Críticas

O Dentista 2 (1998)

É uma peça rara entre as continuações de filmes de terror B, principalmente se assistido logo após o original!

O Dentista 2 (1998)

O Dentista 2
Original:The Dentist
Ano:1998•País:EUA
Direção:Brian Yuzna
Roteiro:Richard Dana Smith
Produção:Pierre David, Bruce David Eisen, Noël A. Zanitsch
Elenco:Corbin Bernsen, Jillian McWhirter, Jeff Doucette, Susanne Wright, Jim Antonio, Lee Dawson, Wendy Robie, Ralph P. Martin, Clint Howard, Judy Nazemetz, Rende Rae Norman

Lançado dois anos após o filme original, O Dentista 2 é uma peça rara entre as continuações de filmes de terror B, principalmente se assistido logo após o original. Fica claro que o objetivo dos realizadores era, de fato, continuar a história, e não apenas faturar em cima do primeiro filme.

Corbin Bernsen está de volta como o sádico dentista Alan Feinstone, que consegue fugir do hospício onde fora internado ao fim do primeiro filme. Ele chega à pequena cidade interiorana de Paradise, onde pretende se estabelecer com o nome falso de Larry Caine e esquecer os crimes que cometeu no passado.

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Mas as coisas começam a dar errado quando ele se mete em uma rixa com o dentista local, o Dr. Burns (Jim Antonio). Durante uma briga, Burns acaba caindo de uma escada e morrendo. Todos tomam a morte como um acidente, e Feinstone se torna o novo dentista da cidade.

Tudo parece bem a princípio. Feinstone/Caine é cuidadoso com os pacientes e consegue controlar seus impulsos assassinos. Ele também se envolve com a bela Jamie (Jillian McWhirter), e parece ter um bom futuro na sua nova vida em Paradise.

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Mas essa perfeição é ameaçada pelo passado de Feinstone. Sua esposa Brooke, que teve a língua e todos os dentes arrancados no primeiro filme, está de volta, e quer sua vingança. E em segundo lugar, Feinstone volta às suas antigas práticas sádicas. Primeiro ele tortura e um viajante interpretado por Clint Howard. Mais tarde, numa cena agonizante, ele tortura a pobre Bev Trotter (Susanne Wright), uma funcionária do banco local que começa a desconfiar de sua verdadeira identidade.

Assim como no filme original, pessoas com medo da broca de dentista irão se contorcer na poltrona. Há inúmeras cenas fortes, mas a tortura de Bev é a mais difícil de assistir, principalmente por se tratar de uma personagem bastante simpática.

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Alguns detalhes infelizmente acabam ficando meio soltos, como a vingança de Brooke, que é muito bem planejada em todas as etapas, menos na execução final. Já o romance entre Feinstone e Jamie é bem explorado, e é curiosa a forma como torcemos para que dê tudo certo para os dois, mesmo sabendo que o dentista é um assassino cruel que deve pagar por seus crimes. Mérito da fantástica interpretação de Corbin Bersen, que parece ter nascido para o papel.

Como dito no início do texto, O Dentista 2 continua de forma coesa a trama do primeiro. Mas ao invés de abrir espaço para uma nova sequência, o filme prefere terminar com uma imagem marcante que não dá espaços para continuações. O melhor é saber o mínimo possível sobre essa cena. Mas saiba que até lá você já vai ter rangido tanto os dentes em agonia que talvez precise marcar uma consulta com seu dentista. Só é melhor procurar saber um pouco mais sobre o passado dele antes. Nunca se sabe…

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2 Comentários

  1. vanessa vasconcelos

    tenho que criar coragem para ver esse e o primeiro.

  2. Gilson Bloch

    fiquei com mais vontade de ver esse filme..

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