Junk (2000)

Junk (2000)
Uma mistura sangrenta de todos os clássicos sobre mortos-vivos
Junk
Original:Junk: Shiryô-gari
Ano:2000•País:Japão
Direção:Atsushi Muroga
Roteiro:Atsushi Muroga
Produção:Isao Kurosu
Elenco:Nobuyuki Asano, Shû Ehara, Tate Gouta, Yûji Kishimoto, Miwa, Natsuki Ozawa, Kaori Shimamura, Koutarou Tanaka, Kôtarô Tanaka, Deborah Joy Vinall

Eu gosto muito de filmes de canibais. Mas, mais do que estes, meus preferidos são, sem dúvida, os filmes de zumbis. Por isso, assim que eu acabei de ver o filme Junk, que chegou às minhas mãos em DVD importado, a primeira coisa que fiz foi “rebobinar o DVD” (hehehe) e assistir o filme de novo, direto, pela segunda vez. Acreditem ou não, mas Junk, este filme oriental feito em 2000, é uma das melhores produções sobre mortos-vivos feitas nos últimos tempos, capaz de nos fazer esquecer na hora todo o tempo que perdemos com bobagens como House of the Dead e com produções mais convencionais, tipo Reanimator: Fase Terminal e Resident Evil.

Para quem nunca ouviu falar, Junk é um filme vindo do outro lado do mundo, lá da terra dos japas, de onde ultimamente parece estar vindo a salvação da lavoura para os fãs do cinema de horror, especialmente aqueles que, como eu, estão cansados das repetições, dos clichês e da falta de ousadia do cinema americano. Do Japão vieram pérolas como Evil Dead Trap, a trilogia Ringu,Ju-On, Battle Royale e outras maravilhas. Junk é mais uma delas, embora não tão popular e “importante” quanto as outras obras citadas. Mas nem por isso menos recomendável.

Se entre meu grupo de cinco leitores houver algum diretor de distribuidora nacional ou empresário do ramo, lhe peço encarecidamente: PARE IMEDIATAMENTE O QUE ESTÁ FAZENDO E COMPRE OS DIREITOS DE DISTRIBUIÇÃO DE JUNK NO BRASIL!!! O filme é de 2000, então está mais do que na hora de reparar esta injustiça. Você pode até dar um nome idiota para o filme, tipo, O Ataque dos Mortos-Vivos, ou A Volta dos Mortos-Vivos: O Retorno. Mas lance Junk em vídeo e DVD no Brasil antes que uma outra distribuidora o faça e você perca rios e rios de dinheiro!!! Reflita: existem mais coisas entre o céu e a terra do que House of the Dead ou Octopus 5!

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Bem, voltando ao filme. No Japão, o título é um pouquinho mais comprido: Junk – Shiryô-Gari (não, eu não faço a menor ideia do que significa, mas posso garantir que não tem nenhum lixeiro ou gari na trama). Também não peguei o trocadilho do título, pois Junk em inglês significa tanto “lixo” ou “sucata” quanto “carne salgada“, segundo meu dicionário de inglês dos anos 70… Será algum tipo de ironia?

Enfim, a melhor forma de definir Junk é a seguinte: pegue todos os filmes sobre zumbis feitos nos últimos 30 anos (a trilogia de Romero, o Zombie de Fulci, o Nightmare City de Lenzi, as tralhas do Bruno Mattei, a trilogia A Volta dos Mortos-Vivos, Reanimator, enfim, TODOS!), e coloque num liquidificador junto com toda a filmografia do diretor americano Quentin Tarantino. Bata bem, despeje numa fôrma previamente untada com efeitos especiais fuleiros e muito sangue e está pronto para servir: um filme quentinho, divertidíssimo e gostoso de assistir.

