Predadores da Noite (1981)

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Predadores da Noite
Original:Hell of the Living Dead
Ano:1981•País:Itália, Espanha
Direção:Bruno Mattei, Claudio Fragasso
Roteiro:Claudio Fragasso, José María Cunillés
Produção:Isabel Mulá
Elenco:Margit Evelyn Newton, Franco Garofalo, Selan Karay, José Gras, Gabriel Renom, Josep Lluís Fonoll, Pietro Fumelli, Bruno Boni, Patrizia Costa

O que esperar de uma cópia, quase refilmagem, de Dawn of the Dead, do americano George A. Romero, feita na Itália bem no auge do período gore/splatter europeu, ou seja, nos anos 80??? Chega a dar água na boca, não é verdade??? Ou pelo menos tem-se a expectativa de uma produção com aquele clima sinistro e pesado, típico do cinema de horror italiano. E a violência quintuplicada em relação ao filme americano, obviamente…

Enfim, você já está tremendo de emoção para ver esta maravilha, que tem até um título sugestivo, Hell of the Living Dead (O Inferno dos Mortos-vivos), lançada por aqui como Predadores da Noite pela extinta A.B. Vídeo. O único problema: no que você coloca a fita no videocassete e os créditos iniciais começam a rolar, você lê lá no finzinho, bem grande: “Directed by Vincent Dawn“. E aí seu mundo desaba, junto com qualquer expectativa de que aquele seja um bom filme.

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Porque você sabe, como bom conhecedor de horror, que Vincent Dawn é o pseudônimo do mais picareta, mais amador, mais incompetente, mais cara-de-pau, mais sem vergonha na cara diretor italiano de todos os tempos, o incapaz e ultra-trash Bruno Mattei!!!

Para quem não conhece, vamos fazer a seguinte comparação: se Ed Wood, o tão proclamado “pior cineasta de todos os tempos“, tivesse nascido na Itália, ele se chamaria Bruno Mattei. Os filmes de Mattei chegam a ser vergonhosos de tão ruins: péssimo elenco, péssimo roteiro, péssima fotografia, péssima edição, erros grosseiros de montagem, inúmeras cenas ridículas, uso de cenas de documentários para baratear a produção (coisa que Ed Wood também adorava fazer), momentos verdadeiramente vergonhosos, enfim, uma desgraça completa. Mas tudo com aquele charme trash do “quanto pior, melhor“. Justamente por isso, Mattei virou uma espécie de “diretor cult” para quem gosta do gênero, ou seja, para quem adora dar risada vendo filmes ruins.

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Seus filmes são disputados a tapas por malucos que assistem justamente para gargalhar com o excesso de abobrinhas e o amadorismo coletivo. Aí incluem-se preciosidades como Rats, Night of Terrors, um dos piores filmes de todos os tempos; Escalpo, um faroeste ultra-violento em que Mattei usa o pseudônimo Werner Knox, e Shocking Dark, ficção científica podreira que o diretor lançou com o título totalmente enganoso de Terminator 2, dois anos antes de James Cameron lançar seu Terminator 2 oficial, exigindo que a cópia italiana fosse rebatizada. E, claro, também se inclui na lista esta bomba chamada Predadores da Noite.

Não me entendam mal, entretanto. Por pior que o filme seja, ele realmente é muito divertido. Você fica o tempo inteiro rindo da total incapacidade da equipe técnica, da direção e do elenco. Se assistido com um grupo de amigos tomando cerveja, o volume das risadas certamente irá assustar os vizinhos. Agora, o filme será insuportável para aquele tipo de espectador que espera uma boa história, um bom elenco e um mínimo de qualidade. Predadores da Noite está mais para Plan 9 from Outer Space, de Ed Wood, do que para o filme do qual copia boa parte da trama, o Dawn of the Dead de Romero.

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Predadores da Noite também é chamado, lá fora, de Virus, Cannibal Virus, Night of the Zombies, Zombie Inferno e até Zombie 5: The Ultimate Nightmare, título tão picareta quanto o diretor!

