Halloween II (2009)

Halloween 2 (2009)
Assassinando uma franquia…
Halloween 2
Original:Halloween II
Ano:2009•País:EUA
Direção:Rob Zombie
Roteiro:Rob Zombie
Produção:Malek Akkad, Andy Gould, Rob Zombie
Elenco:Scout Taylor-Compton, Tyler Mane, Malcolm McDowell, Sheri Moon Zombie, Chase Wright Vanek, Brad Dourif, Caroline Williams, Dayton Callie, Richard Brake, Danielle Harris, Margot Kidder, Mary Birdsong

Na sua carreira cinematográfica original, que durou sete filmes entre 1978 e 2002, o assassino mascarado Michael Myers inscreveu eternamente o seu nome na galeria de monstros clássicos do cinema. Para isso, porém, teve que sofrer um bocado: tomou incontáveis tiros pelo corpo todo (inclusive nos olhos!), facadas, pauladas de todos os tipos, foi atropelado, explodido, jogado num poço, eletrocutado, decapitado (ah, depois descobriram que era um impostor usando a máscara do vilão), transformou-se em pivô da maldição de uma seita druida contemporânea (sério!) e até em astro de reality show (acidentalmente, é claro), além de quase participar de um “crossover” com o Pinhead, da série Hellraiser – quando esses duelos tipo Freddy Vs Jason estavam na moda, e algum débil mental realmente achou que seria legal fazer o mesmo com os dois personagens, o que felizmente ficou só na ameaça.

Mas isso tudo, meus amigos, é fichinha perto do que o pobre Michael Myers sofreu nas mãos do metaleiro e dublê de cineasta Rob Zombie em Halloween (2007), o dispensável remake do filme original de John Carpenter, que conseguiu a façanha de desagradar a gregos e troianos. Tudo neste projeto prenunciava uma bomba. Primeiro, o também roteirista Zombie mergulhou o famoso vilão no seu universo particular – ou seja, aquele dos caipiras cabeludos que vivem transando e falando “fuck“, anteriormente mostrado nos filmes A Casa dos Mil Corpos e Rejeitados pelo Diabo.

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Depois, o próprio Zombie demonstrou estar completamente perdido e sem ideia do que fazia, ao ponto de editar TRÊS versões diferentes do filme, cada uma com diversas alterações (e com finais e tempos de duração igualmente diferentes). Para completar, aquele vilão que representava o mais puro Mal na série iniciada por Carpenter em 1978 foi transformado num simplório delinquente juvenil, que, oh clichê dos clichês, só se transforma em assassino por causa da sua infância traumática numa família desestruturada.

Já o prego na tampa do caixão é “made in Brazil“: dois anos depois do lançamento do filme nos EUA, a distribuidora nacional Playarte finalmente trouxe o remake aos cinemas brasileiros, mas lançou-o com cortes absurdos nas cenas de sexo e violência, um artifício desonesto para baixar a censura de 18 para 14 anos – o que tornou o filme simplesmente incompreensível, já que sexo e violência é só o que há no Halloween de 2007!

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Assim, além de ruim, sem propósito e de mau gosto, o Halloween de Rob Zombie acabou tornando-se um verdadeiro filme maldito, aquele projeto que começa mal e termina pior, prejudicado desde a etapa de desenvolvimento (com Zombie tentando corrigir as próprias burradas através das três montagens diferentes) até o lançamento nos cinemas brasileiros. Se um fiasco desses acontecesse comigo, eu iria querer distância de qualquer projeto que tivesse o nome Halloween pelos próximos anos, e partiria para fazer qualquer outra coisa.

Infelizmente para nós, espectadores, Rob Zombie não pensou como eu. E o resultado é mais essa bomba atômica que atende pelo nome de Halloween 2.

Acredite se quiser, mas a seqüência consegue ser tão ruim quanto o remake do original. Se não for pior…

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ROUND 1: Rob “O Hipócrita” Zombie

Sim, eu sei que o homem tem muitos fãs apaixonados e defensores ferrenhos espalhados por esse Brasil afora, sendo que alguns deles parecem fechar os dois olhos para a qualidade da filmografia de Rob Zombie na hora de defendê-lo com tanto fervor. Hoje eu estou com pena desses fãs mais cabeçudos. Afinal, o trabalho do diretor anda piorando tanto, atingindo o ápice em Halloween 2, que deve estar cada vez mais difícil arranjar argumentos válidos para defendê-lo. Sem contar que, mais e mais, aquele que era sondado como uma esperança de renovação do horror moderno se revela um hipócrita de marca maior.

