Especial Sexta-Feira 13: A Lenda de Jason Voorhees

Momento de confissão: apesar de ser um adorador da série Halloween, também acho muito divertidos os filme da franquia Sexta-feira 13. Não por acaso, foi com as aventuras de Jason Voorhees perseguindo adolescentes que tive minha iniciação no gênero horror – ainda lembro que os primeiros filmes de terror que vi, na tenra idade, foram Um Lobisomem Americano em Londres e Sexta-feira 13 – Parte 4.

Mas, mesmo sendo um fã declarado da série, devo esclarecer que não gosto da maioria dos filmes. Na verdade, a maior parte dos dez títulos (o último em janeiro de 2002) é tão ruim que acaba ganhando um charme todo especial. A cada sequência a Lenda de Jason é mais deturpada e sua vingança se estende ao maior número possível de pessoas – até quando vai durar esta vingança? – esta é uma boa pergunta.

O que nos leva a pensar que nenhum personagem, nem mesmo Michael Myers (8 filmes, uma refilmagem e uma continuação), Freddy Krueger (7, um crossover com Jason e uma refilmagem), Leatherface (5, um remake, uma continuação) ou até o boneco assassino Chucky (6), foi tão humilhado quanto o pobre Jason, cuja série acabou enterrada por produtores gananciosos que lançavam filme atrás de filme preocupados apenas com a bilheteria, e não com a qualidade de cada película.

Se o roteiro de Sexta-feira 13 – Parte 1 tivesse caído nas mãos de John Carpenter, ao invés de ir parar com Sean S. Cunningham, será que não teríamos um filmaço como Halloween?

É fácil colocar a culpa nos diretores, mas a verdade é que a série Sexta-feira 13 teve um desfile dos mais medíocres nomes que um dia já foram chamados de “cineastas“. O nível já começou baixíssimo com o horrível Cunningham – que produziu bobagens como A Casa do Espanto e dirigiu outras, como O Abismo do Terror. Com Steve Miner a coisa melhorou um pouco (Parte 2) e piorou violentamente (Parte 3).

Em seguida foi um desfile de inépcia criativa: Joseph Zito (de, argh!, Invasão USA, com Chuck
Norris), Danny Steinmann (o pior diretor dos anos 80), Tom MacLoughlin, John Carl Buechler, Rob Hedden e Adam Marcus (quem?).

A verdade é que se o roteiro tivesse sido enviado a Carpenter, ele certamente iria abrir processo contra os produtores por plágio do seu Halloween. Até não tanto pelo filme original, que tentava uma variação nos personagens e na motivação do assassino – todos sabemos que não é Jason o vilão, mas sim sua mãe, certo? Mas a partir da segunda parte, quando Jason é finalmente apresentado, temos um plágio constrangedor de Halloween, e as novas informações que foram sendo adicionadas com o passar das sequências só tornaram o personagem mais e mais parecido com Michael Myers, embora em um nível muito inferior e com menos “finèsse“.

Sexta Feira 13 - Capítulo Final (1984)

Vejam só que coincidência: os fatos traumáticos que transformaram tanto Michael quanto Jason em assassinos furiosos aconteceram na infância. Michael enlouqueceu no Halloween de 1963 e matou a irmã a facadas, enquanto Jason “afogou-se” nas águas da colônia de férias Crystal Lake em 1957, aos 11 anos de idade. Ambos nasceram em cidades pequenas: Michael em Haddonfield, e Jason em Wessex County (no Estado de Massachussets).

