Críticas

Dark Was the Night (2014)

Apesar de todas as metáforas, e sutilezas de Dark Was The Night, o filme é salvo por pouco da mediocridade!

Dark was the Night (2014) (1)

Dark Was the Night
Original:Dark Was the Night
Ano:2014•País:EUA
Direção:Jack Heller
Roteiro:Tyler Hisel
Produção:Joey Carey, Jack Heller, Dylan K. Narang, Stefan Nowicki, Dallas Sonnier
Elenco:Steve Agee, Nick Damici, Kevin Durand, Heath Freeman, Sabina Gadecki, Lukas Haas, Seth Hendricks, Bianca Kajlich, Ethan Khusidman, Joe Pallister, Billy Paterson, Minerva Scelza

Isolada e ameaçada, uma força misteriosa, escondida na floresta nos arredores da pequena cidade de Maiden, aterroriza a população enquanto o Xerife Paul Shields tenta superar os demônios de seu passado ao mesmo tempo em que precisa proteger aqueles que ama.

Escrita por Tyler Hisel (de Safari) e dirigida por Jack Heller (de Enter Nowhere), uma dupla de relativamente desconhecidos cineastas, Dark Was The Night ressuscita um subgênero que tem sido esquecido dentro do horror enquanto o cinema busca ser relevante, sério e crível: o filme de criatura.

Dark Was The Night traz todos os clichês deste subgênero como as estranhas pegadas na mata, vultos que atravessam estradas escuras em frente aos faróis dos carros, animais fugindo assustados de algo que os humanos não parecem perceber e uma infinidade de outros elementos que são imprescindíveis aos filmes de criatura. Ao mesmo tempo em que Hisel e Heller resgatam estes elementos, trazendo-os para uma audiência acostumada aos “jumpscares”, a dupla vai na direção contrária, criando um filme muito mais soturno e contemplativo, cheio de longas cenas panorâmicas de florestas congeladas, longos silêncios e tristes olhares dos personagens.

Dark was the Night (2014) (2)

O xerife Paul Shields, vivido aqui por um surpreendente Kevin Durand (de The Strain), sofre com a perda recente de um filho pequeno, o que abala não só o seu relacionamento com a esposa e seu outro filho, como a sua carreira e credibilidade. O tempo todo Paul parece se questionar “como posso proteger alguém se não pude salvar o meu filho?”. Sentimento que fica evidente nas longas tomadas de Paul sozinho à noite em sua casa olhando para o nada, na nevasca que cai lá fora e nos olhares desconfiados de toda a população de Maiden. Ao seu lado, está o seu parceiro Donny (Lukas Haas, de A Origem), que parece ser a única pessoa a confiar em Paul e que o tempo todo diz que veio de Nova Iorque por uma razão maior, que ele ainda desconhece. Esta razão aos poucos vai ficando evidente para o telespectador quando aparecem os primeiros sinais de que existe algo nas florestas nos arredores da cidade.

A simplicidade da história principal e o orçamento baixo para um filme de monstro podem prejudicar o resultado final, mas os elementos extras plantados por Hisel e Heller atribuem qualidades a Dark Was The Night. A escuridão do título não é literal, mas sim figurativa. A belíssima fotografia e a trilha sonora reforçam esta sensação. Também vale destacar a origem das criaturas que não fica clara, mas que possui diversas pistas apresentadas ao longo do filme. De uma antiga maldição indígena a até dinossauros evoluídos, fica a cargo do telespectador, escolher a teoria que mais lhe agrada.

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Mas apesar de todas as metáforas, e sutilezas de Dark Was The Night, o filme é salvo por pouco da mediocridade. Mérito da dupla de realizadores que mostram que possuem potencial para ir além do que estamos acostumados nos filmes de horror atuais

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3 Comentários

  1. Edu

    Achei que o diretor conduziu bem a trama até aproximadamente a metade, a partir daí fiquei com a sensação de que a história se estagnou. O suspense, tão bem trabalhando até então, já não funcionava mais devido a demasiada lentidão que as vezes contrastava com as esporádicas aparições do “animal” que, até certo ponto, só aparecia durante a noite – e funcionava até melhor assim -, mas que passou a atacar durante o dia também.

    A história e essas pistas sobre o que pode ser o “bicho”, que foram sendo soltas aos poucos ao longo da trama, instigaram minha imaginação e isso fez com que minha atenção permanecesse acesa, embora não com tanto entusiasmo. As metáforas que dizem respeito aos problemas causados pelo desmatamento e a consequente imigração de espécies endêmicas para outros locais são interessantíssimas e são alguns dos pontos fortes do filme.

    No final, a sensação que permaneceu é a de que poderia ter saído algo melhor e mais substancial desse gênero que tem estado meio esquecido. É um bom filme, porém esquecível.

  2. Felipe Andrade Ceifer

    Eu gostei do clima que o filme foi passando até culminar no tenso final.
    agora um defeito que quase estragou o filme foi os efeitos especiais da criatura, que é risível de fraco.

    • Pois é… Também não gostei muito do design da criatura… Mas entendi a proposta. Só não gostei da execução.

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