Por que hipócrita? Bem, vou responder a esta pergunta citando uma frase dita por Rob numa entrevista de 2002, quando divulgava A Casa dos Mil Corpos. Ele havia sido questionado sobre refilmagens: “Eu sinto que essa é a pior coisa que qualquer diretor pode fazer. Inclusive eu recebi um telefonema do meu agente, perguntando se queria me envolver na refilmagem de ‘O Massacre da Serra Elétrica’. Eu respondi: ‘De jeito nenhum, porra!’. Esses filmes são perfeitos, e você apenas vai parecer um idiota se tentar refilmá-los. Vá refilmar algo que é uma merda e tente transformar em algo bom. No meu filme tenho elementos de ‘O Massacre da Serra Elétrica’ porque eu amo demais esse filme, mas eu jamais me atreveria a refilmá-lo. É como uma banda tentando ser outra banda“.

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Pois apenas cinco anos depois, lá está o sr. Zombie refilmando Halloween e contradizendo a própria opinião de “diretor purista” que tinha lá em 2002. Das duas, uma: ou ele achava o Halloween do Carpenter uma merda, e queria transformar em algo bom (cof, cof, cof…), ou realmente queria parecer um idiota ao tentar refilmar um filme perfeito. Se depender da minha opinião, conseguiu…

Continuando a trajetória de hipocrisia do metaleiro-cineasta, é bom lembrar que, em 2008, talvez meio abalado pela quantidade de críticas ao “seuHalloween, Zombie declarou aos quatro ventos que jamais faria uma continuação do filme, e que preferia dedicar-se ao desenvolvimento de um projeto mais pessoal. Este seria a aventura pós-apocalíptica Tyrannosaurus Rex.

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Pois eis que, de repente, o sujeito abandona seu “projeto mais pessoal” (que depois se transformaria em The Lords of Salem) e resolve assumir às pressas a direção de Halloween 2, alegando que não queria outra pessoa estragando o rumo que ele deu para a série – ou, nas palavras do próprio, a sua “visão” sobre Michael Myers (cof, cof, cof…). O pouco tempo para a preparação do filme, ou ao menos de um roteiro decente, está na tela. E o resultado é mais uma bomba da grife Rob Zombie.

Hoje, analisando friamente a refilmagem de Halloween, fica fácil perceber a grande armadilha em que o próprio Zombie se meteu. Ele quis fazer o seu próprio filme, o “Rob Zombie’s Halloween“, mas ao mesmo tempo comprometeu-se a regravar cena a cena o original, o eterno e popular “John Carpenter’s Halloween“. Assim, ficou um filme meio híbrido, cuja primeira parte mostra a infância de Michael Myers e seus primeiros anos enclausurado no manicômio (a contribuição de Rob à trama), apenas para, no segundo ato, mandar toda a “originalidade” às favas para seguir a linha narrativa do Halloween original, só que estragando as cenas do clássico ao regravá-las com personagens desinteressantes.

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Agora, com Halloween 2, Rob podia finalmente se libertar das amarras de refilmar um grande clássico do cinema de horror. Afinal, esse seu novo filme é uma sequência do remake, e não um remake da sequência do original – o Halloween 2 dirigido por Rick Rosenthal em 1981. Dessa vez, o diretor-roteirista teria liberdade para recomeçar tudo do zero, criar o seu próprio material, finalmente adicionando as suas próprias ideias sem aquela pressão de estar refazendo um filme clássico. Enfim, podia ir com calma, corrigindo as (incontáveis) baboseiras do seu remake de 2007 e, quem sabe, até transformar Michael Myers num personagem mais próximo da franquia original.

Até porque, convenhamos, seria muito difícil fazer algo PIOR que o Halloween de 2007 – a não ser, claro, que colocasse Michael Myers dançando ballet ou recitando poemas de Camões enquanto esfaqueia suas vítimas.

E essa é a boa notícia sobre Halloween 2: Rob Zombie agora está realmente tentando contar uma história original, um Halloween todo seu, com suas próprias ideias e um roteiro novo, totalmente dissociado do que Carpenter e sua trupe fizeram lá nos anos 70-80.

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E agora a má notícia, que é justamente a mesma: sim, Halloween 2 é uma história original de Rob Zombie, um filme todo dele, com suas próprias ideias e um roteiro novo, mas que só demonstra a falta de criatividade do sujeito. Isso porque o filme inteiro é idêntico a tudo que Zombie fez até hoje, com os mesmos personagens metaleiros e/ou caipiras desbocados (aquilo que, lá nos EUA, chamam de “white trash“), os mesmos cenários sujos e escuros, as mesmas pessoas sujas e enfeiadas que parecem não tomar banho há meses, a mesma violência quintuplicada e o mesmo hard rock na trilha sonora. Ah, e com ainda menos respeito aos personagens da série original.