Os dois também têm a mesma fúria assassina: embora o alvo prioritário de Michael sejam os membros de sua família, ele mata quem aparece em seu caminho, assim como Jason, que tem preferência por assassinar moradores e visitantes de Crystal Lake, mas também mata quem vem pela frente. Tanto Michael quanto Jason preferem armas brancas, jamais utilizando armas de fogo – embora Michael tenha usado um rifle como lança para cravar uma vítima na parede, em Halloween 4. Enquanto facas são a preferência de Michael, Jason opta pela variedade ao usar ferramentas diferentes para cada assassinato: flechas, arpões, dardos, lanças, facas, facões, machados, pedras…

Sexta-Feira 13 - Parte 2 (1981)
Sexta-Feira 13 – Parte 2 (1981)

Os dois assassinos também conseguem se virar consideravelmente bem quando estão desarmados: Michael e Jason têm força descomunal, sendo capazes de arrancar cabeças com socos, esmigalhar crânios e atravessar pessoas com as mãos. Brrrrrrr… E olha que eles não malham…

Jason era, aparentemente, retardado e deformado fisicamente – embora no primeiro filme ele pareça uma criança normal em uma cena de flashback, quando afunda no lago. Mas a hipótese de que fosse debiloide é reforçada por sua mãe no filme original, quando ela diz que os instrutores deveriam estar cuidando dele, porque era um “garoto especial“.

A mãe de Jason, Pamela Voorhees, era cozinheira na colônia de férias, e por isso, quando criança, ele passava muito tempo no local, quando aprendeu bastante sobre a região. Este conhecimento das redondezas do campo Jason guardou até a vida adulta, e usou para ficar sempre um passo a frente das vítimas que perseguia pela floresta.

Sexta-Feira 13 (1980)
Sexta-Feira 13 (1980)

Em 1957, o casal de instrutores que cuidava de Jason distraiu-se – na verdade, esconderam-se para transar – e o garoto desapareceu. Fortes evidências levaram os monitores a acreditar que ele havia se afogado, já que não sabia nadar. No ano seguinte, o desastrado casal de monitores foi assassinado.

A partir daí iniciou a “Lenda de Jason” e a do “Camp Blood“, ou “Campo Sangrento“. Todas as tentativas de reabrir a colônia de férias foram marcadas por sabotagens e acidentes. O local foi incendiado em 1961 e em 1962, nas vésperas da reabertura, a água foi misteriosamente contaminada. Isso fez com que Crystal Lake ficasse fechado até 1979, quando Steve Christie investiu na reabertura e mudou-se para lá com um grupo de rapazes e moças para reformar o local.

Esta primeira carnificina foi registrada em Sexta-feira 13 – Parte 1, de 1980. Assim como os assassinatos de Halloween acontecem em um 31 de outubro, o Dia das Bruxas, os crimes deste primeiro filme também acontecem na data azarada, sexta-feira, 13 de junho. As sequências foram abandonando o estigma de que o dia fosse maldito, e Jason passou a matar em qualquer data mesmo. Mas no filme original, a chacina acontecia numa sexta-feira 13. E ficamos sabendo, também por meio da Sra. Voorhees, que o aniversário de Jason é justamente em 13 de junho, daí o motivo da vingança ter acontecido naquele dia.

Só que a anciã não contava que, após ter matado todos os instrutores, inclusive o próprio Steve Christie, seria decapitada por Alice, a única sobrevivente. É no final do filme original que Jason aparece pela primeira vez, na forma de garoto deformado que sai do fundo do lago para agarrar Alice. Esta cena pode, ou não, ser uma alucinação, já que a moça acorda em um quarto de hospital sem lembrar do que aconteceu – e sua última frase, quando o xerife diz que não encontraram nenhum garoto, é: “Então ele ainda está lá…“.

Como Michael, que esperou vários anos quietinho no sanatório até o dia de iniciar sua vingança com a perseguição de Laurie Strode, Jason também esperou anos para começar a dar o troco. Mais precisamente cinco anos desde a primeira chacina. Em 1984, Paul Holt resolveu também investir em uma colônia de férias. Não era Crystal Lake, mas ficava bem próxima – em uma cena, inclusive, alguns dos jovens contratados como monitores tentam chegar às cabanas abandonadas do “Camp Blood“.

A Lenda de Jason, narrada por Paul aos jovens na metade do filme, diz que ele viu sua mãe ser decapitada em 1979, e que desde então espera por vingança. Esta vai surgir quando menos se espera: na forma de um demente que vive em um casebre no meio da floresta, onde aparece um Jason furioso e sem qualquer traço do personagem engraçadinho que se tornaria nos filmes posteriores.

Não se sabe ao certo como ele sobreviveu ao afogamento. Poderia apostar até que ele nunca se afogou – afinal, seu corpo nunca foi encontrado -, apenas se perdeu na floresta e viveu seguindo seu instinto, transformando-se em um tipo animalesco.

Outros já recorrem à magia negra e ao sobrenatural para justificar sua ressurreição, mas a verdade é que neste segundo filme Jason é apresentado como ser humano normal, embora louco e deformado. Seu casebre tem até banheiro, o que significa que ele faz necessidades e se alimenta como as pessoas normais. O detalhe mórbido é a cabeça da mãe, colocada em um altar numa das peças do barraco.

A bem da verdade, a vingança de Jason é realizada logo no começo do segundo filme. Em um inacreditável buraco do roteiro, aquele homem que passou a vida na floresta caminha calmamente pelas ruas de uma cidade e até encontra a casa de Alice, a sobrevivente do filme original. Depois de matá-la com um picador de gelo, teoricamente, sua vingança estaria encerrada. Mas ela se estende aos jovens que invadem seu “território” – neste caso, prevalece o instinto animal e predador do assassino.

Jason veste roupas comuns nesta sua primeira aparição cinematográfica, e também não usa máscara, apenas um pano amarrado ao redor da cabeça, com um único furo para enxergar – pois somente seu olho esquerdo “funciona“, o outro é cego. Ele tem barba e cabelos longos e sujos. No fim, depois de exterminar todos os jovens, não poupando nem um pobre paralítico (politicamente incorreto até a medula!), Jason leva um faconaço de Ginny, que veste o suéter de sua mãe e faz o assassino acreditar que ela voltou dos mortos. Entretanto, Jason ainda ressurge para um último ataque, e a moça acorda na ambulância perguntando pelo namorado Paul, que desapareceu e provavelmente foi a última vítima do assassino.

Entre a parte 2 e a parte 3 da série surge a primeira dúvida: será que era mesmo Jason o assassino da segunda parte? Este questionamento surge porque Sexta-feira 13 – Parte 3 apresenta o serial killer com um novo visual: embora continue com o rosto deformado, nesta segunda sequência ele está calvo como uma bola de bilhar, sem barba, com uma outra roupa e sem qualquer sinal do ferimento de facão feito por Ginny no final da parte 2. Diferente do mostrado no filme anterior, agora seus dois olhos são normais. E isso que a parte 3 acontece no DIA SEGUINTE aos acontecimentos da parte 2.

Sexta-Feira 13 - Parte 3 (1982)

Como explicar isso? É certo que o visual do assassino muda conforme o gosto do freguês – nas sequências posteriores Jason teria os mais variados rostos, cortesia de diferentes diretores e técnicos de efeitos especiais. Mas aqui o diretor é o mesmo: Steve Miner dirigiu as partes 2 e 3, com uma incrível queda na qualidade de uma para outra.

Pior: a heroína da parte 3, Chris Parker, em determinada parte do filme, relata ao seu namorado um encontro que teve com Jason no ano anterior, 1983 – portanto, um ano antes da Parte 2, que se passa em 1984, quando Jason era cabeludo e barbudo -, e ele já era calvo no tal flashback! Assim, uma boa explicação para tamanho furo e desrespeito à mitologia da série é que:
1…ou o assassino da Parte 2 (o cabeludo e barbudo) não era Jason,
2…ou era Jason e foi morto, com um outro débil mental assumindo seu nome e legado a partir deste terceiro filme.

Escolha a sua versão. Ou então, nem ligue para a lógica e divirta-se! Afinal, Michael Myers enxerga normalmente nas partes 4, 5, 6, 7 e 8, de Halloween, apesar de Laurie Strode ter furado seus dois olhos a tiros no final de Halloween 2. Isso nos faz acreditar que tanto ele quanto Jason são uma mistura de Highlander (só morrem quando se corta sua cabeça fora, como aconteceu com Michael em H20), com o mutante Wolverine (o poder de regenerar os ferimentos de tempos em tempos).

A verdade é que a terceira parte de Sexta-feira 13 só serve para mostrar como Jason conseguiu sua famosa máscara de goleiro de hóckey – ele a roubou de um gordo chato chamado Shelly, que adorava divertir-se assustando os amiguinhos, até ele próprio levar um susto mortal. O assassino mata mais 12 pessoas e leva uma machadada na cabeça, “morrendo“.

Na mesma noite inicia a Parte 4. A polícia recolhe os corpos deixados por Jason e envia o psicopata ao necrotério – sem nem ao menos tirar sua máscara, como aconteceu com Michael, quando ele foi “preso” em Halloween 5. No necrotério o serial killer ressuscita pela primeira vez e sai exterminando tudo e todos. Nesta parte 4 perde-se a vergonha na cara: Jason não mata mais só em Crystal Lake, ele extermina tudo que se mexe, sem nenhum critério.

Sexta Feira 13 - Capítulo Final (1984)

Mas o instinto faz com que ele volte a Crystal Lake, onde um grupo de jovens alugou uma casa para passar o verão. Perto dali vive a família Jarvis que, curiosamente, parece residir há anos no local, mas nunca tinha sido importunada por Jason até então, embora o assassino tivesse passado toda a sua vida nas redondezas – curioso, não ?

Após novo massacre, é Tommy Jarvis, um garoto, quem mata Jason com uma facada que lhe atravessa o crânio; depois, ainda pica seu corpo com vários golpes de facão. Este chamado “Capítulo Final” termina com um epílogo assustador, onde Tommy abraça a irmã com um olhar maldoso, o que nos leva a acreditar que ele iria continuar a maldição de Jason – como aconteceu com Jamie, a sobrinha de Michael, no final de Halloween 4 (coincidência o número 4, não ???). Outra coincidência: a série Halloween também tem um garoto chamado Tommy, de sobrenome Doyle, e que também dá um cacete em Michael Myers, mas apenas quando já é adulto (em Halloween 6).

Por um filme, pelo menos, Jason ficou morto: em Sexta-feira 13 – Parte 5 é um ser humano comum que usa sua máscara e seu nome para perpetrar uma vingança pessoal. Como Tommy Jarvis, um garoto no final da parte 4, agora já é crescido – tem 20 anos -, podemos dizer que o filme se passa 8 anos após a sequência anterior, ou seja, em 1992. Tommy está mentalmente perturbado depois de ter matado Jason – o começo do filme é um pesadelo em que ele se vê garoto enfrentando o assassino, que sai do seu túmulo. Tommy é enviado a um centro de tratamento mental em Pinehurst, que fica nas cercanias de Crystal Lake (incrível !).

É neste manicômico que acontece o assassinato de um paciente por outro paciente, deixando o pai da vítima, Roy Burns, louco. Ele então assume a máscara e o legado de Jason para vingar-se, exterminando todos os internos e médicos, além de qualquer ser humano nas redondezas da clínica, até ser morto por Tommy e morrer empalado.

Uma curiosidade: pelo roteiro original do filme, o início deveria ser diferente, ressaltando a probabilidade de Tommy Jarvis também virar um maníaco homicida: nela, Tommy ainda garoto e Jason foram levados para o mesmo hospital depois dos assassinatos da Parte 4. Tommy fica louco e mata todos os pacientes tentando achar Jason. Ele finalmente encontra o assassino, mas esse ressuscita e ataca Tommy. Então, ele acorda já adulto na van do hospital psiquiátrico.

No final da parte 5, uma outra cena curiosa que pode ser, ou não, um sonho de Tommy: depois da morte de Roy, o próprio Tommy assume a identidade de Jason no hospital, assassinando Pam, sobrevivente do massacre na clínica psiquiátrica, com uma facada. A hipótese de alucinação é reforçada com um detalhe simples: onde diabos Tommy iria encontrar uma faca em um quarto de hospital ??? A não ser que fosse mais um dos enormes furos do roteiro.

