Críticas

O Ataque das Vespas Mutantes (2005)

Não acrescenta absolutamente nada, e ao contrário, apenas contribui para difamar e tornar o cinema de horror inútil e sem graça!

O Ataque das Vespas Mutantes (2005)

Um convite ao sono

O Ataque das Vespas Mutantes
Original:Swarmed
Ano:2005•País:Canadá
Direção:Paul Ziller
Roteiro:Miguel Tejada-Flores
Produção:Neil Bregman, Stefan Wodoslawsky
Elenco:Michael Shanks, Carol Alt, Richard Chevolleau, Jonathan Malen, Maria Brooks, Balázs Koós, Tim Thomerson, Christopher Bondy, Ellen Dubin, Booth Savage, David Eisner, Samantha Weinstein, Scott Wickware, Lorry Ayers, Bill Lake, John Baktis, Claudio Masciulli, Mazin Elsadig

Se fizermos um trabalho de pesquisa relacionando os filmes de horror produzidos dentro do sub-gênero revolta da natureza, vamos encontrar muita porcaria. Entre a imensa quantidade de filmes dispensáveis temos O Ataque das Vespas Mutantes (Swarmed, Canadá, 2005), de Paul Ziller, lançado no Brasil em DVD pela Europa no final de 2007.

Numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos, o cientista Dr. Kent Horvath (Michael Shanks), está realizando pesquisas com um pesticida e sua experiência em contato com vespas amarelas acidentalmente criou mutações nos insetos, deixando-os mais venenosos e agressivos, escapando do laboratório. Com a ajuda de uma especialista em entomologia, Prof. Christina Brown (Carol Alt), eles tentam encontrar uma forma de deter o ataque das vespas mutantes contra a população local, principalmente por causa de um evento turístico que está acontecendo na cidade, um concurso de churrasco (os insetos tem uma atração especial pela carne crua) patrocinado por uma dupla de inescrupulosos, o prefeito Gibson (Christopher Bondy) e o empresário criador de um molho para churrasco Phineas Washburn (Tim Thomerson), que apenas querem defender seus interesses comerciais, apesar da ameaça mortal das vespas, apoiados pelo corrupto chefe de polícia (Bill Lake).

O nome nacional escolhido é exageradamente sonoro, numa tentativa equivocada da distribuidora em despertar a atenção do público para um filme interessante sobre insetos assassinos. Porém, a história é ridícula, muito carregada de clichês, sem absolutamente nenhum elemento novo ou pelo menos alguma pequena variação de algo já visto inúmeras vezes antes. Ou seja, o roteiro preguiçoso é sempre o mesmo: uma cidadezinha americana atacada por insetos que se revoltam contra a humanidade por culpa exclusiva de experiências descuidadas, restando para um casal de heróis conduzir as ações para salvar o mundo dessa ameaça. Os homens maus devem ser punidos, o ataque é supostamente sempre contido, uma tragédia maior é evitada, e no final (nem pode ser considerado um spoiler, já que todos esses filmes são iguais e sabemos com antecedência o desfecho) teremos uma ponta solta para possíveis sequências ou apenas para informar que a ameaça completa ainda não foi eliminada.

Como é um filme produzido para a televisão, é óbvio que não há violência e as mortes são todas bem discretas, mas a quantidade de clichês previsíveis e cenas absurdas é tão grande que nos faz pensar como é possível uma equipe profissional de cinema, formada por técnicos e atores, se unir para rodar um filme tão descartável, algo que não acrescenta absolutamente nada, e ao contrário, apenas contribui para difamar e tornar o cinema de horror inútil e sem graça.

Para finalizar, vale a pena registrar a cena mais ridícula do filme e que para mim ficará na memória como referência de O Ataque das Vespas Mutantes: em determinado momento, após a morte previsível de um dos personagens maus, uma mulher tenta matar uma única vespa assassina com um enorme rifle, estourando tudo ao seu redor tentando acertar o pequeno inseto. E é interessante salientar a estranheza sobre como o roteirista Miguel Tejada-Flores cometeu esse vacilo, sendo o responsável por essa história dispensável, pois ele teve participação em outros projetos bem melhores como A Sétima Vítima (Darkness, 2002), de Jaume Balagueró, e Re-Animator: Fase Terminal (Beyond Re-Animator, 2003), de Brian Yuzna.

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