Críticas

Depois do Fim do Mundo (2010)

É um trabalho consistente, diferente e que merece destaque. Palmas para seu idealizador, Flávio R. Moura!

Depois do Fim do Mundo (2011)

Uma divertida webserie brasileira apocalíptica com zumbis

Depois do Fim do Mundo
Original:Depois do Fim do Mundo
Ano:2010•País:Brasil
Direção:Flávio R. Moura
Roteiro:Flávio R. Moura
Produção:Studio Pyx
Elenco:Affonso Amajones, Nelson Machado, Mauro Castro, Grimer, Leonan Severo, Matheus Moura, Vinícius Mota,

por Tiago Toy

A criatividade anda em alta. Se não pelos figurões de Hollywood, que teimam em refazer obras do passado, tornando-as remakes descartáveis, vêm pelas mãos de anônimos que correm grande risco de brilhar no futuro. Digo isso considerando que, em apenas 12 minutos, um simples trabalho de conclusão de curso conseguiu atrair atenção de inúmeros websurfers.

O sucesso foi tanto que seu criador, Flávio R. Moura, abriu uma “vaquinha online” para arrecadar verbas visando seguir com o projeto em forma de webserie, no Catarse.

O curta se inicia com vozes (dubladas profissionalmente por Affonso Amajones e Nelson Machado, esse último tendo emprestado também sua voz para o Kiko, do Chaves) discutindo sobre a importância de mulheres em um filme. Uma típica conversa entre machistas que idealizam a figura feminina como um objeto que motiva os homens, sem serventia alguma além do “básico”. Percebe-se, nas falas de Kroax, o carona, que essa visão é mais acentuada do que o motorista, o Escocês. Isso tudo em OFF, pois só podemos ver uma imensidão de areia através do para-brisa.

O jipe estaciona diante de um grande rochedo e nossos “heróis” são apresentados. O Escocês, com cara de Chuck Norris e sainha, e Kroax, o machista mor. Imagina-se um cara brucutu (Brucutus é outro assunto discutido pela dupla), enorme, algo como um bárbaro. A surpresa vem quando o pequeno alienígena aparece, lembrando muito o extraterrestre Paul, do filme homônimo.

Depois do Fim do Mundo (2011) (3)

Aguardando a hora certa para o que vem, continuam o debate na traseira do veículo, sobre clones e zumbis, da forma mais didática possível. Enumeram três tipos principais de zumbis – os que voltam da morte, os “macumbados”, e os criados a partir de experimentos -, enquanto algo se move sob uma lona, em meio a instrumentos de trabalho. Imagina-se um zumbi ali embaixo, afinal o clima da história leva a crer nisso. É quando aparece Frank (dublado por Mauro Castro).

Frank é, nas palavras de Kroax, um “gordão”. É acinzentado, está em decomposição, porém fala e parece bem vivo. Não vivo como um morto-vivo, mas vivo. Estranho, não? Divertido, garanto!

Depois do Fim do Mundo (2011) (2)

A mando de sua família, Frank foi sentenciado à morte, e cabe aos mercenários Escocês e Kroax levá-lo ao então descanso final. O modo como Escocês trata seu trabalho, enquanto fuma e joga golfe, é deveras engraçado. Impossível não esboçar um sorriso, nem que pela surrealidade do curta. Apesar de ser um desenho, a tensão enquanto Frank aguarda seu fim é latente. A conclusão dispensa comentários. Muito boa.

Vale a pena assistir Depois do Fim do Mundo. É um trabalho consistente, diferente e que merece destaque. Palmas para Flávio R. Moura e duvido que ele não tenha conseguido a nota máxima na conclusão do curso. Se não, vai conseguir muito mais a partir dessa obra, que mostra que no Brasil existem pessoas com potencial , talento e, mais do que tudo, vontade de fazer. Infelizmente a vaquinha não atingiu sua meta, mas torçamos para que seus criadores não desanimem e continuem na batalha. É algo que valeria a pena.

Clique aqui e confira o curta!

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1 Comentário

  1. vanessa vasconcelos

    bem legal.

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