Críticas

A 5ª Onda (2016)

Nem mesmo Chloë Moretz salva este exemplar genérico de ficção científica distópica do mar de clichês no qual o longa se transforma!

A 5ª Onda (2016)

A 5ª Onda
Original:The 5th Wave
Ano:2016•País:EUA
Direção:J Blakeson
Roteiro:Susannah Grant, Akiva Goldsman, Jeff Pinkner
Produção:Tim Headington, Graham King, Tobey Maguire, Matthew Plouffe
Elenco:Chloë Grace Moretz, Matthew Zuk, Maria Bello, Maika Monroe, Liev Schreiber, Gabriela Lopez, Bailey Anna Borders, Nick Robinson, Ron Livingston, Maggie Siff, Zackary Arthur, Charmin Lee, Parker Wierling, Tony Revolori, Terry Serpico, Derek Roberts, Talitha Bateman

Fui assistir a A 5ª Onda, longa americano que estreou em janeiro, sem saber exatamente o que esperar, mas precisamente sem esperar nada. Não havia visto o trailer e nem mesmo lido a sinopse. Mesmo para alguém que não cria expectativas, o filme acaba sendo um decepcionante e fútil blockbuster teen que recai nos mesmos erros de filmes contemporâneos do mesmo gênero sem, no entanto, atingir êxito em nenhum dos temas que brinca de propor.

A 5ª Onda (2016)

Baseado no best-seller de Rick Yancey e dirigido no piloto automático pelo semi-desconhecido J. Blakeson (responsável pelo roteiro de O Abismo do Medo 2), o filme possui como principal chamariz a presença da estrela Chloë Grace Moretz (cujo trabalho particularmente aprecio bastante), mas nem mesmo ela consegue tirar o longa da mesmice. A atriz interpreta a protagonista Cassie Sullivan, que vê a Terra se transformar num semi-deserto destroçado por um cenário apocalíptico, após alienígenas invadirem inicialmente de maneira discreta o planeta e atacarem paulatinamente através de ondas, conforme o título do longa indica. Tais ondas incluem doenças pestilentas e uma queda global de eletricidade. Agora orfã, a jovem Cassie tem que lutar para resgatar seu irmão das mãos de um escuso exército ao mesmo tempo em que deve lidar com a presença constante dos invasores.

A 5ª Onda (2016)

Sugerindo, pelo menos a princípio, uma complexidade narrativa que consegue instigar nos primeiros momentos, o roteiro escrito a seis competentes mãos (Akiva Goldsman, oscarizada; Susannah Grant, indicada pela Academia; e Jeff Pinkner) acaba partindo para soluções fáceis num eixo temático que remete, ao mesmo tempo, a A Hospedeira e Crepúsculo, referências pouco saudáveis. Preferindo se transformar num romance adolescente em vez de uma genuína distopia, A 5ª Onda recai no limbo de adaptações literárias xaroposas adolescente do século XXI. E pelo que parece, será uma trilogia…

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