Robot Monster (1953)

Robot Monster (1953) (1)

Robot Monster
Original:Robot Monster
Ano:1953•País:EUA
Direção:Phil Tucker
Roteiro:Wyott Ordung
Produção:Phil Tucker
Elenco:George Nader, Gregory Moffett, Claudia Barrett, Selena Royle, John Mylong, Pamela Paulson, George Barrows, John Brown

Quem considera Plan Nine From Outer Space (1959), de Ed Wood Jr., como o pior filme de todos os tempos é porque ainda não viu esse Robot Monster (1953), de Phil Tuker. Trata-se de mais uma história de invasão alienígena; e das bem ridículas, por sinal.

Ro-Man, um alienígena da Lua (um gorila imenso com um escafandro adornado por antenas) quer dominar a Terra para o imperador do Universo e para isso se utiliza de uma máquina superpoderosa capaz de enviar raios calcinadores a todas as cidades, aniquilando-as. Misteriosamente ele conserva apenas uma família de oito pessoas para estudo. Ao mesmo tempo renascem dinossauros e outros monstros pré-históricos, que se debatem violentamente em lutas mortais, tudo em meio a enormes cataclismos geológicos.

O imperador do universo fica furioso com o gorila espacial que não extermina logo os humanos restantes e decide ele mesmo acabar com tudo, com a utilização de seu mortífero raio cósmico. Mas, para nosso desapontamento, tudo não passa de um sonho de um garoto extremamente imaginativo. Foi isso tudo, pelo menos, o que eu consegui apreender da fita original em inglês que consegui desse filme louco e confuso que extrapola tudo o que se imagina que possa ocorrer numa produção de orçamento modesto. E, nesse caso, chamar isso de orçamento modesto, é estar sendo incrivelmente modesto…

Robot Monster (1953) (2)

E talvez nem seja preciso dizer que esse filme é uma das mais adoráveis tranqueiras já produzidas pelo cinema, com uma precariedade de ritmos e efeitos tão grande que se você estiver meio calibrado alcoolicamente é provável que contraia uma úlcera no estômago de tanto rir – o que por pouco não foi o meu caso. Memoráveis são as cenas de combate entre as tais criaturas pré-históricas, que ora apresentam lagartos verdadeiros se atracando (em imagens roubadas provavelmente de outros filmes), ora criaturas inacreditáveis animadas quadro-a-quadro, num stop-motion tão capenga que dá dó; tudo muito ruim, mesmo para o sonho de garoto de oito anos. Isso sem falar no alienígena Ro-Man, pois é difícil dizer se ele é ou não o mais ridículo e absurdo da historia da ficção científica em película (existe cada coisa por aí…), mas se porventura não for, perdeu por pouco.

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Contudo, com o passar dos anos, e com o repentino interesse por bizarrias e aberrações em geral, o filme alcançou status legendário, e, juntamente com os filmes também bastante cultuados do citado diretor e produtor Ed Wood Jr., representa genuinamente o verdadeiro significado da palavra trash, que foi se desvirtuando cada vez mais ao longo do tempo. Mas esse Robot Monster (apresentado originalmente em 3D e cujo título era para ter sido Monster From Mars) é particularmente coisa fina; somente para fanáticos inveterados pela SCI-FI vagabunda dos anos 1950, o que é o meu caso. Faltou somente o tradicional disco voador luminária (como diz um grande amigo meu), mas em compensação temos o impagável aparelho de destruição em massa utilizado pelo alienígena em sua caverna-esconderijo – a máquina é refugo de um daqueles antigos rádios de comunicação utilizados na Segunda Guerra Mundial, mas engana direitinho: parece mesmo uma dessas estranhas geringonças utilizadas para se dominar o mundo! Aliás, essa caverna isolada é um lugar perfeito para se dominar o mundo, não é mesmo? Ao que tudo consta, ela fica de fato em Hollywood…

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E R Corrêa

E R Corrêa

“No edifício do pensamento não encontrei nenhuma categoria na qual pousar a cabeça. Em contrapartida, que belo travesseiro é o Caos!” (Cioran)

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