Enfim, se você também era fã da série antiga, e, como eu, não gostou do remake de 2007, espere só para ver o que o anormal do Rob Zombie fez com Laurie Strode, Michael Myers e o dr. Loomis nessa sequência…

ROUND 2: Estragando Laurie e o dr. Loomis

Ironicamente, Halloween 2 começa muito bem – tanto que eu já estava até mordendo a língua por ter falado tão mal do remake. As primeiras cenas remetem ao final da “director’s cut“, a terceira versão do remake de 2007: após dar um tirambaço de revólver na cabeça do maninho Michael Myers, a pobre Laurie Strode (novamente interpretada por Scout Taylor-Compton) cambaleia catatônica pelas ruas de Haddonfield, coberta de sangue. A garota é localizada pelo xerife Lee Brackett (Brad Dourif) e conduzida ao hospital, juntamente com os outros dois sobreviventes daquela noite de horror, o dr. Samuel Loomis (novamente interpretado por Malcolm McDowell) e Annie, a filha do xerife (novamente interpretada por Danielle Harris, em sua quarta participação na série Halloween, já que fez, ainda menina, as partes 4 e 5).

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No hospital, o espectador é brindado com cenas grotescas de procedimentos médicos de emergência, que, bastante realistas, parecem saídas de um daqueles programas sensacionalistas de TV – cortes são costurados em close, unhas são arrancadas com pinças, e por aí vai. Enquanto isso, o corpo sem vida de Michael (novamente vivido pelo brutamontes Tyler Mane) é conduzido ao necrotério por dois dementes com tendências necrófilas (típicos personagens “Zombinianos“). Porém, quando a ambulância atinge em cheio uma vaca que estava no meio da estrada (!!!), o assassino ressuscita, mata os dois enfermeiros e prepara-se para continuar seu massacre da noite de Halloween.

Numa referência direta ao Halloween 2 de 1981, que mostrava Michael invadindo o hospital de Haddonfield em busca de Laurie, neste novo filme o Michael Myers versão anabolizada também ataca o hospital, massacrando violentamente todos os médicos, pacientes e enfermeiras, forçando Laurie a correr pelas ruas escuras e desertas, mesmo com uma perna quebrada. A moça consegue chegar até um depósito, onde se esconde, mas Michael aparece e dá uma machadada na irmã…

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…que então acorda na sua cama! Isso mesmo, amiguinhos: toda essa primeira parte do filme foi apenas um pesadelo de Laurie Strode. O ataque ao hospital nunca aconteceu, Laurie nunca precisou fugir mancando pelas ruas, muito menos levou uma machadada do assassino. E essa primeira cena, acredite ou não, tem 23 minutos… 23 minutos que NÃO ACONTECERAM (quase 20% do tempo total de projeção!), e ainda assim, olha só a ironia, são a melhor coisa de Halloween 2!!!

No momento em que Laurie acorda, inicia a seqüência propriamente dita, e tudo só vai piorando mais e mais. Um ano se passou desde aquela fatídica noite de Halloween, e a jovem sobrevivente foi adotada pelo xerife Brackett (lembre-se que os pais adotivos dela foram assassinados por Michael no remake). Por incrível que pareça, Laurie ainda não sabe e nem imagina que, na verdade, é irmã do implacável Michael Myers. E por falar nele, seu cadáver está desaparecido há um ano, desde que ele levou aquele balaço na cabeça no final da refilmagem.

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A experiência traumática em Halloween transformou a ex-nerd Laurie numa adolescente problemática, uma metaleira vegetariana, revoltadinha e “enfeiada“, que está sempre de cabelos sujos, maquiagem borrada e roupinha punk-chique. A moça também tem um pôster de Charles Manson (!!!) em seu quarto e trabalha em uma loja de discos, junto com outras meninas xaropes metidas a roqueiras. Certo é que em nenhum momento a Laurie de Rob Zombie consegue ganhar a simpatia do espectador. E sim, ela é a PROTAGONISTA do filme!!!!

Quanto ao dr. Loomis, que apesar dos pesares ainda era a melhor coisa do filme de 2007, é aí o bicho pega! Dependendo qual foi a versão que você viu do remake, Loomis morria no final (como vimos na versão de cinema), ou então sobrevivia, mas tinha os olhos perfurados por Michael (este é o final da “director’s cut“). Seja como for, o psiquiatra está de volta, mas não é dada nenhuma explicação para o fato de ele retornar vivo e com os olhos intactos.

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Mas não fica só nisso: o roteiro de Zombie destrói aquele que é o personagem mais emblemático da série Halloween. Enquanto nos filmes antigos o Loomis interpretado pelo saudoso Donald Pleasence era representado como o caçador implacável de Michael Myers, tipo Van Helsing era para Drácula, o Loomis de McDowell em Halloween 2 deixou de ser psiquiatra caçador de monstros para tornar-se uma celebridade mercenária que só pensa em dinheiro. Descobrimos que ele escreveu um segundo livro sobre Michael Myers – “The Devil Walk Among Us“, uma obra sensacionalista em que descreve os assassinatos em Haddonfield e seu próprio ataque pelo ex-paciente -, ficou famoso e agora passa o filme todo zanzando de limusine entre sessões de autógrafos, conferências e programas de TV.

