Críticas

O Albergue 3 (2011)

Falta sangue, falta empatia e a surpresa final é de matar de rir. Enfim, não é o que a maioria dos críticos chamariam de um bom filme!

O Albergue 3 (2011)

Slay in Vegas

O Albergue 3
Original:Hostel: Part III
Ano:2011•País:EUA
Direção:Scott Spiegel
Roteiro:Michael D. Weiss, Eli Roth
Produção:Chris Briggs, Mike Fleiss, Scott Spiegel
Elenco:Kip Pardue, Brian Hallisay, John Hensley, Sarah Habel, Chris Coy, Skyler Stone, Thomas Kretschmann, Zulay Henao, Nickola Shreli, Evelina Turen, Kelly Thiebaud, Tim Holmes, Barry Livingston

O primeiro O Albergue trazia uma mistura de comédia teen com gore, ao contar a história de três amigos fazendo um mochilão pela Europa, e que acabavam nas mãos de uma poderosa organização especializada em entretenimento sangrento. No segundo capítulo, lançado dois anos depois, o lado humorístico foi atenuado, e no lugar do grupo de amigos chapados e boca suja, tínhamos três garotas mais frágeis (pero no mucho), menos irresponsáveis (ma non troppo) e que, da mesma forma, eram vendidas como pedaços de carne a ricos empresários loucos para descarregar o stress do dia a dia de forma pouco ortodoxa. Esta sequência ainda seguia a cartilha do original, mas os toques de giallo (além do elemento das mulheres em perigo, haviam participações espertas de Edwige Fenech, Ruggero Deodato e Luc Merenda) e uma bem vinda influência de Na Companhia de Homens de Neil LaBute ajudaram a diferenciar o filme, e criar uma interessante variação do conceito criado por Eli Roth.

Pois então, quando foi anunciada uma nova sequência, a maior parte dos fãs ficaram na defensiva. Não apenas a saída de Roth da direção, roteiro e produção, como a mudança do tradicional cenário de Bratislava para Las Vegas, e, principalmente, a marca maldita do Direct to Video prometiam uma verdadeira bomba atômica, relegando a marca O Albergue ao limbo das franquias caça-níqueis onde filmes melhores (Hellraiser, alguém?) já caíram. Afinal de contas, não parecia haver mais nada a explorar. Só o que se podia esperar era uma repetição do sangue, humor negro e anti-clichês que faziam os filmes originais tão legais, mas que já estavam completamente saturados.

O Albergue 3 (2011) (2)

Felizmente, as próprias expectativas do público foram muito bem trabalhadas pelos responsáveis por O Albergue 3, que, ao invés de focar o roteiro naqueles mesmos chavões (a transformação de pessoas normais em monstros, heróis isolados em uma terra estranha) e anti-clichês (especialmente a ordem das mortes fora da ordem padrão), acabaram criando uma história cheia de surpresas e (termo novo!) anti-anti-clichês.

Por isso, é melhor assistir sabendo o mínimo possível. Basta saber que o Elite Hunting Club finalmente se estabeleceu como uma organização mundial, ou seja, se você achava que bastava ficar longe do Leste Europeu para ficar seguro, pense duas vezes. A estrutura de buddy-movie que acaba em banho de sangue foi roubada do primeiro filme, mas há muita coisa nova, inclusive uma reestruturação no funcionamento das torturas. Infelizmente, o maior erro do filme é a transição do prazer extremamente sexual que os clientes procuravam no Elite Hunting Club para uma satisfação muito mais masturbatória e pouco convincente. A maioria dos personagens são dispensáveis, e muitos acabam tendo mortes sem graça, e a maior parte do gore fica fora da sala de tortura. Mesmo uma cena de extração facial acaba ficando aquém do que devia, principalmente comparado a uma cena semelhante em Dagon.

O Albergue 3 (2011) (3)

Ainda assim, considerando o passado do roteirista Michael D. Weiss (que tem aqui seu único crédito decente, depois de assinar coisas como Eu Sempre Vou Saber o Que Vocês fizeram no Verão Passado e a franquia Octopus) e o tipo de coisa lançado direto nas nossas locadoras, o resultado final é surpreendentemente divertido e refrescante. Falta sangue, falta empatia e a surpresa final é de matar de rir. Enfim, não é o que a maioria dos críticos chamariam de um bom filme. Mas não deixa de ser um ótimo filme ruim.

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Matheus Ferraz

Matheus Ferraz

Escritor, crítico e criador da palestra Um Estudo em Terror: A Filmografia Maldita de Sherlock Holmes. Possui uma coleção invejável de obsessões. Contato: [email protected]

6 Comentários

  1. Jackson Tavares

    Eu achei um filme legal, por trazer uma proposta diferente dos outros. Não adiantaria nada gravar mais um filme trazendo mais do mesmo.

  2. Juninho

    Legalzinho mas o final É FORÇADO PRA CA@$#!O

  3. O Albergue 1, 2 e 3 deveriam ser filmes indicados para crianças de no máximo 6 anos, o filme é comédia pura, acabei de ver o terceiro e quase morri de dar risada, na verdade, o filme é tão ruim que tem que rir pra não chorar, o que me chateia é que no primeiro filme, que tem menos de uma hora e meia de duração, consegue passar uns 45 minutos do filme parecido com American Pie, ai nos minutos finais o filme fica “meia sola”, e o pior de tudo é que o conceito do filme, a história, se fosse bem trabalhar, seria possível criar uma obra prima do cinema, deveriam ter trabalhado mais os personagens executores, mostrando a vida e mais detalhes sobre os executares, ao climax da execução, e também trabalhar os personagens vítimas com mais seriedade, não aquela piada que foi no primeiro filme, o filme tinha potencial para ser incrível, se fosse bem trabalhado, mas infelizmente virou piada, os três são péssimos, da vergonha de assistir esses filmes, se tem um ponto positivo, são as mulheres deliciosas que aparecem no filme, só isso, de resto, tudo lixo!

  4. Max

    Ridiculo esse filme. Perdeu a magia’ ao levar para Las Vegas.

  5. vanessa vasconcelos

    dá pra assistir,mais é muito fraquinho.

    • Nhaty

      Nn eh ruin😂 Porra

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