Críticas

O Sétimo Filho (2014)

Só perde pontos pela falta de novas ideias, mas é uma produção bem divertida, daquelas que passavam constantemente na Sessão da Tarde!

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O Sétimo Filho
Original:Seventh Son
Ano:2014•País:EUA, UK, China, Canadá
Direção:Sergey Bodrov
Roteiro:Charles Leavitt, Steven Knight, Matt Greenberg, Joseph Delaney
Produção:Basil Iwanyk, Thomas Tull, Lionel Wigram
Elenco:Ben Barnes, Julianne Moore, Jeff Bridges, Alicia Vikander, Antje Traue, Olivia Williams, John DeSantis, Kit Harington

É bem provável que produções similares já tenham desfilado em seu aparelho de DVD. Caçadores de bruxas e demônios, alguém inexperiente que acaba sendo o escolhido para enfrentar o Mal, uma data final para resolver os problemas antes que o mundo acabe, amor proibido, artefato mágico…Apesar do caminho já ser conhecido – um modo mais discreto de denominação dos “clichês” -, se a produção for bem realizada, com um elenco afiado e bons efeitos especiais, garantindo pelo menos 90 minutos de entretenimento, a jornada não terá sido em vão. E quando se fala em repetição da fórmula, é bom lembrar que até franquias mais consagradas já beberam dessa fonte sem que o público se importe. Já ouviram falar de O Senhor dos Anéis, Harry Potter e O Hobbit? Leia novamente o começo desse parágrafo para ver se a linha narrativa difere muito.

Com uma passagem rápida pelos cinemas brasileiros em março de 2015, O Sétimo Filho é uma fantástica aventura, com demônios, bruxas, dragões e criaturas diversas, protagonizada por Jeff Bridges e Julianne Moore, em lados opostos. Ele é o caça-feitiços Gregory, um mestre com habilidades de luta que atravessa aldeias na procura por monstros. Um desses é exatamente a Mãe Malkin (Moore), uma poderosa bruxa que planeja dominar o mundo na Lua de Sangue. Capturada no passado, ela encontra uma forma de escapar e, com a ajuda de alguns poderosos demônios, pretende se vingar do Mestre, uma paixão antiga, desprezada.

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Para enfrentar os perigos, Gregory conta com o apoio do monstruoso Tusk (John DeSantis) e de um aprendiz, alguém que conhece os segredos das sombras. Com a morte de seu ajudante na fuga de Malkin, o Mestre vai até uma aldeia e convoca o “sétimo filho do sétimo filho“, Tom Ward (Ben Barnes), tendo que passar seus ensinamentos o quanto antes para evitar a chegada da Lua. Assim como outras produções parecidas, Tom salvará uma jovem bruxa, Alice (Alicia Vikander), por quem irá se apaixonar, mesmo sabendo que ela é sobrinha da vilã e pode estar com intenções maléficas na aproximação. Dividido entre as necessidades de enfrentar o Mal e a paixão pela jovem, Tom terá que fazer a escolha certa, se quiser evitar o fim de tudo.

Nessa jornada, os heróis terão que encarar o urso gigante Urag (Jason Scott Lee), um demônio do solo, atravessar a floresta das imagens espectrais e as dificuldades de convívio. Os efeitos visuais até que são interessantes, mesmo na concepção dos manjados dragões ou do imenso troll, não comprometendo a diversão. E mesmo já sabendo como tudo irá terminar, o público tem a sensação de estar admirando um quadro belíssimo, ainda que já tenha passado por aquele corredor da galeria.

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Julianne Moore faz uma bruxa trivial, com sua risada maléfica e domínio das criaturas. Como ela já foi capturada duas vezes pelo Mestre, em nenhum momento há qualquer preocupação com o destino dos heróis até a aproximação no castelo. Aliás, o líder dos assassinos, Radu (Djimon Hounsou), era bem mais ameaçador que a Bruxa apaixonada, facilitando os serviços de Gregory e Tom.

Com direção de Sergey Bodrov (O Guerreiro Genghis Khan, 2007), a partir de um roteiro de Charles Leavitt, Steven Knight e Matt Greenberg, baseado num romance de Joseph Delaney, O Sétimo Filho só perde pontos pela falta de novas ideias, mas é uma produção divertida e bem feitinha, daquelas que passavam constantemente na Sessão da Tarde e faziam a alegria da juventude, com seu sonho de um dia chegar a ser especial.

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