Jason é finalmente apresentado como uma entidade sobrenatural – além de se tornar o “herói” da história a partir da Parte 6, ao contrário do que John Carpenter fez com Michael Myers em Halloween. Nela, Tommy Jarvis (o personagem que mais vezes apareceu nas sequências) e um amigo vão ao cemitério para se certificar de que Jason está mesmo morto.

É curioso, mas a Parte 5 é simplesmente ignorada nesta sequência. Não se faz nenhuma menção à internação de Tommy ou ao final surpresa da Parte 5. Ele também parece mentalmente são, apesar de enfiar uma lança de ferro no corpo decomposto do assassino. Um relâmpago contribui com eletricidade para ressuscitar Jason, e aí a matança continua.

As Partes 6, 7, 8 e 9 nada mais fizeram do que catalogar a chacina de Jason.Transformado definitivamente em monstro, ele suportava tiros, facadas e todo tipo de ferimento, sempre ressuscitando para voltar no filme seguinte.

Estes quatro últimos filmes acabaram totalmente com o velho “charme” da série, transformando Jason em um personagem brincalhão, que até matava as vítimas de forma engraçadinha.

Chegaram ao cúmulo da imitação de Halloween na Parte 9, quando é revelado que Jason teria uma irmã, Diana. Uma balela, pois no filme original a própria Sra. Voorhees diz que Jason era seu único filho. Pois de uma hora para a outra, nesta Parte 9, o assassino coloca um propósito na sua fúria homicida: decide dar uma de Michael Myers e matar a irmã e a sobrinha. O motivo, ninguém sabe… De uma hora para a outra, o serial killer que tinha o maior carinho pela família, ao ponto de guardar a cabeça decapitada da mãe e matar centenas de pessoas para vingá-la, simplesmente fica fulo com a própria família e resolve matar o que sobrou dos seus integrantes.

Motivo de piada em todo lugar devido ao descuido com as continuações, sempre feitas às pressas de um ano para o outro (e que pareciam mais refilmagens umas das outras, modificando as cenas de morte), a série Sexta-feira 13 acabou enterrada graças à idiotice da parte 9, em 1993, e só depois tentou seu retorno triunfal com Jason X. Mas a má qualidade dos nove filmes não refletia nas bilheterias, sempre crescentes, e no número de fãs, cada vez maior.

Mas a verdade é que os filmes nunca tiveram o mesmo charme da série Halloween, cujos produtores tinham um mínimo de cuidado em manter a mitologia criada pelo filme original e evitavam continuações feitas às pressas – apesar de Halloween 5!

Eu bem que avisei…

E Jason, a bem da verdade, só meteu medo nas partes 2, 3 e 4, e olhe lá: depois virou um “monstro engraçadinho” à la Freddy Krueger, o que, felizmente, nunca aconteceu com Michael Myers (ele continua representando o Mal absoluto e realmente impõe respeito).

Anteriormente bancada pela Paramount (da parte 1 à 8), a série Sexta-feira 13 passou para a New Line a partir do nono filme. Entre o primeiro, em 1980, e o último episódio, em 1993, os produtores tentaram faturar de todas as formas em cima da franquia, criando inclusive uma ridícula série de televisão, Sexta-Feira 13 – O Legado, que nada tinha a ver com Jason: eram histórias de horror parecidas com Além da Imaginação, mas de baixíssima qualidade, envolvendo uma loja de antiguidades cujo proprietário havia feito um pacto com o demônio.

Sempre pensei que a melhor forma de caracterizar a série Sexta-feira 13 e dizer que ela é “divertida como uma volta no trem-fantasma de um parque de diversões“. Afinal, ainda que você saiba que é tudo de mentirinha (no trem-fantasma) e imagine tudo o que vai acontecer (nos filmes), mesmo assim é muito divertido, basta sentar e aproveitar o entretenimento.

E se analisando friamente os nove filmes são verdadeiras bombas, cujos roteiros são uma estupidez sem tamanho, com atuações sofríveis, todos são aprovados com louvor na categoria “diversão rápida e rasteira“, com diversas cenas memoráveis, daquelas que a gente comenta com os amigos e ri muito. Por isso que a chama em torno da cinessérie continua acesa hoje, mais de 36 anos após o primeiro filme.