Para dizer o mínimo, o dr. Loomis deixou de ser o grande herói da franquia para virar um completo filho da puta, daquele tipo que só pensa no próprio nariz, tem um ego gigantesco, humilha as pessoas ao seu redor e, acredite, nega veementemente que Michael Myers ainda esteja vivo, mesmo que o corpo do vilão esteja misteriosamente desaparecido há um ano! Ah, e agora o dr. Loomis também fala “fuck“, várias vezes! O pobre Donald Pleasence deve estar se revirando no túmulo…

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Se no remake de 2007 nosso amigo Rob já tinha tentado transformar Michael Myers em um “herói incompreendido” (com direito até a um lamentável “final triste” na versão workprint, que felizmente foi cortado das demais montagens), em Halloween 2 fica mais do que evidente que o objetivo do diretor-roteirista é transformar o vilão num personagem simpático (!!!!). Afinal, o roteiro vai empilhando inúmeros motivos para o espectador odiar os verdadeiros protagonistas – Laurie e o dr. Loomis. E se os personagens com quem o público deveria se identificar são umas nabas, resta torcer para que o assassino apareça logo e mate todos, correto?

Mas voltemos a Michael: o que ele andou fazendo desde o final do remake? Boa pergunta! O roteiro de Zombie nem ao menos se preocupa em explicar como o vilão sobreviveu a um tiro à queima-roupa na cabeça. Considerando que ele foi apresentado como um ser humano normal e sem nada de sobrenatural no filme de 2007, a lógica obrigaria Michael a permanecer morto – e adeus Halloween 2! Mas parece que um tiro certeiro na testa não passa de um ferimento superficial no roteiro de Zombie, que também não explica como foi que o assassino simplesmente saiu caminhando com um rombo na cabeça. Aliás, Michael não apenas continua vivo, como está escondido num casebre abandonado no meio da floresta (Sexta-Feira 13, alguém?), a QUILÔMETROS de distância de Haddonfield, sem que, mais uma vez, seja dada qualquer explicação para como ele chegou até ali. Talvez do mesmo jeito misterioso que ele foi de Smith’s Grove a Haddonfield no remake, não é?

Aí você acha que a coisa não tem mais como piorar, certo? Errado! Acontece que Michael vive há um ano escondido na tal cabana, vestindo sua máscara suja e agora toda arrebentada, e também um enorme casaco de capuz (igualmente sujo e amarrotado, claro…), que lhe dá a aparência do personagem de Bruce Willis em Corpo Fechado. O dia-a-dia do vilão resume-se a recordar da sua triste infância no manicômio, através de flashbacks em que o Michael infantil é interpretado por Chase Wright Vanek (já que o menino do filme de 2007, Daeg Faerch, cresceu demais). Não bastassem os flashbacks, volta-e-meia o psicopata recebe visitas da sua mãe Deborah Myers, novamente interpretada pela esposa de Zombie, Sheri Moon Zombie. Aí o leitor pergunta: “Mas ela não cometeu suicídio no outro filme?”. Pois é, amiguinhos, mas isso não impediu o velho Rob de colocar a patroa no elenco: bastou transformá-la em FANTASMA, vestida de branco e sempre acompanhada de… um CAVALO BRANCO!!!

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Você pode até achar que eu estou avacalhando ou mentindo, mas creia-me, caríssimo leitor, é exatamente isso que você leu: a fantasminha da Mamãe Myers, com seu inacreditável cavalo branco, passa o filme inteiro aparecendo para o filhote psicopata, tentando convencê-lo a voltar a matar pessoas, especialmente a irmã Laurie, para que assim todos voltem a ser “uma grande família” no além. Ou seja, Zombie enfiou totalmente o pé na jaca: tentou fazer uma coisa mais séria e realista no remake do original, só para depois partir para a ressurreição absurda do seu vilão e para aparições sobrenaturais de almas penadas! E ele podia ter ficado quietinho, mas preferiu se queimar ainda mais colocando, na abertura do filme, um letreiro com uma tentativa de “explicação psicanalítica” para o cavalo branco!!! Bem, agora faça uma pausa para parar de rir e vamos adiante…

Quando um novo Dia das Bruxas se aproxima, Haddonfield prepara uma grande festança com bandas de rock para celebrar a data – apesar de dezenas de pessoas terem sido assassinas na cidadezinha apenas um ano antes. E ninguém parece temer uma possível volta de Michael, nem mesmo o dr. Loomis, que está ocupado enchendo os bolsos de dinheiro. Enquanto Laurie segue tendo pesadelos terríveis com o irmão, o assassino “acorda” de seu transe e prepara o retorno a Haddonfield para acertar as contas com a moça e com boa parte da população local, óbvio.

ROUND 3: Não tem história? Joga sangue e toca adiante!

Para início de análise, uma coisa que já se percebia no remake de 2007, e pode ser confirmada sem sombra de dúvidas nesse asqueroso Halloween 2, é o fato de o diretor-roteirista Rob Zombie mostrar total desconhecimento em relação à mitologia da série Halloween. Essa sequência não só destrói sem piedade os personagens e suas motivações (principalmente o dr. Loomis), mas também descaracteriza totalmente o próprio Michael Myers.

