Críticas

Escuridão (2005)

Uma trama confusa com uma clara ausência de um fio narrativo seguro que amarre o enredo como um todo e consiga prender a atenção do público!

Escuridão (2005)

Escuridão
Original:The Dark
Ano:2005•País:UK, Alemanha
Direção:John Fawcett
Roteiro:Simon Maginn, Stephen Massicotte
Produção:Paul W.S. Anderson, Jeremy Bolt
Elenco:Sean Bean, Maria Bello, Sophie Stuckey, Maurice Roëves, Abigail Stone, Richard Elfyn, Casper Harvey, Eluned Jones, Gwenyth Petty, Robin Griffith, Mike Keggen

Existem alguns filmes que conseguem despertar o interesse seja através do trailer ou de uma sinopse bem escrita. Infelizmente não é raro quando algumas destas mesmas produções respondem como filmes fracos e que tentam passar, através de materiais de divulgação, um produto que não condiz com a realidade. Para evitar estas surpresas desagradáveis, passe longe de Escuridão (The Dark, 2005). A produção, vinda do Reino Unido, se mostra apenas como mais uma obra que aposta no medo falso para provocar susto em plateias mais sensíveis dentro de uma história mais confusa do que misteriosa.

O filme conta o drama de Adelle (Maria Bello, Marcas da Violência, 2005), que viaja ao lado da filha Sarah (Sophie Stuckey) para o País de Gales na tentativa de fazer as pazes com o ex-marido James (Sean Bean, da trilogia O Senhor dos Anéis, 2001), que mora em uma velha fazenda localizada no alto de um rochedo próximo a praia. Pouco depois da chegada das duas ao lugar, uma tragédia vai abalar a família, quando a jovem Sarah é tragada pelo mar. Nos dias seguintes, James passa a procurar pelo corpo da filha desaparecida na costa, enquanto Adelle começa a ver nos arredores da casa uma estranha garota chamada Ebrill (Abigail Stone), bastante parecida com Sarah.

Adelle descobre então uma antiga lenda sobre um plano espiritual chamado de “escuridão”, onde os mortos habitam e podem ser trazidos de volta ao mundo dos vivos por meio de sacrifícios humanos, como uma troca de que para cada morto retorne a vida, é oferecida uma vítima. Com o passar do tempo, Adelle começa a acreditar que Ebrill foi trazida de volta da tal escuridão, já que moradores do local afirmam que a garota teria desaparecido misteriosamente mais de 50 anos atrás. Para a mãe desesperada, a estranha menina é a chave para localizar sua filha desaparecida.

Escuridão (2005) (3)

Baseado no romance de Simon Maginn, a história de Escuridão flerta com o mistério, o terror e até o drama, o que fez com que os produtores do filme, Paul W.S. Anderson, Jeremy Bolt e Robert Kulzer (o trio responsável pela boa série Resident Evil), pensassem que uma adaptação para as telas seria fácil de ser feita e agradaria ao público em geral. No entanto, o roteiro assinado por Stephen Massicotte (Possuída 3 – O Início, 2004) apresentou uma trama confusa com uma clara ausência de um fio narrativo seguro que amarre o enredo como um todo e consiga prender a atenção do público.

Aliás, o diretor John Fawcett (Possuída, 2000) fez com que o filme fosse claramente produzido dentro do esquema já banalizado e esgotado do chamado susto fácil, onde tal reação vem de efeitos técnicos, podendo ser movimentos de câmera ou aumentos bruscos de som, onde uma porta batendo pode fazer o mesmo barulho de um forte trovão. Inclusive, vai ser justamente o quesito som que será o verdadeiro responsável por algumas pessoas pularem das suas cadeiras para depois começarem a rir por terem se assustado com tamanha bobagem.

Escuridão (2005) (1)

E quando o filme procura dar um ar de morbidez à história, acaba indo buscar inspiração nas produções vindas do oriente, o que também soa estranho dentro da proposta a qual o filme se propõe a seguir. Como exemplo deste ponto, temos a estranha garota Ebrill, cujas características mais parecem com as das meninas de longos cabelos assanhados e peles pálidas, tão comuns nas obras do cinema de terror asiático

E se a intenção era fazer uma trama que misturasse terror e mistério com drama, o tiro saiu pela culatra, pois as situações que levariam o filme para tal caminho esbarram, assim como todo o resto, no fraco roteiro que acaba dificultando um envolvimento com o sofrimento dos personagens. Isto também ocasiona uma interpretação forçada do elenco, em especial de Bello, que deveria levar toda uma carga dramática em função do desaparecimento da filha e a descrença do marido na lenda que poderia trazer a garota de volta. Apesar de ser uma boa atriz, Bello faz aqui um trabalho forçado, mais voltado para o clichê do que para o drama, enquanto o ator Sean Bean, que já mostrou em várias ocasiões que é um bom profissional, tem em Escuridão uma atuação sem muita expressão ou atrativo.

Escuridão (2005) (4)

No meio de toda essa escuridão de filme, fica uma pobre vítima: o público, que aguarda ansiosamente pelo fim da película na esperança de conseguir fugir desta lenda universal de que bons trailers ou sinopses podem significar boas películas.

Leia também:

8 Comentários

  1. David

    Filme chato e extremamente confuso .

  2. Dferrari

    Muito bom…prá quem gosta de suspense misturado com terror!

  3. Rúbia Guimarães

    Esse filme foi um dos melhores filmes de suspense que já assisti, eu estava procurando por ele a muito tempo desde que assisti. Mas não lembrava do nome.

    • Bah

      Não entendi o filme
      pq a Sarah não volta? pq a mulher morre e no final parece um cara estranHo? Tipo não entendi muitas coisas

  4. Fernando

    Nada a ver a crítica deste site, assisti esse filme e gostei, não é dos melhores do gênero, mas é bonzinho, e além do mais, isso é uma questão de gosto, algumas pessoas gostam, outras não, isso faz parte.

  5. Bruna

    Onde eu posso assistir esse filme dublado? Nao acho em nenhum lugar 😡

    • Jessica Duailibe

      Netflix

  6. vanessa vasconcelos

    deve ser fraquinho….mas gostei do elenco.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *