O Gato de Botas Extraterrestre (1990)

O Gato de Botas Extraterrestre (1990)

O Gato de Botas Extraterrestre
Original:O Gato de Botas Extraterrestre
Ano:1990•País:Brasil
Direção:Wilson Rodrigues
Roteiro:Jacob Grimm, Wilhelm Grimm, Rubens Francisco Luchetti
Produção:Wilson Rodrigues, Rodri J. Rodriguez
Elenco:Maurício Mattar, Heitor Gaiotti, Flávia Monteiro, Felipe Levy, Carmen Silva, Tony Tornado, Joffre Soares, José Mojica Marins, Zezé Motta

Quem viveu a Era de Ouro das videolocadoras brasileiras deve lembrar bem do nome Wilson Rodrigues. Através da sua empresa, a WR-Filmes Ltda., este mineiro de Belo Horizonte radicado em São Paulo distribuiu um montão de tralhas hoje dificílimas de encontrar mesmo lá fora, como a ficção científica pós-apocalíptica 1999 – O Sobrevivente do Fim do Mundo, de Michael Shackleton, o drama de guerra Mergulhando Para o Inferno, de Shûe Matsubayashi, e o anime Terror em Love City, de Kôichi Mashimo.

Mas Wilson Rodrigues também dirigiu e produziu seus próprios filmes. Começou com pornochanchadas (A Dama do Sexo, Meu Primeiro Amante), mudou para o sexo explícito quando o pornô estava dando dinheiro (Masculino… Até Certo Ponto, em 1986), e tentou limpar o currículo especializando-se em produções voltadas ao público infantil. “É a primeira vez que se tem a chance de produzir um vídeo especialmente dedicado ao público infantil, que tem poucos títulos brasileiros à sua disposição“, declarou Wilson em reportagem da época.

O resultado da iniciativa foram duas produções baratas baseadas em contos de fadas, produzidas originalmente para o mercado de vídeo, mas também exibidas em alguns cinemas: No Mundo da Carochinha Volume 1 – Chapeuzinho Vermelho e No Mundo da Carochinha Volume 2 – Joãozinho e Maria, ambas de 1986. José Mojica Marins, o Zé do Caixão, trabalhou na supervisão de Chapeuzinho Vermelho, e Rubens Francisco Lucchetti, roteirista de vários filmes de Mojica e de Ivan Cardoso, ficou responsável pelas adaptações.

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Surpreendentemente, os dois filmes deram um bom retorno financeiro, e Wilson resolveu investir a grana que lucrou com eles numa produção melhorzinha, em sociedade com Rodri J. Rodriguez. Só que sonhou um pouquinho alto demais, achou que era Steven Spielberg e torrou todo o dinheiro num filme brasileiro com pretensões hollywoodianas (só pretensões). Em resumo, foi assim que nasceu O Gato de Botas Extraterrestre, terceira obra da série No Mundo da Carochinha, mas lançada diretamente em VHS sem esta alcunha, como se fosse uma produção independente.

Rubens Lucchetti novamente ficou a cargo da adaptação, dessa vez da fábula O Gato de Botas (Le Chat Botté, no original), do francês Charles Perrault (1628–1703). Esta história popular foi publicada originalmente no volume conhecido como Histórias da Mamãe Gansa (Les Contes de ma Mère l’Oye), em 1697. Anos depois, no século 19, os Irmãos Grimm escreveriam sua própria versão de O Gato de Botas, mas sem nenhuma mudança marcante na trama já conhecida.

Na versão original dos contos de fadas, O Gato de Botas narra a história dos três filhos do finado proprietário de um moinho. O mais velho herda o moinho, o irmão do meio herda os cavalos, e o mais jovem fica com o inofensivo gatinho que pertencia ao pai. Só que não é um felino normal: o “Gato de Botas” do título anda em duas patas, fala e se comporta como gente (sem que ninguém estranhe o fato), e, entristecido com a pobreza do seu novo dono, arma um complicado esquema para que ele se case com a bela princesa do reino.

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Pelos próximos dias, o Gato de Botas caça coelhos e gansos e os entrega ao rei como se fossem presentes do “Marquês de Carabás“, de quem seria súdito. Repete isso tantas vezes que o rei e a rainha ficam encantados com a generosidade do nobre que sequer existe. Aí o gato malandro coloca seu dono no golpe durante um passeio de carruagem do rei, fazendo o rapaz identificar-se como o tão comentado marquês e fingindo que foi assaltado.

