Críticas

Aniversário Macabro (1972)

“Para evitar ficar chocado, repita o tempo inteiro: ‘É apenas um filme! É apenas um filme! É apenas um filme!'”

Aniversário Macabro (1972)

Aniversário Macabro
Original:The Last House on the Left
Ano:1972•País:EUA
Direção:Wes Craven
Roteiro:Wes Craven
Produção:Sean S. Cunningham
Elenco:Sandra Peabody, Lucy Grantham, David Hess, Fred J. Lincoln, Jeramie Rain, Marc Sheffler, Richard Towers, Cynthia Carr, Ada Washington, Marshall Anker, Martin Kove, Ray Edwards

“É apenas um filme! É apenas um filme!”

Todos já ouviram falar de Last House on the Left (no Brasil, Aniversário Macabro). A maioria, ouviu falar coisas terríveis sobre ele. Por exemplo, que é um dos filme mais sádicos já feitos, ou mais cruéis, ou mais violentos, e por aí vai… Por isso, leiam com bastante atenção a seguinte frase:

Eu não vi ‘Last House on the Left’ várias vezes… Eu nem me lembro a última vez que vi, mas faz muito tempo. É um filme muito pesado e sinistro, e não é daquele tipo que a gente sente prazer em ver num sábado à noite. Mas muitas vezes as pessoas me dizem ‘Este é o seu melhor filme’, ou ‘É o seu filme mais emocionante’. Não sei… Ele é tão cru e horrível… Você sabe, não é aquele tipo de filme que eu vou sentar e assistir com prazer.

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Sabem de quem é a frase acima??? Do próprio diretor de Last House on the Left, Wes Craven, aquele mesmo cineasta que de transgressor e violento passou a comercial nos anos 90 com a trilogia Pânico (e, milagrosamente, tornou-se enfim um cineasta de sucesso). Mas essa é outra história…

Logo, o que imaginar de um filme quando o próprio diretor diz que ele é “muito cru, violento e forte“??? E que não aguentou (ou não quis) ver o próprio filme muitas vezes???

Pois pode esperar pelo pior. “A Última Casa à Esquerda” (a mais correta tradução para o título original) é um daqueles filmes muito fortes, sádicos e escatológicos, que você assiste mais para conhecer do que verdadeiramente para gostar. Na mesma linha de, digamos, Cannibal Holocaust, do italiano Ruggero Deodato, e A Vingança de Jennifer (I Spit in Your Grave), que narra uma história de humilhação, violência e vingança semelhante à da obra de Craven.

Todos os três, e também muitos outros exemplos que podem ser citados, são filmes cercados de polêmica. Seu valor histórico para o cinema de horror é inegável, mas é mais fácil achar detratores e pessoas malhando estas obras do que particularmente elogiando ou enaltecendo-os como “clássicos“.

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“KRUG, SE VOCÊ NÃO PARAR AGORA, ALGUÉM VAI SER MORTO!!!” (Junior)

A primeira vez que vi Last House on the Left foi em 1993. Já conhecia a má fama da produção graças a um guia de vídeos lançado pela SET e pelo popular guia/dicionário da Nova Cultural. Resenhas das duas publicações já avisavam que era um filme forte e não indicado para todos os públicos. O guia da Nova Cultural era ainda mais crítico: “A julgar por este trabalho escatológico, fica difícil acreditar que Wes Craven pudesse ter outra chance no cinema“. Assim, assisti Last House… com a pior das expectativas.

E, confesso, não gostei nem um pouco do filme.

Algo naquela ciranda de tortura e humilhação não me agradou…

A segunda vez foi um pouco mais crescido, em 1999, quando encontrei a cópia nacional lançada pela Argovídeo em um sebo, a míseros R$ 1,99 (que consideração com os clássicos do horror!!!). Aí é que finalmente percebi que o filme tem, sim, suas qualidades e é uma obra inegavelmente importante, que resume bem tudo que foi feito naqueles sangrentos anos 70 – a melhor época para os fãs de horror, juntamente com o início da década de 80.

Finalmente, revi em um VHS gravado sob encomenda, com a versão em DVD do filme lançada nos Estados Unidos. E foi quando comecei a respeitar Last House on the Left, graças à imagem melhorada (a da cópia nacional é escura é horrenda) e à ausência de cortes: são 84 minutos, como o filme foi lançado nos cinemas em 1972, e não 79 minutos, como a cópia lançada no Brasil pela Argovídeo.

