Oásis dos Zumbis (1982)

Oásis dos Zumbis (1982)
Mais mortos-vivos nazistas de Jesus Franco
Oásis dos Zumbis
Original:La tumba de los muertos vivientes
Ano:1982•País:França
Direção:Jesús Franco
Roteiro:Jesús Franco
Produção:Marius Lesoeur
Elenco:Manuel Gélin, France Lomay, Jeff Montgomery, Myriam Landson, Eric Viellard, Caroline Audret, Henri Lambert

Um grupo de soldados alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, está num comboio em alguma região do norte da África, atravessando o deserto rumo ao mar, carregando um tesouro em ouro avaliado em seis milhões de dólares. Porém, eles são atacados por soldados aliados liderados por um comandante americano (Javier Maiza). No conflito, todos morrem, exceto o comandante, que é resgatado por um sheik (Antonio Mayans), e se recupera dos ferimentos graças aos cuidados da bela filha do sheik, Aisha (Doris Regina). Eles se apaixonam e tem um filho, Robert Blabert (Manuel Gélin), que muitos anos depois está morando na Inglaterra como estudante. Após saber da morte do pai e da existência de um provável tesouro perdido num oásis no deserto, ele decide ir à África com três amigos, Ahmed (Miguel Ángel Aristu), Sylvie (Caroline Audret) e Ronald (Eric Saint-Just), em busca de aventuras e dinheiro fácil. Lá chegando, eles conhecem o Prof. Konrad Deniken (Albino Graziani) e sua bela assistente Erika (France Jordan), que estão trabalhando num documentário dos costumes locais. Todos acabam se encontrando no oásis amaldiçoado e são obrigados a lutar por suas vidas contra o ataque de zumbis protetores do tesouro perdido.

Mais uma tranqueira da Eurociné, Oásis dos Zumbis (Oasis of the Zombies, 1982) é dirigido e escrito pelo espanhol Jesus Franco, utilizando os pseudônimos de A. M. Frank e A. L. Mariaux, respectivamente.

É difícil dizer qual é pior, esse ou o anterior O Lago dos Zumbis (1981), com os mortos-vivos verdes de Jean Rollin e Jesus Franco. Parece que Oásis dos Zumbis é menos ruim, principalmente pelas maquiagens toscas, mas interessantes, dos mortos-vivos comedores de carne humana, que emitem ruídos parecendo porcos selvagens. Tem também algumas cenas bem filmadas como aquela em que os zumbis surgem no horizonte, do alto das dunas de areia, caminhando lentamente na direção de suas vítimas. Apesar dos atores péssimos, do roteiro fuleiro com uma enorme quantidade de situações absurdas, é possível percebermos uma tentativa de se fazer um filme com um clima sinistro de horror, com zumbis nazistas pútridos emergindo da areia e massacrando todos que invadem seu território por cobiça, protegendo um suposto tesouro em ouro.

Oásis dos Zumbis (1982) (2)

Oásis dos Zumbis foi lançado em 1982 na França, e no ano seguinte na Espanha com o título La Tumba de los Muertos Vivientes, com algumas pequenas alterações como a troca de atores nos papéis do caçador alemão de tesouros Kurt e sua esposa. Na versão francesa, eles foram interpretados por Henry Lambert e Myriam Landson, respectivamente, e na versão espanhola eles foram substituídos por Lina Romay (falecida em 15/02/12), a eterna musa de Jesus Franco, e Eduardo Fajardo, que foi o Coronel Kurt Meitzell.

A versão francesa foi lançada em DVD no Brasil pela Vinny Filmes, na coleção Clássicos do Terror, em dezembro de 2011. Fazem parte dessa coleção outras pérolas do cinema bagaceiro da Eurociné como O Lago dos Zumbis e A Queda da Casa de Usher, entre outros, ambos também do início dos anos 80 do século passado.

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Juvenatrix

Juvenatrix

Uma criatura da noite tão antiga quanto seu próprio poder sombrio. As palavras são suas servas e sua paixão pelo Horror é a sua motivação nesse Inferno Digital.

7 comentários em “Oásis dos Zumbis (1982)

  • 31/01/2016 em 00:27
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    Vou assistir a ele agorinha no Mega Box Filmes Online hahaha

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  • 30/03/2014 em 14:49
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    Eu não entendo o critério utilizado para dar a cotação dos filmes. Filmes muito piores ganham, às vezes, até três caveiras.

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  • 15/07/2013 em 21:30
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    Camarada, duas caveiras para esse clássico? Tá de sacanagem… ou é vegetariano como seu colega. Vocês têm que entender que esse tipo de é trash mesmo, é para ser bizarro e não bem feito.

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    • 09/09/2013 em 09:03
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      Concordo… Clássico do Jess Franco e os caras dão apenas duas estrelas… Merecia bem mais do que isso… 🙂

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