Críticas

Alligator – O Jacaré Gigante (1980)

Foi uma dessas crias naturais de Tubarão e não decepcionou – seu roteiro é divertido e tem ótimo rendimento visual!

Alligator (1980) (1)

Alligator - O Jacaré Gigante
Original:Alligator
Ano:1980•País:EUA
Direção:Lewis Teague
Roteiro:John Sayles, Frank Ray Perilli
Produção:Brandon Chase, Mark L. Rosen
Elenco:Robert Forster, Robin Riker, Michael V. Gazzo, Dean Jagger, Sydney Lassick, Jack Carter, Perry Lang, Henry Silva, Bart Braverman, Sue Lyon

Talvez o mais convincente e aterrorizante dos filmes envolvendo animais furiosos e fora de controle tenha sido o Tubarão, que Steven Spielberg dirigiu em 1975, reforçando ainda mais uma temática já bastante frequentada pelos roteiristas; mas se Tubarão foi uma super produção, em seu rastro veio uma verdadeira avalanche de produções inferiores, de baixo orçamento.

Produzido cinco anos depois, em 1980, Alligator – O Jacaré Gigante foi uma dessas crias naturais, mas, ao contrário de muitas outras, não decepcionou – seu roteiro é divertido e tem ótimo rendimento visual. Dessa vez é um jacaré, se quisermos ser ufanistas, o vilão da história.

Doze anos depois de uma garotinha ver seu bichinho de estimação – um filhote de jacaré – descer privada abaixo por causa de seu pai raivoso, o sistema de águas e esgotos da cidade de Chicago descobre restos de pessoas e animais boiando nas estações de tratamento e não demora muito para se chegar à conclusão de que há um gigantesco jacaré habitando o local.

Alligator (1980) (3)

Na verdade é um jacaré que cresce nos esgotos subterrâneos da cidade depois de passar todo esse tempo se alimentando de restos de cachorros que haviam sido vítimas de experiências hormonais de crescimento; ou seja, o vilão, nessa história toda, é, mais uma vez, o próprio homem – no caso, os inescrupulosos cientistas responsáveis pelas experiências, que não se davam ao trabalho de cremar as cobaias, aliados aos políticos corruptos que os acobertam. Assim, além da estocada no governo, o filme critica os métodos científicos e a utilização indiscriminada de cobaias em laboratórios de pesquisa – ao menos é o que parece. Uma outra alfinetada ecológica inegável é o fato de uma das primeiras vítimas estar usando um sapato feito com couro de jacaré, como nos informa o chefe de polícia. Precisa mais?

De qualquer forma a diversão é garantida, repleta de boas cenas de violência e ataques do monstro gigante – um jacarezinho de 10 ou 12 metros de comprimento, com outros tantos de largura – num roteiro muito bem equilibrado entre o suspense e a sangria (a versão exibida na TV foi cortada em algumas partes). Embora em algumas cenas seja visível a utilização de um jacaré comum rodeado por casas e carros miniaturizados, méritos para os envolvidos com os efeitos especiais, que se deram ao trabalho de construir uma engenhoca mecanizada (tipo o tubarão) que rende boas e convincentes sequências de ataques – especialmente aquela na festa do prefeito da cidade (que vira um aperitivo do monstro), próximo ao final. Só é difícil de engolir que um bicho daquele tamanho possa se esgueirar tranquilamente pelos subúrbios da cidade e se alojar em piscinas sem ser notado pela população, como o roteiro dá a entender que acontece – principalmente levando-se em conta a enorme publicidade dada ao caso do estranho animal. O caso é que, desde então, os jacarés já renderam várias películas similares, algumas até bem recentes.

Alligator (1980) (2)

Dirigido pelo eficiente Lewis Teague (responsável por duas boas adaptações de obras de Stephen King para o cinema, Cujo, de 1983, e Olhos de Gato, de 1985), a partir do roteiro de John Sayles (o mesmo do divertido e paródico Piranha), Alligator traz no elenco Robert Forster no papel do chefe de polícia encarregado de descobrir as misteriosas mortes no subterrâneo; Robin Riker, como sua companheira improvisada, na verdade uma especialista em répteis; o canastrão Henry Silva (que diabo de nome!) como um caçador destemido e imbecil que se dá mal; e Bart Bravemann, como um repórter enxerido daqueles bem chatos, que a gente torce pra morrer logo – e que morre logo, para nossa felicidade completa – entre outros nomes menos cotados.

É indispensável ver o grafite que conclui a película, na verdade um gancho introdutório para a sequência que veio em 1991, bastante inferior. Além de ter sido reprisado na televisão aberta um milhão de vezes, o filme também está disponível no mercado nacional de Vídeo VHS, pela Paris Vídeo.

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7 Comentários

  1. Sergio

    Clássico do cinema em casa, Sessão das 10 e etc! Lembro-me que via bastante esse filme, até depois de Topa-tudo por dinheiro! de boas! sem pesadelos nem nada! 😮

  2. Cristiano

    Gosto deste filme, é legal, assisti muitas vezes na infância e na adolescência, gosto de ver aquele Jacaré enorme.

  3. Guilherme

    Esse filme me assustava muito na minha infância, quando passava no Cinema em Casa.

  4. Gilson Boch

    Pra Mim um dos Melhores filmes de todos os tempos , 5 estrelas , divertido e o melhor de criatura até hoje, desde tubarão de stiven spilberg ..clássico , por incrivel que pareça nem o dvd foi lançado no brasil , em pleno 2015..

  5. MORCEGO

    Uma JAWS RIP-OFF de Primeira!!!!!!!!!!
    Atuações rasgadas, situações absurdas e efeitos especiais duvidosos!!!!!
    Não se faz mais filmes assim hoje em dia.
    Com certeza, merece o status de “cult” e de Clássico do Cinema B, porque é isso exatamente que esse filme é! Um pequeno Clássico do cinema, ainda que desconhecido dos grandes estúdios.
    Um verdadeiro festival de absurdos e diversão!!!!
    ALLIGATOR – O JACARÉ GIGANTE é um filme divertido!!!!
    UM CLÁSSICO INESQUECÍVEL!!!!

    10/10

  6. anselmo luiz

    filme figurinha carimba no tempos aureos da TV Aberta este filme passou muitas vezes tanto ha noite quanto a tarde na sessões de filmes da TVS-SBT ” Sessão das Dez , Sessão Dupla ,Cinema em Casa “.. infelizmente ele não exibido ha muito tempo tanto ele quanto a sua continuação ,uma pena ficaram nas lembranças de que acompanhou este periodo fantastico de nossa televisão .

  7. ” Alligator ” é um filme que marcou a minha infância , me lembro de tê-lo visto pela primeira vez no SBT no cinema em casa . É um filme que gostaria de ver denovo pois se tratando de ” Eco Terror ” e especificamente em jacarés e crocodilos ” Alligator – O Jacaré Gigante ” é o melhor , principalmente em comparação com sua sequência que eu tenho em VHS na minha coleção e em comparação com os filmes atuais criados infelizmente pelo maldito CGI que eu odeio .
    ” Alligator – O Jacaré Gigante ” é merecidamente recomendável !

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