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Além disso, o DVD americano tem algumas cenas inéditas, que não puderam ser editadas em meio ao filme porque o registro de som foi perdido. Estes chamados “out-takes” incluem uma das cenas de assassinato mais grotescas da história do cinema, que felizmente foi cortada do filme (volto a este citar este assunto mais tarde).

Resumindo: Last House on the Left é um filme que, inegavelmente, deve ser visto pelo menos duas vezes, gostando ou não gostando da primeira. Talvez o detalhe seja justamente esse: não é um filme feito para gostar. Afinal, que tipo de pessoa sã e em pleno uso de suas faculdade mentais acharia divertido ver uma hora e vinte e quatro minutos com duas garotas sendo estupradas, torturadas e mortas, e depois a vingança ensandecida de seus pais contra os assassinos???

É, isso sim, um filme feito para chocar, para assustar, um espetáculo forte, sem humor e sem poupar o estômago do espectador. Em sua melhor forma de diretor iniciante, Wes Craven comanda o espetáculo sem freios, com tensão e violência crescentes. E é aí que Last House on the Left encontra seu valor: quando você o assiste sabendo que não vai gostar, sabendo que vai sentir nojo e repulsa de toda aquela violência desmedida, sadismo e brutalidade, sabendo que nada ali é engraçado ou satírico, só então você percebe que o filme cumpre totalmente seu objetivo. Ou seja: ele deixou você completamente chocado e desconfortável durante todo o tempo de projeção. Você pode gostar e pode não gostar (o mais provável), mas com certeza não ficará indiferente ao “espetáculo“.

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Produzido por Sean S. Cunningham (diretor e produtor do primeiro Sexta-feira 13), Last House on the Left começa com uma tela preta e, em letras garrafais, as tétricas palavras avisando que o filme foi baseado em um fato verídico e que os nomes das vítimas e lugares foram trocados. É mentira, lógico. Mas ocorrências como a mostrada no filme podem acontecer de verdade na vida real o tempo todo – e devem acontecer mesmo coisas até piores. O que colabora para tornar a obra de Craven ainda mais assustadora e “real“.

“ABRA A BOCA, POR FAVOR. NÃO SE MEXA. ASSIM…” (dr. Colingwood)

Um close em uma caixa de correio apresenta a família Collingwood, que mora na tal última casa à esquerda em uma pequena cidade americana. E um caricato carteiro chega trazendo cartas e falando sozinho, somente para informar ao espectador que a família tem uma filha única, adolescente, charmosa e irresistível chamada Mari.

Corta para Mari Colingwood (Sandra Cassel) no chuveiro e entram os créditos iniciais de Last House on the Left, entregando logo nos cinco primeiros minutos uma cena de nudez.

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Mari vai completar 18 anos e seus pais lhe preparam uma grande festa. Mas a jovem comete o erro fatal de sair com a amiguinha Phyllis (Lucy Grantham) para um show de rock na cidade. Tudo num clima “hippie” e muito “paz e amor“. Lembrem-se, estamos no começo dos anos 70!

Antes do show, elas resolvem comprar maconha na periferia. Por azar, vão topar justo com um quarteto de sádicos criminosos, formado pelo terrível Krug Stillo (David Hess, em forte interpretação; foi deste personagem que Craven tirou o nome Freddy Krueger), seu filho demente Junior (Marc Sheffler), o psicopata Fred “Weasel” Podowski (Fred J. Lincoln) e a maluquinha Sadie (Jeramie Rain), namorada de Krug.

O filme apresenta o grupo da maneira mais caricata possível, tentando realçar sua maldade. Krug, por exemplo, aparece pela primeira vez estourando o balão de uma criança com seu charuto (o garoto é filho do diretor Craven, Jonathan). Enquanto isso, Weasel (ou “Rizo“, conforme foi erroneamente traduzido nas legendas usadas no Brasil) limpa o tambor de seu revólver enquanto escuta rádio. O narrador informa para o espectador sobre os quatro psicopatas foragidos, dizendo que Krug é assassino de padres e freiras e que Weasel é molestador de crianças e assassino. Belos personagens, hein?

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Mas quando finalmente o quarteto entra em ação, percebemos que de caricatura o filme não tem nada. Os bandidos não são engraçadinhos e não fazem piadas, tudo que eles querem é morte e destruição.

Marque no relógio: aos 15 minutos de duração, o filme abandona qualquer traço de humanidade, qualquer sentimento, qualquer tentativa de suavizar os acontecimentos subsequentes. O clima “paz e amor” e “hippie” é deixado de lado para dar lugar à barbárie.

Totalmente selvagens, Krug e Weasel fazem as duas meninas “inocentes” de reféns e aí começa o horror. Após uma noite de violência sexual, as garotas são levadas como reféns no porta-malas do carro dos bandidos. Entretanto, enquanto eles estão na estrada, problemas no motor obrigam o grupo a parar.

Tendo que continuar a pé, eles resolvem que as reféns só vão complicar as coisas, e por isso precisam livrar-se delas. Ironicamente, estão bem próximos da casa da família Colingwood, que neste momento contata a polícia em busca de informações sobre o paradeiro das duas jovens.

Como se não sentisse qualquer piedade pela sua dupla de personagens, Craven faz com que elas sofram uma ciranda de estupro, humilhações e torturas bárbaras que toma praticamente os primeiros 50 minutos de filme. Quando Phyllis tenta fugir, ela é implacavelmente apunhalada e mutilada por Krug, Sadie e Weasel, enquanto Junior toma conta de Mari. O brutal assassinato culmina com uma rápida cena onde vemos Sadie colocando a mão no peito aberto a facadas da moça morta. São apenas dois segundos, o que deixa o espectador pensando que a tesourinha da censura passou por ali.

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E foi exatamente o que aconteceu! Neste ponto entram as cenas cortadas que eu tinha falado antes, presentes no DVD americano do filme. Com a intenção de mostrar como não foi “nada bonito” o que os bandidos fizeram, Craven teve a ideia de mostrar os assassinos brincando com os órgãos internos de Phyllis, arrancados de seu peito dilacerado a punhaladas. E assim, em uma cena sem frescura, totalmente explícita e hardcore, vemos Sadie arrancar os intestinos e o fígado do peito da garota – algo que lembra as picaretagens feitas pelos italianos em filmes como Cannibal Ferox.

Com este brutal acontecimento, aparentemente, os três criminosos percebem o quanto foi desagradável o que fizeram. Olhando para as roupas e as mãos cobertas de sangue, eles vêem que foram longe demais e que simplesmente não podem deixar Mari viver. Apesar de ela ter tentado presentear Junior com seu colar (presente de aniversário dos pais), para que o rapaz a ajudasse a fugir, Krug chega antes e a mata com tiros de revólver.

Ironicamente, tudo isso acontece no dia do aniversário de Mari. E mais ironicamente ainda, os quatro malucos são obrigados a pedir ajuda justamente na última casa à esquerda, a casa da família Colingwood, onde encontram os desolados pais da adolescente. São recebidos com toda hospitalidade, convidados a jantar e a dormir na casa, o que não deixa de provocar náusea no espectador, sabendo que os algozes são recebidos como visitas agradáveis pelos pais de uma de suas vítimas!

Não demora para que o dr. William Colingwood (Gaylord St. James) e sua esposa Estelle (Cynthia Carr) descubram que aqueles estranhos são os assassinos de sua amada filhinha – o colar de Mari, que Junior guardou e usa no pescoço, denuncia o acontecido. O casal corre para a floresta e encontra o cadáver da garota. Aqueles assassinos não poderiam escapar impunes…

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Aí a vingança vem com mais uma insuportável dose de violência e crueldade, incluindo um assassinato com motosserra mostrado dois anos antes do famoso O Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hooper, lançado em 1974 – e popularizando o uso da ferramenta em filmes de horror. E, também, uma violentíssima cena de violência sexual, onde um homem é castrado durante uma rápida sessão de sexo oral. Argh!

