Críticas

Banshee Chapter (2013)

Com uma excelente ambientação e ótimos efeitos de maquiagem, possui uma história convincente, deixando espaço para a imaginação!

Banshee Chapter (2013)

Banshee Chapter
Original:Banshee Chapter
Ano:2013•País:Alemanha, EUA
Direção:Blair Erickson
Roteiro:Blair Erickson, Daniel J. Healy
Produção:Sean Akers, Christian Arnold-Beutel, Corey Moosa, Stephanie Riggs
Elenco:Katia Winter, Ted Levine, Michael McMillian, Corey Moosa, Monique Candelaria, Jenny Gabrielle, Vivian Nesbitt, William Sterchi, Alex Gianopoulos, J.D. Garfield, Kevin Wiggins, Cyd Schulte

Durante o período chamado Guerra Fria, os Estados Unidos testaram em segredo produtos químicos em sua população no intuito de descobrir drogas capazes de controlar a mente. O projeto MK-Ultra, comandado pela CIA, se utilizava de drogas como mescalina e LSD para serem aplicados durante interrogatórios.

O projeto se manteve secreto até o início dos anos 70, quando uma comissão do senado americano instaurou um inquérito sobre as atividades da CIA. O então diretor da Agência, Richard Helms, ordenou a destruição dos registros das experiências realizadas durante cerca de vinte anos.

Em uma entrevista à TV em 1977, Victor Marchetti, ex-agente da CIA, declarou que mais de trinta universidades – inclusive a prestigiada Harward – haviam participado de testes e experimentos sem o conhecimento real do que estava acontecendo. De lá pra cá a Agência garante que os testes foram abandonados e o projeto foi cercado de mistério e inúmeras teorias, dentre elas algumas bem absurdas, que muitos dizem terem sido plantadas como uma maneira de desviar a atenção do projeto que continua em andamento.

É deste mistério e das inúmeras teorias da conspiração envolvendo o projeto MK-Ultra que Bahshee Chapter, do diretor Blair Erikson – que também assina o roteiro ao lado de Daniel J. Healy – se utiliza para construir sua história.

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No filme, a jornalista Anne Holland (Katia Winter, melhor Scream Queen no Fantaspoa este ano) inicia uma investigação sobre o projeto MK-Ultra após descobrir que seu melhor amigo despareceu após testar em si mesmo as drogas utilizadas em um antigo projeto da CIA. A partir daí, Anne se envolve com teorias da conspiração e forças além do seu controle. Forças vindas de algum lugar muito distante.

Apesar de ser considerado como um filme pertencente ao sub-gênero “found footage”, Banshee Chapter não é um autêntico representante deste estilo. O diretor se utiliza das tais “filmagens encontradas” para dar um aspecto documental ao seu filme. São utilizadas imagens autênticas dos depoimentos de ex-integrantes do projeto, do discurso ex-presidente Bill Clinton pedindo desculpas ao povo americano pelo que seu país fez com a população naqueles idos anos 60 e acrescenta algumas imagens fictícias gravadas de testes feitos durante o projeto.

Amarrando tudo isso, temos o desenrolar da história protagonizada por Anne, que se utiliza da filmagem convencional, mesmo quando ela mesma registra seus passos para documentar a busca pela verdade por trás do desaparecimento de seu amigo. E a verdade é mais estranha do que qualquer teoria poderia conceber.

Blair Erikson se utiliza do universo de H.P. Lovecraft para compor sua história, mais precisamente em seu conto Do Além – que já inspirou o clássico filme homônimo de Stuart Gordon –, onde um cientista cria uma máquina capaz de abrir portais para outras dimensões. A diferença é que aqui a droga retirada de uma parte do cérebro é que abre as portas da percepção para outras realidades.

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Com uma excelente ambientação e ótimos efeitos de maquiagem, Banshee Chapter consegue prender a atenção do espectador com uma história que, mesmo que simples, ainda consegue convencer ao se concentrar nos atos dos personagens, deixando espaço para a imaginação, sem criar explicações mirabolantes ao manter o mistério em torno das histórias envolvendo o projeto MK-Ultra.

O elenco é convincente e Ted Levine (mais conhecido pela série de TV, Monk) se destaca como o escritor Thomas Blackburn, que rouba todas as cenas em que aparece com seu jeito fanfarrão e amargo.

O principal defeito do filme são seus sustos burocráticos. A certa altura do filme o espectador já sabe exatamente quando e como o susto vai sendo construído. São praticamente todos iguais! Sorte de Erikson que ele soube posicionar muito bem estes momentos em pontos-chaves do filme, conseguindo criar tensão mesmo quando sabemos exatamente o que vai acontecer.

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2 Comentários

  1. Felipe Andrade Ceifer

    Achei interessante! vou baixar para conferir.

  2. Thiago MarQs

    Interessante

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