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Quando Zombie mostra o vilão sendo “comandado” pelo fantasma da mãe, parece que trocou as bolas e transformou Michael no Jason Voorhees da série Sexta-feira 13. A própria conclusão de Halloween 2 lembra mais o que acontece em Sexta-Feira 13 – Parte 4 – O Capítulo Final do que qualquer Halloween. E o fato de o vilão aparecer nos pesadelos de Laurie a cada cinco minutos até parece uma tentativa de transformá-lo numa espécie de Freddy Krueger, da franquia A Hora do Pesadelo. Enfim, o vilão de Rob Zombie parece tudo, MENOS o Michael Myers da série Halloween!!!

Com Laurie transformada em metaleira depressiva metida a “bad girl“, o outrora heróico dr. Loomis numa celebridade arrogante e covarde, e Michael num traste que mais parece o próprio Rob Zombie (ao ponto de andar boa parte do filme sem máscara, com uma longa barba escura e suja), o único personagem digno de atenção nessa sequência é o xerife Brackett, interpretado por Brad Dourif, um ator injustiçado do gênero, que normalmente só aparece em porcarias (eis mais uma para o seu currículo). O personagem do xerife quase não aparecia no Halloween 2 original. Pois aqui Dourif interpreta o xerife como um homem amargurado, que vive em pânico pela quase-morte da sua filha Annie, e que adota Laurie como uma espécie de compensação por não ter acreditado no retorno de Michael Myers no primeiro filme. É, de longe, a única figura “humana” do roteiro, e, em contraste com o “white trash” que permeia a narrativa, o único personagem com quem o espectador consegue simpatizar.

O resto é puro Rob Zombie, que continua demonstrando sua total incapacidade de escrever algo diferente dos seus outros filmes. Pois aqui também só o que temos é um monte de gente feia e suja vivendo em lugares feios, sujos e escuros. O próprio Zombie já tentou explicar essa sua paixão por “white trash” em uma entrevista para o site Slashfilm: “Ah, que se foda, quem liga para essa merda? Para mim, o que é normal é chato. Eu gosto de personagens dementes que são esquisitos e têm passados fodidos, não sei se porque minha própria vida é assim, ou se porque todas as pessoas que eu conheço são assim. Mas acho mais interessante. Para mim, personagens normais e limpinhos são extremamente idiotas. O jovem Michael Myers inclusive lembra eu quando era criança, e os garotos que iam à escola comigo“.

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E como quem realmente não aprendeu bosta nenhuma com os erros do seu filme anterior, Zombie continua arrasando qualquer possibilidade de fazer um bom filme ao insistir em situações estúpidas. Como Michael, em seu retorno a Haddonfield, matando todo mundo em todo lugar, MENOS Laurie Strode, que seria o seu alvo preferencial. O vilão faz até uma visitinha ao cabaré onde sua mãe trabalhava no primeiro filme, só para matar todo mundo que encontra por lá. Inacreditavelmente, também, nenhum dos personagens que sobreviveu ao Halloween de 2007 parece ter aprendido qualquer coisa com a experiência. Personagens como a filha do xerife, Annie, não fazem qualquer diferença na trama e parecem apenas repetir o mesmo papel do filme anterior.

Por essas e por outras, percebe-se claramente que Halloween 2 não tem nenhuma história para contar, e que Zombie mais uma vez queria apenas chocar o público através do uso de extrema violência. Pelo menos nisso ele conseguiu acertar: o filme é EXTREMAMENTE sangrento, chegando a ser exagerado de tão truculento. Na cena inicial (o pesadelo de Laurie), por exemplo, Michael apunhala repetidas vezes a cabeça de uma enfermeira, até transformá-la numa massa de carne deformada – um momento que lembra a famosa “cena do extintor” de Irreversível.

Outros assassinatos têm o mesmo nível de brutalidade, incluindo exagerados efeitos sonoros das facadas arrebentando carne humana. O problema é que o filme sofre daquela praga do cinema de horror moderno: em cada cena de morte, a câmera sacode como se estivéssemos vendo A Bruxa de Blair

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Mas quem só quer ver sangue, sem se importar com a trama, não vai poder reclamar de Halloween 2. Tem até uma cena em que Michael mata um cachorro para comê-lo cru, algo que era apenas sugerido no Halloween de John Carpenter, mas que Zombie, claro, faz questão de mostrar nos mais nojentos detalhes. Não deixa de ser irônico, considerando que a série Halloween sempre foi mais conhecida pelo clima e pelo suspense do que propriamente pelo gore, e foi só Zombie entrar na série para a coisa descambar direto pro banho de sangue. Será que ele não queria refilmar Sexta-feira 13 ao invés de Halloween?

