Críticas

Amityville Terror (2016)

Explorando o nome da franquia clássica, esta é uma história de possessão sem inspiração

The Amityville Terror (2016) D

Amityville Terror
Original:The Amityville Terror
Ano:2016•País:EUA
Direção:Michael Angelo
Roteiro:Amanda Barton
Produção:Philip Day, Justin Jones, Zeus Zamani
Elenco:Nicole Tompkins, Kaiwi Lyman-Mersereau, Kim Nielsen, Amanda Barton, Trevor Stines, Christy St. John, Tonya Kay, Bobby Emprechtinger, Lai-Ling Bernstein

Quando o autor Jay Anson contou as experiências sobrenaturais com casal George e Kathleen Lutz no livro Horror em Amityville e, menos de dois anos depois, um filme de grande sucesso seria realizado dele, ele jamais poderia supor que estava reinventando todo um gênero de casas assombradas. O autor faleceu pouco tempo depois do lançamento do filme homônimo, dirigido por Stuart Rosenberg, e não viu a explosão que se seguiu (logo abafada com a popularidade dos slashers) mas é seguro afirmar que se hoje nós temos uma volta à assombração e a paranormalidade em sucessos como Sobrenatural e Invocação do Mal muito se deve direta ou indiretamente ao livro de Anson.

Por ter morrido prematuramente, o autor não viu que o nome Amityville geraria uma franquia extensa, abandonada depois de muitos filmes ruins e apenas retomada por um remake (ruim) em 2005, novamente largada ao relento. Porém curiosamente Amityville é o nome de duas cidades reais nos Estados Unidos e, por isto, não podem ser marcas registradas, permitindo que produtores picaretas usassem o título como se fossem baseados no livro de 1977. Os primeiros a perceberem – e não poderia ser diferente – foram os amigos da produtora Asylum que lançaram o found footage bagaceiro The Amityville Haunting em 2011 e a partir daí outros foram atrás: The Amityville Asylum (2013), Amityville Death House (2015), The Amityville Playhouse (2015), Amityville: Vanishing Point (2016), The Amityville Legacy (2016), Amityville: No Escape (2016), e mais um punhado de outros.

Amityville Terror (2016)

Ainda muitos outros deverão vir até a próxima adaptação oficial do livro sair em janeiro de 2017 com Amityville: The Awakening, produzido por Jason Blum, mas por enquanto aceitei assistir um destes “aleatórios“, com o título mais picareta de todos, The Amityville Terror, único crédito até o momento do diretor… Esperem…. Atenção… Michael Angelo. Sacou a “sutileza“? Michelangelo, Michael Angelo. hahahaha.

Usando uma velha premissa, uma família composta por um casal, Hailey e Todd (Kim Nielsen, de Zoombies, e Kaiwi Lyman-Mersereau), e sua filha adolescente rebelde Hailey (Nicole Tompkins), se mudam de São Francisco para a pequena cidade de Amityville para uma casa recém alugada pela tia perturbada Shae (Amanda Barton, Dracula’s Curse) que conseguiu o aluguel por uma baba da corretora Delilah (Tonya Kay).

Amityville Terror (2016)

Obviamente Delilah não contou para Shae que anos antes a casa foi palco de assassinatos e de estranhas aparições. A partir daí o desenvolvimento dos personagens e tudo o que você acha que vai acontecer eventualmente acontece: Hailey briga com a família e arruma inimigos na escola, menos o garoto com o qual vai sustentar um romancinho. Shae passa a agir estranhamente, a esposa pensa que ela voltou a usar drogas, o marido a defende e tenta achar uma explicação racional e todos brigam. Eventos sobrenaturais ocorrem aleatoriamente com todos os personagens, aparece uma amiga “sensitiva” do nada para ajudar e tudo vai para o inferno no clímax. Fim!

Contudo preciso ser justo, apesar de uma história extremamente manjada e com um elenco ruim, exageros a perder de vista e a aparente incapacidade de Michel Angelo (hahaha) de manter dez segundos de suspense, existem coisas a apreciar em The Amityville Terror. Alguns efeitos práticos são bem feitos, junto com o trabalho de maquiagem e uma relação de incesto com causas sobrenaturais é provocante. O restante do filme soa gratuito, usa soluções que não vão para lugar nenhum ou pouco tem a acrescentar.

Fique para assistir as cenas com chamas em CGI porque os produtores não tinham dinheiro para explodir ou queimar pessoas ou coisas e aproveite para tomar uma dose para cada erro de continuidade que você encontrar. É o máximo de diversão que encontrará nesta casa.

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