E é um verdadeiro colírio para os olhos! Ainda mais quando lembramos que desde Dawn of the Dead, de Romero (1978), e Zombie, de Fulci (1979), nada de muito impressionante foi feito dentro deste gênero, além dos filmes aliando terror e comédia, tipo A Volta dos Mortos-Vivos, Pelo Amor e Pela Morte e Fome Animal – antes que me crucifiquem, eu não citei Dia dos Mortos, de Romero, feito em 1985, porque o filme foi prejudicado pelo baixo orçamento, e o próprio diretor assume que não era o final que ele queria dar para a trilogia. Como todos nós, fãs dos bons filmes de zumbis, estávamos órfãos de algo realmente interessante nesta área há mais de 20 anos, Junk é um filme obrigatório.

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O diretor Atsushi Muroga tinha feito, em 1995, um elogiado filme policial chamado Score, sobre a luta entre gangues da Yakuza (a máfia japonesa). O filme foi considerado uma mistura de Assassinos por Natureza e Cães de Aluguel, rendendo fama ao cineasta no circuito independente dos Estados Unidos – parece que o próprio Tarantino aprovou o filme. De 95 a 2000, Muroga ficou pensando qual seria sua próxima bizarrice. E de repente, da noite para o dia, decidiu: iria fazer um filme sobre mortos-vivos. Juntou uma pequena equipe, conseguiu orçamento e ia começar o roteiro… Só havia um problema: o único filme de zumbis que Muroga conhecia era o A Noite dos Mortos-Vivos original de George A. Romero, aquele em preto-e-branco, de 1968. Era necessário dar uma “atualizada“…

Para fazer Junk, ele e sua equipe resolveram radicalizar. Em um mês, o diretor assistiu praticamente todos os filmes, classe A ou bagaceiros, envolvendo mortos-vivos feitos pelo cinema americano, oriental e europeu. Tirou um pouco das ideias de cada um deles e escreveu um roteiro repleto de homenagens e citações, daqueles que não é para levar muito a sério. E ainda incluiu uma citação bem direta a Tarantino, fazendo de seu roteiro uma versão zumbi de Um Drink no Inferno. O filme simplesmente mistura quatro bandidos pés-de-chinelo com chefões da Yakuza, militares americanos, cientistas e zumbis! Sentiu o drama?

A história começa num velho armazém abandonado em Okinawa, no Japão, que serve de laboratório para o Exército. Ali, pesquisadores americanos e japoneses pesquisam juntos uma fórmula que possa trazer os mortos de volta à vida. O cientista americano, que fala inglês, tem um cadáver de uma garota japonesa, nua, deitado sobre a mesa de cirurgia. Ele lhe aplica uma injeção da tal fórmula, o DMX, que é um líquido verde fluorescente (alguém lembra de Reanimator?). A princípio, nada acontece. Mas então a garota lentamente abre os olhos e se levanta… Claro que ela não quer muita conversa! A mocinha-zumbi simplesmente pula e abocanha o pescoço do cientista, arrancando-lhe um enorme naco do pescoço. Acredite se quiser, mas esta sequência de abertura foi uma homenagem ao início, parecido, da bomba Zombie 3, dirigida por Bruno Mattei e Lucio Fulci, mostrando que o diretor Muroga viu realmente todos os filmes de zumbis!!!.

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E por falar no obscuro Zombie 3, até a trilha sonora de Junk homenageia o filme de Mattei/Fulci, com uma trilha praticamente copiada da música de Steffano Mainnetti no filme italiano.

Depois dos créditos de abertura, parece que começa um filme totalmente diferente: quatro jovens usando sobretudos estão se preparando para um assalto. Eles são Jun (Noboyuki Asano), Akira (Osamu Ebara), um terceiro anônimo e a gatinha Saki (Kaori Shimamura). Os três rapazes colocam máscaras, pegam armas automáticas – um deles leva também uma espada samurai – e entram na joalheria de um centro comercial, realizando um ousado assalto, levando uma fortuna em jóias – a cena é uma citação tanto ao Cães de Aluguel de Tarantino quanto ao filme Perigo Extremo (City on Fire), de Ringo Lam, que inspirou Tarantino.