Tirando o sangue e a truculência, sobra… NADA! A exemplo do Halloween de 2007, o diretor falha totalmente em criar tensão ou suspense, aqueles dois elementos que sobravam nos Halloween de 1978 e 1981. Michael simplesmente caminha de um assassinato a outra, sem sustos, sem perseguições, sem qualquer tentativa de criar suspense. A culpa é do próprio Rob Zombie: ao transformar seu vilão em um sujeito bombado com dois metros de altura, capaz de atravessar portas e paredes como se fossem de papel, a sutileza vai para o inferno, não é verdade?

Como já havia feito no outro filme, o diretor também encheu essa sequência de “celebridades alternativas” em pequenas participações. Dessa vez temos Caroline Williams (a heroína de O Massacre da Serra Elétrica 2, que deve ser o filme preferido do Zombie) como uma médica na cena inicial; Margot Kidder (lembra da antiga Lois Lane?) como a psiquiatra de Laurie; Duane Whitaker (um dos caipiras estupradores de Pulp Fiction) como um caipira; Betsy Rue (a peladona de Dia dos Namorados Macabro 3D) como a irmã do caipira, infelizmente vestida, e o cantor “Weird Al” Yankovic interpretando ele mesmo, num talkshow em que o dr. Loomis é entrevistado. Essa talvez seja a parte mais divertida do filme: quando Loomis cita Michael Myers, “Weird Al” pergunta: “Quem? Aquele cara que fazia o Austin Powers?“.

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E repete-se o que já havia acontecido no filme de 2007: as participações especiais acabam sendo mais interessantes do que os próprios protagonistas. Malcolm McDowell, que havia brilhado em Halloween, agora não tem chance de fazer grande coisa, considerando o que aconteceu ao seu personagem. Quanto à “heroínaScout Taylor-Compton, dá até pena da coitadinha, principalmente quando lembramos que foram as partes 1 e 2 da série original que transformaram Jamie Lee Curtis, a antiga Laurie Strode, em estrela de cinema. Mas, a julgar pelo seu desempenho nos dois Halloween atuais, isso jamais acontecerá com a pobre Scout, que no primeiro filme estava completamente apagada, e nesse segundo foi transformada numa insuportável baranga que a gente torce para morrer.

Nocaute: O fim da Era Zombie em “Halloween”? Oba!!!

Embora Zombie até tente resgatar aquele ar mais realista do remake em alguns momentos – como aquele em que o dr. Loomis vai autografar seu novo livro em Haddonfield e é atacado pelo pai de Lynda, uma das adolescentes assassinadas no Halloween passado -, tudo afunda quando entram em cena seu patético e descaracterizado Michael Myers de barba e capuz, sempre acompanhado pela mãe fantasma e seu inacreditável cavalo branco. É até absurdo, mas as cenas mais interessantes de Halloween 2 são aquelas em que o vilão NÃO aparece! Que coisa…

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Esses momentos patéticos como a “mamãe-Gasparzinho” não apenas estragam o personagem, como também qualquer tentativa de levar o filme a sério. Felizmente, o castigo vem a cavalo: Halloween 2 custou 15 milhões de dólares e foi um fracasso nas bilheterias norte-americanas, rendendo apenas 32 milhões em dois meses (ao contrário do remake, que fechou com um total de US$ 58 milhões por lá).

O pior de tudo, ao ver esse novo filme de Rob Zombie, é que você não consegue parar de lembrar de como o Halloween 2 de 1981 era muito mais simples e divertido, e como funcionava tão bem sem fantasminhas, cavalos brancos, pesadelos surrealistas e doses quintuplicadas de violência, elementos que aproximam o novo Halloween 2 do primeiro filme do diretor, A Casa dos Mil Corpos, com a mesma estranheza e gosto pelo bizarro. Inclusive essa sequência foi filmada em 16 milímetros, para ficar com um ar ainda mais sujo e escuro.

Mas quando chega o pavoroso final, que termina de destruir completamente a mitologia da série, o espectador se sente um completo idiota, já que a única cena realmente boa do filme inteiro é aquele pesadelo do início que dura 20 minutos – que tem suspense e tensão, elementos que o diretor não consegue repetir em nenhum dos outros 85 minutos da película.

Aproveito para deixar aqui algumas perguntas que ficaram martelando minha cabeça enquanto eu assistia Halloween 2: “Caro Rob Zombie, será que algum dia você conseguirá escrever um roteiro que não tenha metaleiros cabeludos nem caipiras desbocados vivendo em casas sujas e decadentes? Será que você conseguirá escrever diálogos sem usar a palavra ‘fuck’ tantas vezes, já que a vida real não é ‘Scarface’ e as pessoas não falam palavrão em tempo integral? Será que você conseguirá fazer um filme sem colocar a sua esposa Sheri Moon Zombie, que todos já sabemos ser gostosa? Será que você conseguirá fazer algo vagamente diferente, sem se repetir, já que seus quatro filmes parecem uma insuportável coisa só? E, finalmente, você já não ganhou dinheiro que chega para voltar a viver da música e parar de desovar filmes ruins nos cinemas a cada dois anos?“.