Mattei filmou esta preciosidade em 1981, dois anos depois de Lucio Fulci dar o pontapé inicial no gênero “filmes italianos com zumbis“, ao dirigir seu clássico Zombie Flesh Eaters (1979). Como é habitual nas produções de Mattei, o orçamento é mínimo e o roteiro é de seu amigo do peito, o igualmente incapaz Claudio Fragasso, que copia tão vergonhosamente o enredo de Dawn of the Dead que chega a ser irônico o fato de Romero nunca ter processado a produtora deste filme.

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Predadores da Noite inicia num laboratório de pesquisas na Nova Guiné, chamado Hope Center, onde cientistas estudam uma forma de eliminar dois problemas pertinentes ao Terceiro Mundo: a superpopulação e a escassez de alimentos. Por cientistas, entenda-se um monte de manés com jalecos brancos apertando dezenas de botões coloridos que piscam (hahahaha).

O filme começa já a mil por hora, pelo menos: quando dois técnicos vão investigar um vazamento de gás tóxico, se deparam com um rato morto no “setor” onde estão. Detalhe: a dupla está vestida com uma roupa anti-contaminação tão ridícula que só vendo: eles têm um capuz que fica sobre a cabeça, tipo aqueles caras da Ku Klux Klan! Agora imagine se um vírus ou uma bactéria não iria penetrar num traje tão mal protegido!!!!Enfim, um dos dois bocós pega o rato morto na mão e o bicho volta à vida (rato-zumbi???), rapidamente penetrando na “super protegida” roupa do coitado e matando-o (em mais uma cena ridícula que só vendo). O capuz é tão mal colocado na cabeça do coitado que, enquanto ele se contorce de dor, o troço cai e destampa seu rosto (vai saber se a cena é intencional ou não). Enquanto cai morto, o mané encosta em umas válvulas e liberta uma nuvem de gás tóxico. Logo ficamos sabendo que o tal gás esverdeado faz parte de uma tal “Operação Doce Morte” (Sweath Death).

Os caras contaminados pelo gás voltam à vida como zumbis, e entenda-se por zumbis um bando de extras caminhando a passos lentos com a cara pintada de verde (mas as mãos e o pescoço completamente normais!!!). Todo o grupo de cientistas é dizimado enquanto um velho, que parece ser o líder do grupo, grava uma mensagem dizendo que a Operação Doce Morte foi um completo fracasso. A ideia dos caras para acabar com os problemas do Terceiro Mundo era transformar todos os habitantes de lugares como África e Brasil em zumbis, deixando-os para comer uns aos outros! Uma sutil crítica social, não???

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Corta para os Estados Unidos (em algum lugar da Itália, obviamente), onde terroristas/ecologistas fazem reféns e exigem que o governo americano cesse imediatamente todas as atividades dos Hope Centers. A polícia cerca o prédio mas, misteriosamente, não faz nada, esperando pela chegada de um grupo de operações especiais, ou seja, a SWAT. Quando o tal “grupo de operações especiais” entra em cena, o espectador dá a primeira grande gargalhada do filme. São quatro bocós de uniforme azul ofuscante, bonezinho de pano e armas de plástico, um mais ridículo que o outro.

São eles: o tenente Mike London (interpretado por Robert O’Neil, ou melhor, José Gras), o débil mental Santoro (Frank Garfield, ou melhor, Franco Garofalo), o prudente Vincent (Luis Fonoll) e o não-fede-nem-cheira Osbourne (Gaby Renom). O primeiro pensamento do espectador: “Se esses caras são os heróis do filme, não tem como piorar mais“. Acredite: tem sim! Os quatro têm cara de tudo, menos de membros da SWAT, especialmente Santoro, que é cabeludo e tem cara de alucinado (além de interpretar cada cena arregalando os olhos e gritando muito, totalmente insuportável).

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O tal “grupo de operações especiais” entra em cena com o plano mais óbvio possível para massacrar os terroristas. O tenente simplesmente manda dois dos seus homens entrarem por baixo enquanto escala o telhado junto com um segundo soldado. Mesmo com um plano tão pobre e sem planejamento, os policiais levam a melhor e nem são vistos pelos terroristas.

