Críticas

Ben & Mickey Contra os Mortos (2012)

É o tipo de produção fadada a exibições em festivais de cinema do gênero, mas que vale uma conferida!

The Battery (2012)

Ben & Mickey Contra os Mortos
Original:The Battery
Ano:2012•País:EUA
Direção:Jeremy Gardner
Roteiro:Jeremy Gardner
Produção:Adam Cronheim, Jeremy Gardner
Elenco:Jeremy Gardner, Adam Cronheim, Niels Bolle, Alana O'Brien, Jamie Pantanella, Larry Fessenden, Kelly McQuade, Eric Simon, Ben Pryzby, Sarah Allen, Nichole Kinnett, Lyles Williams IV, Olivia Bonilla

Existe uma enxurrada de filmes independentes que abordam o universo dos mortos-vivos – é um tema bem aceito pelo público, e bem financeiramente viável de se realizar, além de econômico pelos efeitos e locações – mas a questão é: será que ainda é possível inovar dentro deste tema? É o que o diretor Jeremy Gardner tenta realizar em The Battery.

O filme se passa em um cenário devastado pelos zumbis, onde Ben (Jeremy Gardner) e Mickey (Adam Cronheim) andam sem rumo, procurando suprimentos em casas abandonadas, e passam o tempo treinando lançamentos de beisebol, escutando músicas e fumando. Mickey busca outras pessoas, um lugar para ficar e sobreviver, enquanto Ben, prefere ficar por conta própria, e sempre em movimento, já que tem certeza que, nesta situação, ficar estagnado e assinar sua sentença de morte.

The Battery (2012) (1)

O filme passa boa parte do tempo mostrando belos planos, onde Ben e Mickey caminham por locais desertos, casas abandonadas, campos, estradas, praias – belas imagens acompanhadas de belas canções Indie Rock. O foco do roteiro está no relacionamento de amizade entre Ben e Mickey – jogadores de beisebol, que, segundo Mickey, mal se conheciam, e estão fadados a sobreviver juntos. Os zumbis servem meramente como pano de fundo, tanto que a produção nem se preocupou com a caracterização – além das roupas rasgadas, a maquiagem não passa de manchas de sangue pelos rostos. Jeremy Gardner e Adam Cronheim são carismáticos e estão bem em seus papéis; ambos têm uma sintonia boa que funciona bem. Gardner é o belo exemplo do cineasta independente – além de assinar na produção, o roteiro e a direção, assumiu o papel de um dos protagonistas do filme.

The Battery é um filme até agradável de ver, tem todo um estilo alternativo, típico de filmes independentes, sendo ainda belamente fotografado e bem dirigido, embora tenha faltado um enredo mais inspirado, ser mais instigante e talvez mais ousado. É o tipo de produção fadada a exibições em festivais de cinema do gênero, mas que vale uma conferida.

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2 Comentários

  1. realmente ha filmes independentes que as vezes nos surpreendem

  2. vanessa vasconcelos

    parece interessante.

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