Críticas

Demônios da Mente (1972)

A quase ausência de sangue somada à narrativa lenta contribuem significativamente para um resultado apenas mediano!

Os Demônios da Mente (1972)

Produção pouco inspirada da “Hammer”

Os Demônios da Mente
Original:Demons of the Mind
Ano:1972•País:UK
Direção:Peter Sykes
Roteiro:Frank Godwin, Christopher Wicking
Produção:Michael Carreras, Frank Godwin
Elenco:Robert Hardy, Shane Briant, Gillian Hills, Yvonne Mitchell, Paul Jones, Patrick Magee, Kenneth J. Warren, Michael Hordern, Robert Brown, Virginia Wetherell, Deirdre Costello, Barry Stanton, Sidonie Bond, Thomas Heathcote, John Atkinson, George Cormack, Mary Hignett, Sheila Raynor, Jan Adair, Jane Cardew

Lançado no Brasil nos tempos das fitas de vídeo VHS, ainda inédito em DVD, mas disponível para download na internet, Demônios da Mente (Demons of the Mind, 1972) é um filme menor da consagrada lista da produtora inglesa Hammer. Tem os tradicionais elementos que tornaram-se marca registrada do estúdio como a ambientação antiga com direito a carruagens, vilarejos escondidos em florestas escuras, aldeões supersticiosos e sempre ávidos por vingança com tochas nas mãos, além de castelos imponentes e sinistros, explorando o interessante tema da maldição familiar. Mas, a quase ausência de sangue somada à narrativa lenta contribuem significativamente para um resultado apenas mediano, principalmente em comparação com o memorável legado de excelentes filmes que a Hammer deixou na história do cinema de horror.

Uma jovem moça, Elizabeth (Gillian Hills), está fugindo desesperada pela floresta quando é resgatada por Carl Richter (Paul Jones), um jovem estudante que mora sozinha numa cabana. Porém, poucos dias depois ela é recapturada por Klaus (Kenneth Warren, de O Soro Maldito, 1971 e A Essência da Maldade, 1973), o capataz troglodita do Barão Zorn (Robert Hardy), o pai da moça e que vive num castelo, mantendo tanto a filha como o outro filho, Emil (Shane Briant), presos em seus quartos e sem contato entre si. O motivo alegado é que sua família carrega uma maldição, com histórias de incestos, insanidade, pesadelos perturbadores, com o mal no sangue em uma desordem hereditária. A situação piorou gradativamente após o suicídio da mãe dos jovens, que não suportou sua existência de loucura. Eles vivem encarcerados no castelo, sob os cuidados da tia Hilda (Yvonne Mitchell).

Tentando obter a cura de seus filhos, o barão convocou o psiquiatra Dr. Falkenberg (o irlandês Patrick Magee, de vários filmes divertidos como Dementia 13, A Orgia da Morte, Morte Para Um Monstro e Laranja Mecânica), um médico considerado charlatão por muitos e que possui métodos suspeitos para obter os resultados.

Os Demônios da Mente (1972) (1)

Paralelamente, enquanto belas mulheres são brutalmente assassinadas na floresta, instigando a supertição local que demônios estariam agindo na região, um padre fanático (Michael Hordern) está vagando pelos arredores pregando a necessidade de lutar contra o mal, orientando os aldeões a fazer justiça em nome de Deus, trazendo mais problemas ainda para o Barão Zorn.

O diretor australiano Peter Sykes, de carreira curta, não estava inspirado em Demônios da Mente, mas em compensação ele corrigiu a mão no trabalho seguinte para a Hammer, a história de conspiração satânica Uma Filha Para o Diabo (To the Devil a Daughter, 1976), estrelada pelo ícone Christopher Lee ao lado de Richard Widmark, Denholm Elliot e a belíssima Nastassja Kinski.

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2 Comentários

  1. vanessa vasconcelos

    interessante.

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