E a mentira vai ficando cada vez mais complexa: para que o rei acredite que seu humilde dono é mesmo um nobre, o Gato de Botas sai em disparada pelo reino inventando mentiras, convencendo fazendeiros a dizerem ao rei que suas terras pertencem ao fictício “Marquês de Carabás“, e até matando um malvado Ogro que vive na região para apoderar-se do seu castelo, que passa a ser o castelo do marquês de mentirinha. No final, o rapaz pobretão que se fingia de nobre ganha a mão da princesa em casamento e vira príncipe de verdade, enquanto o mentiroso Gato de Botas diverte-se com sua nova vida entre a realeza.

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Para a adaptação brasileira, Wilson Rodrigues contratou um elenco repleto de nomes famosos e/ou conhecidos, quase todos oriundos do elenco da Rede Globo na época. O fazendeiro e falso Marquês de Carabás, por exemplo, é interpretado por um jovem Maurício Mattar, então astro das novelas da Globo graças ao João Ligeiro de Roque Santeiro.

Sua princesa é a ninfetinha Flávia Monteiro, que alguns anos antes, em 1987, tinha provocado polêmica por interpretar uma espécie de Lolita em A Menina do Lado, protagonizando cenas ousadas com Reginaldo Farias. Na época do filme, ela integrava o elenco da novela das oito Vale Tudo.

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Já o papel do Gato de Botas, que já havia sido interpretado pelo oscarizado Christopher Walken numa adaptação mequetrefe da Cannon Films (e depois seria dublado por Antonio Banderas na série Shrek), ficou com Heitor Gaiotti, figurinha carimbada dos filmes de ação baratos de Tony Vieira (como Tortura Cruel e O Último Cão de Guerra).

Ironicamente, Gaiotti era conhecido pelo apelido de “Gato“, e talvez por isso tenha sido convidado a interpretar o personagem. (Alguns podem achar engraçado e “politicamente incorreto” um ator de pornochanchada interpretando um clássico personagem infantil, mas é bom não esquecer que o eterno Papaco Fernando Benini hoje está no elenco da novela Carrossel!)

O Gato de Botas Extraterrestre começa com a então garota-propaganda do Leite de Aveia Davene, Tônia Carrero, no papel de uma simpática vovó contando uma história para a netinha dormir. Ela pega o livro do “Gato de Botas“, e então começa a encenação da história, seguindo fielmente o original de Perrault (embora os créditos iniciais informem que o roteiro de Lucchetti baseou-se na versão dos Irmãos Grimm).

Além dos nomes já citados, Felipe Levy (célebre figurante do programa Os Trapalhões e ator em tralhas como A Rota do Brilho) interpreta o rei, e a atriz gaúcha Carmem Silva a sua rainha. Tony Tornado aparece como um dos guardas do palácio, Joffre Soares é o feiticeiro malvado Mago Mau (substituindo o Ogro da história original), e há pequenas participações de Zezé Motta e José Mojica Marins como vítimas do feiticeiro malvado. Mojica aparece vestido como Zé do Caixão, mas identifica-se como “Príncipe Renini“, um jovem enfeitiçado para ficar com a aparência do Zé do Caixão, na única tirada divertida da adaptação.

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O produtor Wilson (que faz uma ponta lendo o testamento dos três irmãos no início do filme) não poupou esforços para dar o ar de “superprodução hollywoodiana” que tanto sonhava ao seu filme. Além de filmar parte das cenas em Monte Verde (MG) e na cidade gaúcha de Gramado – onde também foram aproveitadas as miniaturas de castelos do parque temático Mini Mundo para as externas do reino do conto de fadas -, Wilson encomendou a máscara do Gato de Botas ao Burman Studio, em Hollywood.

Você não leu errado: “oBurman Studio, aquele mesmo responsável pelos licantropos de A Marca da Pantera e O Garoto do Futuro, pelo Sloth de Os Goonies, e indicado ao Oscar de Melhor Maquiagem pelas assombrações da comédia Os Fantasmas Contra-Atacam (1988). A máscara do gato realmente é bem expressiva, e deve ter comido a maior parte do orçamento, mas sozinha não salva o filme. (Para não ser injusto, a caracterização de Joffre Soares como feiticeiro malvado também é muito boa.)

E se a produção segue fielmente o original de Perrault/Irmãos Grimm (descontando, é claro, a introdução com a vovó e sua netinha, e o bruxo no lugar do ogro), por que diabos o título é O Gato de Botas Extraterrestre?

Aí é que está o problema: para tentar dar uma ar mais “moderno” à fábula, já que as crianças do final dos anos 80 foram educadas mais por Spielberg e George Lucas do que pelos velhos contos de fadas, Lucchetti resolveu dar uma origem alienígena ao Gato de Botas, o que talvez explique o fato de o gato andar, falar e comportar-se como ser humano – embora no filme, como na fábula original, ninguém nunca estranhe esse comportamento.

