Críticas

Drive-in Massacre (1977)

Com Drive-in demais e Massacre de menos, filme entrega sangue e muita decepção!

Drive-In Massacre (1977) (2)

Drive in Massacre
Original:Drive in Massacre
Ano:1977•País:EUA
Direção:Stu Segall
Roteiro:John F. Goff, George 'Buck' Flower, Stu Segall
Produção:Stu Segall
Elenco:John F. Goff, Steve Vincent, Douglas Gudbye, Verkina Flower, Robert E. Pearson, Catherine Barkley, Norman Sheridan, Janus Blythe, John Alderman

Quando estamos abordando temas específicos, como cinema de Drive-in, existem algumas produções que são inevitáveis e, obviamente, Drive-in Massacre é uma delas. Lançada no fervor do exploitation americano, o filme é dirigido por Stu Segall, que até então era mais conhecido pelo codinome Godfrey Daniels, diretor e produtor de filmes pornográficos nos anos 60 e 70 – trabalhando em alguns com o lendário ator John Holmes – e que mais recentemente tornou-se produtor de pequenos longas e séries de televisão, como Renegado (com Lorenzo Lamas) e o clássico do Cinema em Casa, O Vingador (com Burt Reynolds).

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Infelizmente Massacre é um termo muito forte para intitular esta produção; já este é seu psycho killer sem vergonha típico da época, e que deve desapontar qualquer um que espera ver, de fato, o título do filme se concretizar na tela.

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Pelo menos existe um Drive-in no roteiro e é onde a ação começa já na abertura: É uma noite movimentada e as pessoas começam a chegar com seus carros para assistir a um filme. O estabelecimento é gerenciado pelo nervoso Atkin (Newton Naushaus), um ex-atirador de facas de circo e tem como zelador e saco de pancadas o ex-engolidor de espadas Germy (Douglas Gudbye).

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Deveria ser mais um dia na vida de ambos e da pequena cidade, porém tudo muda quando um assassino desconhecido mata aleatoriamente um cliente do drive-in com uma espada bem afiada. O crime chama a atenção de policiais (James Barnes e Adam Lawrence), que começam seu trabalho de investigação, mas a medida que os homicídios prosseguem noite após noite, com cabeças decepadas, jugulares cortadas e numerosos empalamentos, os suspeitos de sempre são acompanhados de perto antes que mais corpos façam parte da pilha do assassino.

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Drive-in Massacre tem todos os elementos que consagram o exploitation setentista: filmagem granulada, péssimo som, atores sem carisma e valores de produção paupérrimos, somados com cenas excepcionalmente escuras. Mas o principal pecado é que mesmo com somente 75 minutos de duração, consegue ser tedioso até a última conta, atrapalhando demais as boas e sangrentas cenas de morte.

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Acontece que o roteiro fica perdido entre colocar algum suspense no mistério de quem seria o perpetrador dos crimes e apela para soluções e “linhas de investigação” que não chegam a lugar algum. Mesmo o fato de o Drive-in permanecer aberto todas as noites após assassinatos diários é digno de risadas indignadas. Em uma das cenas mais toscas, a dupla de policiais se transveste de um casal apaixonado só para ficar de olho nos frequentadores do drive-in… É patético e engraçado ao mesmo tempo, como o restante do filme. Até vale o preço da pipoca, desde que esteja cheia de caroços não estourados.

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