Críticas

Batalha no Espaço Estelar (1977)

O roteiro é simples demais e com uma overdose de clichês, e a narrativa é na maior parte do tempo muito arrastada, incitando-nos ao sono!

Batalha no Espaço Estelar (1977) (1)

Batalha no Espaço Estelar
Original:Battaglie negli spazi stellari
Ano:1977•País:Itália
Direção:Alfonso Brescia
Roteiro:Massimo Lo Jacono, Giacomo Mazzocchi
Produção:Luigi Alessi
Elenco:John Richardson, Yanti Somer, Walter Maestosi, Massimo De Cecco, Gaetano Balestrieri, Massimo Bonetti, Aldo Canti, Omero Capanna

Direção de Al Bradley (pseudônimo de Alfonso Brescia). O Capitão Alex Hamilton (John Richardson) é um astronauta respeitado, mas também conhecido pelos atos de indisciplina e aversão aos computadores. Ele é o comandante da nave espacial MK-31, que é chamada para investigar a origem de misteriosos sinais no espaço, juntamente com outros tripulantes como a bela Meela (Yanti Somer). Sua nave encontra um planeta, e ao pousar descobre uma região inóspita e mergulhada em escuridão (as noites são extremamente longas, com centenas de horas). Dentro de uma caverna sua equipe encontra um portal dimensional que os leva ao encontro de uma raça de alienígenas humanoides com pele pintada numa cor mista de verde e azul e com orelhas pontudas (no estilo do “Spock” de Star Trek), liderados pelo chefe Etor (Aldo Canti). A princípio, eles se mostram hostis e depois acabam até aceitando a ajuda dos humanos para enfrentar a pior descoberta que ainda viria: o planeta é controlado por um super computador inteligente que tem escravizado os habitantes.

No passado, eles viviam felizes em harmonia com as máquinas, que lhes serviam e davam conforto, porém certo dia eles foram atacados por inimigos de outro planeta e tudo foi destruído, restando apenas um único computador que possuía o conhecimento para gerar novas máquinas, mas com propósitos de conquistar a galáxia, escravizando a civilização local. Esse computador psicopata, na intenção de tornar-se ainda mais potente e perfeito, enviou sinais ao espaço para atrair a atenção dos astronautas da Terra, e forçá-los a instalar um componente eletrônico que o deixaria mais forte para poder colocar em prática seu plano tirano e conquistador.

Típico filme bagaceiro italiano com excesso de cores, visual exagerado e naves e estações espaciais com painéis de controle repletos de luzes piscando e botões para todos os lados. O roteiro é simples demais e com uma overdose de clichês, e a narrativa é na maior parte do tempo muito arrastada, gerando uma significativa dose de tédio no espectador, incitando-o ao sono. A ideia de explorar o tema dos computadores dominando civilizações, enfatizando o propósito de tirania, já havia sido visto inúmeras vezes antes, não conseguindo empolgar.

Foi lançado em DVD no Brasil junto com O Planeta Fantasma (1961), que apesar de ser bem tosco, é ainda assim melhor que esse Batalha no Espaço Estelar, que vale mesmo apenas como curiosidade.

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