Voo Noturno (1997)

Voo Noturno (1997)

Voo Noturno
Original:The Night Flier
Ano:1997•País:EUA, Itália
Direção:Mark Pavia
Roteiro:Mark Pavia, Stephen King
Produção:Mitchell Galin, Richard P. Rubinstein
Elenco:Miguel Ferrer, Julie Entwisle, Dan Monahan, Michael H. Moss, John Bennes, Beverly Skinner, Rob Wilds, Richard K. Olsen, Elizabeth McCormick, J.R. Rodriguez, Robert Leon Casey

Richard Dees (Miguel Ferrer, conhecido por papeis menores no cinema e algumas séries de TV) é um repórter inescrupuloso que trabalha para o tabloide Inside View, que baseia suas notícias e variedades exclusivamente em sensacionalismo e exageros, como “Abdução alienígena” ou “Mães que colocam seus filhos no freezer acreditando que são filhos do demônio”, entre outras várias bizarrices. No presente, o editor-chefe do jornal, Merton Morrison (Dan Monahan, o Pee-Wee da cinesserie Porky’s) oferece um novo caso a Dees, onde um misterioso assassino em um avião Cessna Skymaster está fazendo uma trilha de sangue atacando em pequenos aeroportos rurais sem nunca ser pego, ganhando a alcunha de “O Piloto da Noite”. A princípio recusando o convite, Dees acaba cedendo à oferta e acaba se envolvendo perigosamente no caso, com a suspeita de que o piloto da noite seja, afinal, um vampiro!

Assistir a Voo Noturno é sentir-se em casa em se tratando de adaptações de Stephen King. Inspirado em seu conto “O Piloto da Noite” (presente na antologia “Pesadelos e Paisagens Noturnas – Volume 1”), o longa foi produzido pelo veterano Richard P. Rubinstein, conhecido justamente por produzir diversas obras de terror, como Madrugada dos Mortos e várias adaptações de King, como A Maldição, Fenda no Tempo e Cemitério Maldito. Além disso, o próprio Stephen Kingindicou” o nome do diretor e roteirista Mark Pavia para dirigir a adaptação, pois havia adorado seu curta sobre zumbis de 35 minutos, “Drag” (16mm, 1993, que está disponível no Vimeo). Mark Pavia não dirigiria mais nada após este longa, mas o fato é que a combinação inspirada de profissionais deu muito certo, ainda que Voo Noturno permaneça como uma obra bem menos famosa de King.

Voo Noturno (1997) (2)

Beneficiado por uma trilha sonora enervante composta por Brian Keane (ganhador do Emmy), o longa remete a uma atmosfera dos anos 80, embora produzido na década posterior, e, apesar de esquemático, o roteiro escrito por Pavia e seu amigo Jack O’Donnell consegue surpreender sem deixar de ser fiel ao conto, reproduzindo até mesmo as situações e diálogos existentes na história, e enchendo linguiça com qualidade, explorando alguns momentos que já existiam no material original e ainda brindando os fãs de gore com um festival de mortes e mutilações orquestrado pela equipe KNB de Kurtzman, Nicotero e Berger, com direito a um design de vampiro original e assustador. Ainda contam pontos para o filme o desfecho, que mostra um destino diferente para Dees em relação ao conto, mas que não perde nada da essência da obra literária e ainda dá margens para ironia e para interpretações sobre a sanidade do repórter. Um pequeno cult que vale muito a conferida pelos infernautas.

(Visited 96 times, 1 visits today)
Marcus Augusto Lamim

Marcus Augusto Lamim

Um seguidor fiel do cinema em todos seus formatos e gêneros, amante de rock e do gênero fantástico, roteirista amador e graduando em química.

6 comentários em “Voo Noturno (1997)

  • 09/09/2014 em 02:10
    Permalink

    queria muito vê esse filme , parece irado..

    Resposta
  • 06/09/2014 em 15:00
    Permalink

    Sendo uma das adaptações menos aclamadas de Stephen King, The Night Flier é muito bom, possui um andamento característico, que acaba guardando todas as expectativas para o final. Lembrando que a pouca quantidade de grana não fez falta nos efeitos especiais, que aqui foram bem executados.

