Pesadelo Final – A Morte de Freddy (1991)

Pesadelo Final (1991)
Faz tanto sentido quanto um sonho
Pesadelo Final - A Morte de Freddy
Original:Freddy's Dead: The Final Nightmare
Ano:1991•País:EUA
Direção:Rachel Talalay
Roteiro:Rachel Talalay, Michael De Luca, Wes Craven
Produção:Robert Shaye, Aron Warner
Elenco:Robert Englund, Lisa Zane, Shon Greenblatt, Ricky Dean Logan, Breckin Meyer, Yaphet Kotto, Tom Arnold, Roseanne Barr, Elinor Donahue, Johnny Depp

Um rapaz anônimo (Shon Greenblatt) vai parar numa clínica psiquiátrica, sob os cuidados da atormentada Dra. Maggie Burroughs (Lisa Zane). Ao encontrar um elo entre os sonhos do rapaz e os dela mesma, Maggie decide viajar para Springwood, onde parece estar a chave do enigma. Presos na cidade junto como outros três pacientes da clínica, eles se veem atacados um a um por Freddy Krueger (Robert Englund), o psicopata dos sonhos, que está à procura seu único descendente vivo para aumentar seu poder.

Nesta suposta última sequência da saga de Freddy Krueger, o limite entre sonhos e realidade é quebrado, apresentando um mundo real extremamente bizarro, e sonhos que possuem mais coerência do que o recomendável. Aí vale a pergunta: qual o objetivo de ter um assassino que ataca no mundo onírico quando o mundo desperto é ainda mais porra-louca?

Quer um exemplo? A Springwood retratada no filme está habitada apenas por adultos já que Freddy matou todas as crianças da cidade (juro que estou falando sério)! Por conta disso, os sobreviventes vivem em uma insanidade coletiva, imaginando crianças por toda parte. Esse tipo de loucura permeia todo o filme, e vai desde uma estrada que sempre leva ao mesmo lugar (estilo A Bruxa de Blair) até um rapaz atirado do mundo dos sonhos ao mundo desperto através de um buraco na forma de sua silhueta!

Dirigido em 1991 pela até então produtora da serie, Rachel Talalay, Pesadelo Final não é necessariamente ruim, mas com certeza é fraco. Robert Englund parece cansado na sua sexta aparição no papel (não contando com a série pra a TV), sendo que hoje ele mesmo admite publicamente que este é um dos episódios de que menos gosta na série. Yaphett Kotto e Lisa Zane seguram as pontas no time dos bonzinhos, mas as vítimas adolescentes são completamente desinteressantes, exceto pela mocinha atormentada vivida por Lezlie Deane.

Após o fracasso comercial da parte 5, os produtores estavam procurando dar um novo rumo à série. O hoje oscarizado Peter Jackson, na época relativamente célebre por seus dois primeiros filmes (Bad Taste e Meet the Feebles) foi contratado para escrever uma versão do roteiro, que envolvia Freddy perdendo sua força e sendo atacado no mundo dos sonhos por um grupo de adolescentes vingativos. Outra versão, por conta de Michael Almereyda, trazia Jacob, filho da personagem Alice das partes 4 e 5, como protagonista. A diretora Talalay aparentemente detestou este roteiro, e chamou o velho colaborador Michael De Luca, que veio com a ideia de matar o vilão.

Pesadelo Final (1991) (1)

Alguns elementos interessantes acabam sendo subaproveitados ou então abusados ao extremo. A ideia de mostrar o passado de Freddy através de flashbacks proporciona ótimos momentos enquanto se foca na infância e adolescência do assassino, mas infelizmente inventaram uma família para o homem de suéter listrado, o que não se encaixa de forma alguma na mitologia de Elm Street. Mas sem dúvida o que mais causa ódio entre os fãs é a explicação dada para os poderes sobrenaturais de Krueger, um dos pontos mais baixos da série. Tanto a mitologia quanto a tal morte de Freddy seriam simplesmente descartados nos filmes posteriores da série, que preferiram apostar em novas cronologias (Novo Pesadelo e o remake do filme original) ou simplesmente ignorar tudo o que foi estabelecido aqui (Freddy Vs. Jason).

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Matheus Ferraz

Matheus Ferraz

Mineiro, autor publicado e mestre em Biografia pela University of Buckingham

5 comentários em “Pesadelo Final – A Morte de Freddy (1991)

  • 03/11/2017 em 01:38
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    Realmente, eu tenho que concordar com vocês, meus amigos Papa e Gilson, porque os produtores exageraram até demais na parte cômica!! Até hoje, mesmo assistindo esta parte 6, porque sou fã da franquia, eu torço o nariz para parte aquela do pesadelo do videogame!! Infelizmente, foi muito fraca esta parte do filme!! Para mim, deveria ter criado outro tipo de pesadelo!! Além disso, na mesma cena do videogame, aquele rapaz pulando foi ridículo!! Enfim, apesar de cheio de furos na história final e outros defeitos, tanto nos pesadelos, como de dar uma explicação para os poderes sobrenaturais de Krueger, o filme (acreditem) foi um sucesso comercial, pois custou apenas 5 milhões de dólares e faturou quase 35 milhões de dólares, mais exatamente, US$ 34,9 milhões!!! Por fim, eu sou fã mesmo que, hoje mesmo, acabei de assistir A Hora do Pesadelo 6 – Pesadelo Final – A Morte de Freddy no canal a cabo Cinemax!! Boa fim de semana a todos nos aqui e parabéns pelo ótimo texto, Boca do Inferno!! [^J^]

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  • 18/08/2015 em 16:21
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    ” uma versão do roteiro, que envolvia Freddy perdendo sua força e sendo atacado no mundo dos sonhos por um grupo de adolescentes vingativos”
    Se tivessem seguido esse roteiro acho que seria melhor.

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  • 04/04/2015 em 02:23
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    Esse pra mim é o pior junto com o remake. Posso até tá falando alguma bobagem, mas acho o remake melhor que o 6. O Freddy tá MUITO palhaço nesse filme. Que porra foi aquela do pesadelo do videogame? E inventaram um motivo familiar pro Freddy matar as crianças de Elm Street? “Tiraram a minha filha de mim, vou matar todas as crianças”. Porra, e pior é que eu vi esse filme no cinema em 3D, hahahahaha!

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  • 20/08/2013 em 19:15
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    é uma verdadeira comédia , sempre morro de rir quando assisto..

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  • 01/05/2013 em 22:20
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    esse filme é hilário,tão ruim que é bom.

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