The Death of Death“. As imagens que vemos seriam uma “versão editada” do material bruto filmado pelos jovens, ao estilo A Bruxa de Blair e Cloverfield. Embora isso permita ao diretor brincar com metalinguagem e ironizar a indústria do cinema (como a jovem que quer acrescentar música e sons ao documentário para torná-lo mais assustador), também acaba se tornando o ponto mais fraco do filme, já que as imagens captadas são “profissionais” demais para parecerem a filmagem amadora de um grupo de jovens – neste aspecto, Romero perdeu feio para The Zombie Diaries e REC, dois filmes com a mesma proposta produzidos antes e ao mesmo tempo de Diário dos Mortos. A ideia em si não é nova, pois remete a um obscuro filme independente norte-americano chamado Dead End, produzido em 1985 e já mostrando a realização de um documentário durante uma infestação de mortos-vivos. Já os personagens adolescentes (nunca antes explorados nos filmes de mortos-vivos do diretor) são irritantes, levando o espectador a torcer para que os zumbis matem a todos. Talvez isso faça parte da crítica de Romero à sociedade moderna e à “idiotização” dos jovens por ferramentas como a internet, o que fica evidente na cena em que o cameraman prefere filmar um zumbi atacando uma garota do que largar a câmera e ajudá-la. Mas Diário dos Mortos realmente não convence e, pelo menos na minha opinião, é o mais fraco da série de zumbis de George A. Romero, sem muito a dizer e sem novidades em relação aos anteriores – além, claro, da inclusão de adolescentes xaropes nos papéis principais e de constrangedores efeitos em computação gráfica nas cenas de violência. E como é um “filme de estrada“, em que os personagens ficam zanzando de trailer para lá e para cá, perde-se também a sensação de claustrofobia dos anteriores, quando havia o isolamento num lugar fechado (casa da fazenda, shopping-center, laboratório subterrâneo, Fiddler’s Green). Como curiosidade, gente famosa (Stephen King, Wes Craven, Simon Pegg, Quentin Tarantino e Guillermo del Toro) empresta sua voz para os boletins de rádio e TV ouvidos ao longo do filme. Não foi refilmado ainda (mas bem que poderia…)

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2 Comentários

  1. Carlos Dente

    O shopping do filme de ’78 é a América do período, despertando seus cidadão para um mundo onde eles vivem um consumismo injustificado, enquanto o mundo lá fora apodrece e morre, e mesmo aqueles que defendem a idéia prioritista parecem ignorar a crescente violência e degradação social representada pelos motoqueiros. Geniais as idéias de usarem os caminhões do lado de fora para se defender dos zumbis (usando o que há no local para defender a ameça a sua soberania (não importando o que isso significasse para quem realmente estava lá, tal como o financiamento há golpes militares e governos de direita em outros países) e o helicóptero no telhado, permitindo a retirada caso a situação fugisse do controle, em clara alusão aos conflitos no Vietnã, e mesmo Coréia, Camboja e Laos.

  2. Olavo

    Cara, George Romero era o mestre do Gênero zumbi, sem dúvida.

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