Críticas

Cabin Fever: Patient Zero (2014)

As aventuras de um ex-hobbit na ilha do vírus comedor de carne humana!

Cabin Fever (2014)

Cabin Fever: Patient Zero
Original:Cabin Fever: Patient Zero
Ano:2014•País:EUA
Direção:Kaare Andrews
Roteiro:Jake Wade Wall
Produção:Evan Astrowsky, Jaime Pina
Elenco:Sean Astin, Currie Graham, Ryan Donowho, Brando Eaton, Jillian Murray, Mitch Ryan, Lydia Hearst, Claudette Lali

E lá se foram longos 12 anos desde que um desconhecido cineasta chamado Eli Roth lançou um pequeno e sangrento filme chamado Cabana do Inferno e foi alçado a um status de notoriedade que se consolidaria com O Albergue. Pode parecer estranho pensar desta forma, mas além de constatar que eu estou ficando velho (vi o original nos cinemas), é de se impressionar que esta epopeia pouco digestiva, mas divertida, simples de roteiro e com grande impacto visual, não tenha tido mais do que uma continuação só lançada em 2009. Talvez a paranoia trazida por um agente invisível não seja tão ameaçadora a ponto de instigar novas febres da cabana.

Chegando em 2014 está a terceira parte, Cabin Fever: Patient Zero (ainda sem título em português), lançada nos Estados Unidos simultaneamente nos cinemas em circuito restrito e em Video on Demand, além de ser o mais recente filme do diretor Kaare Andrews, de Altitude. O resultado é um misto de decepção com uma ou outra boa sacada, para contar nos dedos, enquanto eles caem de tanto apertar o fast forward.

Cabin Fever (2014) (1)

Vendido como um prequel (embora não pareça), o primeiro ato é um primor da falta de argumento. Na verdade parece que duas histórias estão sendo contadas à parte – de tão diferentes são os cenários e a fotografia. Na primeira, Porter (Sean Astin de O Senhor dos Anéis) é feito prisioneiro em uma instalação isolada por um grupo de médicos depois que ele vê seu filho morrer em seus braços por uma doença desconhecida. Mas Porter não morreu e, aliás, é o único portador naturalmente imune da doença que se tem existência. Porém é uma má ideia mantê-lo cativo no laboratório, isolado, e sendo furado, cortado e examinado por médicos inescrupulosos, conforme vai surgindo a necessidade, para manter alguma tensão no começo. Ah, sim, o sempre presente Currie Graham é o “filhodaputa” chefe de pesquisa Dr. Edwards.

Do outro lado, existem quatro personagens jovens que vão aprontar muitas confusões numa festa de despedida de solteiro. Seus nomes? Isto não é importante. Vamos chamá-los pelos estereótipos que os definem melhor: eles são o noivo-herói-esquisito (Mitch Ryan), o irmão-valentão-palhaço (Brando Eaton), o amigo-nerd-fofoqueiro (Ryan Donowho) e a namorada-do-irmão-gostosa-biscate (Jillian Murray).

Cabin Fever (2014) (2)

O grupo segue para uma praia localizada em uma ilha deserta de barco. Não tarda muito e eles descobrem milhares de peixes mortos no mar. Quando começam a crescer pústulas em dois deles e os outros saem em busca de ajuda (sabe como é, ilha longe, sinal ruim de celular, ninguém para ouvir seu rádio…) é quando as duas histórias interseccionam. Claro que o tal laboratório fica na bendita ilha e o filme segue sem surpresas daí pra frente, com tudo o que a santa cartilha dos clichês do terror reza. Amém.

Sim, o roteiro é ruim assim. Doentiamente ruim e, pior, falha como prequel, pois seu encerramento não se encaixa com o primeiro Cabana do Inferno. Porém como nem só de pão vive o homem, não posso negar que houve um cuidado muito grande com os efeitos especiais – nada foi feito em computador. Fluidos corporais jorram por todas as partes em diversas cores diferentes, uma coisa linda de se ver. Algumas cenas isoladas são dignas de nota, como uma briga na praia envolvendo infectados que é uma festa para quem curte alguma nojeira. Os quinze ou vinte minutos finais também dão uma boa sacudida nas coisas e amenizam um pouco (bem pouco) as besteiras vistas anteriormente.

A direção de Patient Zero fica por conta de Kaare Andrews.

O trabalho do elenco é o que se espera de um filme curto de orçamento, novamente atrapalhados pelo excesso de clichês e pelo tamanho dos rombos de incoerência – se eu ganhasse um real para cada os médico que entra nas áreas de contenção sem roupas de isolamento… Portanto, além dos excepcionais trabalhos de maquiagem e efeitos, a única qualidade de Cabin Fever: Patient Zero é gerar uma ponta de nostalgia para assistir novamente a Cabana do Inferno, que também já não é lá grande coisa depois de tanto tempo, mas nem se compara em frescor e energia com suas continuações.

Leia também:

3 Comentários

  1. Daniel

    Foi um dos piores filmes que assisti esse ano. Uma tremenda porcaria, muito mal executada. O filme fica com um clima de “Resident Evil”, sem que nenhuma explicação seja apresentada ao espectador, que terá que esperar até os créditos finais para entender o que aconteceu. Aí já é tarde demais, e você já passou o filme inteiro “boiando” tentando compreender como aquela trama descambou para aquilo. Quiseram fazer uma sacada genial, mas simplesmente não funcionou. É uma tosqueira só, com um roteiro terrível. Uma cena ou outra se destaca em meio à tanta porcaria, mas não é o suficiente para salvar o filme de um tremendo fracasso.

  2. Roberto Santos

    E não tenho certeza, mas parece que este filme vai dar origem a uma trilogia. Vamos ver o que vai sair daí.

  3. Mk

    Esse filme é horrível!!Eu estava tão ansioso depois do fiasco que foi o segundo(apesar de ter uma ótima maquiagem, é muito escroto) achei que eles podiam dar uma melhorada, mas me decepcionei tanto!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *