Cemitério Maldito (1989)

Cemitério Maldito (1989)
Enterre os seus!

[Filme poster=”http://bocadoinferno.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Cemitério-Maldito-1989-2.jpg” nacional=”Cemitério Maldito” ano=”1989″ original=”Pet Sematary” pais=”EUA” diretor=”Mary Lambert” roteiro=”Stephen King” produtora=”Richard P. Rubinstein” elenco=”Dale Midkiff, Denise Crosby, Fred Gwynne, Brad Greenquist, Miko Hughes, Blaze Berdahl, Liz Davies”]

[Avaliação de Filme nota=”5″]

“And the night, when the moon is bright,
Someone cries, something ain’t right”

Raras vezes no cinema de horror a morte foi retratada com tanto realismo como em Cemitério Maldito. Ao falar em realismo, não me refiro, como é comum ao discutirmos filmes do gênero, a efeitos especiais ou mortes criativas, e sim sobre o efeito que a morte causa nas pessoas. Baseado em um livro de Stephen King com roteiro adaptado pelo próprio, e dirigido por Mary Lambert em 1989, Cemitério Maldito é um filme sobre a morte, o luto e o sepultamento. Seu lado mais perturbador não está ligado ao sobrenatural, e sim no horror de perder um ente querido, horror pelo qual todos nós teremos de passar algum dia.

O título original, Pet Sematary (ou “cemitério de bichos”, escrito com a grafia propositalmente errada) se refere ao lugar onde as crianças da cidade de Ludlow, Maine, enterravam seus bichos de estimação, a maioria mortos pelos enormes caminhões que cruzam a estrada principal. Louis Creed (Dale Midkiff) é um médico que acaba de se mudar junto com a esposa Rachel (Denise Crosby) e os filhos Ellie (interpretada pelas gêmeas Beau e Blaze Berdahl) e Gage (o adorável monstrinho Miko Hughes) para os arredores do cemitério de bichos. Com uma casa grande e confortável, um emprego sólido como médico da faculdade local e a agradável vizinhança do simpático Jud Crandall (Fred Gwyne, do seriado Os Monstros, perfeito no papel), a nova vida parece perfeita para os Creed. Mas as coisas começam a piorar quando o jovem Victor Pascow (Brad Greenquist) morre no consultório de Louis. Mesmo depois de seu coração parar de bater, ele abre os olhos e avisa ao médico que tentou salvar sua vida sobre o perigo que espera além do cemitério de bichos.

Louis se vê confrontado com a morte novamente quando Church, o gato de sua filha, é atropelado na estrada, e em seguida a empregada Missy (Susan Blommaert) se suicida. Ao menos para o gato, Louis encontra uma solução, ao acompanhar Jud para uma área de sepultamento indígena e enterrar o pobre bichinho. No dia seguinte, Church está em casa, de volta dos mortos e com um comportamento estranho e agressivo. Poderia terminar aí, mas a maior desgraça da vida de Louis ainda está por vir, e a tentação de ressuscitar os mortos é grande demais, mesmo com consequências aterrorizantes.

Cemitério Maldito (1989)

Decepcionado com a maioria das adaptações cinematográficas de seus livros, Stephen King fez questão de roteirizar Cemitério Maldito, e exigiu que seu roteiro fosse seguido à risca. Sem ser purista demais com a própria obra, ele cortou personagens importantes do texto original e cortou diversos elementos que ficariam deslocados no filme. O resultado foi um roteiro enxuto e simples, mas ainda assim poderoso e genuinamente assustador.

Um dos personagens mais assustadores do filme é Zelda, a irmã de Rachel, que aparece num perturbador flashback. Sofrendo de meningite raquidiana, uma doença que a deixa parecida com uma bruxa de conto de fadas, Zelda assombra Rachel até sua vida adulta, e é responsável por alguns dos momentos mais memoráveis de Cemitério Maldito. Curiosamente, Zelda foi interpretada por um homem, Andrew Hubatsek, já que os produtores não conseguiram encontrar uma atriz magra o suficiente para o papel.

Dale Midkiff é um ator carismático que retrata de forma arrepiante a loucura em que Louis decai durante o filme. Denise Crosby também está ótima como sua esposa Rachel, com destaque para o monólogo em que confessa a forma horrível como sua irmã morreu. Mas os destaques no elenco são sem dúvida Fred Gwyne (impossível imaginar outro ator no papel de Jud Crandall) e o pequeno Miko Hughes, que, com seus três anos ainda incompletos, criou um dos vilões mais perturbadores do cinema.

Cemitério Maldito é cinema de horror puro. Garante sustos, lágrimas e momentos de aflição, e, como a cereja no topo do bolo, a genial música tema dos Ramones. Leia o livro, veja o filme e escute o disco!

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Matheus Ferraz

Matheus Ferraz

Mineiro, autor publicado e mestre em Biografia pela University of Buckingham

17 comentários em “Cemitério Maldito (1989)

  • 21/09/2017 em 00:53
    Permalink

    Esse filme é muito bom mesmo, tem algumas galhofas da época mais funciona de uma maneira muito impressionante, recomendo muito!!!

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  • 29/10/2015 em 13:43
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    Considero “O cemitério” o melhor livro do Stephen King, triste e assustador na mesma medida, uma obra perfeita e inesquecível. O filme é bom, eu sempre curti, mas pra quem leu o livro ele deixa mesmo a desejar e eu acho o ator que faz o pai muito canastrão.

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  • 23/12/2014 em 21:00
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    Adorei este filme, apesar de ser muito triste e ao mesmo tempo tenebroso, enfim, ótimo!!!!

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  • 27/08/2014 em 08:39
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    Comparado com o que fazem hoje, é um bom filme. Mas confesso que fiquei decepcionado, afinal o livro é ótimo e a adaptação, no meu modo de ver, deixou passar elementos importantes. A esposa morta de Jud Crandall, por exemplo.

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  • 23/02/2014 em 01:00
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    O melhor livro dele que li até agora foi A Hora do Vampiro, apesar de quase todos terminarem de um jeito meio previsível, e os protagonistas ficarem meio malucos.

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  • 09/09/2013 em 02:51
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    A primeira vez que eu vi esse filme foi há uns 4 ou 5 anos atrás, durante um final de tarde chuvoso, na casa de uma tia minha. Lembro que eu tava sozinho na ocasião, com todas as luzes apagadas, e eu fiquei com muito, muito medo.

    Cemitério Maldito é um filme incrível e um dos meus favoritos da década de 80. Não chega a ser uma obra-prima como O Iluminado, mas é realmente um filme muito foda e que consegue satisfazer plenamente à maioria dos fãs de horror.

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  • 05/07/2013 em 02:23
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    A cena do tendão de aquiles sendo cortado me dá arrepios até hoje. Filmaço.

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  • 09/04/2013 em 20:38
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    Filme perfeito para os fãs de horror.Classicooooooooooooo.

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    • 23/12/2014 em 21:01
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      Adorei este filme, apesar de ser muito triste e ao mesmo tempo tenebroso, enfim, ótimo!!!!

      Resposta
  • 23/03/2013 em 22:31
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    Realmente um clássico! Assisti novamente há pouco tempo, nunca fica cansativo.

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  • 23/03/2013 em 19:21
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    Ultra Clássico! Filme muito muito muito BOM!!!

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