Críticas

Anfíbio – A Criatura das Profundezas (2010)

A primeira aventura de Yuzna em 3D é uma desastrada mistura de conceitos do que deveria ser tão simples como um monstro gigante assassino!

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Anfíbio - A Criatura das Profundezas
Original:Amphibious 3D
Ano:2010•País:EUA, Filipinas
Direção:Brian Yuzna
Roteiro:San Fu Maltha, John Penney, Brian Yuzna, Somtow Sucharitkul
Produção:San Fu Maltha, Brian Yuzna
Elenco:Verdi Solaiman, Mohammad Aditya, Steven Baray, Francis Bosco, Janna Fassaert, Francis Magee, Michael Paré

Perdido no final dos anos 80 e 90, o diretor Brian Yuzna era uma figurinha bem conhecida das locadoras de VHS. Diretor ou produtor de algumas pérolas cult desta época: Progeny, A Volta dos Mortos Vivos 3 e O Dentista. Também foi grande amigo e colaborador de Stuart Gordon, cuja associação gerou grandes clássicos adaptados de H. P. Lovecraft, tais como A Noiva do Re-Animator (1989), Necronomicon (1993) e Do Além (1986).

Algo aconteceu após este “período de glória” e os filmes foram ficando cada vez mais escassos e em menor qualidade até que chega Anfíbio: A Criatura das Profundezas, de 2010, seu primeiro trabalho em três dimensões. Não que faça qualquer diferença (até mesmo porque não foi lançado em 3D no Brasil), já que é uma tranqueira tão grande como seus trabalhos anteriores.

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O filme começa com uma descartável cena pós créditos iniciais, onde um casal de namorados é morto por uma desconhecida criatura marinha. Eis que chega o nosso elenco principal: a doutora Skylar Shane (Janna Fassaert) é uma bióloga marinha em missão de pesquisa no mesmo litoral filipino para encontrar fósseis pré-históricos no barco do capitão Jack Bowman (Michael Pare, que coincidentemente também interpretou um barqueiro marrento em Komodo vs. Cobra). No meio da expedição, eles acabam se envolvendo com um grupo de contrabandistas travestidos de pescadores, incluindo o bêbado irlandês Jimmy (Francis Magee).

Jack, que tem negócios pendentes com Harris (Francis Bosco), o chefe dos contrabandistas, resolve passar em seu entreposto/plataforma de pesca no meio do oceano. Lá, Skylar conversa com Tamal (Monica Sayangbati), um órfão vendido como escravo para os bandidos pelo tio. Ela se compadece pela situação, uma vez que a própria bióloga perdeu uma filha muito nova, e decide ajudar informando a polícia.

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Acontece que toda a polícia também está no bolso de Harris, todavia, conforme a noite cai, fica aparente que Tamal pode se cuidar muito bem, pois seus conhecimentos de magia negra lhe dão a habilidade de invocar das profundezas do mar um monstro gigante e sedento por carne fresca.

Que é uma produção de baixo orçamento, isto não se discute. As cenas que se passam fora do barco ou da estação de pesca são mínimas, e o monstro aparece muito pouco e em boa parte em CG. As atuações são sofríveis, para se dizer o mínimo. A grande atração do filme, o tal “anfíbio“, é meramente um grande escorpião que sabe nadar (não sei se se enquadraria como um anfíbio, de fato).

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Os efeitos especiais práticos são pouco numerosos, mas bons em grande maioria e neste quesito Brian Yuzna nunca nos deixa na mão, porém o que mais atrapalha Anfíbio, é sua falta de identidade através do porco tratamento do roteiro. Encurralado entre ter um tom sobrenatural, outro científico e uma típica produção de monstro gigante do nível da Asylum, nenhuma característica se destaca, afundando nas mesmas profundezas de onde vem a criatura “anfíbia“.

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1 Comentário

  1. Roger

    CG? Brian Yuzna sempre vai rimar com efeitos práticos, com os quais sempre se deu bem, seja dirigindo ou produzindo. Aqui, parece que a coisa não é boa, mesmo.

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