Críticas

O Último Caçador de Bruxas (2015)

Semi-blockbuster cuja intenção é agradar aos fãs de RPG e gamers, tanto por conta de sua estética cinematográfica inspirada nessas mídias!

O Último Caçador de Bruxas (2015) (2)

O Último Caçador de Bruxas
Original:The Last Witch Hunter
Ano:2015•País:EUA
Direção:Breck Eisner
Roteiro:Cory Goodman, Matt Sazama, Burk Sharpless
Produção:Mark Canton, Bernie Goldmann
Elenco:Vin Diesel, Rose Leslie, Elijah Wood, Ólafur Darri Ólafsson, Rena Owen, Julie Engelbrecht, Michael Caine, Joseph Gilgun

Caso você não saiba, muito antes de se tornar o marombado Nic Toretto na já infinita franquia Velozes & Furiosos, Vin Diesel era um nerd de carterinha, viciado em RPG e jogador assíduo de Dungeons & Dragons. Até difícil de acreditar, né?

Fica mais fácil conceber a imagem de um pequeno Mark Sinclair (seu nome de batismo) rolando dados D20 em uma mesa de tabuleiro e rabiscando a lápis pontos em uma ficha de personagem depois de assistir O Último Caçador de Bruxas, que estreou ontem nos cinemas do Brasil.

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Kaulder, o personagem de Diesel no longa, fora inspirado em um guerreiro medieval caçador de bruxas chamado Melkor (nome roubado de O Silmarillion, de J. R.R. Tolkien, segundo o próprio ator), com sua espada flamejante, vestimenta de pele, longa barba e tranças, o qual ele jogava em suas maratonas de D&D, trazido à vida pelo roteirista Cory Goodman, que coescreve o longa junto de Matt Sazama e Burk Sharpless.

Os primeiros 15 minutos do filme, que se passa durante a Idade das Trevas, mostra uma cruzada de intrépidos guerreiros no encalço da Rainha Bruxa, uma poderosa feiticeira que espalhara a Peste Negra com o altruísta pretexto de acabar com a humanidade que se reproduzia como ratos e estava interferindo o equilíbrio com a natureza. Kaulder tem ainda um motivo mais particular para acabar com a bruxa: sua esposa e filha foram mortas pela criatura.

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Após travar uma batalha com a monstruosidade em seu sinistro covil e derrotá-la, a Rainha roga uma maldição contra o guerreiro lhe concedendo imortalidade, para que ele viva por toda a eternidade carregando a dor da perda. Caso o filme tivesse terminado aí, como um curta metragem, seria dos mais interessantes. Ou que pelo menos sua trama continuasse durante a Idade Média, com toda aquela pegada medieval e Diesel com seu visual bárbaro viking, ao melhor estilo Senhor dos Anéis ou Game of Thrones.

Mas não, eis que 800 anos depois ele está nos tempos atuais atuando como uma arma viva de um grupo conhecido como A Ordem do Machado e Cruz, cuja missão é monitorar e controlar as bruxas e feiticeiros que ainda convivem ente nós como uma sociedade secreta, vivendo sobre um tênue acordo de paz, tendo que seguir algumas leis e regulamentos. De Dungeons & Dragons, passamos para um conceito famoso em outro sistema de RPG: Vampiros – A Máscara, substituindo os chupadores de sangue pelas bruxas que estão entre nós, porém proibidas terminantemente de usar seus feitiços contra os humanos.

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Kaluder é sempre acompanhado por um sacerdote conhecido como Dolan, que irá lhe prestar auxílio durante toda a vida e será seu elo de ligação com a Ordem. O 36º Dolan, papel de Michael Cane, acaba de se aposentar e passar o bastão para o novato Elijah Wood, que será o trigésimo sétimo sidekick do último caçador de bruxas. Só que o personagem de Cane acaba sendo assassinado e Kaulder descobre indícios de bruxaria em sua morte. Suas investigações o levará ao fato de que um grupo de feiticeiros dissidentes, liderados pelo parrudo Belilal (Ólafur Darri Ólafsson), pretende trazer a Rainha Bruxa à vida novamente, para que mais uma vez ela espalhe a praga no intuito de dizimar a humanidade.

Contando com a ajuda do 37º Dolan e Chloe (Rose Leslie, a Igritte de Game of Thrones), uma bruxa com capacidade telepática de penetrar e manipular o sonho das pessoas, Kaulder descobrirá que nada mais é que um peão manipulado há oito séculos pela própria Ordem a qual faz parte e sua imortalidade possui uma ligação muito mais intrínseca com a Rainha Bruxa do que imaginava.

O Último Caçador de Bruxas é um semi-blockbuster cuja intenção é agradar em cheio aos jogadores de RPG e gamers, tanto por conta de seu roteiro quanto sua linguagem estética e cinematográfica inspirada nessas mídias. O abuso violento de CGI, as investigações que vão desenrolando a trama e as batalhas contra as criaturas usando desde armas brancas, passando por armas de fogo e luta corpo-a-corpo dão aquela nítida sensação de que alguém está por trás de um joystick controlando Kaulder e você está assistindo a um gameplay, ou participando como NPC de alguma quest de Role-Playing Game.

Como exemplar do cinema fantástico moderno ele deixa a desejar, mas também não é tão ruim quanto o esperado, caso você esteja no mood e desligar seu cérebro por 106 minutos, sem exigir absolutamente nada demais, ignorar aquela costumeira atuação bisonha de Diesel e um final clichê dos mais piegas. Pode até ser que se divirta (principalmente na sequência inicial, ambientação que o filme deveria ter se mantido) e capaz até de lhe render várias ideias para mestrar uma hipotética partida de D&D para os amigos. Caso contrário, é só mais um filme de ação completamente “a cara de Hollywood”, que não fará a menor diferença na sua vida.

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2 Comentários

  1. Ficou parecendo critica da revista veja , ou seja , fraca , só ficou descrevendo a historia do filme , não apontou os defeitos do filme como montagem problemática , inúmeros cortes nas cenas de ação além de planos mais fechados deixando elas incompreensíveis de se entender, furos de roteiro , o desperdício de potencial dramático pelo fato do personagem ser imortal , e ainda utilizar a péssima frase : desliga o cérebro que talvez você possa gostar , sendo que o divertido de um filme é ele fazer você pensar , enfim , precisa melhorar esses resumos , digo , críticas.

  2. L.

    Não ouse manchar os nomes dos games ao compará-los a essa atrocidade justo quando já tem games de RPG com roteiros fantásticos como a franquia The Witcher seu ignorante.

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