Críticas

O Grito 3 (2009)

Assistir a esta sequência é uma experiência no mínimo decepcionante, principalmente depois do bem construído prólogo!

O Grito 3 (2009)

O Grito 3
Original:The Grudge 3
Ano:2009•País:EUA, Japão
Direção:Toby Wilkins
Roteiro:Brad Keene
Produção:Andrew Pfeffer
Elenco:Matthew Knight, Shawnee Smith, Mike Straub, Aiko Horiuchi, Emi Ikehata, Johanna Braddy, Beau Mirchoff, Marina Sirtis, Gil McKinney

Vamos recapitular. Quando a versão norte-americana de O Grito (Ju-On, 2002) foi lançada em 2004, como The Grudge, o cinema de terror asiático havia acabado de ser descoberto por Hollywood. A versão made in USA do clássico oriental Ringu (1998) havia sido feita em 2002 e fez o sucesso necessário para direcionar as produções dos anos seguintes em copiar as obras orientais. O Grito foi então a segunda tentativa norte-americana em reproduzir as histórias com fantasmas angustiados e vingativos a ganhar as telas internacionais.

O Grito conta a história de uma maldição que é formada quando uma pessoa morre tomada por muita fúria. O espírito permanece no local em que o evento aconteceu e quem esbarrar com o tal fantasma vai encontrar morte certa. Um dos pontos interessantes na adaptação norte-americana aconteceu pelo fato do diretor Takashi Shimizu, que foi o responsável pela obra original, também ter ocupado o posto na versão em inglês.

Mas diferente do que foi feito com o remake de O Chamado, e com as inúmeras refilmagens que vieram depois, Shimizu não mudou o cenário da história do Japão para os Estados Unidos. Sabiamente, ele apenas transferiu alguns poucos personagens norte-americanos para Tóquio, onde a ação acontece. O fato de termos o diretor do filme original responsável pela refilmagem também evitou mudanças bruscas ou reinterpretações desnecessárias da trama. Além disso, a competente Sarah Michelle Gellar foi a escolhida para ser a protagonista e o resultado foi mais do que positivo.

Foi tão positivo que nós ganhamos dois anos depois uma sequência assinada, mais uma vez, por Shimizu e quase tão boa quanto o original. Em 2006, praticamente todas as grandes obras orientais estavam sendo refilmadas em Hollywood e os resultados eram os piores possíveis. No entanto, o fato de Shimizu continuar a frente da franquia Ju-On pode ser considerado como um dos elementos que fez o segundo filme não decair no quesito qualidade.

O Grito 3 (2009) (2)

Mais dois anos se passaram e os produtores norte-americanos já deixaram os fantasmas orientais de lado. Foi nesse momento que fomos surpreendidos com a notícias de um O Grito 3. A produção ficou pronta em 2009 e teve o seu lançamento direto para o mercado de DVD. Shimizu desta vez não ficou responsável pela direção e, coincidência ou não, o resultado como película desta parte 3 é o mais fraco dentre todas as produções com fantasmas asiáticos que Hollywood já copiou. Talvez o principal problema referente aO Grito 3 (The Grudge 3), é que, diferente dos dois primeiros capítulos, este aqui não tinha nenhum motivo para existir.

Fantasmas Perdidos

Tanto na versão japonesa, quanto na norte-americana, a maldição começou após Kayako (Takako Fuji) e o pequeno Toshio (Yuya Ozeki), terem sido assassinados pelo marido dela, que após os crimes, se matou. Desde então, a casa na qual a família morou e morreu passou a ser assombrada. Em O Grito 2, a maldição se espalhou além do Japão e passou a perseguir também uma família em Chicago.

Nesta parte 3, as assombrações de Kayako e de Toshio, desta vez interpretados por Aiko Horiuchi e Shimba Tsuchiya respectivamente, deixam de vez o Japão e passam a assombrar todo o prédio no qual a família morava no filme anterior. Além disso, a irmã de Kayako, uma tal de Naoko (Emi Ikehata), que nunca foi mencionada antes, resolve ir para Chicago para acabar com a maldição. Neste meio tempo, os fantasmas malvados vão matando todos os moradores do edifício.