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O problema é que o produtor Wilson deve ter ficado sem dinheiro na hora de filmar as cenas que explicam essa origem alienígena. Portanto, não espere por cenas com o Gato de Botas em seu planeta cheio de outros Gatos de Botas inteligentes e malandros, recebendo a missão de ir à Terra ajudar o pobre fazendeiro. O máximo de “extraterrestre“, para justificar o título absurdo do filme, são takes totalmente gratuitos de uma nave espacial em formato fálico no espaço (sua construção é creditada a “Alex Miller“), enxertados sem muito critério no meio da narrativa.

E a conclusão também traz um toque mínimo de ficção científica, quando revela-se que o tal “Gato de Botas Extraterrestre” na verdade é um robô! O personagem fica paralisado enquanto caminha pelo campo, como se as pilhas tivessem acabado, e foi isso mesmo que aconteceu! Então a tal nave em formato fálico aproxima-se da órbita da Terra, um alienígena vestido de preto estilo Darth Vader sai dela e troca as baterias do Gato de Botas, que volta a andar todo serelepe. The end!

Em resumo, a natureza “extraterrestre” do Gato de Botas não acrescenta absolutamente nada de novo à fábula, e a trilha sonora roubada de Blade Runner – O Caçador de Andróides, repetida ad nauseam ao longo do filme, também falha em dar qualquer tom de ficção científica ao produto final. Lá pelas tantas, também entram trechos da 9ª Sinfonia de Beethoven, talvez porque os realizadores tenham ficado com vergonha da repetição da música de Blade Runner.

Misteriosamente, os créditos iniciais indicam Jorge Mello como autor da trilha sonora do filme, mas não consegui perceber nenhuma música original além das chupadas de Blade Runner e de Beethoven. De qualquer jeito, faz-se a menção.

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Se os toques de ficção científica não acrescentam nada de novo, Lucchetti tampouco parece interessado em mexer no texto original, adaptado praticamente na íntegra. Não há espaço para que os poucos personagens novos, como o príncipe enfeitiçado para ter a cara do Zé do Caixão, ou mesmo o bruxo malvado, possam fazer algo para justificar suas existências.

O guarda do rei interpretado por Tony Tornado em certos momentos parece suspeitar da idoneidade do Gato de Botas, mas nem a este personagem é dado qualquer espaço para crescer e mostrar serviço. Por isso, na maior parte de O Gato de Botas Extraterrestre só vemos Heitor Gaiotti correndo para cá e para lá com suas mentiras e Maurício Mattar andando de carruagem com Flávia Monteiro e Carmen Silva, ele com cara de bunda, elas com cara de paisagem – quem sabe pensando “Por que diabos fui me meter nessa furada?“.

Particularmente, acho bem triste o fato do roteiro de Lucchetti preferir manter a ambientação do conto original num “reino de conto de fadas“, com os poucos e dispensáveis toques de ficção científica, ao invés de “abrasileirar” a trama, fazendo, quem sabe, uma adaptação contemporânea do Gato de Botas aqui no Brasil, e não num reino mágico de conto de fadas.

Afinal, se a fábula de Perrault pode ser interpretada como um elogio à esperteza, por outro lado também incentiva e glorifica a mentira: o que o Gato de Botas faz não deixa de ser o popular “conto do vigário“, enrolando o rei e a rainha para que entreguem a mão da sua filha a um fazendeiro pobretão que se finge de nobre.

Portanto, sendo o Gato de Botas um personagem tão “171“, parece ter nascido para estrelar uma adaptação feita no Brasil, o notório país dos malandros que querem levar vantagem às custas dos outros. Numa adaptação contemporânea da fábula, o felino poderia ter se transformado num personagem estilo Zé Carioca, e sem princesas e castelos.

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Mas Wilson Rodrigues e Rubens Lucchetti preferiram uma adaptação mais tradicional, e os ridículos elementos de ficção científica parecem ter sido inseridos no fim das filmagens. Ao mesmo é a essa conclusão que se chega na pesquisa por reportagens antigas sobre a produção, que ainda era chamada apenas de O Gato de Botas. Não duvido que a sub-trama com a origem extraterrestre do personagem tenha sido acrescentada depois para tornar o filme mais atrativo à molecada, o que também justificaria as poucas cenas com esse tema.

No conjunto, O Gato de Botas Extraterrestre é um desastre. Não há história para mais do que um curta-metragem de meia hora, e curiosamente os episódios anteriores de No Mundo da Carochinha ficavam nessa metragem, entre 40 e 50 minutos. Mas este aqui preferiram transformar em longa, com intermináveis 85 minutos! Não há a menor noção de ritmo e nem um mínimo de edição (cada take dura uma eternidade).

