Críticas

O Destino de Júpiter (2015)

Enquanto Matrix esbanjava imaginação em um universo sóbrio e contido, O Destino de Júpiter se perde na fantasia!

O Destino de Júpiter
Original:Jupiter Ascending
Ano:2015•País:EUA, UK
Direção:Andy Wachowski, Lana Wachowski
Roteiro:Andy Wachowski, Lana Wachowski
Produção:Grant Hill, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Elenco:Channing Tatum, Mila Kunis, Eddie Redmayne, Sean Bean, Douglas Booth, Tuppence Middleton, Nikki Amuka-Bird, Christina Cole, Nicholas A. Newman, Ramon Tikaram

Enquanto a ficção científica apresenta questionamentos sobre o presente e exercícios imaginativos sobre o futuro, a fantasia trabalha dentro dos domínios da imaginação, sem as amarras da realidade. Unir as duas coisas é uma tarefa difícil. Star Wars conseguiu fazer isso com maestria. A atual franquia Star Trek de J.J. Abrams também.

O novo filme dos irmãos Wachowski, O Destino de Júpiter, também tenta, mas falha.

O principal defeito do novo filme da dupla de diretores responsáveis pelo sucesso de Matrix e que, desde então, só embarcaram em projetos furados, é justamente o exercício da criatividade. Enquanto Matrix esbanjava imaginação em um universo sóbrio e contido, O Destino de Júpiter se perde na fantasia. São conceitos demais, jogados para o espectador o tempo todo sem dar o tempo necessário para absorvê-los e entendê-los. Visualmente o filme também não ajuda com seus designs dignos de escolas de samba.

O Destino de Júpiter (2015) (1)

Porém, tudo isso seria relevado se O Destino de Júpiter entregasse o principal: uma boa história.

Por maior que seja sua suspensão de descrença perante a um filme de fantasia, aqui há um esforço exagerado em fazer com que o espectador compre a história de uma faxineira filha de imigrantes que descobre ser a rainha reencarnada de uma antiga dinastia dona do nosso universo. E a tarefa se torna ainda mais difícil quando o elenco atua o tempo todo como se, de repente, fosse cair na gargalhada, dado o ridículo das situações.

O Destino de Júpiter (2015)

Com um elenco jovem, de pessoas fortes e bonitas, os diretores buscam inspiração nas histórias em quadrinhos e não prejudica o resultado final, mas poderia se esforçar mais. Enquanto Mila Kunis (Júpiter) e Channing Tatum (Caine) atuam no piloto automático, o pior fica por conta de Balem, interpretado por Eddie Redmayne, vencedor do Oscar por sua atuação em A Teoria de Tudo, que acredita que chiliques inesperados são o suficiente para tornar um vilão ameaçador.

O Destino de Júpiter (2015) (3)

Darth Vader manda lembranças.

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Rodrigo Ramos

Rodrigo Ramos

Designer por formação e apaixonado por HQs e Cinema de Horror desde pequeno. Ao contrário do que parece ele é um sujeito normal... a não ser quando é Lua Cheia. Contato: rodrigoramos@bocadoinferno.com.br

4 Comentários

  1. Carlos

    Acabei de voltar do cinema. Concordo com tudo que você disse, principalmente sobre o vilão principal. Toda vez que surgia na tela me dava vergonha alheia da atuação dele!
    Channing Tatum e Mila Kunis fizeram o básico mas foi o carisma deles que salvou o filme de ser um completo desastre pra mim. Também gostei um pouco do fato da protagonista não fazer muito drama na hora de entender e aceitar a história, afinal eles já gastaram tempo suficiente explicando a mitologia todo instante! Daria nota 4/10.

    • Pois é! Este é um dos piores filmes que vi em tempos!!!

  2. O trailer e a sinopse do filme já despertavam muitas dúvidas, saber que a história não consegue se desenvolver de forma eficaz é o golpe de misericórdia. Mas os irmãos Wachowski fizeram uma coisa boa após Matrix, sim: Shaolin Cowboy. Trabalharam nessa HQ, que infelizmente foi interrompida após a edição de número 6 e, é claro, não foi lançada no Brasil.

    • Vou procurar essa HQ. Já ouvi muita gente dizer que eles não deveriam ter saído dos quadrinhos! 😀

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