Críticas

A Trilha da Fera Lunar (1976)

Vale apenas pelas cenas patéticas e por isso mesmo divertidas com o réptil assassino!

A Trilha da Fera Lunar (1976) (1)

A Trilha da Fera Lunar
Original:Track of the Moon Beast
Ano:1976•País:EUA
Direção:Richard Ashe
Roteiro:Bill Finger, Charles Sinclair
Produção:Ralph T. Desiderio
Elenco:Chase Cordell, Leigh Drake, Gregorio Sala, Patrick Wright, Francine Kessler, Timothy Wayne Brown, Crawford MacCallum

Filme bagaceiro dos anos 70 do século passado classificado no subgênero do cinema fantástico conhecido como “homem transformado em monstro”. Com direção de Richard Ashe (creditado como Dick Ashe), em seu único filme numa carreira que não existiu, A Trilha da Fera Lunar tem roteiro de Bill Finger (1914 / 1974), conhecido por ajudar no desenvolvimento do personagem “Batman” nos quadrinhos, séries de televisão e animações. A co-autoria da história é de Charles Sinclair, que teve uma carreira curta e ajudou a escrever a ficção científica tranqueira O Lodo Verde (1968), junto com o parceiro Bill Finger.

Paul G. Carlson (Chase Cordell) é um jovem solitário interessado em mineralogia e que faz estudos de campo nas montanhas próximas da cidade de Albuquerque, no Estado americano do Novo México. Seu antigo professor, John Salinas (Gregorio Sala), apresenta para ele uma bela fotógrafa de Nova Iorque, Kathy Nolan (Donna Leigh Drake), que está realizando um trabalho jornalístico nas reservas de índios locais. Eles se apaixonam rapidamente e num encontro noturno no alto de um cume, presenciam uma chuva de meteoritos vindos da Lua, após o choque de um asteroide na superfície lunar. Um dos pequenos corpos celestes vindos do espaço exterior atingiu levemente Paul, que ficou com um fragmento do meteorito internamente na cabeça. A radiação está causando reações estranhas e mutações que o transformaram na fera do título, iniciando uma trilha com o sangue de suas vítimas.

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O chefe de polícia Capitão McCabe (Patrick Wright), que está sempre com as mãos na cintura, lidera as investigações dos misteriosos assassinatos na região, e é auxiliado pelo Prof. Salinas, especialista em antropologia e que conhece lendas índias que podem ajudar no caso, sobre homens que foram atingidos por objetos vindos do céu e que se transformaram em lagartos gigantes assassinos. O mistério incomum com a ocorrência de mortes sangrentas causadas por um suposto monstro réptil desperta a atenção de um cientista da NASA, Dr. Lawrence (Crawford MacCallum), e de um famoso cirurgião, Dr. Rizzo (Fred McCaffrey), que chegam à cidade para tentar ajudar o jovem a se livrar do mal que o transforma num monstro nas noites de lua cheia.

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A maquiagem da criatura é de Rick Baker, que ficou famoso principalmente pelo excepcional trabalho em Um Lobisomem Americano em Londres (1981), além da preciosa bagaceira O Incrível Homem Que Derreteu (1977) e Videodrome – A Síndrome do Vídeo (1983), de David Cronenberg, entre outros. Ele foi auxiliado pelo maquiador Joe Blasco, que interpretou a fera lunar em seu único trabalho como ator. O “lagarto gigante que anda como homem” apresenta semelhanças físicas com o conhecido “monstro da lagoa negra”, e infelizmente aparece pouco no filme. Pois, justamente o monstro é o único a garantir bons momentos com cenas bizarras de ataques em efeitos toscos e divertidos pela precariedade da produção. No mais, a história não desperta interesse pelo excesso de clichês e situações exageradamente absurdas e inverossímeis. O ritmo é bem arrastado, com um elenco amador cujas atuações inexpressivas colaboram para um resultado final fraco e descartável. Vale apenas pelas cenas patéticas e por isso mesmo divertidas com o réptil assassino.

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