Críticas

Experiência Diabólica (1953)

É um típico filme com orçamento menor do cinema fantástico bagaceiro dos anos 50 do século passado!

Experiência Diabólica (1953) (1)

Experiência Diabólica
Original:Donovan's Brain
Ano:1953•País:EUA
Direção:Felix E. Feist
Roteiro:Curt Siodmak, Hugh Brooke
Produção:Tom Gries
Elenco:Lew Ayres, Gene Evans, Nancy Reagan, Steve Brodie, Tom Powers, Lisa Howard, James Anderson, Victor Sutherland, Michael Colgan

Com direção e roteiro de Felix E. Feist, fotografia em preto e branco e história baseada no conto O Cérebro de Donovan, escrita em 1942 pelo alemão Curt Siodmak, Experiência Diabólica é mais uma daquelas preciosidades do cinema fantástico dos anos 1950. Foi lançado em DVD no Brasil com o título alternativo de O Cérebro Maligno e o conto de Siodmak já havia sido filmado antes em 1944 com A Dama e o Monstro, além de outra versão em 1962 com o nome The Brain.

Na história, temos o tradicional “cientista louco” que acredita que suas ações são bem intencionadas, sempre envolvidas em experiências sinistras para ajudar a humanidade. Nesse caso o papel ficou para o Dr. Patrick J. Cory (Lew Ayres), que é auxiliado pelo também médico Dr. Frank Schratt (Gene Evans), que aprecia consumir bebidas alcoólicas em excesso, e ambos contam com a ajuda da enfermeira Janice Cory, esposa do cientista. A personagem foi interpretada pela atriz Nancy Reagan, creditada como Nancy Davis, e curiosamente ela foi casada com o ex-presidente americano Ronald Reagan, que também foi ator.

Experiência Diabólica (1953) (2)

Eles trabalham com experiências para manter o cérebro ainda vivo de animais mortos, e utilizam macacos como cobaias. Porém, ocorre um acidente com um pequeno avião nas proximidades do laboratório e uma das vítimas é um famoso milionário, William H. Donovan, conhecido pelo envolvimento em negócios obscuros e sonegação de impostos. Ele é ferido gravemente no acidente e levado pela polícia para a casa do cientista, que não consegue salvar sua vida. Mas, a morte do milionário despertou a oportunidade da realização de uma “experiência diabólica” com a tentativa de manter seu cérebro vivo, semi mergulhado num tanque com uma solução de nutrientes e ativado com constantes impulsos elétricos. A experiência é bem sucedida, estimulando o cientista a tentar comunicação com o cérebro de Donovan. Só que eles não imaginariam as consequências desastrosas depois que o “cérebro maligno” consegue controlar telepaticamente o Dr. Cory, manipulando-o para continuar com seus negócios ilegais, eliminando todos que cruzassem seu caminho, como o fotógrafo sensacionalista Herbie Yocum (Steve Brodie), que descobriu a experiência e utilizava-se de chantagem para lucrar com a história.

Experiência Diabólica é um típico filme com orçamento menor do cinema fantástico bagaceiro dos anos 50 do século passado, explorando uma história exagerada na fantasia e que diverte justamente por essa fuga da realidade. Um cientista obcecado por seu trabalho, que coloca de lado a vida social para estudar a possibilidade de um cérebro humano manter-se vivo, mesmo após a morte de seu corpo, e ainda podendo comunicar-se por telepatia. E claro, as consequências dessa ideia extravagante seriam catastróficas pelo fato do cérebro pertencer a um homem sem escrúpulos e envolvido numa série de atos desonestos que geraram sua fortuna.

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Os desfechos da maioria dos filmes com temáticas semelhantes produzidos nesse período geralmente são parecidos e positivos, com a ameaça sendo detida e a tensão turbulenta eliminada, dando espaço para a esperança de dias melhores. Então não é “spoiler” revelar que em Experiência Diabólica o mesmo novamente acontece, e nesse caso seria interessante e intrigante imaginar como seriam as coisas se o caos prevalecesse e o “cérebro maligno” conseguisse manter-se vivo e controlando a mente das pessoas.

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