Mas algo está errado: à medida que os quatro avançam no interior da embaixada, ouvimos uma trilha sonora interessante, mas que soa como se já tivesse sido escutada antes. Não sem motivo: o picareta Mattei chupou a trilha sonora do grupo Goblin, composta originalmente para Dawn of the Dead, e usou todas as músicas sem qualquer autorização neste filme!!! É inacreditável como um sujeito pode ser tão sem vergonha! E ainda teve o descaramento de dizer, em uma entrevista, que tinha reservado os direitos da trilha dois anos antes de Dawn of the Dead (informação negada pelo grupo)!!! Argh!!!! Trechos da trilha composta pelo Goblin para o filme Alien Contamination, de Luigi Cozzi, também foram chupados por Mattei e estão neste filme.

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Voltando à operação militar: quando os quatro adentram na sala principal da embaixada, simplesmente passam fogo em todos que estão de pé (por sorte, os reféns estavam deitados). Antes de morrer, um dos bandidos diz para Mike algo sobre um inferno, bla bla bla, “irmão comendo irmão“, e por aí vai, prevendo que alguma coisa terrível iria acontecer nos momentos seguintes.

Um novo corte e estamos novamente na Nova Guiné, juntamente com nossos quatro heróis (hehehehe). Nunca fica claro se os policiais estão de férias pela bem-sucedida operação (como um deles diz em determinado momento) ou se estão ali para investigar o vazamento de gás tóxico no Hope Center (como outro deles diz em outro momento). Eles não conseguem contato com ninguém por rádio e ficam vagando de jipe sem destino. E, descaradamente, estão com o mesmo uniforme azul que usavam na cena nos “Estados Unidos“!!!

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Paralelamente, dois casais de repórteres param em uma missão abandonada, também na Nova Guiné. O filho de um dos casais foi mordido por um nativo e está com uma enorme ferida purulenta. Um dos casais é formado pelo cinegrafista Max (Selan Karay) e pela repórter Lia Rousseau (Margit Newton). Não vai demorar muito para os zumbis aparecerem. Um deles é um padre com metade do rosto decomposto (em uma cena bem filmada, vou até dar a mão à palmatória). Enquanto Max e Lia vão passear nas redondezas, o menino mordido vira zumbi (sem qualquer maquiagem, apenas uma horrível expressão de vilania) e “come” o pai – chupação total de A Noite dos Mortos-vivos, também de Romero, onde é uma filha que devora a mãe.

Neste momento, presenciamos outra das muitas cenas “gargalháveis” de Predadores da Noite: Max e Lia estão à beira do lago quando um grupo de zumbis vem caminhando pelo meio da floresta, com o rosto meio putrefato e esverdeado. Apesar disso, a dupla de imbecis fica estática e conversando normalmente. Mais ou menos o seguinte diálogo se desenrola:

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  • Lia: Veja só que horrível (frase dita com a maior calma do mundo, piorada pela péssima dublagem). Quem são eles?
  • Max: Talvez estejam bêbados, ou drogados. (ha!) Ou talvez seja uma colônia de leprosos. Talvez não queiram nos fazer mal.

É só quando os cadáveres ambulantes estão em cima dos dois que eles resolvem fugir. Nisso, os quatro heróis da SWAT chegam à velha missão bem a tempo de combater os zumbis, matar a criança-zumbi e salvar Lia e Max, que passam a acompanhar o grupo.

Vale comentar o primeiro encontro de Santoro e Osbourne com um grupo de mortos-vivos sedentos de sangue. Osbourne resolve atirar, mas Santoro o impede: “Não faça isso! Agora é a minha vez de atirar primeiro!“, vira e enche os zumbis de chumbo. Quando eles não caem, o soldado fala uma pérola: “Estes filhas da puta têm mais vidas que um gato“. É quando eles aprendem que um tiro na cabeça é a única forma de matar os zumbis. Mesmo assim, até o final do filme, eles atiram por todo corpo dos monstrengos, raramente atingindo a cabeça.

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E esta é a história!

O restante do filme acompanha o grupo de soldados e a dupla de repórteres andando em direção ao Hope Center e enfrentando zumbis por toda parte, em casas abandonadas, em uma aldeia indígena, no meio da floresta, etc.

Em um momento antológico, Santoro larga a arma e vai correndo bem no meio dos zumbis, para tirar uma com a cara deles. “Você quer me morder? Hein? Hein?“, diz ele, saracoteando no meio dos mortos ao invés de encher logo todos eles de chumbo.

Outra cena maravilhosa é quando o grupo está checando uma casa abandonada e Osbourne desce ao porão, onde encontra um armário repleto de roupas antigas. Pois o cara, um policial do “grupo de operações especiais“, machão e tal, simplesmente larga seu fuzil no chão, coloca um vestidinho de ballet (é sério!) por cima do uniforme, uma cartola na cabeça, pega uma bengala e começa a sapatear!!!! Acredite se quiser! Pior: zumbis aparecem do nada e atacam o burroide, que morre vestido daquele jeito ridículo! Aplausos para nosso roteirista preferido, Claudio Fragasso, por inventar uma cena dessas!

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Desnecessário dizer que, como em Dawn of the Dead, o final é pessimista e aberto – embora amadoríssimo. No que o grupo de sobreviventes chega ao Hope Center acontecem as mortes mais ridículas e vergonhosas da história do cinema, o que faz com que o espectador se pergunte: “Como é que estes jacus conseguiram sobreviver o filme inteiro se são tão burros???“. Uma das mortes chega a dar raiva: ao ver o elevador repleto de zumbis, um dos policiais (não vou dizer quem) aponta o rifle para eles. Não é que um dos mortos pega a ponta do rifle e puxa para dentro, fazendo com que o soldado caia bem no meio do grupo de zumbis? Ele não podia ter largado o rifle, atirado, sei lá, feito qualquer coisa???

E não acaba por aí: para dar mais realismo ao filme e fazer o espectador realmente acreditar que a história se passa na Nova Guiné (até parece), Mattei usou a técnica preferida de Ed Wood: incluir na montagem cenas de documentário tipo “National Geographic” e cenas reais de tribos indígenas fazendo estranhos rituais, comendo vísceras de animais e vermes, retiradas de algum “shockumentary” realizado, provavelmente, na “verdadeiraNova Guiné.

Estas cenas são inseridas de forma grosseira na montagem: como são granuladas e filmadas em outro tipo de película, elas destoam vergonhosamente do resto do filme. Pior ainda: Mattei pegou cenas de macacos pulando de árvore em árvore, cangurus pulando, elefantes passeando, e meteu tudo no meio da montagem! Será que na Nova Guiné tem todos esses bichos? Graças à edição “dinâmica“, em um momento estamos vendo o ataque dos zumbis, e no outro passarinhos voando ou macaquinhos brincando! Argh!

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Pior é que a tática se revela uma forma criativa de fazer um filme econômico. Em uma cena, os policiais e o casal de repórteres vão a uma tribo indígena. Mattei usou apenas meia dúzia de figurantes pintados como índios. Todo o restante das cenas (danças, rituais, dezenas de nativos caminhando com lanças) são retiradas de documentários, num efeito “enganador“, mas realmente barato.

Copiando diretamente Dawn of the Dead, Mattei chega a mostrar, em determinado momento, a reunião de uma assembleia de políticos (também retirada de cenas reais, com uma dublagem recorrente ao filme colocada por cima do áudio original). Na reunião, comenta-se o problema dos zumbis usando frases copiadas praticamente na íntegra dos debates que eram mostrados na TV no filme de George Romero. Algo assim que só vendo para acreditar!

Como curiosidade, em entrevista a uma revista de horror na época em que o filme foi lançado, Claudio Fragasso confessou que seu script original previa um filme muito mais ambicioso e épico (ele sempre fala a mesma coisa), onde todo o povo do Terceiro Mundo (incluindo nós, brasileiros) seria contaminado pelo vírus, criando uma superpopulação de zumbis que daria uma real ideia de apocalipse. Entretanto, o orçamento era pouco ou nenhum, obrigando o produtor a limitar a história à “Nova Guiné“. Mas o que vemos, descontando as imagens tiradas de documentários, é uma “selva” tão fajuta, com meia dúzia de árvores, que até parece que o filme foi feito no quintal da casa de Mattei!!!

Outro detalhe: Fragasso também foi diretor de segunda unidade do filme. Na mesma entrevista, ele declarou ter filmado todas as cenas de violência envolvendo os zumbis. Com a palavra, o próprio roteirista: “Ninguém consegue me parar quando eu começo a filmar, apesar de Mattei ter tentado suavizar algumas cenas mais fortes que eu queria fazer. Minha criatividade fica ainda mais espontânea quando eu trabalho junto com o pessoal da maquiagem“. Pouco modesto este Fragasso???

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Ainda na mesma entrevista, perguntam para o roteirista se ele acha que Mattei é um bom diretor. A resposta de Claudio: “Mattei… Não é um bom diretor, mas é um ótimo editor“. Hahahahahaha! Isso que os caras eram AMIGOS! E continua: “No set, Mattei nunca tem aquela disposição de começar a filmar. Ele fala demais, mas nunca faz muita coisa. Ele tem um problema para motivar as pessoas e várias vezes, durante o filme, ele me pedia: ‘Claudio, você poderia começar a filmar por mim?’. Mas quando ele começa a rodar, você não consegue mais pará-lo“. Amigão do peito, esse Fragasso!

Em contrapartida, o próprio Mattei foi entrevistado em 2002 para os extras da versão de Hell of the Living Dead lançada em DVD nos Estados Unidos (quando é que isso vai chegar por aqui???). Ele confessou, na entrevista, que muitas das cenas foram improvisadas, e que quase todo o trabalho de “Frank Garfield” (o insuportável soldado Santoro) foi inventado na hora pelo próprio ator – o que explica as cenas totalmente desnecessárias, como aquela já citada em que ele se mete no meio do grupo de zumbis, provocando os monstros. A “cena de dança” de Osbourne também foi improvisada!!!

O pior é que Predadores da Noite nem ao menos é tão violento quanto se esperaria de um filme de horror made in Italy (apesar da propaganda toda feita por Fragasso). Os efeitos de Giuseppe Ferranti são fracos, mas há algumas boas cenas. A mais memorável é aquela em que um zumbi enfia a mão na boca de uma mulher, arrancando seus olhos pelo lado de dentro da cabeça – cena comprometida na cópia nacional porque o filme originalmente era em widescreen, e por isso foi cortado dos lados para “caber” no formato normal da tela. Outros momentos divertidos envolvem cabeças explodindo, dedos arrancados a dentadas e uma ratazana saindo de dentro do estômago de uma velha morta!

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Infelizmente, o péssimo roteiro de Fragasso (que coloca na boca dos atores alguns dos mais ridículos diálogos de todos os tempos), as horríveis interpretações dos quatro ineptos galãs, os efeitos fracos e o amadorismo geral de Bruno Mattei transformam Predadores da Noite de filme de horror em uma perfeita e engraçadíssima comédia. Encarar a produção desta forma é o único jeito de divertir-se vendo essa porcaria. Trata-se de um filme realmente estúpido, impossível de levar a sério. E se você por acaso levar a sério, prepare-se para apertar o eject do seu vídeo antes dos 10 minutos de filme rolando.

Em tempo: o pseudônimo “Vincent Dawn“, que seria adotado por Mattei em todos os seus filmes de horror a partir deste, é mais uma “homenagem” do italiano a George Romero, já que o “sobrenome” foi tirado da primeira palavra do título Dawn of the Dead. Bela homenagem! Romero deve ter ficado realmente comovido…

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Felipe M. Guerra

Felipe M. Guerra

Jornalista por profissão e Cineasta por paixão. Diretor da saga "Entrei em Pânico...", entre muitos outros. Escreve para o Blog Filmes para Doidos!

Um comentário em “Predadores da Noite (1981)

  • 26/09/2017 em 09:47
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    Sabe o que me fez eu passar mal de tanto Rir, é o modo como os Zumbis Destrincham suas vitimas nesses filmes antigo dos anos 80/90 ainda mais Italianos,só pela diversão ta valendo a pena hehehehehe

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