Infelizmente, nem tudo dá certo no assalto. Quando Akira se descuida, uma das balconistas pega uma tesoura e lhe enfia num dos pés (que ideia de jerico!), antes de tomar três balaços de outro dois bandidos. Enquanto isso, Saki, que está no carro de fuga acompanhando tudo, é obrigada a se distrair para atender, no celular, um vendedor de automóveis que quer lhe empurrar um caríssimo carro-esporte! Mesmo com todos estes percalços, o grupo de bandidos consegue fugir e parte direto para encontrar com o comprador das jóias. Ele é Ramon (Tate Gouta), um afetado bandidão da Yakuza, que marca o encontro em uma fábrica abandonada na periferia da cidade (será a mesma do começo do filme? tchan-tchan-tchan-tchan!).

Neste momento, o filme lembra Um Drink no Inferno: os quatro vão até a fábrica e esperam para vender o produto do roubo. Enquanto isso, se dispersam pelo local. Afinal, ele está deserto, não é mesmo? Jun vai dar uma volta pelos corredores e leva um susto quando um gato pula sobre ele (o clichê padrão). Mas com certeza fica ainda mais assustado quando uma mão descarnada lhe agarra os cabelos por trás, puxando sua cabeça contra a parede até que uma enorme estaca de madeira atravessa seu pescoço (sentiram a citação ao Zombie de Lucio Fulci?).

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Quando os três sobreviventes saem à procura do amigo morto, descobrem um pequeno grupo de zumbis devorando a recente vítima. Um deles é o cientista do começo do filme, devidamente transformado em morto-vivo. Logo começa uma correria e um tiroteio dos diabos, até que o grupo tenta fugir da indústria e encontra, na fuga, Ramon e seus homens, todos de terninho preto, gravata e óculos escuros, “Tarantino style” (à la Pulp Fiction). É claro que os Yakuza não acreditam na história dos zumbis, e logo Ramon se revela um escroto, que quer apenas as jóias, sem qualquer intenção de pagar o que deve ao trio. Deixa isso bem claro ao matar o anônimo integrante da quadrilha, a sangue-frio. Mas, antes que possa terminar o serviço com Akira e Saki, Jun aparece vindo do nada, ressuscitado, e rasga o pescoço de um dos capangas de Ramon a dentadas.

Pronto! A partir daí, Junk vira o tradicional inferno sangrento dos filmes de zumbis! Akira e Saki são obrigados a fugir para dentro da indústria, correndo tanto dos zumbis quanto dos homens de Ramon. E, lá pelas tantas, um dos capangas do mafioso atira em frascos do DMX, liberando a fórmula sobre uma pilha de cadáveres que estava em uma das salas, e que certamente serviriam de cobaias para as experiências – estão todos amarrados em lençóis, como os mortos no Zombie do Fulci.

Numa cena que lembra A Volta dos Mortos-Vivos, estes mortos enrolados voltam lentamente à vida, rasgando os lençóis, ao som de música eletrônica. E então um verdadeiro exército dos mortos começa a perseguir os bandidos nos escuros corredores da fábrica. Logo, a maioria deles estará devidamente “zumbificada“, e resta aos sobreviventes encontrar uma saída do local.

Uma atração extra é o diferente grau de podridão dos zumbis, que homenageia vários filmes do gênero. Há desde os zumbis mais conservados, com a cara pintada de azul ou cinza (estilo George A. Romero em Dawn of the Dead), os zumbis podrões vestindo trapos (tipo Zombie), até aqueles que parecem ter almôndegas na cara (estilo Nightmare City), e até um zumbizão decrépito vestindo um saco de batata cinza e com um lencinho no pescoço, que parece ter saído diretamente do trash Nights of Terror/Burial Ground, de Andrea Bianchi! No fim, aparece também um morto decomposto com minhocas saindo de um dos olhos, IDÊNTICO ao zumbi famoso do filme Zombie (aquele que também está no cartaz)!!!