“EU QUERO QUE VOCÊ MIJE NAS CALÇAS, AGORA!” (Krug)

Last House on the Left é um filme que jamais, de forma alguma, seria feito nos tempos atuais, onde o cinema passa por uma fase de “suazivar” tudo relativo à violência, especialmente contra jovens e especialmente da forma dramática e realista como retratada no filme de Craven. Se fosse feito hoje, provavelmente o roteirista daria um jeito de Mari escapar da morte e voltar para desferir o golpe final em Krug no final…(N.E.: algo que quase aconteceu realmente no remake A Última Casa)

Mas nos anos 70, quando os Estados Unidos viviam uma onda de pessimismo como nunca, e o “sonho americano” dava mostras de ter se transformado em pesadelo (graças à Guerra do Vietnã, ao escândalo Watergate e outros fiascos da época), filmes furiosos, nus e crus eram comuns.

Por isso, Craven e o produtor Cunningham encontraram as condições ideais para fazer seu pequeno clássico bizarro. Mas não escaparam da censura. Quando levaram o filme pela primeira vez à MPAA – a entidade responsável por liberar os filmes para exibição -, conseguiram uma certificação X, a mesma de filmes pornôs, ou seja, só para adultos.

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De olho em uma censura mais branda, para que mais gente fosse ao cinema ver o filme, Craven cortou dez minutos de violência e reapresentou a produção à MPAA. Mas eles continuaram taxando Last House on the Left como “X-Rated“. Desesperado, o diretor cortou mais 10 minutos, totalizando 20 minutos de cortes. Ainda assim, a MPAA pressionava com a certificação X.

Assim, restou a Craven e Cunningham burlar a lei. Eles colocaram de volta boa parte das cenas cortadas e usaram uma certificação “R” dada originalmente ao filme de um amigo deles, podendo lançar o filme nos cinemas com entrada liberada para menores de 18 anos, desde que com permissão dos pais. A mutreta foi contada pelos dois animadamente em uma entrevista.

Olhando por outro lado, e tirando o realista aspecto documental do filme (cujo amadorismo geral da direção até ajuda, na criação de um clima de “vida real“), a mensagem é meio óbvia e forçada: os pais não se igualam aos assassinos ao usar os mesmos métodos brutais que os carrascos de sua filha?

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Craven tenta fazer graça da situação (sem conseguir, obviamente) ao colocar na trama uma dupla de policiais palermas que investiga o sumiço das garotas, um deles interpretado por um novato Martin Kove, que depois faria o vilão de filmes como Karate Kid e Rambo 2. Ao contrário de rir dos personagens, o espectador aprende a odiá-los. Afinal, enquanto as moças estão sendo brutalmente torturadas e assassinadas à espera de salvação, os dois homens da lei estão jogando damas tranquilamente, ou então andando a pé depois que sua viatura fica sem gasolina!

Também é inexplicável a edição esquisita das imagens. Em uma cena vemos Krug barbarizando as moças, e de repente corta para a casa da família Colingwood, com uma musiquinha alegre, e a mãe de Mari fazendo a torta para o aniversário da filha! Um verdadeiro contraste da selvageria para a pacata e bucólica vida no campo! Talvez Craven quisesse com isso bombardear o espectador de ironia, ou mesmo é um sádico se divertindo com aquilo…

Mais de 10 anos antes de A Hora do Pesadelo, Craven ainda assusta o espectador com uma sequência de pesadelo muito interessante, onde um dos quatro bandidos têm seus dentes da frente arrancados com martelo e formão! E, em outra cena que lembra muito A Hora do Pesadelo, o dr. Collingwood prepara armadilhas caseiras para os quatro bandidos, numa cena repetida por Nancy (Heather Langenkamp) em seu primeiro confronto com Freddy Krueger, no filme dirigido por Craven em 1984. O diretor nunca mais fez um filme com tanta energia e brutalidade quanto Last House on the Left. Mesmo seu outro clássico, Quadrilha de Sádicos, perde em ferocidade e sadismo…

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Claro que aquelas pessoas que assistem (e curtem) bobagens como os documentários Faces da Morte e coisas relacionadas talvez não achem o filme tão impressionante. Mas é preciso ter muito sangue frio para suportar passivamente a intensa violência psicológica do enredo, muito mais forte do que qualquer cena de sangue e violência.

Um dos momentos difíceis de suportar, por exemplo, é aquele em que Krug obriga Phyllis a urinar nas próprias calças. Quando ela recusa, ele ordena que Weasel corte a mão da garota com seu punhal. E assim, chorando e desamparada, Phyllis é obrigada a realmente urinas nas calças, enquanto escuta as risadas e deboches dos quatro criminosos.

