Críticas

O Cadáver Atômico (1955)

É justamente esse tipo de roteiro absurdo que desperta o interesse e a diversão pelas tranqueiras do cinema fantástico da década de 1950!

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O Cadáver Atômico
Original:Creature with the Atom Brain
Ano:1955•País:EUA
Direção:Edward L. Cahn
Roteiro:Curt Siodmak
Produção:Sam Katzman
Elenco:Richard Denning, Angela Stevens, S. John Launer, Michael Granger, Gregory Gaye, Linda Bennett, Tristram Coffin, Harry Lauter, Larry J. Blake, Charles Evans

Produção de baixo orçamento com fotografia em preto e branco, da “Clover Productions”, de Sam Katzman, vindo diretamente dos nostálgicos anos 50 do século passado, um período repleto de bagaceiras divertidas de horror e ficção científica com histórias absurdas. Sendo nesse caso explorando os efeitos destrutivos do uso indevido da energia nuclear, durante a paranóia da guerra fria entre as potências da época, Estados Unidos e antiga União Soviética, logo após o final da Segunda Guerra Mundial.

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A direção é de Edward L. Cahn, cineasta conhecido por inúmeras tranqueiras como Os Zumbis de Mora Tau (57), Invasion of the Saucer Men (57), A Maldição do Homem Sem Cara (58), A Ameaça do Outro Mundo (58) e Invasores Invisíveis (59). O roteiro é do escritor alemão Curt Siodmak, colaborador de vários filmes da Universal, e no elenco temos Richard Denning, que esteve em O Monstro da Lagoa Negra (54), Invasão do Mundo (54), Day the World Ended (55) e O Escorpião Negro (57), entre outras pérolas do cinema fantástico bagaceiro.

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Em O Cadáver Atômico, um “cientista louco” alemão, Dr. Wilhelm Steigg (Gregory Gaye), realiza experiências radioativas com o envio de ondas curtas de radio para o cérebro de pessoas recentemente mortas, cujos cadáveres foram roubados, permitindo o movimento involuntário de seus corpos, fazendo-as andar como zumbis, controladas à distância e alimentadas por energia atômica. Com força sobre humana, essas “criaturas com cérebro atômico” do sonoro título original, transformam-se em monstros assassinos a serviço de um perigoso gangster italiano, Frank Buchanan (Michael Granger), que foi deportado para seu país de origem. Uma vez sendo o financiador das experiências do cientista, decide trazê-lo da Europa para os Estados Unidos com o objetivo de vingar-se de todos seus delatores e inimigos do passado. Para combater seu plano maquiavélico, surge uma dupla de policiais formada pelo chefe do laboratório Dr. Chet Walker (Richard Denning), e seu amigo Capitão Dave Harris (S. John Launer). Eles investigam os misteriosos assassinatos e descobrem a presença de elementos radiativos nas cenas dos crimes e com a ajuda do exército tentam encontrar o laboratório do cientista alemão e impedir a invasão dos cadáveres atômicos.

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O filme tem a curiosidade de apresentar mortos que voltam a caminhar entre os vivos, despertados pela ciência com o uso da radioatividade, diferente dos métodos anteriores de criação de zumbis pela magia negra. Eles também não são comedores de carne e putrefatos, algo que se tornaria comum depois do clássico A Noite dos Mortos-Vivos (1968), de George Romero. Mas, são criaturas frias e assassinas, com seus cérebros controlados por terceiros para a violência. Não poderia faltar o sinistro laboratório do “cientista louco” e seus aparelhos sofisticados para a época, e hilários nos dias atuais. As cenas de mortes também são bem datadas, exageradas na ingenuidade e inverossimilhança quando comparados aos filmes violentos de sessenta anos depois. Porém, é justamente esse tipo de roteiro absurdo, aliado a todos esses fatores das antigas produções de baixo orçamento, que desperta o interesse e a diversão pelas tranqueiras do cinema fantástico da década de 1950.

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