Hellbent (2004)

Hellbent (2004)

Hellbent
Original:Hellbent
Ano:2004•País:EUA
Direção:Paul Etheredge
Roteiro:Paul Etheredge
Produção:Josh Silver, Steven J. Wolfe
Elenco:Dylan Fergus, Bryan Kirkwood, Hank Harris, Andrew Levitas, Matt Phillips, Kent James, Wren T. Brown, Nina Landey, Shaun T. Benjamin

A temática LGBT nunca esteve tão em destaque na mídia nacional. Depois do tão esperado (e sem graça) beijo gay transmitido pela Globo, os holofotes da mídia continuam dando destaque para causas (e casais) gays seja em debates políticos e religiosos além dos constantes casos de homofobia. O cinema de terror sempre tentou adequar suas películas para questões ligadas com a contemporaneidade e, claro, não é raro encontrar personagens gays dentro de títulos de terror.

O problema acaba sendo pela forma estereotipada que estes personagens costumam ser apresentados. Ou então pela insistência de alguns diretores (ou os estúdios) em deixar estes rapazes em cima do muro. Um dos melhores exemplos é o clássico de Hitckcock Festim Diabólico (de 1941) no qual os dois personagens principais são gays embora esta informação jamais seja mostrada de forma direta.

Mais de 60 anos depois de Festim Diabólico, outro filme foi lançado com personagens principais gays. Infelizmente, diferente do clássico de Hitchcock, a obra em questão merece destaque pela forma preguiçosa de narrar sua narrativa em uma trama que se arrasta até seu final mais do que obvio. A película em questão responde pelo título de Hellbent e foi lançada em 2004.

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Imagine um slasher ao melhor estilo Sexta-feira 13 (neste caso, as piores sequências). Vamos ter a mocinha recatada, a safada, a feia, o atleta, o nerd… E claro, um assassino mascarado psicopata. Imaginou? Agora transforme todos estes personagens em gays e você terá Hellbent. Lembrando que estamos falando das piores sequências dos slashers.

A trama acontece no tradicional Halloween. Um grupo de amigos gays com seus 20 e poucos anos está se preparando para uma noite de festas ignorando o fato de um casal gay ter sido morto no dia anterior e a polícia não ter pistas do assassino. O grupo é composto pelo tímido Eddie, pelo nerd Joey, pelo maníaco sexual Chaz e pelo festeiro Tobey. Fantasiados, os quatro amigos vão para a balada e nem é preciso ser muito expert em slashers para saber que, após se separarem, o assassino vai entrar em ação para abater o grupo. Sobra o mocinho (final boy) e seu namorado em potencial até o improvável embate final com o assassino.

Hellbent (2004) (2)

A direção de Paul Etheredge é de uma falta de criatividade impressionante. O filme não anda, se arrasta e as situações são as mais óbvias possíveis. Nem quando tenta criar algum suspense, o filme acerta. As mortes também não oferecem nada que já não tenha sido feito em tantos filmes anteriores. O que sobra? A temática gay mas que aqui é tão estereotipada que chega a soar forçada dentro da trama.

Além disso, o filme foi divulgado como contendo fortes cenas gays. Puro marketing já que tirando alguns poucos beijos, Hellbent tem apenas homens vestidos de couro e / ou afeminados. Mais clichê impossível. E para fechar com chave de ouro, o que falar do vilão? Com uma máscara de diabo, trata-se claramente de um dos piores vilões de slashers de todo os tempos. Existem poucos momentos onde é possível tentar aprofundar algo com este assassino dentro da história como quando um dos amigos está vestido de mulher e se aproxima dele.

Hellbent (2004) (4)

Assim, o resultado de Hellbent é tão frustrante que chega a ser decepcionante. Etheredge poderia ter feito algo que se não fosse inovador, ao menos funcionasse como obra fílmica. Em matéria de terror, o melhor a fazer com Hellbent é esconder este filme dentro do armário, fechar a porta e nunca mais deixar ele sair de lá.

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Filipe Falcão

Filipe Falcão

Jornalista com Mestrando em Comunicação. Fã de Cinema, mas com gosto especial para filmes de Terror. Para ele, o gênero vai muito além de sangue e morte.

Um comentário em “Hellbent (2004)

  • 06/10/2014 em 13:20
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    Eu já tinha ouvido falar desse filme, mas não achei que fosse verdade. Se eles quisessem mesmo fazer um slasher com personagens gays, eles não precisavam fazer o filme girar apenas em torno disso; eu nunca assisti um filme de terror com homens gays, apenas lésbicas, e na maioria das vezes isso só serve para mostrar duas mulheres se pegando.

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