Não teria a mesma graça sem o ator David Hess, que interpreta o terrível Krug. Esqueça Jason, Freddy, Michael Myers e Leatherface: Krug Stillo é o psicopata mais malvado, mais sádico, mais horripilante e mais assustador da história do cinema de todos os tempos. A calma e a total falta de emoção demonstrada pelo assassino enquanto ele tortura e massacra as duas garotas é algo inigualável. Esqueça as boiolagens de Hannibal “The Cannibal” Lecter: quando você vê os olhos de Krug/Hess ameaçando as garotas com a maior calma do mundo, automaticamente você percebe como existe maldade neste mundo.

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A crueza da filmagem nas cenas de assassinato também é marcante. O equipamento amador dá um tom praticamente documental ao filme (como acontece também em O Massacre da Serra Elétrica), algo que seria impossível repetir hoje em dia. O realismo é tamanho que a cena do assassinato de Phyllis poderia passar por snuff movie para os desavisados.

Não por acaso, o horripilante trailer do filme na época, e também a frase nos cartazes, dizia o seguinte: “Para evitar ficar chocado, repita o tempo inteiro: ‘É apenas um filme! É apenas um filme! É apenas um filme!’“. E é mesmo. Mas quase não parece…

Enfim: Last House on the Left é um daqueles filmes que devem ser vistos. Gostar dele, aí é outro problema.

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10 Comentários

  1. Alexandre

    poderíamos também entrar em outra questão aqui ” assistir um filme pesado ou que encena a realidade ” vai te fazer um bandido? vai fazer você ser como um deles, ou fazer na vida real o mesmo que fazem no filme??? talvez para alguém com problemas mentais, ou que possui síndrome de down sim. o filme influenciaria negativamente uma pessoa com problemas mais um ser humano com plena consciência de ética , valores e caráter formado não ver o filme não mudaria em nada, pessoas que assistem filmes como este não sentem prazer nisso, assistem porque querem ver ação, adrenalina e não porque querem fazer aquilo, e preciso saber separar as coisas . você sente mais medo, pavor e repulsa do que não conhece do que daquilo que conhece, nenhum filme de terror mexeu tanto comigo como ” A MALDIÇÃO DOS MORTOS VIVOS ” também de WES CRAVEN e porque, porque o desconhecido te da medo, faz você refletir e pensar, se por trás de uma religião não existe algo mais alem, se por trás da morte não existe algo mais alem.