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Enquanto no interior da fábrica/laboratório os zumbis fazem a festa, um cientista japa (Yuji Kashimoto) é pressionado por militares americanos para falar mais sobre o projeto do DMX. Neste momento, aqueles que têm preconceito contra o cinema oriental vão poder respirar aliviados, pois aparecem uns americanos falando inglês e tudo mais – infelizmente, o inglês do personagem de Kashimoto é péssimo e não dá para entender nada do que ele fala. Aparentemente, conforme o filme explica, o tal cientista estava envolvido com o projeto, mas pensou que ele tivesse sido encerrado há muitos anos. Aparentemente, seu colega (aquele cientista que foi devorado no início) continuou as pesquisas por contra própria. Ao ouvir isso, os americanos logo percebem que estão numa encrenca federal. Primeiro, os milicos tentam explodir tudo para “eliminar as provas” (a política de Bush, vocês sabem…). Mas quando o sistema de auto-destruição do laboratório falha, o próprio cientista e mais um soldado resolvem ir até lá, com armamento pesado, para ver o que aconteceu. E aí sobram tiros e explosões para todos os lados.

Há ainda uma surpresa em Junk: uma espécie de “rainha dos zumbis“, chamada Kyoko (Miwa Yanagizawa), a tal gatinha pelada do começo do filme. Ela é uma morta reanimada inteligente, que consegue falar e até cancelar a auto-destruição do laboratório por computador. Também é superforte: não basta um tiro na cabeça para destruí-la. É claro que Kyoko dará a maior dor de cabeça aos sobreviventes, quando se transformará em uma endemoniada vilã, inclusive mudando a cor do cabelo de uma hora para a outra (uma daquelas viagens japonesas que o público ocidental não gosta, porque querem tudo explicadinho).

O mais curioso, entretanto, é perceber que a atriz Miwa Yanagizawa só tem este trabalho no Japão. Acreditem se quiserem, mas é só entrar no IMDB para ver que a gatinha é uma presença frequente nas… NOVELAS DA GLOBO!!!! Cruzes! Tenho que voltar a ver novelas! Está lá nos créditos dela: Um Só Coração, Laços de Família, Quatro por Quatro e até um episódio do seriado Os Normais! Também apareceu no filme nacional O Dia da Caça, de 1999, dirigido por Alberto Graça, e participa de várias peças teatrais aqui no Brasil! É mole ou quer mais?????

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Bom, como quando o milagre é muito até o santo desconfia, esse vosso escriba resolveu pesquisar a verdade. E descobriu que não se trata da mesma pessoa, e sim de um caso clássico de homônimos (pessoas com nomes idênticos), e uma grande burrada do IMDB, que simplesmente botou lá que a Miwa-zumbi e a Miwa da Globo são a mesma pessoa! Curioso, resolvi entrar em contato com a “Miwa brasileira“, que está bastante envolvida com peças teatrais nos intervalos das novelas e minisséries globais. Foi ela que me explicou tudo, por e-mail: “São essas coincidências da vida. Somos homônimas; mas quem sabe não temos algum grau de parentesco, já que o meu nome veio de uma bisavó minha“. A “nossa” Miwa também aproveitou para elogiar a Boca: “Entrei rapidinho no Boca do Inferno. Parabéns pelo site!“. Obrigado, Miwa! E quando REALMENTE fizer um filme de mortos-vivos no Japão, não deixe de nos avisar!

Voltando ao filme: Junk é um passatempo sem a pretensão da crítica social, dos filmes de Romero, ou da seriedade dos filmes de Lucio Fulci. Pelo contrário: a exemplo de A Volta dos Mortos-Vivos, tudo que ele quer fazer é divertir o espectador fã de zumbis. E o faz em grande estilo, com as cenas mais violentas que o cinema já mostrou, provavelmente, desde o próprio Zombie do Fulci: os zumbis arrancam nacos de carne do pescoço das suas vítimas a dentadas, há peitos abertos, tripas arrancadas, cabeças e membros decepados, pessoas partidas ao meio e violentíssimos balaços na cabeça. E quando eu digo violentíssimos, estou falando sério: um dos mortos leva um tiro no meio da testa que faz seu cérebro voar por trás do crânio, e ainda sai um puta esguicho de sangue pela frente, como se o cara estivesse com uma mangueira dentro do crânio bombeando o líquido para fora! Um dos pontos altos, ao lado da cena do “zumbi canibal“, que tira um pedaço do próprio intestino (!!!) para comer. hahahaha

Quando chegar o fim do filme, você vai perceber que não viu nada demais. E é isso mesmo: Junk não foi feito para ser um clássico do terror, e nem A Volta dos Mortos-Vivos foi realizado com este propósito. Seu objetivo único é divertir o fã de mortos-vivos por 1h30min (menos: 83 minutos!), e isso ele consegue fazer com louvor. Pelo menos Junk serve para anular bobagens como o recente Canibais, com seus zumbis imbecis em CGI e tiroteios mongoloides – no filme japa, o CGI é minimamente utilizado, com sangue falso e tripas “reais” em cena o tempo inteiro, como deve ser!

O diretor Muroga gosta de definir seu estilo de juntar estilos e citações como “caos emprestado“. Ele considera Junk um “sério filme bobo“. Tanto que lá pelas tantas você nem sabe se o diretor está fazendo uma homenagem ou uma paródia ao gênero. “Meu filme é apenas entretenimento“, defende ele. O roteiro é uma bobagem (ou um lixo, como entrega o título), mas isso é o que menos importa. Depois de situar sua história e seus personagens, Junk praticamente esquece os diálogos, partindo para um festival de ação, confrontos com zumbis, tiros e matança, sem freios. A meia hora final, principalmente, é alucinante, repleta de sangrentos balaços na cabeça e o duelo mortal com a “rainha zumbi“, que parece não morrer de forma alguma. Ou seja: é um filme centrado na ação e nas imagens, onde a história não importa – exatamente como aqueles velhos clássicos italianos, tipo Nights of Terror ou Nightmare City!!!

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Outra constatação que você vai fazer ao assistir Junk é que os novos filmes de zumbis americanos realmente não prestam para nada. Mesmo sendo feita com uma merreca, esta produção japonesa tem um climão de videogame infernal, inclusive com uma cena onde a mocinha sai correndo em câmera lenta e atirando, com duas pistolas na mão, em um grupo de zumbis, fazendo um estrago dos diabos. Esta cena poderia muito bem estar em filmes inspirados em videogames, como os americanos House of the Dead e Resident Evil, mas NÃO está! E dá um banho em qualquer uma destas produções citadas.

Há ainda uma curiosidade interessante sobre os bastidores: Junk foi prejudicado pelo galã americano Leonardo DiCaprio! Acredite se quiser! Acontece que as filmagens desta pérola de zumbis estavam programadas para iniciar no outono de 1999, em Bangkok, na Tailândia. O grupo todo foi para lá e… descobriu que a equipe tailandesa, com a qual tinham um acordo verbal, havia sido contratada para trabalhar na superprodução americana A Praia, de Danny Boyle, estrelada por DiCaprio. Pior: o filme made in USA monopolizou as atenções e a pequena equipe japonesa não encontrou condições de trabalhar por lá. Acabaram tendo que filmar na cidade japonesa de Okinawa mesmo, numa fábrica realmente abandonada!

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Infelizmente inédito e praticamente desconhecido no Brasil há quatro anos, Junk não deve ir para as locadoras nacionais tão cedo. Acredito até que a maioria das distribuidoras nem sabe de sua existência (eles estão ocupados comprando os direitos de Boa Versus Python). Para facilitar a vida dos manés que trabalham com o lançamento de filmes no país, não só estou recomendando Junk como, no final deste artigo, incluo uma lista de outros filmes de zumbis inéditos por aqui, que esperam a boa vontade de alguém para lançá-los em vídeo ou DVD. Com o súbito interesse dos espectadores por produções do gênero (graças ao sucesso da refilmagem de Dawn of the Dead e do lançamento de Resident Evil: Apocalypse), acredito que está mais do que na hora desse pessoal acordar e começar a lançar também os bons filmes por aqui. Mas tem gente neste país que só vai acordar mesmo quando virar zumbi!!!

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Felipe M. Guerra

Felipe M. Guerra

Jornalista por profissão e Cineasta por paixão. Diretor da saga "Entrei em Pânico...", entre muitos outros. Escreve para o Blog Filmes para Doidos!

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