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Para finalizar, enquanto escrevo essas mal-digitadas linhas, vejo aqui mesmo, nas notícias da Boca do Inferno, que Patrick Lussier e Todd Farmer, respectivamente diretor e roteirista de Dia dos Namorados Macabro 3D, assinaram contrato para fazer Halloween 3D!!! Bom, considerando que tiraram o Rob Zombie da jogada, já é um avanço. Mas confesso que estou muito curioso para saber o que é que vão fazer depois do patético final de Halloween 2, que não deixa muitas opções para seguir a história, ao menos não da forma como ela foi recontada por Zombie. Ao que parece, os produtores vão dar um novo “reboot” na franquia e reiniciar tudo do zero. E em 3D. Anotem minha palavras: vem merda por aí. Se bem que pior do que está não tem como ficar!

Essa é a minha única certeza: dificilmente teremos algo pior que Halloween 2, um filme terrível, vazio, grosseiro, injustificável e indefensável.

Acho que os únicos que realmente gostaram da passagem do metaleiro Zombie pela série foram Dominique Othenin-Girard, Joe Chapelle e Rick Rosenthal, diretores de alguns dos piores episódios da série original (respectivamente, as Partes 5, 6 e Halloween – Ressurreição), pois, depois do Halloween de 2007 e desse novo Halloween 2, aqueles filmes ruins que eles fizeram para a franquia até parecem Shakespeare!

E analisando o estrago que Rob fez à série, até que aquela luta entre Michael Myers e Pinhead não parece mais tão ruim…

Encerro esse artigo com a ilustrativa foto abaixo, um recado que, acredito, todo verdadeiro fã da série Halloween gostaria de deixar para Rob Zombie como “agradecimento” pelo rumo que ele deu à franquia. A bem da verdade, creio que podemos considerar a foto também como uma resposta do próprio Michael Myers a Zombie, por tudo que o diretor-roteirista fez com ele! Nada mais justo.

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Felipe M. Guerra

Felipe M. Guerra

Jornalista por profissão e Cineasta por paixão. Diretor da saga "Entrei em Pânico...", entre muitos outros. Escreve para o Blog Filmes para Doidos!

16 comentários em “Halloween II (2009)

  • 27/11/2016 em 00:04
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    Concordo achei ridículo halloween o início e a continuação . O primeiro é muito melhor mais n tem pra que criticar o Halloween 5,6 e 8 o 8 é um dos melhores para mim mas td bem parabéns pela crítica ficou muita boa só não gst da crítica dos outros filmes (5,6,8). O pior é as mortes ridículas aparecem pessoas do nada para o Michel Myers matar todas feias e ridículas , mortes muito desnecessárias e que não tem nd a ver com o filme . Agr o absurdo dos absurdos é o que ele fez com a Laurie e com o dr loomis matar o doutor loomis sem ele ter feito merda nenhuma o filme inteiro e deixar a Laurie como uma maníaca doida igual o irmão . Rob zombie vc fez o pior filme que eu ja assiste uma falta de respeito com a linda e que eu amo Jamie lee Curtis e com o clássico e um ícone Donald pleasence , por favor não refilma mais nenhum filme não , aliás deveriam parar de adicionar remakes idiotas aos clássicos ja ta bom de mais as continuações que na maior parte são ruim sem falar dos remakes .

    Resposta
  • 30/10/2016 em 11:35
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    Somente hoje assisti ao Halloween 2, e fui pesquisar no Google, para ver se só eu tinha achado o filme absurdo…
    Adorei o teu artigo e teu jeito de escrever. Concordo com tudo, e ri muitas vezes enquanto lia as tuas críticas… Parabéns.

    Resposta
  • 31/07/2016 em 23:39
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    Concordo quase em 100%. Zombie realmente acabou com o filme, especialmente nesse H2!!! Sendo q considero os filmes 1 (78) e 2 (81) os melhores Halloweens. No de 81 temos ótimas cenas no hospital, Michael tem um papel preponderante, enquanto no H2 de Zombie…só vemos basicamente sua irmã surtando!!! Temos fan films no youtube melhores do q esse.
    Tb pensei a mesma coisa, q Donald Pleasence deveria estar se revirando no túmulo…se visse os rumos q o personagem tomou…kkkk….Zombie estilhaçou a dignidade e seriedade de Dr. Loomis!!!
    E qdo pensei q não poderia ficar pior….surgem as cenas recorrentes do fantasma de sua mãe…pensei…putz o cara arrumou um jeito de arrumar um papel para a mulher dele de novo, esse p mim foi o PIOR erro.
    Não vejo problemas em relação ao tamanho de Michael (Tyler Mane), inclusive acho q confere maior poder intimidativo ao personagem, mas Zombie escorregou novamente com aqueles farrapos completamente fora de realidade do personagem (Michael Myers usando um casaco com toca????). A aparência clássica de Michael no macacão azul é simplesmente incrível…não deveria tê-la mudado!!! A máscara do remake, achei ótima, mas a segunda é muito arrebentada e aparece todo o rosto de Myers, completamente desnecessário, outra vez acabando com o mistério q o cerca!!! Aliás nesse filme, o MM nem de longe lembra o assassino icônico q é!!!

