Críticas

O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015)

Schwarzenegger está bem lutando com ele mesmo 30 anos mais novo no meio de uma trama co-estrelada por um super vilão e a volta do T-1000!

O Exterminador do Futuro Gênesis (2015) (3)

O Exterminador do Futuro: Gênesis
Original:Terminator Genisys
Ano:2015•País:EUA
Direção:Alan Taylor
Roteiro:Laeta Kalogridis, Patrick Lussier
Produção:David Ellison, Dana Goldberg
Elenco:Arnold Schwarzenegger, Jason Clarke, Emilia Clarke, Jai Courtney, J.K. Simmons, Dayo Okeniyi, Matt Smith, Courtney B. Vance, Byung-hun Lee, Michael Gladis

Velho, mas não obsoleto. Esta é a forma como o androide T-800vivido” por Arnold Schwarzenegger se define no mais novo capítulo da franquia O Exterminador do Futuro. O primeiro filme da série foi lançado em 1984 e nosso herói, então com 37 anos, era a cara (e os músculos) dos filmes de ação da década de 1980. Três sequências depois, das quais não participou apenas de uma, Schwarzenegger está com 65 anos e mostra que ainda é capaz de entreter como herói de ação.

Para chegar até Gênesis, é necessário revisitar rapidamente as obras anteriores. No primeiro filme, que teve a direção de James Cameron, Schwarzenegger vem do futuro com a missão de matar Sarah Connor (Linda Hamilton), evitando assim que o filho dela que ainda não nasceu se torne um líder da humanidade na guerra contra as máquinas. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final veio em 1991, com direção novamente de Cameron, e fez mais sucesso do que o primeiro mostrando Schwarzenegger como mocinho ao lado de Sarah Connor (Hamilton novamente) e do próprio John Connor adolescente (Edward Furlong) contra um exterminador muito mais moderno e forte, o T-1000 (Robert Patrick).

O Exterminador do Futuro Gênesis (2015) (5)

A série meio desandou no terceiro filme, O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, que foi lançado em 2003 e teve direção de Jonathan Mostow. Na trama, Schwarzenegger volta para novamente tentar salvar John Connor (Nick Stall) desta vez contra uma exterminadora gostosa, a T-X (Kristanna Loken). Linda Hamilton pulou fora do projeto alegando que sua Sarah não tinha mais nenhuma contribuição para a série. A solução encontrada pelos roteiristas foi de matar a personagem de leucemia após os eventos vistos no segundo filme.

A esperança foi renovada quando O Exterminador do Futuro: A Salvação foi lançado em 2009. Sem a participação de Schwarzenegger, que era governador da Califórnia na época, o quarto filme mostrava o mundo já dominado pelas máquinas e um John Connor (Christian Bale) tentando garantir a sobrevivência da humanidade.

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No quinto filme, com direção de Alan Taylor, os humanos liderados por John Connor (Jason Clarke) descobrem a máquina do tempo que mandou os exterminadores de volta para o passado. Eles chegam ao lugar pouco depois do exterminador de 1984 ter sido enviado para matar Sarah Connor. O soldado Kyle Reese (Jai Courtney) se candidata para voltar no tempo e salvar a futura mãe de John Connor.

Após esta introdução, o público pode achar que vai assistir a um remake do filme original. Quando Kyle chega em 1984, ele logo fica atordoado ao ser surpreendido por um T-1000, uma Sarah Connor (Emilia Clarke) militarizada e um exterminador velho que protege Sarah desde a infância. A explicação é que com tantas viagens no tempo, o passado original já não existe mais.

O Exterminador do Futuro Gênesis (2015) (2)

A partir deste ponto, a série consegue dar um reboot apresentando situações novas que surgem de referências antigas. A luta do T-800 velho contra o T-800 novo é um dos melhores momentos do filme por representar visualmente esta dualidade que costura praticamente todo o filme.

O roteiro é um festival de desculpas para muitas explosões e perseguições feitas para agradar ao público contemporâneo. No meio disto tudo, Schwarzenegger faz o exterminador velho e meio enferrujado, mas que está longe de ser obsoleto e acaba reconquistando a simpatia do público. A justificativa para um exterminador velho é que a pele que recobre as máquinas é formada por tecidos vivos e assim, envelhece.

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E com tantas viagens no tempo, a ação avança e regressa sem aviso prévio. Em um dos pulos no tempo somos apresentados ao novo vilão. Este acaba sendo um dos destaques da trama. Infelizmente o ponto negativo do filme vai para a total falta de carisma e química entre Jai Courtney e Emilia Clarke. Se Michael Biehn e Linda Hamilton conseguiam transmitir emoção e dramaticidade no original como Kyle e Sarah respectivamente, falta justamente personalidade e profundidade nestes mesmos personagens em Gênesis. Clarke faz uma Sarah Connor genérica que poderia estar em qualquer filme de ação contemporâneo e Courtney também poderia estar em qualquer película com perseguições e explosões.

Este é o resumo de Gênesis. Schwarzenegger super bem como o exterminador velho lutando com ele próprio 30 anos mais novo no meio de uma trama co-estrelada por um super vilão e que marca a volta do T-1000. Tudo isso entre viagens no tempo, efeitos especiais de primeira, muitas cenas de ação e um casal sem sal. Isso prova como a franquia apesar de velha, está longe de ser obsoleta.

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3 Comentários

  1. Davi Mercatelli

    Filme péssimo. Uma bomba!!!

    Fiquei indignado com esse filme. Graças a viagem temporal, os filmes anteriores foram jogados no lixo. A Skynet foi destruída, o mundo está salvo e o T-800 foi salvo e agora é um novo papai para Sarah Connor.

    Um filme água com açúcar com um roteiro nojento e infantil.

    Uma bomba que não merece nem uma caveira!!!

  2. Toni

    “Para chegar até Gênesis, é necessário revisitar rapidamente as obras anteriores. ”

    Não meu querido, não é. Esse filme é uma releitura dos outros três (ignoro o ‘Rebelião da Máquinas’), achei muito injusto colocar 2,5 para ele e 5 para o Mad Max: Estrada da Fúria. Gosto do trabalho deste site, mas dessa vez foi decepcionante… Sério Falcão.
    Estou começando a crer que depois de 2015 os filmes de ação deixarão o roteiro de lado e só terão cenas frenéticas e sem sentido algum, se isso realmente começar a ocorrer vou começar a querer assistir os filmes julgados ‘ruins’, pois certamente serão melhores do que os ‘bons’.

  3. Bruno Pessoa

    2,5!! foi bonzinho demais até, esse filmeco merecia no máximo 1

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