Críticas

Bad Milo! (2013)

Se o século 21 precisa de um novo Basket Case, este é o filme que você está procurando!

Bad Milo! (2013)

Bad Milo!
Original:Bad Milo!
Ano:2013•País:EUA
Direção:Jacob Vaughan
Roteiro:Benjamin Hayes, Jacob Vaughan
Produção:Gabriel Cowan, Adele Romanski, John Suits
Elenco:Ken Marino, Gillian Jacobs, Patrick Warburton, Mary Kay Place, Claudia Choi, Toby Huss, Patrick Warburton, Peter Stormare, Kumail Nanjiani, Steve Zissis, Jake BroderJonathan Daniel Brown, Diana Toshiko

O estresse da vida moderna faz cada vez mais vítimas ano após ano e as preocupações se multiplicam exponencialmente: cobranças no trabalho, contas que se acumulam, problemas familiares, violência nas ruas e um sentimento de opressão constante. Evidentemente com tanta coisa nos ombros, manifestações físicas podem acontecer e derrubar um cidadão.

A história de Duncan Hayslip seria uma como outras tantas do nosso cotidiano, não fosse por um detalhe: sua “manifestação física” trata-se de uma criatura real que vive dentro de si, e que, quando o nível de estresse chega ao limite, ela se liberta para matar seus algozes. Esta é a premissa básica de Bad Milo!, produção dirigida e co-roteirizada pelo estreante em longas Jacob Vaughan, com um elenco cheio de rostos conhecidos dos seriados de TV e que diverte entre absurdos e sangue espalhado por toda parte.

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Duncan (Ken Marino, Veronica Mars) é um pacato contador em uma empresa de serviços financeiros a beira do colapso. Seu chefe, Phil (Patrick Warburton, Seinfeld) impõe sobre ele a tarefa de mandar pessoas embora ao mesmo tempo em que é transferido para um escritório menor, de fato um banheiro, em que ele ainda tem que dividir com seu novo e irritante colega Allistair (Erik Charles Nielsen, Community).

Para se somar a tragédia, o rapaz ainda tem uma família disfuncional com pais divorciados: Sua mãe (Mary Kay Place, Amor Imenso) se casou com um homem chamado Bobbi (Kumail Nanjiani, Franklin & Bash), que é mais novo que o próprio Duncan e adora falar de sua vida sexual, e seu pai fugiu para morar em um local isolado de tudo e todos, vivendo uma vida hippie regada a maconha.

Em um jantar em casa, Duncan e sua esposa Sarah (Gillian Jacobs, Community) são surpreendidos pela mãe de Duncan, Bobbi e um médico especializado em fertilidade chamado Yip (Steve Zissis) – tudo porque ela está impaciente para ter um neto. Após falar tanto sobre prováveis problemas de virilidade do contador e da vida íntima do casal sobre a mesa de jantar, o estômago de Duncan, que já é frágil, dá um nó, o que o força a procurar seu médico, o Dr. Yeager (Toby Huss, King of the Hill).

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O médico é uma toupeira sem tamanho e mesmo após um ultrasom não consegue resolver o problema, porém recomenda que ele procure um terapeuta chamado Highsmith (Peter Stormare, Prison Break), meio louco e cheio de manias e o único que consegue descobrir a causa dos sucessivos incidentes e do porque os inimigos de Duncan começaram a morrer violentamente no que a imprensa acredita ser ataques de um guaxinim raivoso. O terapeuta explica que o contador tem uma criatura vivendo dentro dele, que emerge dolorosamente de seu anus (tanto para sair quanto para entrar), representando a expressão de suas próprias emoções negativas reprimidas. Para Highsmith, a única forma de controlar este monstrinho é resolver seu passado e criando um laço com ele, a começar dando-lhe um nome… Milo.

Apesar das diferenças, a profusão de sangue (a maioria off screen) e a estrutura beirando o pastelão remete muito ao cult Basket Case de Frank Henenlotter e sua ambientação suburbana, além da necessidade de o protagonista criar um vinculo com uma aberração que vive junto de si – embora o conceito traga mais elementos do horror venéreo de David Cronenberg, especialmente de Os Filhos do Medo, o qual o diretor é fã declarado. Com estas boas referências, o diretor diverte com a série de diálogos improvisados e o talento do elenco presente, uma boa amostra pode ser conferida nos erros mostrados nas cenas durante os créditos finais.

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O próprio Milo também merece um destaque a parte, pois consegue ser tão carismática quanto assustadora, lembrando neste aspecto os monstrinhos de Gremilins. Fruto do trabalho do designer Aaron Sims, sempre foi do interesse do diretor que a criatura fosse fisicamente manipulada para dar aos atores “algo para contracenar em cena“; o resultado excelente apresentado põe no chinelo muita porcaria mainstream criada em CGI.

A única ressalva para com a produção é que na tentativa de dar um tom mais descontraído, Jacob Vaughan acabou exagerando em algumas sequências que tem seu choque inicial, porém passam a ser repetitivas e forçadas como todas as vezes que Milo é “acolhido” pela “entrada traseira” de seu dono, até com a ajuda da própria esposa.

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Entretanto são problemas menores se levarmos em consideração a qualidade do restante do trabalho que se não é, e nem tem a menor pretensão de ser, uma obra atemporal alçada ao status de cult como os filmes que reverencia, certamente podemos classificá-lo como um saco de risadas de ponta a ponta, debochado, sangrento, rápido e rasteiro sem cair na armadilha da escatologia gratuita de sua premissa. Para uma coisa que saiu da bunda de alguém, é um elogio e tanto!

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9 Comentários

  1. Paulinha

    Ai ai sai do estômago dele um bicho desse tamanho?????kkkkkkkk só uma m* MSM!

  2. ludoms

    Eu acho que Steve Zissis é muito bom ator sempre trabalhando em projetos divertidos, como sua nova série Togetherness.

  3. Paula

    Que porcaria é essa!kkkkkk

  4. Mk

    É divertido, mas vale mais pela curiosidade do próprio monstrinho, que é o destaque do filme.

  5. vanessa vascocelos

    nem vi ainda,mas vou 😉

  6. Pra ser comparado e dito como o Basket Case da nossa atualidade deve ser muito bom mesmo , mais tenho que ver pra concordar ou descordar sobre essa afirmação dita .

  7. Cristina

    Milo, feio! rs

  8. Essa comparação com Basket Case me interessou mto

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