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  • 25/09/2014 em 14:50
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    mermão que critica leprosa, pena do imundo que escreveu isso ae, o cara soh poe ter muita inveja do Zombie mesmo ahahah pq serio

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    • Silvana Perez
      25/09/2014 em 17:23
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      Xingamentos demais para argumentos de menos, hein, meu querido?

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      • 22/03/2015 em 13:17
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        voçê está certa em questionar o babaca do Ivps,Silvana!o cara usa palavra leproso que é muito pesada e cheia de estigma,e ainda fala mal do critico do filme!o Boca é um blog bem democrático se não deveria ter deletado a postagem desse boçal que não sabe fazer uma crtica construtiva e chega com ignorancia e falta de educação!o Boca é o melhor site que escreve sobre filmes de terror do Brasil e penso eu que até do universo!um abraço e vida longa a silvana,a todos os criticos desse belissimo site!Boca vida eterna e muito sucesso!!um abraço!!

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        • Silvana Perez
          23/03/2015 em 09:25
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          A equipe do Boca agradece pelas palavras, João 🙂

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  • 13/08/2014 em 18:38
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    Inicialmente eu gostava, por incrivel que pareça, dos dois remakes, lia atentamente as criticas e nao entendia.
    Somente quando fui ver o primeiro ”Halloween – A noite do terror” que comprovei o que diziam
    realmente Halloween II de Rob Zombie é um lixo, na minha opiniao u.u
    A versao de 2007 eu ainda deixaria passar… mas o classico sempre é melhor!

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  • 31/03/2014 em 05:55
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    Não vi sentido em empilhar corpos no Remake e na sequência , isso mostra como esses dois filmes ficaram uma grande merda . até porque PRA QUE matar os pais adotivos da Laurie ?
    Porque transformar ela em uma viciada em remédios Logo no segundo filme ? ( Jamie Lee foi ficar viciada no H20 , depois de praticamente perder tudo e todos por causa do Michael . Ela tinha motivos )
    Porque Laurie virou uma Rockeirinha que tinha um poster de um SERIAL KILLER em sua parede ? , parece q ela não se lembra que seu irmão é um serial killer que matou seus amigos .
    E a mais clássica pergunta : Porque a Annie sobreviveu ao primeiro filme ? no Original ela não morre no primeiro ?
    Rob sendo Incompetente e mostrando que sempre se pode fazer uma merda com uma série cultuada .

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  • 10/03/2014 em 20:03
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    Únicos da franquia Halloween que eu gosto MUUUUITO são o 1,2,3 e o 20 Anos Depois são os únicos que prestam, o resto é um lixo,não gosto da maneira que a séria tomou a partir do 4,o 5 eu não entendi a necessidade de desse filme existir,o 6 odeio ele com todas as forças é um filme que destrói tudo,o 8 pelo a amor de Deus,aquele filme só de saber que ele desmente que não é o Michael no H20 e matam a Jamie Lee e por isso nem precisei ver o filme,já o odeio.Quanto ao Remake e a sequência eu os ignoro…

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  • 02/11/2013 em 15:29
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    Esse filme passou na Record no dia de halloween, mas como é a TV do dizimo cortaram todas as cenas de baixaria e violência (para ter noção cortaram toda o sonho do inicio!!!!) o filme virou um trailer.Ou seja o que é ruim pode sempre ficar pior.

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    • 15/01/2014 em 16:08
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      cortaram as “melhores ” partes!!!

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  • 02/11/2013 em 00:23
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    O primeiro filme tinha mortes desnecessárias, mas esse aí ganha com certeza. Não dá pra entender como produzem um filme desse! Tantos filmes que mereciam uma continuação ou que estão esperando para serem produzidos, e resolvem gastar dinheiro com isso.

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  • 01/11/2013 em 22:07
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    Parabéns pela crítica! O Halloween original é um dos meus filmes de terror preferidos, não merecia essa refilmagem ridícula. Aí o Rob Zombie volta e consegue piorar tudo! O cara é um narcisista burro que nunca entendeu o que fez o filme do Carpenter ser tão memorável. Só queria que parassem com essa mania de remakes de clássicos. Nunca superam o original, taí a nova versão de Carrie pra comprovar.

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  • 29/10/2013 em 09:40
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    este filme chega ser ilário , conto de fadas..

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  • 28/10/2013 em 11:24
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    crítica perfeita,me diverti horrores lendo hahaha,realmente esse filme ficou bem pior que o primeiro.

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