Como não havia história para contar (a própria fábula em que se inspira é bem curtinha), a solução foi enrolar com inúmeras e intermináveis cenas de cavaleiros galopando, com loooooooooongas cenas dos personagens caminhando de ponto A para ponto B, ou ainda a festa de casamento da princesa com o “Marquês de Carabás” no final, filmada como se fosse um autêntico vídeo de festa de casamento da vida real – ou seja, com cenas longas e arrastadas de pessoas comendo, dançando e se divertindo.

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O excesso de astros e estrelas, efeitos hollywoodianos e pompa de O Gato de Botas Extraterrestre cobrou seu preço, e o diretor/produtor Wilson Rodrigues teria ido à bancarrota. Pelo menos foi o que explicou o roteirista Lucchetti em entrevista de 2000: “Wilson investiu todo o seu dinheiro numa superprodução, que, apesar de não ficar devendo nada às fitas hollywoodianas, levou a WR-Filmes à falência“.

O filme sequer chegou aos cinemas, como os dois volumes anteriores da série No Mundo da Carochinha, saindo direto em vídeo. E se a data oficial da produção é 1990, aparenta ter sido filmado pelo menos dois anos antes (provavelmente ficou emperrado pelos problemas financeiros e de distribuição).

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O curioso é que os créditos iniciais do filme estão em inglês (o título inclusive ficou The Extra-Terrestrial Cat in Boots!!!), porque a ideia de Wilson e cia. era lançá-lo nos cinemas disputando espaço e público de igual para igual com os blockbusters de Hollywood. “Nosso Gato de Botas vai enfrentar Spielberg“, dizia a manchete “só um pouquinho” exagerada de um jornal da época da produção.

Só que o inglês do cara que fez os títulos não era tão bom assim, e deixou passar algumas pérolas. O montador Walter Wanny, por exemplo, virou o responsável pela “ediction” (!!!), palavra que nem existe na língua inglesa (o correto seria “montage“, ou “film editing by“); o co-produtor Rodri J. Rodriguez virou “The Rodri Group” (!!!); e os agradecimentos nos créditos finais são identificados pela cartola “Thankfulness” (!!!).

Wilson Rodrigues ainda insistiu e tentou fazer um quarto No Mundo da Carochinha em 1994, novamente com roteiro de Rubens Lucchetti, e dessa vez com apresentação de Mojica. Algumas cenas chegaram a ser filmadas, mas a produção foi cancelada pelas dificuldades financeiras do produtor, e porque o próprio cinema brasileiro vivia tempos muito difíceis pré-Retomada.

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Ignorado na época de seu lançamento, O Gato de Botas Extraterrestre logo ganhou uma sobrevida entre os admiradores de filmes trash. Afinal, não é todo dia que você Maurício Mattar como príncipe assessorado por Heitor Gaiotti com uma máscara de gato, e Tony Tornado e Zé do Caixão fazendo parte do mesmo elenco!

E eu não consegui descobrir se o filme chegou a ser lançado no exterior, mas, por mais inacreditável que isso soe, existem reproduções do pôster original do filme para vender em sites como Amazon e Moviegoods! Não consigo imaginar quem em sã consciência seria maluco o suficiente para adornar seu quarto ou sala de estar com um pôster de O Gato de Botas Extraterrestre

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Mas, a julgar pela quantidade de gente talentosa/famosa que se envolveu nessa canoa furada, e à quantidade de linhas que o demente aqui escreveu sobre o filme, o que mais tem nesse mundão é gente maluca…

PS: Um dos assistentes de direção foi Custódio Gomes, que já havia lidado com “extraterrestres” antes, mas num filme com teor bem menos infantil: o pornô Aguenta Tesão – O ETesão!

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Felipe M. Guerra

Felipe M. Guerra

Jornalista por profissão e Cineasta por paixão. Diretor da saga “Entrei em Pânico…”, entre muitos outros. Escreve para o Blog Filmes para Doidos!

3 comentários em “O Gato de Botas Extraterrestre (1990)

  • 20/09/2017 em 16:39
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    A vá… Serio que EXISTE ESSE FILME chamado o “ETsão”????????????

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  • 25/06/2015 em 18:41
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    Oi! massa seu texto. sabes de algum link para baixar o filme?

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  • 21/11/2014 em 19:22
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    Esse diretor Wilson Rodrigues, lá pelos fins dos ’90, veio à minha cidade para ministrar um curso de teatro e pagar suas contas que, pelo visto, deviam ser altas, tal o fiasco da produção canhestra objeto desta matéria. Um senhor de uma arrogância do tamanho de sua pretensão, maltratando os jovens que se apresentaram para o teste. Pelo que me consta, nem rolou o curso e nem sei se o sujeito devolveu o dinheiro dos escolhidos.

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