Críticas

Copycat – A Vida Imita a Morte (1995)

Copycat captura o espectador nas referências a outros crimes conhecidos e nos momentos de tensão e suspense, como o da invasão domiciliar!

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Copycat - A Vida Imita a Morte
Original:Copycat
Ano:1995•País:EUA
Direção:Jon Amiel
Roteiro:Ann Biderman, David Madsen
Produção:Arnon Milchan, Mark Tarlov
Elenco:Sigourney Weaver, Holly Hunter, Dermot Mulroney, William McNamara, Harry Connick Jr., J.E. Freeman, Will Patton, John Rothman, Shannon O'Hurley

Embora a década de 90 não seja uma referência ao horror cinematográfico, em baixa pelas inúmeras continuações fracassadas de filmes do gênero oriundos dos anos 80, ela foi de extrema importância para os thrillers policiais. Produções como O Silêncio dos Inocentes (1991), Seven, Os Sete Crimes Capitais (1995), Beijos Que Matam (1997), Ressurreição – Retalhos de um Crime (1999), Risco Duplo (1999), entre outros, estabeleceram a fórmula das tramas que envolvem assassinos em série, perseguição policial e mistérios sobre a identidade do criminoso. Mesmo com a repetição dos conceitos, era interessante acompanhar a jornada dos agentes do FBI e detetives na busca por um vilão inteligente, com suas mensagens secretas, inspiração ousada e um rastro de cadáveres em estado avançado de decomposição.

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Copiar” nunca foi tão original como no longa lançado em 1995, Copycat – A Vida Imita a Morte, dirigido por Jon Amiel (O Núcleo – Missão ao Centro da Terra, 2003). O que parece um paradoxo na verdade é o mote do serial killer do filme, inspirado na posição de cadáveres de crimes reais. Ele intriga os agentes M.J. Monahan (Holly Hunter, de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, 2016) e Reuben Goetz (Dermot Mulroney, de Sobrenatural: A Origem, 2015), com suas características distintas, obrigando-os a buscar o auxílio da ex-psicóloga criminal Helen Hudson (Sigourney Weaver), abalada por ter feito parte dos planos de outro assassino, o terrível Daryll Lee Cullum (Harry Connick Jr., de Possuídos, 2006), quando foi enforcada no banheiro do local onde fazia palestra sobre a mente perturbada de serial killers – irônico, não? Sofrendo de agorafobia – o medo de sair de casa -, ela passa seus dias em companhia do colega Andy (John Rothman, de O Dia em que a Terra Parou, 2008), enquanto mantém a comunicação com o mundo exterior através do computador e acompanha as ações do novo assassino de São Francisco.

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Assim que é acionada nas investigações, Helen passa a ser um alvo do psicopata, que passa a enviar pistas sobre as próximas vítimas e quais crimes serão copiados. É provável que o único meio de prender esse maníaco seja procurar a ajuda também do prisioneiro Daryll, num gesto bem próximo do que foi visto em O Silêncio dos Inocentes, enquanto tenta se defender de suas investidas cada vez mais próximas. Para provocá-la, o assassino começará a invadir sua rotina, sua casa e conhecidos, conduzindo-a um resgate do pesadelo do passado e a necessidade de enfrentar sua doença. A solução para o mistério parece bem próximo, prestes a recriar o crime que se transformou no pesadelo de Helen, finalizando o ciclo de maneira perfeita.

Apesar do preciosismo do enredo – e descontando algumas coincidências que facilitam o trabalho dos roteiristas Ann Biderman (As Duas Faces de Um Crime) e David Madsen -, Copycat captura o espectador nas referências a outros crimes conhecidos e nos momentos de tensão e suspense, como o da invasão domiciliar. As atuações, tanto de Sigourney Weaver quanto da experiente Holly Hunter, são satisfatórias e contribuem para o crédito de suas ações: o olhar amedrontado de Weaver, bem distante de seu heroísmo espacial, na sequência do corredor de seu prédio ou a frieza de Hunter na perda de um conhecido são os melhores exemplos que justificam os elogios.

Para quem ainda não teve a oportunidade de conferi-lo, Copycat está na programação atual da Netflix. Vale a pena se envolver nos mistérios de uma produção importante para o período fértil dos thrillers, sem precisar sair de casa.

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Marcelo Milici

Marcelo Milici

Fundou o Boca do Inferno em 2001. Formado em Letras, fez sua monografia sobre o Horror Gótico na Literatura. Já foi juri de festivais e eventos do gênero! Contato: [email protected]

1 Comentário

  1. diogo

    Tenho este dvd em minha coleção suspense/terror. Holly Hunter excelente em 2 filmes deste período: Crash (Cronenberg) e Copycat

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