Prenda a Respiração (2012)

Em terra de cego, quem tem um olho vai preferir não ver esse filme!
Em terra de cego, quem tem um olho vai preferir não ver esse filme!
Prenda a Respiração
Original:Hold Your Breath
Ano:2012•País:EUA
Direção:Jared Cohn
Roteiro:Geoff Meed, Kenny Zinn
Produção:David Michael Latt
Elenco:Katrina Bowden, Randy Wayne, Erin Marie Hogan, Steve Hanks, Brad Slaughter, Seth Cassell, Darin Cooper, Jordan Pratt-Thatcher

Ou os responsáveis por essa porcaria. Quando você pensa na quantidade de recursos disponibilizados e a disposiçao de uma equipe com mais de trinta envolvidos em aspectos técnicos, a primeira impressão transmitida é que o dinheiro e tempo foram muito mal utilizados. Imagine o que cineastas brasileiros independentes poderiam fazer com um investimento similar, tendo em vista o que foi e está sendo produzido por aqui! A justificativa plausível para essa tamanha incompetência cinematográfica intitulada Hold Your Breath, disponível no Netflix como Prenda a Respiração, está no nome da produtora por trás de tudo: The Asylum, que vem cometendo atrocidades na Sétima Arte desde 1997, com poucas e raríssimas exceções.

Não é exagero apontar defeitos de ponta a ponta do filme! Com exceção de algumas atuações aceitáveis e a presença de um elenco feminino atraente, o que sobra é lixo registrado em vídeo, travestido de uma lenda envolvendo vingança sobrenatural, como já vista à exaustão por aí. A lenda, no caso, é referente à execução na cadeira elétrica do terrível serial killer Van Hausen (Keith Allen), consequência de uma vida de torturas e violência, principalmente contra mulheres. Na noite de sua morte, o assassino, testemunhado por algumas de suas vítimas – em maquiagens absurdamente ruins como cicatrizes e manchas roxas artificiais -, faz algumas citações bíblicas, antes de matar um guarda que o acompanhava, arrancando seus olhos.

Prenda a Respiração (2012) (1)

Uns anos depois, um grupo de jovens inicia um passeio até um acampamento numa região convenientemente próxima do manicômio-presídio onde a execução aconteceu e também na data de aniversário de sua partida. Ao passar por um cemitério, a gatinha Jerry (Katrina Bowden, de Tucker e Dale Contra o Mal, Piranha 2, Todo Mundo em Pânico 5 e Nurse 3-D) sugere que os amigos prendam a respiração para evitar a entrada de algum espírito maligno perdido, o que todos fazem menos o maconheiro Kyle (Seth Cassell), permitindo a perpetuação dos crimes de Van Hausen. Assim que fazem uma pausa para urinar, um casal decide ir até o presídio para transar (!!!), sendo seguido pelos amigos, exceto um Kyle perturbado, optando por jogar fora os celulares e queimar um policial. Aqui já cabe uma observação sobre a atuação horrível de Seth Cassell, que mantém um sorriso falso e expressões que não o diferem de sua personalidade já apresentada.

Na prisão, as bobagens se ampliam com a cena de sexo exagerada dos jovens e a ideia imbecil de Jerry de prender o amigo Tony (Brad Slaughter) na cadeira elétrica em troca de sexo oral. Enquanto o rapaz, relutante, é amarrado à cadeira, uma nuvem surge sobre o local como se o boneco Chucky estivesse em busca de transmitir sua alma para um corpo humano. O episódio, que poderia muito bem ser o início das possessões ao invés da ideia da respiração no cemitério, só traz alguns sustos e aparições das testemunhas da execução. Logo, eles saem do local em direção ao acampamento, com Kyle mantendo seu rosto maléfico e atitudes suspeitas.

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É claro que o espírito não ficará estacionado no gordinho. Em dado momento, Kyle leva um soco no estômago e a fumacinha branca invade o corpo de Tony. Viu como é fácil acabar com uma possessão? E será a vez de Tony manter a expressão risonha para cometer um crime com uma das garotas, furando um dos seus olhos e partindo-a ao meio com um carro. Surgirá, então, alguém que sabe de tudo, um ex-agente da instituição chamado McBride (Steve Hanks), que explicará as regras como a de tentar sobreviver até a meia-noite, horário que encerra o aniversário da morte Van Hausen.

Nem valia a pena disperdiçar tantos parágrafos por uma produção cheia de erros, mas é bom que sirva de aviso aos incautos, curioso pela capinha interessante e pela presença da bela Katrina Bowden em roupas mínimas. E se você ainda não se convenceu da ruindade do longa de Jared Cohn (de 12/12/12, claro!), desenvolvido a partir de um roteiro escrito por Geoff Meed (A Batalha dos Mortos, 2007) e Kenny Zinn, saiba que o pior foi reservado para o final, quando McBride terá a ideia de possuir um dos rapazes com o espírito do policial morto no dia da execução. Assim, no último ato, se você chegar a ele, ocorrerá uma batalha ridícula entre fantasmas no céu do cemitério, com efeitos especiais risíveis de tão ruins.

Katrina Bowden em cena do filme
Katrina Bowden em cena do filme

Prenda a Respiração não se garante na trilha sonora, na edição, fotografia, enfim em nada. Simplesmente nada. Não vale pela Katrina Bowden, nem pelo interesse masoquista que alguns infernautas possam ter por tranqueiras do novo milênio. Ao final, é apenas um soco no estômago daqueles que ousarem conferi-lo, mesmo com os avisos sobre sua ruindade em contra-indicações como esta.

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Marcelo Milici

Marcelo Milici

Fundou o Boca do Inferno em 2001. Formado em Letras, fez sua monografia sobre o Horror Gótico na Literatura. É autor do livro "Medo de Palhaço", além de ter participado de várias antologias de horror!

2 comentários em “Prenda a Respiração (2012)

  • 17/09/2017 em 14:42
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    Filme lixo, não aguentei assistir até o final de tão idiota, as trilhas sonoras pareciam de filmes de aventura infantil. As edições horrivíes, e o elenco um monte de retardado nada ave.

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  • 01/07/2016 em 12:01
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    Realmente a crítica acima está extremamente colocada. Perdi o meu tempo em assistir esta porcaria. É isso mesmo emporcalhou a 7ª Arte.

    Resposta

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