(Visited 3.415 times, 1 visits today)
Felipe M. Guerra

Felipe M. Guerra

Jornalista por profissão e Cineasta por paixão. Diretor da saga "Entrei em Pânico...", entre muitos outros. Escreve para o Blog Filmes para Doidos!

14 comentários em “Especial Sexta-Feira 13: A Lenda de Jason Voorhees

  • 13/07/2018 em 15:55
    Permalink

    Oi GUERRA, quanto tempo!!! Eu gosto muito do JASON, mais que o FREDDY ou o MICHAEL. Talvez eu seja mais louco do que os produtores de SEXTA FEIRA 13. Não sei qual foi o meu primeiro terror, talvez tenha sido ENIGMA DO OUTRO MUNDO ou SEXTA FEIRA 13 PARTE DOIS. Gosto mais dos dois primeiros filmes do JASON, apesar de assistir mais as partes 4 e 6. Quando criança, tinha muito medo do JASON, principalmente quando ele invadia a casa do TOMMY, no final da parte 4; hoje é uma cena ridícula, mas trouxe muito medo para uma criança de 8 anos. Acho que você resumiu muito bem a saga desse nosso personagem icônico. Por opção própria, “só” assisti até a parte 8; queria ter visto a refilmagem.

    Resposta
  • 04/05/2018 em 06:08
    Permalink

    Eu amo Sexta Feira 13, mas não tem como não rir das cenas que aconteciam sempre em quase todos os filmes, aliás, a ultima cena era a mesma para todos:
    Sempre havia aquele brincalhão chato louco pra trepar mas que nem uma garota dava bola; o casal safado que depois de trepar morria; a garota que inventava de nadar pelada na calada da noite, no frio e sozinha, além dos corpos arremessados pela janela contra a heroína do filme… falando nisso, eu achava incrível as cenas finais: Jason matava todos na surdina, pegando-os de surpresa, sempre num ataque traiçoeiro… mas inexplicavelmente contra a heroína, mocinha final, ele fazia questão de aparecera frente, correndo que nem bobo, só fazendo bobagens, caindo, apanhando, como se fosse uma brincadeira de pega pega e esconder… dava a impressão que haviam dois assassinos no filme: Um assassino frio e inteligente e um imbecil que só apanhava e era feito de besta… acho que apenas nas partes 7 e 8 vi algumas diferenças em relação á isso… enfim, eu ri com sua nota sobre o visual dele, mas é algo que como você mesmo havia dito, nem dava pra levar mais á sério…

    Resposta
  • 22/04/2018 em 03:32
    Permalink

    Eu sempre achei Halloween inferior ao Sexta-Feira 13, talvez as mortes violentas do Jason com o que tivesse em mãos, sempre me atraiam mais e o parte 6 ainda acho fenomenal. Assistir halloween era cansativo mesmo gostando da série, a historia de “vingança ou caça” a irmã era muito rotineira. A refilmagem de halloween então nem se fala, não consegui terminar de assistir no mesmo dia, me esforcei para terminar da mesma forma que Jason X, este nunca deveria ter saído do papel. Está é a minha Opinião.

    Resposta
  • 20/04/2018 em 00:55
    Permalink

    outra incoerência na parte 3 , a protagonista relata ter sido abusada por Jason, já que os produtores e roteiristas nega viemente que Jason nunca estuprou ninguém , será mais uma ilusão de Cris? mais trocadilhos a parte amo a parte 6 e sou fã da série, mesmo com buracos de roteiros tremendo..

    Resposta
  • 17/04/2018 em 21:42
    Permalink

    Concordo com varias coisas que foram ditas no texto, principalmente do Jason ser plagio do Michael Miers. Só não concordo que seja muito divertido porque os filmes do Jason é sempre a mesma coisa, não tem variação, cansa. Pior que com o Jason aconteceu o mesmo do que com o Freddy Krugger, a cada filme lançado foi virando cada vez mais palhaçada e tendo cada vez mais incoerencia, ate cair no ridiculo. Eu nunca entendi o final da parte 8: Jason ataca Nova York, aquilo não faz o menor sentido.

