O Santo (2010)

O Santo (2010)
Papai Noel holandês assassino? Era só o que faltava…
O Santo
Original:Sint
Ano:2010•País:Holanda
Direção:Dick Maas
Roteiro:Dick Maas
Produção:Tom de Mol, Dick Maas
Elenco:Egbert Jan Weeber, Bert Luppes, Caro Lenssen, Huub Stapel, Escha Tanihatu, Jim Deddes, Joey van der Velden, Jaap Spijkers, Ben Ramakers

Sint (ou Saint nos EUA) é uma produção holandesa de horror/humor negro sobre Sinterklaas, como o Papai Noel é chamado por lá. O filme foi dirigido por Dick Maas, em um retorno ao gênero horror desde seus filmes anteriores De Lift (1983) e Amsterdamned (1988). A história distorce as tradições populares de Sinterklaas e retrata-o como um fantasma de um religioso renegado que mata um grande número de pessoas más quando sua noite de celebração anual coincide com a lua cheia. A maldição do clérigo assassino tem sua origem no dia 5 de dezembro de 1492, quando um grupo de saqueadores liderado pelo ex-bispo Niklas é morto por moradores que se recusam a colocar os dotes em dinheiro e comida nas portas das casas para evitar que suas crianças sejam mortas. Niklas também teve seu fim declarado pelos aldeões quando os próprios incendiaram o navio dos saqueadores com o bispo a bordo.

Infelizmente a maldade do Bispo Niklas era tão grande que a própria morte não conseguia mantê-lo ao seu lado todo o tempo e, a cada 23 anos, o fantasma do bispo e seus Pieten Zwarte aparecem para aterrorizar (e matar!) as pessoas. O público não está ciente disso e anualmente celebra a tradição de Sinterklaas exatamente no dia 5 de dezembro, com os adultos não acreditando que Sinterklaas existe, mas fazendo pequenas crianças acreditarem que ele é benevolente.

A última vez que a gangue fantasmagórica de Sinterklaas voltou foi em 1968. Centenas de pessoas foram mortas, incluindo toda a família de um menino, o jovem Goert (que futuramente acabaria se tornando um policial local). As autoridades então resolveram mascarar os incidentes e, assim como a Igreja Católica, manter o possível envolvimento do bispo Niklas um segredo trancado a sete chaves.

Apesar de toda a construção da trama ser bastante original o filme não passa de um copião blockbuster, com jovens viris e bem penteados no melhor estilo Pânico, que generalizou o estilo trendy horror (o horror modinha), mas algumas observações sob o gênero dão certa individualidade à produção. Uma delas é o local onde o Noel macabro vai atacar suas vítimas: Amsterdam.

Conhecida como a Cidade da Maconha a capital da Holanda também foi explorada como um recanto sexual para todos os turistas, um fato bastante explorado no filme Hostel (O Albergue, ) de Eli Roth, mas curiosamente em Sint ninguém fuma um baseadinho sequer e o máximo de erotismo que figura no filme são alguns vibradores de borracha que aparecem numa sala de aula nos primeiros minutos do filme.

Outra coisa que também gostei foi a explicação sobre a origem dos ajudantes do velho Noel. Os Pieten Zwarte (Pedros Pretos, como são chamados os duendes que ajudam o Papai Noel em algumas partes do mundo) não são negros por causa de sua raça, mas como resultado do incêndio em que eles foram mortos. Tornaram-se zumbis carbonizados que não medem esforços para destruir qualquer obstáculo que ofereça resistência ao avanço de Sinterklaas. De resto, efeitos furrecas, algumas piadas bobas e um cavalo-zumbi que cavalga pelos telhados da cidade.

O Santo (2010) (2)

Outro fato que me excitou a assistir este bizarro experimento holandês foi um pequeno incidente a respeito da promoção do filme. Claramente não indicado para crianças, a preocupação dos pais holandeses surgiu sobre cartaz promocional do filme, visto nas ruas e nos lobbies das salas de cinema. O cartaz mostrava Sinterklaas com um rosto mutilado e um olhar malévolo enquanto carregava um cajado que se assemelhava a foice da Ceifadora. Algumas pessoas desocupadas ficaram preocupados com o fato de que isso poderia ser confuso e assustador para as crianças que ainda acreditavam na imagem bondosa de Sinterklaas. Uma queixa legal foi arquivada em outubro de 2010, solicitando a retirada de todos os pôsteres. No tribunal, o diretor Dick Maas argumentou que, se os pais puderam fazer com que seus filhos acreditassem que Sinterklaas realmente existia também poderiam informá-los que o homem no cartaz não era o verdadeiro Sinterklaas. O tribunal então decidiu encerrar o caso em favor de Maas, alegando que o rosto mutilado do Bispo Assassino não estava visível o suficiente no cartaz, e rejeitou a denúncia.

Em suma, O Santo é apenas um filme curioso e, de certa forma, divertido de se assistir com a galera se você não curte sair de porta em porta neste Natal. Afinal, do jeito que as coisas andam ultimamente, você até escolheria se encontrar com o fantasma de um bispo louco ao invés da loucura que assola nossas ruas quase todas as noites…

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Iam Godoy

Iam Godoy

Escritor, colunista, fotógrafo, libertino, subversivo e um porra-louca sem noção do perigo. Comanda desde 2013 o site Gore Boulevard, antro de clássicos e bagaceiras sangrentas.

2 comentários em “O Santo (2010)

  • 26/12/2014 em 12:21
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    um filme divertido e assustador que mereci ser visto pelos fãs do género terror

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  • 01/04/2013 em 21:34
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    SEI NEM O QUE DIZER………

    Resposta

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