  2. Alexandre

    Com todo respeito a sua pessoa, mais acho que seu julgamento sobre o ” FILME ” esta completamente distorcido, em relação a realidade, gostaria de fazer algumas correções, não, definitivamente não estamos passando por um momento mais ” suavizador ” nos cinemas, muito pelo contrario, em países como Brasil, U.S.A, Holanda , Inglaterra que são países ” BEM LIBERAIS ” marcha da maconha, marcha das vadias, estudantes de faculdades fazendo Orgias em publico, pornografia infantil escancarada com seu HITS de FUNK PORNO nas ruas brasileiras, pornografias explicitas na internet , uso e trafico de drogas, tudo exposto abertamente na rua, no facebook, no whatsapp, no Instagram ( ESSE FILME PARECE ATE INOFENSIVO ) se você levar em consideração a realidade LIBERALISTA que temos hoje não so no brasil mais em muitos países ” LIBERAIS ” quem ja foi a LONDRES, ou ja circulou pelas ruas de AMSTERDÃ NA HOLANDA vê COISAS muito piores do que o que o filme apresenta!! entao sua comparação realmente não faz o menor sentido, gosto cada um tem o seu, SADISMO para mim e ver a realidade do nosso pais, corrupcao, meninas de 9 anos oferecendo o corpo em troca de fama, dinheiro, prostitutas e atrizes pornos com animais, estudantes ” DE MEDICINA ” E FACULDADES fazendo introduzindo pregos em suas genitálias etc… etc.. pelo menos um ” FILME ” você consegue entender que e apenas um filme retratando algum assunto por mais polemico que seja, e sabe que todos ali são atores e atrizes, e que estão apenas interpretando uma cena, algo totalmente diferente da realidade.. então te pergunto o que e SADISMO??? um filme ou a realidade??? o que e certo e errado??? se o certo e errado depende do ponto de vista de cada um… a REALIDADE e bem pior do que um filme, querido amigo FELIPE.M.GUERRA outro ponto em seu comentário quando você diz ” Mas é preciso ter muito sangue frio para suportar passivamente a intensa violência psicológica do enredo, muito mais forte do que qualquer cena de sangue e violência ” eu descordo totalmente de você, pois uma coisa e ver tudo isso em uma TV tendo plena consciência de que ali nada e real e tudo encenado, outra coisa e sair nas ruas escuras da cidade e se deparar com a realidade e ir para uma guerra ( CASO DO MEU BIZAVO DE 97 ANOS ) e ver seu melhor amigo morrendo em combate, e ser um Policial sair nas ruas e não saber se vai voltar para a família ou se será baleado , uma coisa e ter sangue frio para ver um filme, outra coisa e ter sangue frio para encarar a realidade em que vivemos em um pais, aonde a própria policia pode ser criminosa, aonde delegados usam e traficam drogas… sobre o estupro abordado no filme, em um pais como o nosso aonde a maioria das mulheres são ninfomaníacas, promiscuas e vulgares e fazem qualquer coisa para atingir o ápice do prazer sexual, fica difícil enxergar como estupro quando você vive em um pais aonde mulheres pedem ate para seus parceiros lhe agredirem sexualmente e fisicamente alegando que ” sentem prazer ” quando os mesmos o praticam, então neste ponto o filme não choca mais a realidade sim acho que o que vemos na rua atualmente nos tempos atuais e bem pior que qualquer filme de terror no gênero TRASH SNUFF apresentados em filmes de grandes produtoras ou ate caseiros. de qualquer forma respeito a opinião do colega, apenas estou tocando em alguns pontos.
    existem pessoas por exemplo que acham a profissão de medico legista sádica? eu tenho outro ponto de vista vejo como louvável ganham mal, fazem um trabalho que poucos querem fazer, e veem a realidade ao vivo, a realidade as vezes não deve ser vista como algo ( nojento, bizarro ) mais a realidade serve para abrir a mente das pessoas. penso que ninguém deve ser obrigado a nada, muito menos a assistir um filme, mais a realidade tem que ser mostrada, e não escondida…A UFOLOGIA e um exemplo disso,

    • Silvana Perez Silvana Perez

      em um pais como o nosso aonde a maioria das mulheres são ninfomaníacas, promiscuas e vulgares e fazem qualquer coisa para atingir o ápice do prazer sexual

      Que?

  3. Eduardo Diniz

    Muito bom o texto! Sou fã do Craven e esse filme, eu realmente gosto dele. Da ousadia de fazer algo tão cruel quando o gênero de terror se confundia com fantasia. Minha curiosidade é saber quanto esse filme custou e quanto ele arrecadou?

  4. Arthur

    Faz um tempo que eu procurava esse filme, justamente pelo que li sobre ele, mas agora que assisti não achei tão perturbador assim. Mas, por outro lado, a época em que ele foi lançado também deve ser levada em conta. Naquele tempo, com o terror começando a ganhar espaço, deve ter sido realmente um choque para o público, e não muito “agradável” de assistir, Quer dizer, The Last House on the Left nunca vai ser agradável de assistir, mas todos que gostam de um bom terror deveriam ver.

  5. genivaldo bezerra dos santos

    muito bom.

  6. Cristiano

    Este filme por ser antigo pode ser considerado um clássico, é um filme pesado, isto mostra o quanto as pessoas podem serem cruéis, hoje em dia, as pessoas estão tão cruéis quanto estes personagens do filme, é um clássico gostar ou não dele fica à critério de quem assisti-lo.

  7. Paulinha

    Pena que o remake foi mto leve!

  8. Felipe Kloster

    Gostei do filme porém não achei que foi tão pesado a ponto de ser um risco a saúde mental de alguém. E falando em saúde mental estranhei muito a trilha sonora que parece ter sido arranjada por alguém que sofre de transtorno bipolar de humor, em dado momento a música me faz lembrar de Benny Hill Theme, o que na verdade combina com a dupla de policiais bobalhões que parece terem saído de um filme da sessão da tarde.

  9. Thi MarQs

    Eu gosto deste filme. Pesado mesmo, mas, foi um grande achado. Vi pelo Youtube

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