    Resposta
  • 16/04/2018 em 22:35
    Permalink

    Parei de ler quando o “crítico de arte” aí falou mal de Invasão USA. Ali ficou claro que o rapaz não é do ramo.

    Resposta
  • 15/04/2018 em 00:19
    Permalink

    Bom, vc colocou sua opinião pessoal. E opinião é algo totalmente subjetivo e cada um tem a sua. Perda de tempo mesmo foi tentar encontrar uma profundidade que nem mesmo os diretores e roteiristas se interessaram. Até quando as pessoas vão continuar sem perceber que cada filme tem uma proposta? Divertir, pensar, assustar e por aí vai. Quer coerência? Profundidade? História? Assista a um bom filme iraniano por ex (q particularmente adoro tb).

    Resposta
  • 13/04/2018 em 23:55
    Permalink

    Como nao amar essa obra de arte do horror, como diz um comentário aí de cima pode lançar sexta-feira 13 parte 100, que eu estarei lá assistindo essa obra

    Resposta
  • 13/04/2018 em 20:41
    Permalink

    “Falem mal, mas falem de mim”.
    Podem lançar o Jason 21, que vou continuar indo no cinema, na data de estreia, com os olhos vidrados, coração acelerado, torcendo pelo protagonista ou antagonista (se alguns preferirem nomear o Jason assim) e até esquecendo de comer pipoca.
    Sim. Ele é o meu Crush! Apaixonada desde a adolescência. Amor que não morre. E no caso do Jason, não morrer é realmente literal. Ainda bem.

    Resposta
  • 13/04/2018 em 18:05
    Permalink

    Pra mim Sexta -Feira 13 já um classicos os 4 primeiros filmes são excelentes e o resto da serie é ruim nenhum filme salva ,á serie que o Felipe mencionou em seu artigo á serie “Sexta -Feira 13 – O Legado ” ( que foi lançado alguns episodios em vídeo no Brasil como o mesmo titulo pela CIC Vídeo ) passou na TV Globo e depois reprisado na TV Gazeta na decada de 90 o seu titulo aqui no Brasil era ” Loja do Terror ” e outra curiosidade quando ‘Sexta – Feira 13 Parte VI – Jason Vive ” passou nos cinemas daqui ele teve o titulo alterado para ” O Tumulo do Horror – Sexta -Feria 13 -Parte VI ” e quando saiu em VHS pela CIC Vídeo ele foi lançado como o nome original .

    Resposta
  • 14/09/2017 em 11:54
    Permalink

    Concordo plenamente com tudo que foi dito, porem faço exceção quando diz que na parte 9 aparece “inexplicavelmente” a irma de Jason, a mesma é irmã por parte de seu pai “Elias Voorhees, que era pra ser visto apenas na parte 6 que foi cortada, e ainda na parte 9 a explicação para ele tentar matar tanto a irma quanto a sobrinha é que apenas alguém do próprio sangue tinha o poder de mata-lo. Acho que com passar dos anos, o filme foi assumindo sim muitas incoerências, mas não deixa de se um clássico no gênero serial killer.

    Resposta
  • 15/01/2017 em 06:11
    Permalink

    Você colocou a serie sexta feira 13 o legado com a pior coisa feta sobre a serie e cinema, ja aqui nos site o artigo top 13 de dexta feira 13 ela ficu m primeiro lugar kkkk aquilo ali nunca vi mas tenho certeza que e bizonha e muito ruim so por evar o nome da serie kkkk.

    Resposta
    • Rodrigo Ramos
      16/01/2017 em 22:48
      Permalink

      Quem escreveu este texto foi o Felipe, eu escrevi o Top 13. Autores diferentes, opiniões diferentes! E no Top 13 não fui eu quem deu as notas, foram os telespectadores lá no IMDB! Não tenho culpa! 🙂

      Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien