Críticas

Antisocial (2013)

Na véspera da virada do Ano Novo um vírus se espalha pelo mundo!

Antisocial (2013)

Antisocial
Original:Antisocial
Ano:2013•País:Canadá
Direção:Cody Calahan
Roteiro:Chad Archibald, Cody Calahan
Produção:Chad Archibald, Cody Calahan
Elenco:Michelle Mylett, Cody Ray Thompson, Adam Christie, Ana Alic, Ry Barrett, Charlie Hamilton, Colin Murphy, Kelly Michael Stewart

Algum nerd sábio disse um dia que a informática foi inventada para resolver problemas que antes não existiam. Esta pessoa certamente redefiniria este conceito para falar sobre as redes sociais. Nunca estivemos tão conectados, gratuitamente expostos e, ao mesmo tempo, tão distantes uns dos outros.

Também não é novidade que a grande rede de computadores já foi explorada no cinema de horror com resultados variados, de mediocridades como Medopontocombr (2002), Pulse (2006), A Corrente do Mal (2009) a obras que merecem vista como Kairo (2001) e Suicide Club (2001). Uma das empreitadas mais recentes está no canadense Antisocial, dirigido e co-roteirizado pelo estreante Cody Calahan, que explora esta super-exposição e over-importância das redes sociais como forma de fazer terror e também uma pequena crítica à sociedade, uma pena que pontos essenciais acabaram se perdendo no caminho.

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A história acompanha uma reunião de cinco amigos que estão prestes a comemorar o ano novo. Nossa heroína, Sam (Michelle Mylett) acabou de desmanchar com o namorado e se sentiu traída pelo jeito como o relacionamento foi desfeito, tudo devidamente monitorado e compartilhado pela rede social do momento, chamada de The Social Redroom. Via webcam, mensagens e fotos, todos os outros quatro também tem seu histórico na rede.

Acontece que na mesma noite um vírus desconhecido e agressivo começa a se espalhar em proporções míticas, causando sangramento nasal e pelos ouvidos, alucinações e, em última forma, violência desmedida. Além de não saber quem são os infectados e como a praga é transmitida, sem tempo para fazer qualquer análise a respeito, as únicas certezas que surgem são o fato de que todos estarem conectados à referida rede tem parte na propagação do vírus e que, se não procurarem formas de se proteger, não verão o ano que se inicia.

Antisocial trabalha com conceitos já vistos em diversos filmes de paranoia relacionada com infecções, desde O Enigma de Outro Mundo a Extermínio, e por isto o roteiro não trás nenhuma novidade. Porém é interessante a forma como o diretor traz a baila a crescente necessidade que temos de colocar toda nossa vida na rede, uma necessidade que aumenta e se espalha como o misterioso vírus que o filme mostra.

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Contudo a mensagem é entregue através de uma produção monótona, convencional e pouco interessante que só engrena nos últimos vinte ou trinta minutos, onde incorpora boas ideias, ganha ritmo, fúria e fica consideravelmente mais movimentado.

Embora Antisocial tenha lampejos de criatividade – e por isto mesmo já tenha uma continuação garantida para 2015 – este nada mais é do que o típico thriller mal esmerado: seja na história, seja nas atuações ou nos diálogos, ele sofre para encontrar uma identidade própria e, ao tentar incorporar várias ao mesmo tempo, não emplaca e não empolga. Difícil de curtir assim.

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