Críticas

Star Wars: O Despertar da Força (2015)

O Despertar da Força é tudo aquilo que os fãs queriam e esperavam!

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Star Wars: O Despertar da Força
Original:Star Wars: The Force Awakens
Ano:2015•País:EUA
Direção:J.J. Abrams
Roteiro:Lawrence Kasdan, J.J. Abrams, Michael Arndt
Produção:J.J. Abrams, Bryan Burk, Kathleen Kennedy
Elenco:Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Lupita Nyong'o, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Max von Sydow, Peter Mayhew, Gwendoline Christie, Joonas Suotamo

E finalmente o dia 17 de dezembro de 2015 chegou para os fãs de Star Wars (16 se você foi para a pré-estreia de meia-noite). A data carimbou a volta da saga estrelar criada por George Lucas para o mapa do entretenimento mundial. Não que Star Wars tenha algum dia deixado de ser sinônimo de sucesso, lucro ou entretenimento. Mas depois dos últimos filmes (os irregulares episódios 1, 2 e 3), o novo capítulo da franquia trouxe de volta os pilares que consagraram a trilogia original (os ótimos episódios 4, 5 e 6) e já está sendo considerado entre os melhores exemplares da saga.

O Despertar da Força é tudo aquilo que os fãs queriam e esperavam. Crédito para o ótimo roteiro escrito pelo trio Lawrence Kasdan, J.J. Abrams e Michael Arndt e principalmente pela segura direção de J.J. Abrams. Depois de ter assinado o ótimo Star Treck de 2009 e sua igualmente boa sequência em 2013, Abrams já pode receber os agradecimentos dos fãs de Star Wars.

O novo filme começou a ganhar corpo depois que George Lucas vendeu os diretos de sua obra para a Disney, que logo anunciou interesse em expandir a franquia através de novos produtos. As notícias eram animadoras e logo nomes da trilogia original como Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Peter Mayhew e Kenny Baker foram ligados ao novo projeto visto que a ação do episódio 7 acontece cerca de 30 anos depois do capítulo 6.

Os trailers foram divulgados ao longo do ano e serviam apenas para encher as cabeças dos fãs de inúmeras perguntas. A galáxia não permaneceu em paz como o final do episódio 6 parecia sugerir? Qual a relação do novo vilão com a trama? Han Solo e Leia viveram felizes para sempre? Quem são os novos personagens? E de todas as perguntas, a que teve maior repercussão foi o motivo do personagem Luke Skywalker não ter aparecido em absolutamente nenhum material de divulgação desde cartazes até os trailers. Onde estaria Luke? As respostas para todas estas perguntas estão no Episódio 7.

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O LADO NEGRO

O Despertar da Força é antes de tudo um filme sombrio. O antigo Império passou a ser chamado de Primeira Ordem, enquanto a Aliança Rebelde responde agora como a Resistência. Neste cenário, Luke Skywalker (Hamill) é o último jedi vivo, mas está desaparecido. Um dos integrantes da resistência, o piloto Poe (Oscar Isaac), recebe parte de um mapa que indica onde Skywalker está e entrega a informação para o androide BB8.

Os novos personagens incluem a jovem Rey (Daisy Ridley), que passa seus dias coletando peças de sucata para trocar por comida e o stormtrooper Finn (John Boyega), que fugiu da Primeira Ordem e acaba ajudando Rey a entregar o androide BB8 para a Resistência. Representando a Primeira Ordem, destaque para o vilão Kylo Ren (Adam Driver), que tem um misterioso passado com a Resistência e com o próprio Luke Skywalker. Não demora muito para personagens antigos como Han Solo (Ford), Chewbacca (Mayhew) e Leia (Fisher) aparecerem na trama.

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Apesar dos novos personagens funcionarem muito bem na nova história, são os antigos que provavelmente vão fazer boa parte do público se emocionar. O roteiro é tão seguro que consegue mesclar novos e antigos personagens de modo a respeitar a obra original, mas ao mesmo tempo expandir de forma inteligente e eficiente o que foi visto nos filmes anteriores. Neste caso, impossível não sorrir ao rever Han Solo e Chewbacca novamente no Millennium Falcon ou até uma discussão entre Solo e Leia bem semelhante as que eles tinham, por exemplo, no episódio 5.

Além disso, O Despertar da Força possui muitas referências aos filmes anteriores como naves antigas abandonadas, diálogos, trilhas sonoras que remetem a antigos personagens. Reconhecer cada uma destas referências vai fazer a alegria dos fãs da saga.

MUNDOS FANTÁSTICOS EM 3D

Falar de Star Wars é pensar em efeitos especiais e mundos fantásticos e o episódio 7 não decepciona. Aqui temos grandes cenas de aventura orquestrada pelo melhor da tecnologia digital. Neste caso, O Despertar da Força é um filme que deve ser visto preferencialmente em 3D. Embora tenhamos algumas naves e objetos que “voam” em direção da tela, a ideia de profundidade de campo é um cuidado que torna a experiência fílmica ainda mais completa.

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Além disso, Abrams optou por trabalhar o máximo possível com cenários e locações, embora claro o fundo verde e cenários em CGI estejam presentes. E se George Lucas trocou os pés pelas mãos ao tentar dirigir atores de peso nos episódios 1, 2 e 3, como Ewan McGregor e Natalie Portman e fazê-los parecerem fracos em cena, Abrams conseguiu o melhor de seus atores com muitas cenas dramáticas. Tudo brilhantemente orquestrado pela mais uma vez magistral trilha sonora de John Williams.

Ao final, o filme possui ótimas cenas de ação, sequências dramáticas para nenhum fã botar defeito e algumas (e ótimas) cenas cômicas. Destaque mais que especial para o androide BB8, que simplesmente conquista personagens e público. Em outras palavras, um filme imperdível. E a cereja do bolo vem ao final com uma das melhores conclusões da saga.

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FANATISMO

Se depender dos fãs que lotaram cinemas ao redor do mundo nas primeiras exibições de O Despertar da Força, a saga idealizada por George Lucas ainda terá vida longa. O que se viu na madrugada do dia 16 foi um fanatismo por parte destes grupos tão heterogêneos, mas que tinham a paixão por Star Wars em comum.

Seja através de fantasias muito bem feitas, até aquelas mais simples, ou apenas uma camisa, todos decidiram dormir tarde e ir até o cinema mais próximo para comemorar mais um capítulo da série que começou a long time ago, in a galaxy far far away e se tornou um marco no cinema e na cultura de massa.

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2 Comentários

  1. Davi Mercatelli

    Não gostei.

    É um filme com ótimos efeitos especiais, mas o roteiro não é aprofundado na história e mitologia de Star Wars e da força, apresentando soluções fáceis.

    Achei um filme extremamente emotivo e parece que só foi feito para arrecadar dinheiro.

    Indico apenas pelos efeitos e cenas de ação!

  2. Kaell

    Curti o filme, mas não daria nota 5, pois achei o Ren “bem meio bosta” como vilão.

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