No mais, temos várias cenas com Kayako se contorcendo enquanto anda e do Toshio miando pelos cantos. Tudo bem, sabemos que o gato dele também morreu , mas algumas cenas parecem mais tiradas de Todo Mundo em Pânico (Scary Movie) do que de um filme de terror. Uma outra observação sobre Toshio é que o mesmo está “maior” neste filme. Será que fantasmas crescem?

Neste tiroteio de fantasmas, fica a dúvida se o responsável pelo fraco resultado do filme é o diretor Toby Wilkins (responsável pelos efeitos especiais de A Hora do Rush 2, 2001) ou o roteirista Brad Keene, que tem em O Grito 3 a sua terceira experiência no ramo. A ideia da irmã foi de péssimo gosto. Alguém se lembra da irmã que arrumaram para o Jason em Sexta-feira 13 Parte 9 (Jason Goes to Hell, 1993)? O exemplo é bastante semelhante.

E se nos dois primeiros filmes também tínhamos um bom elenco, que incluía as participações de Grace Zabriskie e Bill Pullman, em O Grito 3 não tivemos a mesma sorte. Os atores e atrizes da vez são tão fracos que nem vamos perder tempo falando deles, com a exceção de Shawnee Smith. Mais feia do que em qualquer um dos Jogos Mortais, a interpretação da moça está mais do que forçada e o papel dela, o de uma médica, nada acrescenta a trama. Mas para não sermos totalmente injustos, existe uma questão que merece ser elogiada em O Grito 3.

O Grito 3 (2009) (1)

Cinco Minutos

Assistir a esta sequência é uma experiência no mínimo decepcionante, principalmente depois do bem construído prólogo. Após os tradicionais créditos que explicam os detalhes da maldição, reencontramos o personagem Jake (novamente interpretado por Matthew Knight). O garoto foi um dos destaques do filme anterior e, por ter sido o único sobrevivente, voltou em O Grito 3.

Abalado, perturbado e apavorado após os eventos do filme 2, Jake está em um hospital psiquiátrico. Em uma rápida cena, ele implora à doutora Sullivan (Shawnee) para não ficar sozinho, pois sabe que o fantasma de Kayako vai aparecer. Desacreditado pela médica, o garoto acaba sendo deixado só dentro de um quarto sem janelas ou maçanetas na porta. Não vai demorar muito para a assombração visitá-lo e o desenrolar desta cena vai fazer o espectador acreditar que está diante de uma boa produção do gênero, o que está longe de ser verdade.

Depois desta brilhante abertura, o filme segue praticamente se arrastando até a sua mais do que previsível conclusão. E se você acha que estará livre do fantasma de Kayako para sempre, pode começara a rezar. Apesar de nenhum informação referente a um Grito 4, o final desta parte 3 deixa quase que a certeza de que ainda teremos mais histórias dos fantasmas irritados. Em um próximo filme, podem encontrar um irmão para Toshio.

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7 Comentários

  1. Ueslei

    Assisti por curiosidade. Péssima sequência. Filme lento demais. Kayako virou praticamente uma serial killer. De fato, o prólogo é muito bom, mas depois vira um fiasco só.

  2. Cristiano

    Este filme é o mais fraco dos três, não chega a ser um desastre total, mas é fraco.

  3. rere

    Esse filme é um vexame para toda a franquia o grito incluindo os orientais e os ocidentais1

  4. vanessa vasconcelos

    esse tbm é dispensável.

    • rs

      Só porque você é etnocêntrica.

      • vanessa vasconcelos

        não sei o que significa isso,expliqui-me QUERIDO.

        • vanessa vasconcelos

          vi o significado dessa palavra agora e não sou isso que vc diz,estou bem longe de me achar o centro do universo,nem sou egoísta.o problema é que vc não respeita a opinião alheia.

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