Críticas

O Beijo do Diabo (1976)

Em O Beijo do Diabo podemos encontrar todos os elementos típicos do horror gótico!

O Beijo do Diabo (1976)

O Beijo do Diabo
Original:La perversa caricia de Satán
Ano:1976•País:Espanha, França, Andorra
Direção:Jordi Gigó
Roteiro:Jordi Gigó
Produção:Marius Lesoeur
Elenco:Silvia Solar, Olivier Mathot, José Nieto, Evelyne Scott, Daniel Martín, María Silva, Carlos Otero, Víctor Israel, José Lifante, Moisés Augusto Rocha, Rosa de Alba

Filme europeu de horror, numa produção franco-espanhola de baixo orçamento, que faz parte da coleção Clássicos do Terror, lançada em DVD no Brasil pela Vinny Filmes.

Uma aristocrata falida e praticante de ocultismo, Claire Grandier (Silvia Solar), juntamente com seu amigo cientista com poderes de telepatia, Prof. Gruber (Oliver Matthau), são convidados a realizarem suas experiências no porão de um imponente castelo francês de propriedade do Duque de Haussemont (José Nieto), que tem interesse na comunicação com os mortos. Porém, o objetivo da dupla de novos moradores do castelo é colocar em prática um sangrento plano de vingança contra os aristocratas locais que não ajudaram a evitar a falência de Claire, fato que motivou o suicídio de seu marido. Com a colaboração do cientista telepata, eles criam um zumbi assassino (Jack Rocha) a partir do cadáver de um indigente, que retornou a caminhar entre os vivos graças à união de experiências científicas com regeneração de células e a invocação de poderes ocultos de demônios.

O Beijo do Diabo (1976) (1)

Em O Beijo do Diabo podemos encontrar todos os elementos típicos do horror gótico. A ambientação num castelo repleto de corredores escuros, com um laboratório no porão para as bizarras experiências de um cientista louco, num estilo similar ao Dr. Frankenstein. A presença de um anão como ajudante, as ações de uma criatura zumbi assassina comandada por telepatia, a realização de rituais de magia negra, mulheres nuas desfilando seus belos corpos, a investigação policial das misteriosas mortes, e as perseguições pelos imensos aposentos do castelo e na floresta ao redor. É bem datado, como percebemos nas roupas das mulheres de meados dos anos 70 do século passado, e nos aparelhos médicos do hospital onde são realizados exames numa vítima do monstro.

Renato (2)

Curiosamente, é solicitada a ajuda do demônio Astaroth num ritual diabólico, lembrando fato similar do filme do mesmo ano de 1976, Uma Filha Para o Diabo (To the Devil a Daughter), com Christopher Lee, e de onde retirei a ideia de nome para meu fanzine de horror Astaroth, criado em 1995 e em animação suspensa desde 2008.

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