O Portal da Ressurreição (2000)

Versus (2000)

O Portal da Ressurreição
Original:Versus
Ano:2000•País:Japão
Direção:Ryûhei Kitamura
Roteiro:Ryûhei Kitamura, Yudai Yamaguchi
Produção:
Elenco:Tak Sakaguchi, Hideo Sakaki, Chieko Misaka, Kenji Matsuda, Yuichiro Arai, Minoru Matsumoto, Kazuhito Ohba, Takehiro Katayama, Ayumi Yoshihara, Shôichirô Masumoto, Toshiro Kamiaka

Samurais+yakuza+zumbis+armas de fogo+espadas+ação+comédia+romance+gore = O Portal da Ressurreição. Sim, é tudo isso o que você vai encontrar ao se deparar com esse trash japonês de Ryuhei Kitamura.

A premissa é um tanto quanto complexa: existem no mundo 666 portais de entrada para o já famigerado “outro lado” (o que existe lá não importa). No Japão, na Floresta da Ressurreição, existe o Portal de número 444. Poucas pessoas conseguem sentir ou saber da existência dessa conexão e, principalmente, a travessia não é nada fácil; é necessário sacrifício humano e o sangue da ressurreição (ou seja, sacrificar uma infeliz que deu o azar que nascer com essa “dádiva”). O que você ganha ao abrir o Portal? Simples: o poder da escuridão. Então temos formado o triângulo base: a garota com o sangue sagrado (Chieko Misaka), o mocinho que defende a garota (Tak Sakaguchi) e o bad boy que procura poder a todo custo (Hideo Sakaki).

Versus (2000) (1)

Sabe quando assiste a um filme e não lembra o nome dos personagens e os chama através de alguma característica? Pois aqui você pode fazer isso sem culpa, pois nenhum dos personagens tem nome, possuem aspectos marcantes que os fazem ser identificados, como a capa do mocinho, ou a barba e cara de psico do bad boy.

Como boa parte das produções japonesas, o roteiro tem um caráter megalomaníaco: existem vários elementos envolvidos e muitos que assistiram acusam Versus (o título original, também amplamente difundido) de não fazer sentido nenhum, mas ai vai à dica para que assistam de novo, sem preconceitos! Os elementos de ressurreição ou mesmo reencarnação explicam o desenvolvimento do longa, que tem boa parte de seu elenco morto, retornando à vida através dos poderes da floresta. Ainda, podemos perceber um grande trabalho envolvendo a relação tempo-espaço. O filme se forma em três tempos, ambos com duas premissas primordiais: a busca pela entrada do Portal e a luta (o Versus do título original) entre os protagonistas.

Versus (2000) (2)

O que se deve ter em mente ao assistir O Portal da Ressurreição é que se trata de uma produção trash japonesa, que difere muito dos que seguem o gênero em outros lugares do globo. Os roteiros procuram adquirir certa profundidade; os atores, que muitas vezes integram os elencos de J-Dramas (novelas japonesas muito populares), não deixam a desejar (no caso de O Portal, apenas a mocinha parece estar em outro filme) e as cenas de ação são simplesmente fantásticas. Traz referências de faroestes, além de Tarantino e Rodriguez em seu início de carreira, com Um Drink no Inferno (1995).
Entretanto, o que mais surpreende em Versus é seu último ato, mostrando que a relação entre “mocinhos” e “bandidos” é mais estreita e tangente do que nos mostram em Hollywood. O que importa no final das contas são o Poder e as lutas sem fim.

Versus (2000) (3)

Vá com a mente aberta, assista O Portal da Ressurreição e se prepare para um trash com tudo o que tem direito!

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Luana Caroline Damião

Luana Caroline Damião

Graduada em museologia, fã de faroestes e Christopher Lee, deseja que o mundo acabe com um apocalipse zumbi, onde, certamente, será um dos mortos-vivos.

3 comentários em “O Portal da Ressurreição (2000)

  • 18/04/2014 em 17:05
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    Muito foda esse filme , na minha opinião tem que ser de 5 caveiras ! Versus é o filme que te surpreende em tudo pelo o que há nele , altamente recomendável , obrigatório na minha coleção e pra quem nunca ouviu falar nesta pérola japonesa .

    Resposta
  • 17/04/2014 em 23:28
    Permalink

    Não sei como nunca ouvi falar nesse filme…valeu

    Resposta

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