    Parecido com filmes dos anos 80, Vôo Noturno é dono cenas pesadas, onde decapitações e acidentes são por conta da casa. Uma das cenas que mais chama atenção é a final, onde o saguão do aeroporto vira um cenário perturbador para o personagem Richard.

    Se você procura um bom filme de vampiros em termos de andamento rápido, violência e roteiro simples, Vôo Noturno é a escolha certa. Não espere um filme de adolescentes e se acostume com alguns errinhos causados pela falta de dinheiro.
    NOTA: 4,0 de (0/5)

    Resposta
  • 05/09/2014 em 15:48
    Permalink

    VOO NOTURNO é, sem dúvida, uma das adaptações mais assustadoras – senão, a mais assustadora – da obra de Stephen King.
    É também, a primeira adaptação de King que assisti. Eu tinha 7 ou 8 anos quando vi a capa do VHS, de relance e fiquei curioso, mas, aluguei a fita algum tempo depois. Na época, creio que me arrependi, porque, o filme me assustou muito!!!!!!
    Passei a maior parte do tempo escondido atrás da parede do corredor, só pra não assistir, de tão assustado que fiquei. Uns dois anos mais tarde, aluguei a fita novamente, com pretexto de assistir o filme inteiro. Dessa vez, consegui, mas, quando chegou na sequência dos vampiros no terminal, fiquei morrendo de medo novamente, e não conseguia dormir durante um tempo.
    Agora, vários anos depois, assisto ao filme sem problema nenhum, e repito: é a adaptação mais assustadora de Stephen King.
    Por onde começar a lista de momentos assustadores?
    Talvez, pelo próprio começo, onde somos apresentados ao vampiro logo de cara, com a câmera em seu rosto, envolto pela escuridão; em seguida, temos a sequência no trailer, onde o casal de idosos é massacrado sem piedade nenhuma, principalmente o marido—é uma cena que dá calafrios, porque não vemos nenhum deles ser morto, apenas ouvimos os gritos do homem, as coisas quebrando e seu corpo sendo destruído; depois, as entrevistas com amigos e conhecidos das vítimas, onde, por meio de flashbacks, vemos como elas foram mortas e por fim, a sequência final, no terminal, onde o repórter conhece – e nós também – o vampiro, e vê seu rosto. A sequência, seguinte, em que as vítimas se transformam em vampiros, é o momento alto do filme, o mais assustador, sem dúvida.
    Bem, apenas por isso, VOO NOTURNO seria maravilhoso, mas, não é só por isso. O filme tem vários momentos sem trilha sonora, um ótimo recurso para assustar qualquer um, a fotografia é arrepiante, principalmente nas cenas noturnas e no final do filme, os efeitos especiais deixam qualquer torture-porn no chinelo e a maquiagem do vampiro é simplesmente repugnante e original.
    Aliás, este é o grande atrativo do filme— durante seus 95 minutos, não vemos o rosto do vampiro até os 80 minutos, e, a espera vale muito a pena—ele surge com toda sua fúria e violência, um momento de surpresa para todo nós. O melhor, é, que, na sequência do banheiro do terminal, vemos apenas parte de seu rosto e isso aumenta nossa ansiedade, além de ouvirmos sua voz vilanesca e mórbida, numa sequência sem trilha sonora nenhuma.
    O clima do final do filme, com seus raios e trovões, iluminando o terminal e exibindo a violência do monstro é perfeito para um filme como esse. Ficamos imaginando como ele conseguiu matar todas aquelas pessoas, e como elas devem sofrido…
    Mas, enfim, VOO NOTURNO é um filme de Stephen King completo, do jeito que só ele sabe fazer, com muito suspense, muito sangue e um monstro assustador.
    Totalmente recomendado!!!!!!!

    10/10

    Resposta
    • 07/09/2014 em 19:14
      Permalink

      Meu caro, creio que somos do mesmo tempo, a primeira vez que vi a capa desse filme fiquei igualmente curioso. Não me arrependi de ter alugado pois já era fã de filmes de terror. O filme é uma obra prima. Recentemente conseguir baixar uma versão avi com a qualidade razoável e depois de tantos anos ainda deu um friozinho da barriga.

      Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien